Dominando um homem



Cerca de dois anos atrás ou um pouco mais, numa clínica que sempre frequentava, conheci o Tulio, um homem gordinho, de perfil bem comum, um rosto bem comum e com comportamento muito restrito. Ele era atendente lá e, devido ao ofício era sempre gentil, dava atenção e era um ótimo ouvinte. Nisso, foi bem automático eu acabar me entrosando com ele. Já no primeiro dia, talvez devido à essa doçura em pessoa, brinquei com ele sobre ele realizar tarefas repetitivas, que talvez isso fosse bem chato, ele sorriu e confirmou que realmente era, mas que ele se acostumava às mais diversas tarefas e que acabava tirando certo prazer de situações de baixo estímulo como essa. Falou num tom de brincadeira, mas senti um pedido de socorro, uma vez que todos querem a atenção dele pra resolver suas coisas, mas ninguém dá atenção. Coitado.

Como precisava ir uma vez por semana, eu sempre passava uma hora mais cedo para ficar conversando com ele. Na terceira consulta ele até sorriu e se levantou para abraçar e falar que eu era muito gentil de dar um tempinho pra ele. A gente se comunicava com muita facilidade e percebi que ele, embora claramente hétero, parecia gostar de ver uma mulher conduzir a situação. Já tinha ficado com homens assim e não sentia tanto estímulo por esse perfil, mas ele era diferente. Ele não fazia isso por não perceber, ele demonstrava claramente gostar disso, dava sinais disso. Então chamei ele pra sair e ele topou. Seria depois de seu trabalho.

Fomos pra um restaurante e ele estava ansioso por aquilo. Eu também achei interessante. Era um cara que não fazia meu perfil, mas que era gostoso de estar junta dele.

- Sinto-me tão bem com você, dá a impressão que posso fazer qualquer coisa ou que posso ficar tranquila para fazer o que eu quiser contigo - comentei.

- Obrigado, gosto de me sentir útil e no que depender de mim, também tô aqui pra você fazer o que quiser comigo - falou num tom mais erotizado.

Diferente das conversas de consultório, conversamos sobre relacionamentos e experiências e ele foi bem aberto no assunto bem no início. Eu estimulei e também deixei o papo bem aberto, demonstrando ter mente aberta e gostar disso. Então ele falou que namorou uma Dominatrix e que isso deixou ele viciado no BDSM. Já sabia sobre o termo, mas nunca tinha feito nada nesse universo. Mesmo assim fiquei instigada e ia perguntando como era isso e ele dizendo:

- Ah, eu sempre gostei de ver a mulher conduzir o namoro, as situações. E ela era praticante de BDSM, eu sabia desde o começo. Então ela passou a perguntar se eu não queria fazer sexo com ela me controlando e eu topei. Após um longo processo andava nu em casa, usava castidade, ela controlava meu corpo e eu ficava mais apaixonado por ela. - relatou ele.

- E porque terminou?

- Tivemos uma desavença, mas sem ligação com o BDSM. Ela queria ter filhos e eu não. E ninguém abriu mão de sua posição. O tempo passou e terminamos por não encontrarmos uma solução.

- Então ainda gosta dela.

- Sim por ser a minha primeira dona, mas ela está em outra e eu adoraria ter outra dona.

Isso me deixou instigada. Brinquei dizendo que isso era algo provocante, ter um homem pra fazer o que eu queria era bom demais para ser verdade. Ele então me desafiou a ser sua dona no bar, para ver se eu levaria jeito. Disse que não ia dar conta, mas ele insistiu, sendo só uma brincadeirinha mesmo, inofensiva. Parei pra pensar, vi aqueles olhinhos sedentos por dominação, para ouvir uma ordem. Então eu falei:

- Eu quero que vá até o banheiro, tire sua cueca e fique sem ela para continuarmos a conversar.

- Sério?

- Tô mandando, não ouviu?

Falei com medo dele não gostar do meu tom ter mudado repentinamente, mas ele simplesmente sorriu e correu até o banheiro. Aquilo me divertiu e ao mesmo tempo me mostrou ser uma grande responsabilidade. Não podia ficar dando ordens aleatórias sem entender que ele iria fazer mais que só obedecer, mas para me ver satisfeita com a obediência dele. Me senti mais plena, mais poderosa. Em três minutos ele voltou.

- Como posso saber se não fingiu?

Ele então se levantou disfarçadamente e puxou a ponta do pano da cueca no bolso. Vi também seu pau mais marcado na calça jeans, estava excitado. Foi o suficiente para me atiçar.

- Será que te chamo pelo nome ou invento algum?

- Como a Senhora quiser. - respondeu ele na ânsia de seguir com a brincadeira, a excitação era evidente demais. Mas antes de continuar, tive que contar sobre minha condição (falo dela no primeiro conto meu). Falei francamente e ele ficou surpreso, pareceu não gostar muito e demonstrei entender se não tivesse afim de continuar com o encontro ou a brincadeira. Daí ele falou:

- Bom, pensando bem, a única pessoa que conversa comigo na clínica é você, compartilha um pouco de história e demonstra ser bem legal. Fora isso, é muito gata, muito mesmo. Se você não diz isso, nunca iria saber. Então quer saber? Faço o que você quiser essa noite.

