Dois quartos, quatro janelas — duas delas voltadas para o poço de luz, de frente para outros apartamentos, inclusive para o apartamento da minha vizinha Luiza. Aparentemente, uma moça bem normal. Nós apenas nos conhecíamos de cumprimentos rápidos no corredor, já que saíamos nos mesmos horários pela manhã e pegávamos ônibus no mesmo ponto em frente ao condomínio.
Na época, ela tinha um namorado: um cara bem antipático e estranho, que adorava mostrar que estava com ela nos dias em que aparecia no apartamento. Falava num tom mais elevado, como se quisesse que todos ouvissem que havia um homem ali — pelo menos foi o que a própria Luiza me contou tempos depois. Acredito que isso se devia ao fato de eu ser o vizinho novo; antes de mim, morava ali uma família com uma criança pequena, então ele não se preocupava com quem estava ou não olhando pela janela.
Em uma noite de domingo, especificamente, escutei uma discussão bem feia entre os dois. As janelas da sala e da cozinha não são tão próximas, mas isso não quer dizer que não seja possível ouvir certas brigas dos vizinhos. A discussão foi pesada. Por fim, o rapaz saiu batendo a porta, desceu as escadas pisando firme e foi embora.
Na manhã seguinte, encontrei Luiza na portaria do prédio. Novamente nos cumprimentamos e segui meu caminho. Eu já estava a poucos passos à frente dela quando escutei ela me chamando. Como não sabia meu nome, se referiu a mim apenas como “vizinho”. Parei, olhei e esperei que ela me alcançasse.
Fomos até o ponto de ônibus enquanto ela se desculpava pelo barulho da noite anterior. Falei que não ligava para essas coisas, até porque, em grande parte, eu nem tinha escutado — estava de headset. Só ouvi mesmo a parte final, com a porta batendo. Expliquei que já havia morado em apartamento durante a infância e parte da adolescência, então essas situações eram comuns. Reforcei que não me incomodava e apenas desejei que as coisas se resolvessem bem. Encerramos o assunto ali.
Em algum momento de agosto, voltamos a conversar: tempo, demora do ônibus, essas coisas. Não me lembro exatamente como o assunto chegou nisso, mas ela me contou que o cara daquele dia tinha terminado com ela depois que ela falou em dividir algumas despesas. Pelo que entendi, o rapaz ainda morava com os pais, mas passava mais tempo no apartamento dela do que na própria casa. Quando ela sugeriu dividir as contas, ele disse que não era justo, já que “não morava ali”.
Nossas conversas se tornaram mais frequentes até que, um dia, após o trabalho, parei na barraquinha de cachorro-quente em frente ao condomínio. Ela apareceu logo depois, parou e pediu um lanche também. Conversamos, e eu comentei que estava morrendo de fome e que iria devorar o lanche seco, pois não tinha comprado refrigerante. Ela riu e disse que tinha um fechado em casa, perguntou se eu topava dividir. Naturalmente, aceitei e disse que poderia ir ao apartamento dela depois, mas ela perguntou se não poderia ser no meu, porque o dela estava bem bagunçado. Disse que não havia problema. Pensei na bagunça que costumava ver pela janela e fiquei aliviado.
Uma hora depois, eu já tinha tomado banho e estava faminto quando a campainha tocou. Era Luiza, se desculpando, mas dizendo que precisava tomar um banho antes. Ela trabalhava como pedagoga em uma escola perto do centro e precisava tirar aquele “cheiro de escola”. Assim que entrou, senti que ela esquadrinhou minha sala. A decoração era bem mais nerd do que é hoje. Vi que ela deu um sorrisinho, comentou sobre um quadro enorme dos Beatles que havia na parede e sobre o vaso de flores do Groot. Finalmente alguém não achava aquele vaso ridículo.
Comemos o lanche, bebemos refrigerante e conversamos bastante. Ela me contou que tinha 20 anos e morava no apartamento desde dezembro de 2020. Disse que lembrava da minha mudança, principalmente das caixas de livros que deixei no hall do andar. Lu — como ela pediu para que eu a chamasse — era muito legal e engraçada. Não era nerd, mas entendia as piadas e referências.
Quando percebemos, já eram quase dez da noite. Antes de sair, ela me deu um abraço e um beijo na bochecha. Combinamos de repetir aquilo.
No mês seguinte, era meu aniversário e eu estava de férias do trabalho. Lu me chamou para ir à casa dela. Eu já tinha estado lá algumas vezes antes disso para jogar videogame (que o ex-namorado deixou para trás), assistir filmes e maratonar séries, principalmente a favorita dela, Grey’s Anatomy. Eu até já assistia, mas como trabalhava em hospital, ao fim do dia tudo o que eu menos queria era ver mais hospital.
Quando sentei na cadeira, ela apagou a luz e pediu para eu fechar os olhos. Quando abri novamente, ela estava com uma torta daquelas de padaria nas mãos, cantando parabéns, com duas velas de ponto de interrogação em cima.
Eu adorei. Rimos muito, comemos bolo e, quando me joguei no sofá para assistirmos a alguma coisa, ela apagou a luz novamente. Até aí, nada de novo. Mas quando ela veio para o meu lado e eu me virei para falar com ela, foi quando me beijou. Um beijo longo. Meu coração acelerou pela surpresa, mas o que veio a seguir me deixou ainda mais nervoso: uma das mãos dela estava sobre o meu pau. A bermuda de moletom deixava tudo mais palpável.
