A confraria - Parte 1

O ar-condicionado da sorveteria zumbia, abafando o som de talheres e conversas na mesa ao lado. Jasmine mantinha o cotovelo fincado na mesa, o queixo apoiado na mão, os olhos fixos no copo vazio à sua frente. A seu lado, Caroline mexia o canudo do milk-shake de morango, já pela metade, derretido em camadas. O silêncio entre elas pesava.
Caroline bufou, cruzou os braços e virou o rosto para a janela. A expressão fechada dizia tudo que ela não queria falar.
Jasmine abriu a boca uma vez, fechou sem emitir som. Tentou de novo.
— Carol…
A irmã a ignorou.
A porta da sorveteria rangeu. Passos firmes no piso de cerâmica. Uma voz grave pediu um milk-shake de chocolate no balcão. Jasmine não levantou os olhos de imediato, só quando a silhueta parou ao lado delas, bloqueando a luz, ela ergueu o rosto.
A mulher era alta, ombros retos, cabelos pretos levemente cacheados caindo até os ombros, pele bronzeada com um brilho fantástico, a boca carnuda curvada em um sorriso hesitante.
— Jasmine?
Jasmine encarou a desconhecida. A lembrança atravessou camadas de memórias.
— Andreia?
O sorriso dela se abriu. Jasmine levantou e quase derrubou a cadeira, envolvendo a amiga num abraço apertado.
— Caramba… quanto tempo — murmurou Andreia, a voz abafada.
— Uns quatro anos? Cinco? — Jasmine riu baixo, ainda abraçada.
— Você foi embora pra capital e evaporou. Nem um “oi” no Instagram.
Elas se soltaram, mas mantiveram as mãos nos braços uma da outra, medindo o tempo que passou nos detalhes novos: o corte de cabelo mais curto de Andreia, o jeito como ela agora ocupava espaço com uma confiança tranquila.
Caroline, que até então permanecia imóvel, empurrou a cadeira para trás com um ruído seco. Levantou-se sem olhar para nenhuma das duas, os passos pesados ecoando enquanto atravessava o salão em direção ao corredor dos banheiros. A porta bateu atrás dela com mais força do que o necessário.
Andreia ergueu uma sobrancelha, o olhar voltando para Jasmine.
— Tá tudo bem com ela?
Jasmine suspirou, sentou-se e fez sinal para a cadeira vazia.
— Senta aqui. É… complicado. Senta, vai.
Andreia hesitou antes de puxar a cadeira e se acomodar. O milk-shake de chocolate chegou naquele instante.
— A mãe me pediu pra conversar com ela — Jasmine começou, voz baixa. — Disse que a Carol anda “aprontando”, que tá saindo demais, respondendo mal, essas coisas. Eu vim tentar… sei lá, colocar ordem na casa. Mas a conversa virou um desastre. Ela se fechou, eu falei coisas que não devia, e agora… — Ela deu de ombros, um sorriso amargo. — Estamos nesse clima desde que chegamos aqui.
Andreia ouviu em silêncio, o olhar atento.
— Quer que eu vá embora? A gente pode se falar outra hora, quando as coisas estiverem mais calmas.
— Não — Jasmine respondeu rápido. — Não vai embora. Eu quero falar com você. Faz tempo demais.
Andreia sorriu, pegou o canudo e deu uma mexida preguiçosa no milk-shake.
— Tá bom. Então me conta. Como você tá? De verdade.
Jasmine recostou na cadeira.
— Sobrevivendo. Terminei com a minha namorada há umas semanas… voltei pra cá pra respirar. E você? Ainda mora aqui ou também fugiu pro mundo?
— Ainda aqui. Trabalho numa academia agora, dou aula de funcional e treino particular. Nada glamoroso, mas paga as contas e me deixa dormir tranquila. — Andreia deu um gole no milk-shake, lambeu o lábio superior. — E… tô solteira também. Faz uns meses. Foi tranquilo, ninguém morreu.
Jasmine riu.
— Que alívio ouvir isso. Achei que eu fosse a única que tava colecionando términos ruins.
— Colecionadora profissional — Andreia brincou, os olhos negros brilhando. — Mas sério… você tá bem mesmo? Porque você tá com cara de quem não dorme direito há dias.
Jasmine passou a mão pelos cabelos, puxando-os para trás.
— Não tô dormindo direito, não. Mas ver você aqui… ajuda. De verdade.
— Quando você quiser conversar de verdade, sem irmã emburrada, me liga. Ou me acha na academia.
Jasmine sustentou o olhar dela, o peito aquecido pela saudade.
— Prometo.
A porta do banheiro rangeu. Caroline reapareceu no corredor, o maxilar travado. Sentou-se na cadeira com um baque controlado, puxou o copo de milk-shake para perto sem beber.
