Guto - Pimbinha

Fazia um sol de rachar em João Pessoa quando Augusto saiu do Uber. Uma gota de suor escorreu por sua têmpora, alojando-se no canto do olho e fazendo-o piscar. O motorista nem se moveu; afinal, ele trouxera apenas uma mochila.

Esperando por ele, já estava C., vestindo uma bermuda cinza e uma regata que deixava à mostra tatuagens em ambos os braços. Segurava a chave em uma das mãos e, com a outra, manteve o pequeno portão aberto para Augusto passar.

— E aí, tudo bem? Como foi a viagem? — falava C. enquanto fechava o portão.

Ele seguiu pelo jardim, deixando Augusto para trás. O convidado caminhava sem graça, com certo incômodo pela longa viagem. Nem bem entraram na casa, C. ofereceu um café. Como esse homem consegue tomar café em um calor destes, eu não sei, pensava Augusto enquanto recusava, encabulado.

A verdade é que aquela situação havia sido muito fantasiada e imaginada por ele. Fazia quase cinco meses que conversavam… Por trás da “máscara” da internet, as pessoas falavam e faziam coisas, mas ele não sabia como tudo iria acontecer. Estes pensamentos serviam apenas para acrescentar mais camadas de estranheza à situação.

Ele foi tirado de seus devaneios quando C. o chamou com mais entonação:

— Ei, Guto, está me OUVINDO?

C. levantou da rede onde estava deitado e pegou Augusto pela mão, puxando-o para junto de si.

— Hein, Pimbinha? Está no mundo da lua, porra? — falou, apertando a bunda de Augusto por cima da calça.

A reação foi muito melhor do que C. esperava. Por ter sido pego distraído, o homem congelou, assustado. E, ao sentir a barba do outro roçar-lhe o pescoço, sentiu o pênis doer, lutando para ficar ereto.

— Eu perguntei se você lembrou de trazer a gaiolinha — falou C., descendo as mãos pelas costas de Augusto e percorrendo o seu rego úmido de suor.

Gaguejando, Augusto falou com a voz rouca de tesão ao sentir a ponta do dedo de C. brincando com a entrada do seu cu:

— Sim… Eu já vim usando, Senhor. — Falou, entendendo que o outro decidira que já era o momento de começar o jogo de dominação.

A reação rápida e inesperada de C. deixou Augusto sem ação. Ele tirou a mão da bunda e deu um tapa em Augusto.

— Pimbinha safada! Sua porca! — Fazendo isso, enfiou o dedo que estava em Augusto nas narinas dele. — Olha o cheiro do teu cu sujo!

Outro tapa, porém do outro lado do rosto e agora com menos força, apenas para atordoar.

— Tira a roupa agora! — ordenou C., dando um passo para trás. — Mas antes, eu quero a chave da gaiola — completou, cruzando os braços.

Augusto sentia-se levemente tonto; não sabia se era o calor ou o tesão que o dominava, subindo como uma onda de fogo, lambendo seu baixo ventre, fazendo toda a pélvis pulsar. Quando ficou completamente nu no meio da sala, seu primeiro gesto foi levar as mãos à frente do pênis engaiolado, mas C. o impediu.

— Não! Que isso, tá doido, Pimbinha? — Falou, tirando as mãos dele bruscamente e apertando ambos os mamilos de Augusto, torcendo-os para lados diferentes. — Você já veio assim por vontade própria, então não tem nada do que se esconder.

Augusto assentiu com a cabeça, sem conseguir encarar C.

— Me dá seu celular — disse C., estendendo a mão. — Deixa já sem senha — acrescentou, indo até a mesa e acendendo um cigarro.

— Por… — começou a questionar Augusto, mas interrompeu-se quando C. o olhou com a mão já pronta para desferir um tapa.

C. recebeu o aparelho e, abrindo a câmera, falou:

— Eu sei que você gosta de ser exposto e humilhado, então vamos documentar tudo no seu celular. Assim você pode brincar com a pimbinha e pensar nesse final de semana.