Tentei falar, mas ela não deixou. Apenas disse para eu curtir meu aniversário.
Então entrei no jogo dela. Segurei seus peitos, massageei e apertei devagar. Senti a mão dela entrar na minha bermuda e me masturbar lentamente. Tirei a bermuda, ela tirou a blusa e se colocou à minha frente, abrindo minhas pernas. Sem nenhum pudor, me olhou, sorriu e começou a me chupar. A maneira como ela me encarava me deixava com muito tesão. Ela só tirou meu pau da boca para dizer:
— Não goza ainda. Não antes de me comer.
Aquelas palavras deixaram meu pau ainda mais duro. Segurei a cabeça dela e pressionei contra mim. Ela engoliu tudo.
Trouxe-a de volta para o sofá, deitei-a e tirei sua calça jeans junto com a calcinha. Caí de boca nela. Estava molhada e quente. A cada lambida, sentia as coxas dela pressionarem minha cabeça. Fiquei ali por um tempo até ouvir ela dizer que estava gozando. Em seguida, pediu que eu colocasse a camisinha para transar com ela.
Tudo estava tão preparado que ela pegou a camisinha do bolso de trás da calça jogada no chão. Coloquei rapidamente e mergulhei meu pau inteiro naquela buceta quente e molhada. Ele simplesmente escorregou. Ela teve um espasmo e passou as pernas pela minha cintura. Fodi com força até onde consegui. Quando senti que ia gozar, pedi para ela ficar de quatro. Foi então que ouvi a pergunta:
— Vai finalizar no meu cu ou na minha boca?
Disse que ia finalizar no cuzinho dela. Meti mais um pouco na buceta e ela mesma pediu para que eu trocasse. Quando me preparei, ela me parou, tocou no meu pau e tirou a camisinha:
— Enche meu cuzinho de porra.
Não tive como negar. Já estava perto de gozar, mas fiz questão de enfiar tudo o que consegui e foder até encher o cu dela. Ela pedia para eu gozar logo, mas a cada estocada aquele cu se abria um pouco mais. Quando finalmente gozei, fiz questão de estar com o pau todo dentro. Quando tirei, escorreu quase imediatamente pela manta do sofá. Deitamos ali, e eu só conseguia pensar que nunca tinha gozado tanto — e ainda queria mais.
Lu perguntou se eu tinha gostado do presente de aniversário. Respondi que nunca havia recebido algo melhor. Ela disse que tinha pensado em me dar um livro, mas, pela quantidade de livros no meu escritório, seria difícil escolher. Disse também que pretendia me chamar para sair e depois iríamos ao apartamento dela para “finalizar a noite”.
Ficamos ali alguns minutos até que ela começou a mexer no meu pau. Não demorou muito para ele ficar duro novamente. Ela se levantou e me chamou para o quarto, mas assim que ficamos de pé, coloquei-a contra a parede da sala.
— Vai, come meu cu de novo — ela disse.
Beijei o pescoço dela e enfiei meu pau novamente no cu dela, agora lubrificado pelo gozo anterior. Ela repetia para eu meter, para comer o cuzinho dela, e aquilo me deixava ainda mais louco.
Quando eu estava quase gozando, ela perguntou se eu queria finalizar na boca dessa vez. Dei uma última estocada e deixei meu pau bem dentro dela por alguns segundos, para ela sentir a sensação de estar sendo comida. Por fim, concordei. Quando ela se ajoelhou à minha frente, comecei a bater punheta, mas uma das mãos dela assumiu o trabalho e, mais uma vez, ela abocanhou meu pau. Chupou, lambeu, bateu no próprio rosto e, quando colocou novamente na boca, eu gozei. Ela abriu a boca, mostrou o volume e engoliu.
Fiquei surpreso, mas tentei não demonstrar.
— Se tiver mais, vai ter que me comer no banho ou guardar para amanhã — ela disse.
Eu estava cansado, mas a vontade era de continuar. A parte do “guardar para amanhã” ficou ecoando na minha cabeça, e isso me deixou ainda mais satisfeito.
Tomamos banho juntos, e ela me explicou que gostava de mim justamente por eu não forçar nada, que nesses dois meses tínhamos nos tornado íntimos rapidamente e que o que aconteceu naquela noite se repetiria justamente porque eu não a via como um pedaço de carne. A verdade é que eu sempre fui nerd e tímido. Achava Lu bonita, sim, mas já acreditava estar na friendzone, além do agravante do término recente dela.
Mais tarde, quando fui para casa — do outro lado do hall — ainda recebi fotos da Lu e um vídeo dela se masturbando, com a legenda: “Ponha o seu pau aqui”.
Dormimos. No dia seguinte, acordei e fiquei um tempo na cama pensando no que tinha acontecido. Era real. E haveria mais. Lu me ligou por volta das dez da manhã, no intervalo da escola, perguntou se eu estava disposto a transar mais tarde. Confirmei. Ela disse que dessa vez seria na minha casa. Comentei uma fantasia boba de jogar videogame enquanto alguém chupava meu pau, e ela respondeu que me deixaria até transar enquanto jogava.
Eu já estava de pau duro e ansioso pela noite.