?? Um casal simples mas com um fogo ?????— Continuação ??
Zé fechou a porta com calma. O lampião continuava aceso, baixo, suficiente pra mostrar sem entregar tudo. Jaque estava onde ele mandara, mãos apoiadas na mesa, corpo quieto por fora e em chamas por dentro. — Antes de qualquer coisa — disse ele — você lembra das regras. Ela respirou fundo. Aquilo fazia parte do jogo. Parte do prazer. — Você manda — respondeu. — Eu obedeço. — Você fala quando quer parar. — Sempre. — E ninguém toca em você sem eu permitir. Jaque assentiu, o olhar baixo. A submissão dela não era fraqueza; era escolha. E Zé sabia conduzir isso como ninguém. Uma batida discreta na porta. Zé não se apressou. Caminhou até Jaque, segurou o queixo dela e levantou o rosto. — Hoje você vai ser desejada por outros olhares — disse. — Mas só eu decido o ritmo. Ele abriu a porta. Primeiro entrou Lúcio, conhecido antigo, respeito absoluto pelas regras. Depois Marta, olhar atento, cúmplice. Nenhum toque. Só presença. Só tensão. — Ninguém fala com ela — avisou Zé. — Só comigo. Jaque sentiu o peso daqueles olhares percorrendo o corpo. O fetiche estava ali: ser vista, controlada, entregue sem ser tomada. O silêncio era quase ensurdecedor. Zé conduziu tudo. Mandava Jaque mudar de posição, se aproximar da luz, voltar. Cada ordem era seguida. Cada segundo aumentava a expectativa. Os outros observavam, respirando junto, sabendo que aquela permissão era um privilégio, não um direito. Quando Zé finalmente autorizou a aproximação, foi com limites claros. Um de cada vez. Sem pressa. Sempre sob o olhar dele. Sempre com Jaque respondendo aos comandos, confirmando consentimento, sentindo o prazer crescer não só no corpo, mas na cabeça. A noite avançou assim: controle, entrega, desejo compartilhado, sem quebra de regras, sem invasão. O sexo existia — intenso, suado, real — mas o que dominava era o jogo psicológico, a confiança, o poder exercido com cuidado. Quando tudo terminou, Jaque estava exausta e plena. Zé a envolveu nos braços, posse tranquila, não agressiva. — Você foi perfeita — murmurou. Ela sorriu, ainda submissa, ainda dele. — Porque você soube mandar. Lá fora, a roça seguia em silêncio. Dentro da casa, todos sabiam: aquilo não era bagunça. Era desejo vivido com acordo, respeito… e muita vontade... Continua
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