Ela usava uma saia justa, preta, que realçava o quadril, e uma blusa de tecido leve, branca, colada ao corpo, deixando transparecer o contorno dos seios através do sutiã rendado. As pernas torneadas terminavam em sandálias de salto baixo, e o perfume doce misturado ao calor da pele me acertou como um soco. Os cabelos castanhos caíam soltos sobre os ombros, e ela segurava firme na barra de ferro acima da cabeça, revelando discretamente as curvas.
Eu vestia uma camisa social azul-clara, arregaçada nos braços, e calça de tecido escuro. Tinha saído apressado de casa, mas naquele instante percebi que meu dia tinha acabado de mudar. Fiquei logo atrás dela, e a proximidade era inevitável: cada freada do ônibus me empurrava contra o corpo dela.
Senti seu quadril encostar no meu, e não recuei. Ao contrário, deixei meu corpo se ajustar ao dela. O contato inicial foi sutil, mas logo percebi que ela não se afastava. O balanço do ônibus nos colocava em um ritmo íntimo, quase como se estivéssemos dançando em segredo no meio da multidão.
Aos poucos, minha respiração se aproximou da nuca dela. O cheiro dos cabelos misturado ao perfume me enlouquecia. Deslizei a mão pelo ferro do ônibus até tocar de leve seu braço, e ela estremeceu, mas não me afastou. O calor entre nós aumentava, e o desejo, que já era óbvio, se tornava impossível de disfarçar.
Quando o ônibus chegou ao ponto final e muita gente desceu, ela virou o rosto por um instante e me lançou um olhar rápido, cúmplice, como se dissesse sem palavras: “Vem comigo”. Descemos juntos.
Descemos juntos do ônibus e seguimos em direção ao metrô. O calor do subterrâneo parecia multiplicar a energia que já queimava entre nós. Quando o vagão chegou, estava tão cheio quanto o ônibus. Entramos, espremidos entre corpos, mas como antes, o destino me colocou logo atrás dela.
Ela segurava firme na barra de ferro, e o movimento da multidão nos colou ainda mais. Minha camisa já grudava de suor, mas a sensação do quadril dela encostado em mim me fazia esquecer qualquer desconforto. O trem arrancou, e o balanço natural serviu de desculpa para que meu corpo se ajustasse ao dela outra vez.
Senti sua respiração acelerada, mesmo entre tantas pessoas. Inclinei o rosto até quase tocar sua orelha, deixando escapar meu hálito quente, e percebi seu leve arrepio. Minha mão, espremida ao lado da dela no ferro, roçou de propósito seus dedos. Ela respondeu apertando minha mão discretamente, como se assinássemos um pacto silencioso.
A cada freada do metrô, nossos corpos se chocavam mais fortes. Eu aproveitava para pressionar meu quadril contra o dela, e sentia quando ela empinava só um pouco mais, rebolando de leve, maliciosa, sabendo o que estava provocando. Entre a massa de desconhecidos, aquilo se tornava nosso segredo, um jogo perigoso e excitante.
Deslizei a mão livre pela lateral da saia dela, devagar, escondendo o movimento entre tantos corpos. Senti quando ela afastou um pouquinho as pernas, fingindo se equilibrar. Meu toque subiu, até encontrar a borda da calcinha já úmida. O coração martelava no peito. Ela soltou um suspiro tão baixo que só eu pude ouvir, abafado pelo barulho do trem.
De repente, o vagão deu um solavanco mais forte, e aproveitei para deslizar os dedos por dentro do tecido, sentindo o calor escorrer em minha mão. Ela mordeu o lábio, fingindo indiferença, enquanto meu toque fazia círculos lentos e firmes. O som metálico dos trilhos mascarava cada respiração ofegante.
Não havia espaço, não havia privacidade, só aquele contato proibido no meio da multidão. Eu a penetrava com os dedos de forma sutil, escondida, e cada movimento dela contra minha mão mostrava que estava entregue. O risco de sermos notados só aumentava o prazer.
Na estação seguinte, a pressão de pessoas entrando e saindo quase nos separou, mas ela segurou minha mão com força e a manteve escondida sob a saia. Continuamos assim por mais duas paradas, até que ela, de repente, virou o rosto para mim. O olhar era um convite direto, urgente, impossível de ignorar.
Descemos juntos na próxima estação, misturados na multidão, ainda com o gosto da adrenalina queimando no corpo. Sem falar nada, ela me puxou pelo braço em direção à saída.
Ali, em meio à correria anônima do metrô, só sabíamos de uma coisa: aquilo ainda estava longe de ter acabado.
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