O silêncio caiu outra vez, mais denso que antes.
Andreia girou o canudo entre os dedos, olhou de uma para a outra, depois se inclinou um pouco na direção de Caroline.
— Oi, pequena — disse, voz suave, quase carinhosa. — Quanto tempo, hein?
Caroline ergueu os olhos e os baixou de novo.
— Oi — murmurou. — Faz tempo mesmo.
Andreia sorriu, sem forçar.
— Adorei esse cabelo. Tá rebelde do jeito certo. E você tá linda, viu? Cresceu bonita pra caramba.
Caroline deu de ombros, mas um canto da boca subiu, quase imperceptível.
— Valeu.
O clima ganhou uma leveza contida. Andreia tomou o último gole do milk-shake, o canudo fazendo barulho no fundo do copo vazio. Ela piscou para Jasmine, um gesto rápido e cúmplice.
— Bom, eu já vou indo. Tenho um monte de coisa pra resolver hoje.
Elas se aproximaram, trocaram um beijo no rosto demorado.
— Me liga depois — Jasmine sussurrou perto da orelha dela.
— Pode deixar.
Andreia pegou a bolsa, deu um aceno curto para Caroline e foi em direção à porta. Já estava quase na saída quando parou, o sorriso reaparecendo.
— Ei, Jasmine — chamou, voz alta o suficiente para atravessar o salão. — A sua mãe ainda mora na mesma casa? Aquela amarela com o portão azul?
Jasmine assentiu.
— Sim. Por quê?
Andreia voltou até a mesa, o corpo inclinado ligeiramente para frente.
— Então eu passo lá às oito da noite. — O sorriso dela era malicioso, tranquilo. — Nós vamos para A Confraria, como nos velhos tempos.
Jasmine franziu a testa.
— Andreia, eu não sei… tô meio fora de clima pra festa.
— Besteira. — Andreia cortou, sem dar espaço para recusa. — Você acabou de voltar, terminou um namoro, precisa de ar. E eu não aceito não como resposta.
Jasmine abriu a boca para argumentar, olhou para Caroline, que agora observava a cena com um interesse relutante, depois voltou para Andreia.
— Tá bom… eu acho.
— Você vai. — Andreia apontou o dedo para ela, brincalhona. — Oito em ponto. Eu passo te pegar.
Antes que Jasmine pudesse retrucar, Andreia deu meia-volta, o riso baixo ecoando enquanto atravessava a porta e desaparecia na luz da rua.
O silêncio voltou, pesado como antes. Caroline brincou com o canudo, o rosto fechado. Antes que Jasmine pudesse perguntar se ela queria algo mais, Caroline empurrou a cadeira para trás, levantou-se e fez um gesto com a cabeça na direção da saída.
Jasmine suspirou, passando a mão pelo rosto.
— Tá. Vamos.
Ela pegou a bolsa, deixou algumas notas sobre a mesa e seguiu a irmã. Saíram juntas da sorveteria. Caroline foi direto para o passageiro do carro de Jasmine, abriu a porta e entrou sem esperar.
Jasmine girou a chave na ignição. O motor acordou com um ronco. Ela engatou a marcha, saiu devagar do estacionamento da sorveteria e escolheu o caminho mais longo para casa. Ruas secundárias, curvas conhecidas, o sol da tarde batendo de lado no para-brisa.
Caroline manteve o rosto virado para a janela. Braços cruzados, queixo erguido, o silêncio dela ocupava todo o espaço do carro.
Jasmine respirou fundo.
— Carol… se eu passei do ponto lá, me desculpa. Eu só quero o melhor pra você. Não quero que você passe por coisas que depois te deixem arrependida.
Caroline virou o rosto de repente. Os olhos castanhos faiscavam.
— Você sempre fez tudo certo, né? Sempre foi a filha perfeita.
Jasmine apertou o volante.
— Não. Longe disso. Eu errei bastante. Só queria que você não repetisse os mesmos erros que eu cometi.
Caroline bufou, a voz baixa, mas carregada.
— Você ficou anos fora. Anos. E agora volta achando que pode chegar aqui se colocando de superior, de conselheira. Como se soubesse tudo.
— Não é isso que eu…
Jasmine nem terminou. O carro já encostava em frente à casa. Caroline abriu a porta antes mesmo do motor desligar, desceu rápido, atravessou o quintal sem olhar para trás.
Jasmine estacionou, desligou o carro. Ficou um instante com as mãos no volante, depois coçou os olhos com os polegares.
Quando desceu, Juliene estava na entrada. Braços cruzados, rabo de cavalo loiro balançando de leve na brisa. Caroline passou por ela como um raio, murmurando “vou pro meu quarto” antes de desaparecer dentro da casa.
