Acordei com uma sensação de conforto e calor que era totalmente estranha à minha rotina regrada. A escuridão ainda cobria a sala, mas a ausência de sons e o cheiro doce de sexo e pele limpa eram inebriantes.
Olhei para o relógio digital no painel do DVD. Acordamos por volta das 4 da manhã.
Adriana estava desperta. Ela se moveu, se aninhando em mim ainda mais fundo, o joelho dobrado tocando minha coxa. A sensação era incrível, um encaixe de corpos que parecia predestinado, não acidental. Era a intimidade de uma vida inteira condensada em poucas horas de sono proibido.
Ela levantou a cabeça e apoiou o queixo no meu peito, olhando para mim na penumbra.
ADRIANA: — Que delícia você é, Denis.
A voz dela era sussurrada, carregada de carinho e exaustão feliz.
DENIS: — Você é mais, Dri. Muito mais. Eu nunca senti nada assim.
ADRIANA: — (Ela suspirou, um som profundo que ressoou contra o meu peito). Fazia tanto tempo que não sentia isso, meu marido, infelizmente, me procura muito pouco. Ele... ele perdeu o interesse, eu acho. Há anos. Eu sou a "esposa" dele, a "mãe do Léo", não a mulher que ele deseja.
A confissão era dolorosa, mas explicava a violência e a sede do desejo dela. Ela estava sexualmente faminta.
ADRIANA: — Eu fico segurando o desejo, me comportando, pensando que é o certo. Mas não resisti a você, Denis. Você é jovem, forte... e você me olha de um jeito que ele não olhou em uma década.
DENIS: — Eu olho porque você merece, Adriana. Você é a mulher mais linda e a mais desejada deste prédio inteiro. Não é justo que você se sinta invisível. Você não é feita para ser contida.
ADRIANA: — (Ela acariciou meu abdômen, os dedos passeando pelas minhas fibras musculares). É por isso que te pedi para ser violento. É a única forma de sentir que sou desejada, que sou real. Seu sêmen dentro de mim, me fazendo gozar... é a prova de que eu ainda existo como mulher. Você me resgatou do tédio, Denis.
DENIS: — Você me mostrou o que é sair da rotina, Dri. Meu Mestrado em Química é pura lógica, pura reação controlada. Você é o caos mais lindo que eu já estudei.
ADRIANA: — O caos... Sim. Eu sou o seu caos, e você é a minha válvula de escape. Mas isso me apavora. Porque agora eu sei o que estou perdendo.
DENIS: — Então não perca. Não podemos ser só vizinhos de novo.
ADRIANA: — (Ela me beijou, um beijo lento e profundo, cheio da nova intimidade que eles compartilhavam). Não, não podemos. O que você acha que devemos fazer? Eu preciso de você, mas a cada toque, eu arrisco o meu filho. É um peso enorme.
DENIS: — Eu não quero te pressionar. Mas quero te proteger. O que podemos construir a partir daqui? Um código? Um sinal? Para que você me procure quando o prédio estiver vazio, quando o Léo e seu marido estiverem fora? Algo que nos mantenha vivos, mas seguros?
Ela sorriu, e o sorriso era o mais cúmplice e perigoso que eu já tinha visto.
ADRIANA: — Você é inteligente, Denis. Um mestre em estratégias. Pense em algo. Mas tem que ser logo. Eles chegam no final da tarde, e eu tenho que limpar todas as provas da sua reação química.
As palavras dela sobre o marido e a sede de ser desejada ressoaram em mim, cimentando o laço. Não era apenas atração física; era uma missão de resgate sexual mútua.
Eu a puxei para mais perto, sentindo o calor do seu corpo nu contra o meu na penumbra do quarto.
DENIS: — Nossa, Dri, temos tantas coisas a fazer ainda... Te quero fazer gozar por todos os lados, sentir prazer de várias formas. Eu só arranhei a superfície do que você pode me dar. E do que eu quero te dar.
ADRIANA: — (Ela sorriu com malícia, apertando-me com a perna). Eu sei, químico. Eu sei que sim. Mas veja a hora! Já são 4h da manhã. O tempo está correndo contra a gente.
DENIS: — Temos três horas no máximo. Eu te levo para o chuveiro. Vamos nos limpar, mas não vamos parar. O banho é a próxima fase do experimento.