Dizendo isso, C. começou a tirar fotos e gravar pequenos vídeos de Augusto em posições e atos humilhantes. Fez Augusto varrer a casa nu, com a gaiola e uma cueca usada no rosto, enquanto tudo era filmado. Por fim, fez Augusto ficar de joelhos, com o rosto entre as pernas de C., enquanto admitia que era uma “putinha masoquista”, “um viadinho viciado em brincar com a pimbinha” e que “estava com a gaiola há quase duas semanas para agradar ao Senhor C.”.

Depois disso, C. o largou no chão e foi até a cozinha. Alguns minutos depois, voltou com dois copos de suco.

— Como você já começou a festa sem mim, vamos para o primeiro passo de nosso final de semana, mas primeiro um brinde.

Quando Augusto terminou o suco de cajá, ácido e refrescante, percebeu que C. ria com uma expressão satisfeita. Pouco tempo depois, entendeu a razão.

— Venha, vamos para o banheiro… Não, pimbinhas como você vêm de quatro — falou C., forçando Augusto a ir novamente para o chão.

C. pegou o celular de Augusto e filmou a humilhação: um homem que era a perfeita representação do estilo “urso” engatinhando, com o pau babando por estar preso e sentindo-se cada vez mais humilhado.

Em um gesto de aumento de pressão, C. fez Augusto ficar sentado no chão do box enquanto ele tirava a roupa. Augusto começou a ver a pele branca em contraste com os muitos pelos negros de C. e sentiu novamente o pênis doendo para ser solto. Levou uma mão à base da gaiola enquanto a outra desceu para brincar com o cu.

— Como você não pediu, você não pode se tocar. — Dizendo isso, C. pisou no saco de Augusto, fazendo-o gritar.

Um tapa veio certeiro e, com força, Augusto sentiu sua cabeça ser segurada e levada de encontro à moita de pentelhos de C.

— Cala a boca, Pimbinha! Olha, toma aqui… Sente esse cheiro, é perfume de macho. Sei que você gosta, não é?

— Sim, meu macho, me desculpa… — falava enquanto fungava a mistura de odor de suor, urina seca e saliva. — Posso tocar? Me deixa te chupar!

— Não! Por enquanto você só pode olhar — falou C., empurrando-o.

Augusto encarava o pênis de C., duro e grosso à sua frente; pulsava como um convite, mas ele não estava autorizado a tocar. Precisava se segurar.

— Posso brincar com meu cuzinho enquanto olho para o senhor? — perguntou, tomado pelo tesão.

— Já que você quer tanto brincar com o cu, levanta. VAI, PIMBINHA! LEVANTA, PORRA! — gritou C., saindo do box.

Voltou com um pênis de borracha de aproximadamente 17 centímetros.

— Se inclina, Pimbinha!

Augusto só teve tempo de se abaixar e colocar as mãos na parede. C. enfiou de uma vez o consolo no cu de Augusto. Quando ele pensou em gritar, C. segurou o saco de Augusto e apertou de forma que ele contraiu o esfíncter em torno do objeto e perdeu a voz.

— Pronto, Pimbinha, já pode sentar — falou C., novamente com o celular na mão.

Nem bem Augusto sentou, já sentiu o primeiro jato quente no meio do peito. C. urinava nele, e Augusto vagava entre o tesão absurdo e o desconforto no cu. Como estava sentado, todo o seu peso fazia o consolo entrar por completo; sentia que sua próstata iria explodir, junto com o pênis que latejava, cuspindo secreção pelas paredes da gaiola.

C. se abaixou e tirou a gaiola, o que fez Augusto gemer e quase chegar ao orgasmo. Não fosse C. ter puxado um tufo de seus pelos pubianos, o que o fez saltar e esquecer o alívio por instantes.

( continua... )


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Ficha do conto

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observatoriogay

Nome do conto:
Guto - Pimbinha

Codigo do conto:
250593

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
30/12/2025

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