Juliene esperou Jasmine se aproximar.
— O que rolou?
Jasmine deu de ombros.
— Conversa de irmãs.
Juliene ergueu uma sobrancelha.
— Parece que foi ótima.
Jasmine ignorou o tom. Passou a mão pelos cabelos.
— Dá uma olhada nela pra mim? Só vê se tá tudo bem.
Juliene sustentou o olhar. Os olhos verdes ficaram mais suaves.
— E depois… posso ver como você tá?
Jasmine virou os olhos, um sorriso cansado escapou.
— Não é um bom momento, loirinha.
Juliene assentiu, sem insistir. Deu meia-volta e entrou na casa.
Jasmine ficou no quintal. Sozinha. Olhou para o céu. O sol começava a baixar, tingindo as nuvens de laranja e rosa. O calor ainda grudava na pele. Ela respirou fundo, deixou os ombros caírem.
Por enquanto, era só isso que tinha.
***
O som da buzina cortou a noite como uma sirene, insistente, ecoando pela rua quieta. Jasmine abriu a porta da frente correndo, os saltos pretos balançando nas mãos, o vestido preto colado ao corpo.
— Para com isso, sua louca! — gritou, rindo apesar de tudo.
Andreia, dentro do carro, cabeça jogada para trás, ria alto. Só parou de buzinar quando Jasmine abriu a porta do passageiro e se jogou no banco.
As duas explodiram em gargalhadas. Andreia engatou a marcha, o motor roncou e o carro saiu cantando pneu.
Jasmine se inclinou para calçar os saltos enquanto o carro balançava nas curvas. Andreia já cantava a plenos pulmões, uma música antiga dos anos 2000 que tocava no rádio em volume máximo.
— Vem, canta comigo! — gritou ela, batendo no volante no ritmo.
Jasmine balançou a cabeça, rindo.
— Você tá ridícula.
— Canta, vai! Não vou parar até você entrar no clima.
Jasmine revirou os olhos, mas acabou cedendo. A voz dela se juntou à de Andreia, desafinada, alta, as duas berrando o refrão como se ninguém mais existisse no mundo. Quando a música terminou, Andreia baixou o volume, ainda rindo.
— Pronto. Agora sim.
O carro seguiu pelas ruas escuras, faróis cortando a noite. Andreia olhou de lado.
— E aí, me conta. Como era a vida na capital?
Jasmine recostou no banco.
— Corrida. Barulhenta. Boa, na maior parte do tempo.
— E a namorada? Qual era o nome mesmo?
— Rafaele.
Andreia ergueu uma sobrancelha.
— Rafaele… bonito. Por que terminaram?
Jasmine deu de ombros, olhando pela janela.
— Ciúmes demais. Virou sufoco.
— E a família dela? Aceitava bem?
Jasmine sorriu de lado, enigmático.
— Prefiro não comentar.
Andreia riu baixo.
— Entendi. Assunto encerrado.
Elas ficaram em silêncio por um instante, só o ronco do motor e a música baixa.
— Quanto tempo você vai ficar por aqui? — perguntou Andreia.
— Não sei ainda. Algumas semanas, talvez mais. Depende.
— E o que pretende fazer enquanto estiver na cidade?
— Respirar. Ficar com a família. Pensar no futuro. Nada definido.
Andreia sorriu.
— Já achou alguma pessoa interessante por aí?
Jasmine pensou em Juliene — o sorriso travesso, os olhos verdes —, mas guardou para si.
— Ainda não.
— E a Carol? Vocês se entenderam?
Jasmine suspirou.
— Também não. A conversa hoje foi um desastre.
Andreia assentiu, compreensiva.
— Eu tenho visto ela em algumas festas. É normal, Jasmine. Ela tá na faculdade, já é mulher. Deixa a menina viver um pouco.
Jasmine olhou para ela.
— Eu sei. Só… não quero que ela se meta em confusão.
Andreia riu.
— Lembra das loucuras que a gente fazia nessa idade? Eu e você, pulando muro de chácara, bebendo cerveja quente, dançando até o sol nascer. A Carol tá só começando.
Jasmine sorriu com a lembrança.
— É. A gente era impossível.
O carro diminuiu a velocidade. Andreia virou à direita, entrou por uma estradinha de terra. Luzes coloridas piscavam ao longe. A chácara apareceu, ampla, gramado iluminado por holofotes, som alto, carros estacionados em fila.
Andreia manobrou, estacionou entre dois jipes. Desligou o motor. As duas desceram. O ar cheirava a mato molhado e fumaça de churrasco.
Andreia pegou a mão de Jasmine, puxou-a com firmeza.
— Vem. A noite tá só começando.