ADRIANA: — (Com um gemido de aprovação). Ah, Denis! Você pensa em tudo! Mas antes do banho, preciso garantir a próxima dose do seu "caos". Pense no sinal! Precisa ser perfeito.
Eu me levantei rapidamente, ainda nu, com a ereção voltando à vida diante da urgência. Olhei para a porta do meu apartamento, a porta dela, os dois lados do hall silencioso.
DENIS: — O sinal precisa ser óbvio para nós, e invisível para eles. Algo que só você e eu notemos.
DENIS: — É a porta. A maçaneta.
ADRIANA: — Como assim?
DENIS: — A sua porta tem aquele pequeno olho mágico de metal escuro. Se você quiser que eu venha para cá, ou se quiser vir até lá—mas o ideal é aqui, para ter o seu sofá. Você vai fazer um sinal simples: você vai virar o olho mágico, para que ele fique ligeiramente torto, um pouco desalinhado em relação ao eixo vertical da porta.
ADRIANA: — (Ela sorriu, achando a ideia genial). Desalinhado... É sutil, mas eu reparo em detalhes. E você?
DENIS: — Eu vejo todos os dias ao sair e voltar. Se o olho mágico do 402 estiver desalinhado, significa: "O apartamento está vazio, o caos está liberado." Eu bato na sua porta em cinco minutos.
ADRIANA: — E se eu não puder atender de imediato?
DENIS: — Eu dou três toques curtos e um toque longo na sua campainha. Se o olho mágico estiver desalinhado e eu ouvir a campainha, eu sei que você viu. Se eu não ouvir nada, eu espero dez minutos e tento o sinal de novo. Mas só se o olho mágico estiver torto.
ADRIANA: — Perfeito. É o nosso código. Agora, vamos. O banho de purificação e a próxima fase do experimento.
Ela se levantou, linda e nua, e me pegou pela mão, me guiando para o banheiro do seu apartamento.
Adriana me guiou para seu banheiro, um ambiente de mármore branco e espelhos. Entramos no box, e a água quente nos envolveu instantaneamente.
Lá, debaixo do vapor e do jato quente, nos acariciamos, nos beijando com a boca cheia de água e desejo. Minhas mãos exploravam cada curva volumosa do seu corpo nu. Eu ensaboava seus seios grandes e firmes, sentindo a maciez da sua pele escorregadia sob a espuma.
Foi então que o desejo de explorar aquele limite que ela havia estabelecido na sala voltou. Eu quis tentar comer seu cuzinho.
Com a água escorrendo, eu a virei de costas contra o azulejo. A visão da sua bunda redonda e volumosa, molhada e brilhante, era irresistível.
Enquanto eu a segurava, comecei a alisar sua bucetinha com minha mão, sentindo a maciez e a pulsação do seu sexo. Ela reagiu imediatamente, empinando o rabinho, rebolando e gemendo suavemente contra a parede do box.
Eu peguei o shampoo. Despejei shampoo em minha mão e na área do ânus dela, usando a espuma escorregadia como um lubrificante improvisado.
Eu a puxei mais perto e fui tentando entrar ali.
ADRIANA: — Não, aqui não! — A voz dela era um lamento misturado ao desejo.
DENIS: — Shhh... Confia em mim. Você vai viciar, vai me querer pra sempre. Vai ser devagar. É a última coisa que faltou. É a entrega total, Dri.
Eu pressionei a cabeça do meu membro contra a entrada apertada. Ela gemia, mas não se afastava. Eu entrei lentamente.
ADRIANA: — Ahnnn... — Ela apertou os lábios.
ADRIANA: — Meu Deus... é muito fundo!
Eu parei, deixando-a se acostumar. Ela estava curvada, ofegante. Sua mão tateou para trás e agarrou meu braço.
ADRIANA: — Vai... mais... vai devagar...
Eu a virei de frente, sem sair de dentro dela, e a prendi contra a parede do chuveiro. Nossos olhos se encontraram, o meu com fúria sexual, o dela com êxtase e adoração. Eu a beijei, selando o momento.
Eu estava dentro dela, profundamente. O ritmo, inicialmente cauteloso devido à inexperiência dela, logo se tornou mais intenso. Aquele aperto anal era algo que eu nunca tinha sentido. A resistência cedeu, e a abertura se adaptou ao meu ritmo. A dor se transformou em prazer proibido, e o gemido dela era agora de pura excitação.
ADRIANA: — Ahnnn... vai, Denis! Forte!