- Tudo?

- Tudo.

Me excitei de vez e falei:

- Você vai pagar nossa conta, como um cavalheiro e vai entrar no carro comigo pois iremos ao motel. Quero que pague tudo para mim essa noite.

Seus olhos brilharam de novo como um farol e mais que depressa pediu a conta, pagou sem questionar nada e fomos para o meu carro. Ele entrou e ficou quietinho, aguardando novas ordens.

- Qual motel sugere?

- Qualquer um.

Resolvi ir num dos mais caros da cidade, ele ficava mais aceso só com isso.

- Nossa, você é um capacho também é?

- Sou o que quiser, apenas quero ver satisfeita na noite de hoje, Senhora.

Aquilo era intenso e gostoso. Como poderia ter alguém que se sujeitasse a esse ponto. E a gente nem se conhecia tanto, mas parecia que éramos conhecidos de anos ao mesmo tempo. Fomos ao motel com ele caladinho e quietinho, eu pensando mil e uma coisas, rindo e achando o máximo aquilo ali. No motel, peguei um quarto intermediário e fomos pra dentro. No quarto, ainda sem ter me tocado e nem nada, me sentei na cama, bem relaxada e falei:

- Tá vestido porque? Quero você todo peladinho, vamos!

Mais que imediatamente ficou totalmente nu, um pau médio de uns 10, 12 cm ficou aparente, super durinho. Ele respirava fundo só nesse instante e fiquei muito excitada. O banheiro era daqueles com vidro na parte do chuveiro, era possível ver a pessoa dentro do quarto. Então mandei ele ir tomar banho virado de costas para mim. Ele correu pra lá e enquanto tomava seu banho eu tirei meu vestido e fiquei só de lingerie, estava me sentindo gostosa.

- Vire-se e me observe.

Estava em pé e ele colou os olhos em mim da cabeça aos pés.

- Saia daí e venha aqui de quatro. Sem se enxugar.

Vi desligar o chuveiro e sair de lá andando de quatro, saindo do banheiro e vindo em minha direção. Liguei o ar condicionado e me sentei na cama.

- Lambe meus pés, mas não quero que olhe pra mim. Só os pés tá.

Fiquei posicionada bem em cima de onde a corrente de ar saia e ele ficou ali, lambendo meus pés com tanta delicadeza enquanto o vento o alcançava pelas costas. Aos poucos isso foi incomodando ele.

- Lembro que falou que gosta de fazer coisas repetitiva. Então só vai sair dos meus pés quando os dois ficarem lambuzados com sua saliva. Tenho todo o tempo do mundo.

Sentia sua respiração em meus pés, a sua emoção em servir, em querer mostrar que era útil, que ia fazer o que tava mandando ele fazer e, mais delicioso que tudo, que sentia-se numa missão importantíssima fazendo isso. Concentrou totalmente e acelerou para que conseguisse fazer isso. Eu assistia e ficava impressionada com tudo aquilo. Uns oito ou dez minutos depois ele falou que tinha terminado. Mandei sair da frente do ar e o vento mostrou que ele tinha realmente cumprido a missão.

- Parabéns, você é bem dedicado mesmo. Quero esse empenho na hora que for me dar um banho, vamos lá. Sabe como deve ir né?

Fui caminhando e ele andando de quatro atrás. Parei antes de entrar no box e mandei ele tirar minha calcinha, enquanto tirava o sutiã. Ele baixou e mandei que olhasse meu "calinho". Perguntei se tinha vontade de chupar ou lamber e ele não tirava o olho. Apenas concordou com a cabeça que sim. Eu coloquei um pé sobre o vaso, abrindo as pernas e puxei sua cabeça para encostar lá. Sua língua, trêmula e preocupada em me satisfazer fez o serviço enquanto segurava firme sua cabeça no lugar que gostaria de ser lambida. Esfregava meu quadril em sua cara e gemia falando que ele era ótimo naquilo. Ele se empolgou e passou a também sugar o calinho a cada movimento de pressão que fazia em seu rosto. Fiquei na dúvida entre gozar logo ali ou ir para o banho e continuar depois, preferi gozar. Após quase tirar o fôlego dele apertando meu corpo sobre sua boca e nariz meu pipizinho expeliu a porra que caiu sobre seu rosto, ele se assustou com a surpresa mas não fez nada além disso.

- Vem me dar banho, pode ficar em pé.

Ele se levantou, com um risco de porra que expeli sobre seu rosto e entrou atrás de mim. Pegou o sabonete e começou a esfregar meu corpo, deixei ele fazer todo o serviço e mandei limpar a cara dele no chuveiro. Ele esfregou gostosinho o meu reguinho, meu calinho, os seios, a barriga, as coxas, pés. Me deixou no centro de tudo, tinha sua atenção total e gostei muito disso.

- Você merece um prêmio. O que prefere? Chupar meu corpo, ser chupado ou me comer?

Ele sorriu e ficou bem surpreso com as opções que lhe tinha dado. Pensou e respondeu:

- Ser chupado, Senhora.