Jasmine deixou-se levar, os saltos afundando de leve na grama, atravessando o estacionamento em direção à casa principal, onde as luzes e a música as chamavam.
Andreia segurou Jasmine pela mão e atravessou o hall lotado. Corpos se espremiam, ombros roçando ombros, risadas altas cortando o ar quente e cheirando a álcool.
Entraram na sala principal. Janelas grandes abertas para o jardim deixavam entrar uma brisa suave. Luzes coloridas giravam no teto, vermelhas, azuis, amarelas, vibrando no mesmo ritmo do grave que sacudia o piso. No centro, a pista improvisada fervia. Corpos se moviam em ondas, quadris girando, braços erguidos, cabeças jogadas para trás.
Andreia não hesitou. Levou Jasmine direto ao bar e pegou duas cervejas.
— Vem, vamos dançar.
O som as envolveu por inteiro. Elas começaram devagar. Quadris balançando no compasso, pés se ajustando ao chão. Andreia girou primeiro, braços abertos, cabelo chicoteando o ar. Jasmine acompanhou, deixou os ombros relaxarem, o vestido preto grudando na pele. Movimentos simples no início: um passo para o lado, giro lento, mãos subindo pelo corpo até o alto da cabeça.
Andreia se aproximou. Quadril contra quadril. As duas giraram juntas, corpos colados. Jasmine riu, sentindo o riso vibrar no peito. Andreia pegou suas mãos, ergueu-as acima das cabeças, rodopiou-a, depois puxou-a de volta. Peito contra peito. Respirações rápidas se misturando. Andreia deslizou as mãos pela cintura de Jasmine, segurou firme, guiou o rebolado mais profundo. Jasmine respondeu, quadris rodando em círculos lentos, depois rápidos, o vestido subindo um pouco nas coxas.
Elas trocaram olhares constantes. Andreia sorria com os olhos semicerrados, provocante. Jasmine sustentava, o calor subindo pelo pescoço, pelo rosto. Andreia se inclinou para trás, braços esticados, depois voltou, rosto perto do dela, nariz quase roçando. Giraram de novo, costas coladas, Andreia rebolando contra o quadril de Jasmine, mãos dela descendo pelas coxas dela por um instante, só para subir de novo.
Músicas se sucediam sem pausa. O fôlego começou a faltar. Andreia parou de dançar, segurou o rosto de Jasmine com as duas mãos, boca colada na orelha.
— Por que a gente nunca ficou? — perguntou, voz rouca, quente contra a pele.
Jasmine riu, encabulada, o riso saindo entrecortado. Inclinou-se também, lábios roçando a orelha de Andreia.
— Eu gosto de mulher. Você gosta de menino.
Andreia sorriu, os dentes brancos reluzindo na luz piscante.
— Nem tudo é para sempre.
Elas ficaram ali mais um tempo, corpos ainda se movendo, quadris balançando preguiçosos, até o ar ficar pesado demais nos pulmões.
Andreia apertou a mão dela.
— Vem respirar.
Puxou-a para fora da pista até a varanda. O som chegou abafado, como se viesse debaixo d’água. Elas encostaram na grade de madeira, cervejas ainda nas mãos, peito subindo e descendo em ritmo acelerado.
Uma mulher parou ao lado delas. Calça jeans cargo, cintura baixa revelando uma faixa estreita de pele. Top preto justo marcando os seios médios. Uma camisa de flanela xadrez amarrada na cintura. Botas marrons de cano curto, couro gasto brilhando na luz fraca da varanda.
Ela sorriu para Andreia.
— Finalmente apareceu.
Andreia retribuiu, deu um abraço rápido.
— Cheguei.
A mulher virou o rosto para Jasmine. Olhos cinzentos percorreram-na de cima a baixo. Demoraram no vestido preto colado, nas pernas, subiram até o rosto. O sorriso veio lento.
— E essa amiga, quem é?
Andreia passou o braço pelos ombros de Jasmine.
— Beatriz, essa é a Jasmine. Amiga de infância. Jasmine, Beatriz.
Beatriz estendeu a mão. Jasmine apertou. A palma era quente, firme.
— Prazer.
— O prazer é meu — respondeu Beatriz, voz baixa, olhos fixos nos dela.
Ela deu um passo para trás.
— Já volto. Vou pegar cerveja pra gente.
Jasmine esperou ela desaparecer, depois olhou para Andreia, sobrancelha erguida.
— É a atual?
Andreia riu baixo, jogou a garrafa vazia de cerveja em uma lixeira próxima.
— Ainda não.
As duas ficaram ali, encostadas na grade, o som distante da música misturado ao canto dos grilos e ao vento leve nas árvores. O suor secava na pele, o coração ainda batia rápido.