Eu a segurei pelos ombros com uma mão, e com a outra, agarrei suas nádegas volumosas, levantando-a para que a penetração fosse mais profunda.
Enquanto a penetrava por trás, minha mão livre desceu para sua frente, e eu a dedilhava sua buceta. A combinação do prazer anal, intenso e novo, com a estimulação do clitóris, era a fórmula perfeita para o seu delírio. Ela rebolava levemente, buscando a fricção total.
DENIS: — Você é minha, Dri! Entendeu? Minha!
Eu a virei ligeiramente de frente, mantendo a penetração e a apertando com força contra o meu corpo. Minha boca procurou o pescoço dela.
DENIS: — Eu vou te marcar, sua puta!
Eu mordi seus ombros, uma mordida forte para deixá-la marcada. Ela gritou, mas em seguida gemeu de prazer.
ADRIANA: — Bate na bundinha da sua vagabunda...
O aperto anal dela era indescritível. Ela gemia alto, a cabeça pendendo para trás.
ADRIANA: — Ahhhh! Eu vou! Eu vou de novo, Denis!
Eu estava perdendo a razão. Eu urrava feito urso.
DENIS: — Porra! Agora, Dri!
Eu a puxei para um beijo selvagem e profundo. Eu não conseguia mais me controlar.
Com um último espasmo de força, eu senti o meu limite ser rompido. Eu gritei.
Eu gozei lá dentro, no seu cuzinho, liberando-me por completo. A ejaculação era um rio, enchendo-a completamente.
No mesmo instante, ela gozou pela terceira vez naquele encontro, um espasmo poderoso que apertou meu membro com uma força espantosa. Ela desabou em meus braços.
Nós dois escorregamos para o chão do box, ofegantes, os corpos nus e esgotados debaixo da água corrente, sujos de prazer.
Desabamos no chão do box, exaustos e nus. A água continuava a cair, lavando a espuma e o suor.
Adriana se virou em meus braços, e seus olhos estavam arregalados de surpresa e satisfação.
ADRIANA: — Caralho, Denis, eu senti seu pau inchar dentro do meu cuzinho! Que sensação incrível!
DENIS: — Você é incrível, Dri.
ADRIANA: — Nossa, que lindo, meu amor! — Ela me beijou, um beijo molhado e desesperado.
Ela se afastou ligeiramente, a mão descendo para a parte de trás do seu corpo.
ADRIANA: — Ai! Senti seu leite lá dentro! Que loucura! Nunca imaginei que fosse assim! É tão... preenchedor. Eu sinto você totalmente em mim.
DENIS: — Você me pegou totalmente, Dri. Eu não consegui segurar. Você é a única mulher que me faz perder a cabeça assim.
ADRIANA: — Eu senti. Foi violento, foi delicioso! Eu senti o seu corpo todo se entregar, urrando. O meu Deus, os tapas, as mordidas... Você me quebrou. Você me fez sentir uma vagabunda de luxo.
DENIS: — E você é a minha rainha vagabunda. A mais gostosa.
Eu apertei a mão dela, olhando para o relógio que estava na bancada.
DENIS: — Dri, é quase 5h. Temos que agir. Temos que apagar os rastros. Se eu for pego saindo daqui de madrugada...
ADRIANA: — (Ela concordou, a seriedade voltando). Eu sei. Mas a gente está limpo. O box está cheio de vapor, limpa tudo.
Nos levantamos do chão do box. Eu a ajudei a se secar.
DENIS: — Lembra do código: olho mágico torto, três toques curtos e um longo. Não arrisque.
ADRIANA: — Eu não vou. Eu estou viciada. Preciso de mais do seu caos. Agora vai. Eu limpo o sofá, os lençóis... A casa do seu amigo não terá vestígios da sua visita.
Ela vestiu o baby doll molhado. Eu me vesti rapidamente.
Na porta, o último beijo.
ADRIANA: — Durma bem, meu amor. Eu sonhei com isso a noite toda e nem sabia.
DENIS: — Você também, Dri. Manda mensagem de texto com qualquer sinal. E descanse. Você precisa repor as energias para amanhã.
Abri a porta e deslizei para fora, sem fazer o menor ruído. Fechei a porta 402, e em dois passos silenciosos, estava na 401.
Deitei em minha cama, exausto, mas a mente a mil. O Mestrado em Química podia esperar. Agora, eu tinha uma missão muito mais importante: aguardar o sinal do olho mágico torto.