Sem sair do banheiro, me ajoelhei e passei a punhetá-lo. Ele ficou mais excitado ainda e logo vi que não aguentaria muito.

- Vou fazer isso, mas só vai poder gozar se eu quiser.

- Tudo bem, Senhora.

Seu pau ficou mais duro ainda quando ouviu isso.

- E se gozar antes da hora vou ter que te punir.

Ele não falou nada, mas quando comecei a chupar ele pareceu reunir toda sua energia para não me desobedecer. Em menos de um minuto de mamada ele começou.

- Ai Senhora, Senhora, vou gozar, desculpa, não consigo segurar.

- Não mandei gozar, segura a porra!

- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh...

E gozou comigo sem colocar a boca, já que tinha anunciado e eu vi sua porra sair escorrendo pela água do chuveiro e indo pro ralo.

- Desculpa, Senhora. Foi sem querer, desculpa!

- Eu não gosto de desculpas. Você me desobedeceu, estava tão obediente e faz uma coisa dessas. Acabou com a brincadeira.

- Desculpa, Senhora.

No fundo estava amando tudo aquilo. Especialmente porque ele tinha se colocado naquele lugar e gozou e eu já tinha estado satisfeita. Resolvi pegar leve na punição embora pensei em palmadas ou alguma outra coisa assim. Como não sabia de seus limites e ainda não o conhecia profundamente, anunciei a punição:

- Eu iria brincar mais com meu brinquedinho, mas depois disso é melhor terminarmos de nos enxaguar e ir embora.

- Por favor, desculpa vai, vamos continuar.

- Eu já não falei que não gosto de desculpas? Ou quer que eu me irrite - falei pelo personagem, mas demonstrando raiva estando super excitada por entrar na brincadeira.

- Tudo bem, Senhora.

Terminamos o banho, mandei me enxugar e depois me vestir. Comigo toda pronta pra sair eu peguei minhas coisas e falei:

- Pega suas coisas espalhadas aí, veste e vem logo que já vou entrar no carro e sair com você dentro ou não.

Ele arregalou os olhos e enquanto sai só vi ele pelado correndo atrás de suas roupas. No carro fiquei rindo da cena que vi e pensando em como aquilo era divertido. Não tinha pensado que isso poderia ser legal assim. Mas não era do meio BDSM e pouco sabia a respeito, isso só me fez querer saber um pouco mais sobre isso. Liguei o carro em uns 30 segundos e ele saiu do quarto com a calça e a camiseta toda amarrotada e mal colocada e o resto das coisas na mão desesperado se questionando se não esqueceu nada. Abriu a porta e pulou dentro, seguiu sem falar nada, mas dava pra notar que ele tava curtindo aquilo.

Na saída eu ia pagar o motel, pois nunca fui de me aproveitar de ninguém e aquilo meio que compensaria a metade da conta no bar, mas ele interrompeu com uma cara de desapontado e falou:

- Não Senhora, eu irei pagar. Se isso fosse um impedimento para mim, eu teria dito no bar. Não é e gosto de ser feito de capacho assim. Se pagar vou ficar extremamente chateado, pode deixar.

Me afastei da maquininha e entreguei para ele sem cerimônias. Ele então pagou e ficou todo satisfeito com isso. Se ajeitou como deu no carro durante o retorno ao bar para ele pegar o carro dele. Ao chegar lá, sai do personagem.

- Túlio, obrigada pela experiência, foi divertida demais e fiquei muito satisfeita com seu empenho. Foi minha primeira vez assim.

- Que bom, fico lisojeado com isso. Você se mostrou uma ótima dona. Obrigado por lhe fazer servir. Se um dia sentir vontade de repetir a dose é só me falar.

Rimos, nos abraçamos e fomos embora. Dias depois, no consultório, tratei ele como sempre e foi algo bem natural, nem parecia que aquele macho estava todo nu obedecendo ordens minhas ou que eu pudesse mandar num homem tão grande. Eu precisava ler mais sobre BDSM, se um dia fosse repetir aquilo, queria explorar melhor aquele submisso que estava ansioso para ouvir meu chamado. Estudei bastante, li e vi muito sobre o assunto, mas sem dizer a ele que fazia isso. Porém, no meio disso acabei sendo surpreendida por conhecer outro homem, dessa vez dominador, que me fez adiar repetir a dose com Túlio.

Mas isso é assunto para outro dia...

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Beijos da confusa!

Obrigado a todos pela leitura!


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Comentários


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sessentao Comentou em 29/05/2024

Acho que eu toparia ser dominado por vc numa boa! Fiquei me imaginando ter que te dar um banho de língua antes de vc entrar no banho, surdina da academia ainda. Humm, já tentei fazer isso com minha esposa e ela não deixou eu chegar nem perto. Não consigo entender, ela tem nojo por mim. Ela não entende como eu gosssto de sentir o cheirinho dela!




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Ficha do conto

Foto Perfil lauraconfusa
lauraconfusa

Nome do conto:
Dominando um homem

Codigo do conto:
213956

Categoria:
Sadomasoquismo

Data da Publicação:
23/05/2024

Quant.de Votos:
4

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