Beatriz voltou com as cervejas. Entregou a primeira para Andreia, depois estendeu a de Jasmine. Os olhos cinzentos não saíram do rosto dela.
Jasmine pegou a cerveja, abriu, tomou um gole.
— A chácara tá bem diferente do que eu lembrava.
Beatriz se apoiou na grade, corpo se espremendo entre as duas. Ombro contra ombro de Andreia, quadril encostando no de Jasmine.
— Reforma grande no ano passado — disse Beatriz, voz baixa. — Anexaram o terreno dos fundos. Dobrou o tamanho.
Jasmine olhou ao redor, para as luzes mais distantes, o gramado que se estendia além do que conhecia.
— E agora é... o quê?
— Clube exclusivo.
Jasmine piscou. Lembrou do clique discreto quando Andreia passou o cartão magnético no portão. Olhou para a amiga.
— Por que tanta exclusividade?
Beatriz sorriu, enigmática, virou o rosto para Andreia.
— Você ainda não mostrou o resto pra ela?
Andreia deu de ombros, tomou um gole.
— Tava dando um tempo pra ela se habituar.
Jasmine ergueu uma sobrancelha.
— Habitua com o quê?
Beatriz e Andreia trocaram olhares. Beatriz inclinou a cabeça.
— Acho que já tá na hora dela conhecer a nova Confraria.
Andreia assentiu. Cada uma pegou um pulso de Jasmine. Dedos firmes, quentes. Elas a conduziram para dentro.
Passaram pela multidão dançando, entraram num corredor de luz quente, amarelada. O som da pista ficou abafado, como se viesse de longe. Portas dividiam o corredor em frações, todas escancaradas, dando acesso a quartos mal iluminados.
No primeiro, dois corpos se moviam na penumbra. Mulher de costas, cabelos longos caindo, quadris subindo e descendo ritmados sobre alguém deitado.
No segundo, três pessoas. Um homem de joelhos, boca no colo de uma mulher que se apoiava na parede. Outra mulher atrás dele, mãos na cintura, guiando os movimentos. Gemidos baixos, quase sussurros.
No terceiro, um casal de mulheres. Uma deitada de bruços, a outra sobre ela, beijando a nuca, mãos descendo pelas costas, depois entre as coxas. Corpos colados, lentos.
Elas pararam na porta do quarto seguinte. Vazio. Cama grande arrumada, lençóis brancos, luz discreta de abajur. Silêncio dentro.
Jasmine ficou parada, olhando. O coração batia forte no peito.
Beatriz se aproximou por trás, passou a mão ao redor da cintura dela. Dedos leves, mas firmes, palma quente contra o vestido.
— Não quer conhecer a verdadeira Confraria?
Jasmine não respondeu. Só sentiu o aperto sutil, o calor do corpo de Beatriz colado nas costas, Andreia ao lado observando em silêncio.
Jasmine hesitou. Os olhos fixos na cama vazia, o coração martelando no peito. A luz do abajur banhava as paredes em um tom amarelado, sombras dançando no chão de madeira.
Beatriz não esperou mais. Ficou na ponta dos pés, o corpo colado ao dela. A mão envolveu a nuca de Jasmine e a puxou para si. Os lábios se encontraram. Suave no início, depois firmes. A língua dela invadiu, quente, molhada, rodando em círculos famintos. Jasmine apoiou uma mão no batente da porta, a outra na cintura dela. O beijo se intensificava, dentes roçando nos lábios, respirações se misturando em arfadas curtas.
Andreia se aproximou por trás de Beatriz. Os braços envolveram a cintura dela em um aperto que não permitia objeção. Beijou a nuca exposta sob os cabelos curtos, a língua traçando a pele, subiu mordendo até o lóbulo da orelha. Beatriz gemeu, os quadris se mexendo contra os de Andreia, um rebolado sutil que pressionava as três juntas.
Jasmine sentiu o calor fervendo em suas veias. A pele arrepiando nos braços, o peito apertando com um desejo primitivo. O pau endureceu, inchando contra a calcinha, pressionando o tecido do vestido. As pernas fraquejaram, o estômago revirou, umidade escorrendo entre suas coxas.
Ela abriu os olhos. Encontrou os de Andreia por cima do ombro de Beatriz. Andreia sorriu, os lábios na orelha dela, os dentes brancos reluzindo na penumbra.
— Como nos velhos tempos — murmurou Andreia, a voz rouca. — Mas melhor.
Beatriz interrompeu o beijo, respirou fundo, o peito subindo e descendo rápido. Pegou as mãos de Jasmine e Andreia, puxou as duas para dentro do quarto. O som da música virou um zumbido distante, o ar ali dentro mais quieto, mais íntimo.
Elas se sentaram na cama. Beatriz no meio, as pernas afastadas tocando as das duas. Inclinou-se para Jasmine primeiro. Beijou-a de novo, a mão no rosto, o polegar traçando o queixo, depois descendo pelo pescoço. A língua rodando devagar, explorando a boca. Depois virou para Andreia. Beijo molhado, a língua visível por um segundo, mãos nos cabelos cacheados, puxando de leve. Alternava a boca em uma, depois na outra. Gemidos baixos preenchiam o quarto, ecoando nas paredes.
Andreia estendeu a mão. Os dedos deslizaram pelo braço de Beatriz, subiram ao ombro, desceram pelo top preto justo. Jasmine fez o mesmo do outro lado. As mãos explorando a pele exposta na cintura baixa da calça cargo. Dedos traçando a curva da barriga lisa, subindo até os seios médios sob o tecido fino. Polegares rodando nos mamilos destacados, apertando, sentindo-os pulsar. Beatriz arqueou as costas, gemeu contra a boca de Andreia, o corpo se contorcendo entre as duas.
Andreia desatou o nó da camisa amarrada na cintura de Beatriz com dedos pacientes, puxou o tecido para o lado, jogou no chão. Revelou mais pele bronzeada, a curva da cintura fina, o umbigo sutil.
Beatriz retribuiu. As mãos nas pernas das duas. Dedos subindo pela coxa de Jasmine sob o vestido preto, traçando a pele escura e quente. Depois na de Andreia, apertando a coxa exposta pelo short curto, as unhas leves arranhando a carne. Alternava carícias, as palmas quentes apertando, subindo, roçando a virilha de cada uma.
Jasmine sentiu o membro pulsar forte. O calor entre as pernas aumentou, umidade escorrendo, molhando o tecido. O corpo inteiro vibrava, os seios inchados sob o vestido.
Andreia se inclinou por cima de Beatriz. A mão no rosto de Jasmine, puxou-a para um beijo. Os lábios colados, a língua invadindo fundo, rodando com urgência. Um beijo reprimido, molhado, mordendo o lábio inferior, saliva escorrendo pelas línguas. As mãos de Andreia desceram pelo colo de Jasmine, apertaram os seios marcados sob o vestido.
Andreia sorriu, os olhos negros brilhando na luz fraca.
— Agora não dá mais pra dizer que nunca ficamos.
Jasmine riu, concordando com a cabeça. O sorriso escapando nos lábios inchados.
Beatriz mudou de posição. Saiu do meio, dando espaço para as duas, sentou-se atrás de Jasmine. As pernas abertas ao redor dela, as coxas pressionando nas laterais. Escorregou as mãos pela barriga de Jasmine, subindo até os seios. Apertou-os com firmeza. Beijou a nuca dela, a língua provocando arrepios, os dentes mordendo leve o ombro.
Jasmine e Andreia se beijaram de novo, como se fosse ainda a primeira vez. As línguas se enroscando, as mãos de Jasmine acariciando o rosto de Andreia, puxando-a mais perto. Andreia gemeu no beijo, os quadris se mexendo na cama, o corpo denunciando a entrega.
Beatriz apertou mais os seios de Jasmine. Depois desceu as mãos pela barriga, pela virilha. Segurou a bainha do vestido preto. Puxou para cima. O tecido subindo pelas coxas até revelar a calcinha minúscula, o pau enorme escapando por cima dela, rígido, vibrando no ar, veias pulsando, a cabeça brilhando com umidade.
Beatriz apoiou o queixo no ombro de Jasmine, observando a beleza do que seus dedos revelaram, respirando aos tropeços. Seus dedos deslizaram, a ponta da unha acompanhando a veia mais grossa, a palma da mão envolvendo a base com pressão crescente, subindo até a cabeça e voltando.
Jasmine e Andreia se beijavam sem parar, o tempo reprimido se manifestando no movimento das línguas se encontrando, explorando, balançando em ondas famintas. Jasmine sentia pulsar sob os dedos de Beatriz, latejando, o tesão se acumulando e ardendo.
Andreia afastou a boca e seus olhos desceram para o pau de Jasmine, arregalados. Um riso nervoso escapou dela, curto, quase incrédulo.
— Caralho, Jasmine... isso é...
Jasmine riu e a abraçou mais forte, os seios colando, os corpos se encaixando. As mãos de Beatriz continuavam, imparáveis, uma punheta firme e ritmada, seguida de toques leves só na cabeça, massagem nas bolas com a mão aberta, o polegar pressionando o ponto abaixo, onde a sensação era elétrica. O membro respondia a cada sensação, transbordando gotas transparentes que escorriam até molhar os dedos de Beatriz.
Jasmine desceu a boca pelo pescoço de Andreia. A língua sentindo a maciez da pele quente. Os dentes roçando de leve. As mãos subiram pela camiseta, erguendo o tecido com lentidão, até revelar os seios, com mamilos duros. Jasmine suspirou e os envolveu um com a boca, chupando, a língua rodando o bico em círculos largos, apertando os lábios e puxando. Andreia gemeu, a mão enroscando nos cabelos negros de Jasmine, puxando-a mais perto, o corpo se arqueando para oferecer mais.
Andreia abriu o botão do short. O zíper desceu com um som metálico baixo. Balançou os quadris, deixou o tecido cair até os joelhos, calcinha junto. O pau dela surgiu livre, menor que o de Jasmine, mas grosso, veias saltadas, cabeça avermelhada.
Jasmine olhou e sorriu, os olhos brilhando. Andreia deu de ombros, voz baixa e divertida.
— Desculpa... mas você não imagina quantas vezes sonhei comer essa sua bunda perfeita.
Jasmine riu de novo, o som rouco. A mão desceu e os dedos envolveram a grossura numa punheta lenta e firme, o polegar rodando a cabeça escorregadia em movimentos circulares. Virou o corpo de lado e se voltou para Beatriz, a beijando com os lábios trêmulos de excitação.
As bocas se separaram com um estalo úmido. Beatriz se inclinou sobre o colo de Jasmine, segurou pela base com firmeza e levou à boca, com os lábios se esticando ao redor da cabeça grossa, chupando com sofreguidão. Ela gemia baixo, o som vibrando ao redor do pau.
Jasmine gemeu alto, o corpo se contorcendo, os quadris empurrando mais para dentro da boca quente. Suas mãos envolveram os cabelos de Andreia, puxando de leve.
Beatriz chupava Jasmine com volúpia, a boca descendo fundo, a garganta se contraindo com o volume pulsante que faziam seu corpo inteiro. A língua pressionava a parte de baixo do pau, com o calor úmido da língua o deixando liso e escorregadio, a saliva escorria em camadas borbulhantes pelos cantos dos lábios. Jasmine sentia cada contração, cada chupada, o prazer subindo em espasmos que a faziam tremer, as coxas se abrindo e fechando de forma incontrolável.
Jasmine ergueu os olhos até os de Andreia, encarando a amiga por instantes preciosos e sentindo a maciez da pele em seu rosto, em seus lábios. A mão de Jasmine continuava seus movimentos suaves, os dedos deslizando para cima e para baixo, sentindo a pulsação rápida sob o membro rígido, inchado com o seu toque. O rosto de Andreia — o mesmo de tantas noites antigas, risadas na noite, segredos sussurrados — agora carregava uma expressão diferente, os lábios entreabertos, os olhos escuros brilhando com nostalgia e desejo.
Jasmine desceu a boca entre os seios de Andreia. A língua traçou as curvas da pele, sentindo o arrepio e tremor no contato com seus lábios. Andreia se reclinou para trás, apoiando os cotovelos na cama, esperançosa e surpresa com o avanço. Jasmine alcançou o pau com a boca, envolveu a cabeça grossa e chupou devagar, sentindo o sabor da amiga e seu tesão manifestado em gemidos profundos. A língua rodou, explorando, se permitindo, molhando o membro grosso e resoluto, para permitir um mergulho mais profundo da boca, que se abriu até o maxilar estalar para acomodar a excitação da amiga dentro dela. O pau tremia e vibrava sobre a língua, quente, em chamas, deslizando sobre a maciez molhada. Andreia gemeu se contorcendo, o som rouco escapando da garganta, os quadris se erguendo para buscar mais.
Jasmine aceitou os movimentos, com a grossura raspando seus lábios macios, as mãos girando e apertando a base. Sua boca descia com uma gula crescente, se entregando ao momento, a saliva escorria, deslizando da cabeça até seus dedos e, por fim, molhando as bolas de Andreia que se contraíam. O quarto se enchia de sons úmidos, respirações pesadas, murmúrios abafados que se misturavam ao zumbido da festa.
Beatriz tirou o pau de Jasmine dos lábios arfando, buscando o ar. Olhou para ele, brilhante e imponente e o bateu contra a bochecha, contra a língua, o som de estalos leves e molhados a contato. Subiu o olhar para as duas, uma expressão provocativa no semblante.
— Querem que eu saia e deixe vocês duas sozinhas?
Jasmine riu, a boca brilhando de saliva. Voltou-se para Andreia, beijou-a de forma acolhedora, suas línguas dançaram um com gosto de mar, com Beatriz sentindo o gosto de Andreia na boca de Jasmine e ela provando seu próprio sabor na de Beatriz.
Sem se descolar desse beijo magnético, Jasmine abriu a calça de Beatriz. O zíper desceu. Puxou o tecido para baixo com uma pressa nervosa, revelando a calcinha minúscula e vermelha. Com o polegar, afastou o tecido para o lado. A buceta carnuda surgiu, lábios inchados, coberta de pelos escuros e úmidos. Andreia observava acariciando o pau babado, os olhos pesados de tesão, vendo Jasmine se inclinar entre as pernas de Beatriz.
Jasmine se inclinou entre as pernas de Beatriz, segurou as coxas pálidas e as afastou com delicadeza, virando-se de bruços na cama para se acomodar da melhor forma possível. Os pelos escuros roçaram seu rosto enquanto ela se aproximava, cócegas macias contra sua bochecha, arranhando de leve o nariz e a boca. A buceta de Beatriz se abria para ela, os lábios rosados e úmidos, o clitóris saliente pulsando no ritmo da respiração acelerada. Jasmine passou a língua pela entrada, sentindo o gosto morno, vivo e doce, a umidade escorrendo pela língua e preenchendo a boca com um sabor que se espalhava como mel. Beatriz gemeu, apoiou as mãos sobre a cabeça de Jasmine, como se temesse uma fuga nesse momento precioso, as coxas tremendo ao redor do rosto, os músculos se contraindo em espasmos que faziam os quadris se moverem em direção aos lábios. Jasmine rodou a língua no clitóris, círculos amplos e desinibidos, mais contidos e íntimos depois, sentindo-o inchar sob o toque, pulsar como um coração pequeno e acelerado. O roçar dos pelos em seu rosto tinha uma textura áspera, coçando a pele de forma agradável. O prazer de Beatriz manifestava-se em gemidos sussurrados, as mãos apertando os cabelos de Jasmine até prendê-los em um coque, o corpo se curvando em oferta para a boca gulosa.
Andreia se inclinou sobre Jasmine, deitando seu corpo sobre o dela. Afastou os cabelos da amiga para o lado com a ponta dos dedos, soprou a nuca exposta provocando um arrepio, beijou com seus lábios macios roçando a pele trêmula. Jasmine sentiu o calor descer pelas costas, o beijo tinha uma umidade que deixava a pele formigando. Andreia levantou o vestido de Jasmine, aproveitando a maneira como ele revelava mais, o tecido subindo pelas coxas, desvelando a bunda redonda, a pele negra brilhando na luz fraca do abajur. Andreia suspirou, segurou o pau pela base e o esfregou carinhosamente pelas curvas das nádegas, a cabeça roçando a pele em movimentos lentos, para cima e para baixo, deixando um rastro úmido. Jasmine sentiu o contato como uma promessa contra sua carne, o calor irradiando, fazendo o cuzinho se contrair involuntariamente.
O tesão de Jasmine crescia com ela aninhada entre as duas. Sua boca ganhou um ritmo mais urgente na buceta de Beatriz, a língua mergulhando fundo nos lábios carnudos, sentindo a umidade aumentar, o sabor cada vez mais intenso e adocicado em sua língua. O corpo de Jasmine vibrava, os seios apertados contra a cama, seus mamilos roçando o lençol e endurecendo com o atrito, o pau balançando livre, pulsando apoiado nos lençóis. A excitação fazia o coração bater descompassado, a respiração vinha em golfadas sobre a buceta de Beatriz. Cada gemido dela ecoava na língua de Jasmine, Andreia desenhava círculos na bunda, o contato seco ficava mais escorregadio com a umidade que vazava da cabeça.
Andreia afastou a calcinha de Jasmine para o lado, o tecido fino cedendo ao ser esticado pelas curvas avantajadas. Andreia mordeu os lábios olhando para aquela abertura que tanto desejava, molhou o dedo nos lábios, chupando com pressa, deixando-o molhado e brilhante, apontando-o para o cuzinho de Jasmine, massageando a entrada, pressionando com leveza, testando a resistência que só aumentava sua excitação. Jasmine gemeu esfregando o rosto na buceta de Beatriz, o som abafado, o corpo se contraindo. O toque tinha uma sensação elétrica, o cuzinho apertando sob o dedo úmido, um formigamento que subia pela coluna, fazendo as coxas tremerem. Jasmine mergulhou mais fundo na buceta de Beatriz, sugando os lábios carnudos, a língua rodando o clitóris em espirais rápidas, depois lentas, sentindo Beatriz se contorcer, as coxas apertando sua cabeça, os gemidos tensos e roucos.
Andreia se inclinou para o ouvido de Jasmine, um sussurro sensual.
— Posso, Jas? Matar essa vontade de uma vez?
Jasmine levantou o rosto por um instante, a boca brilhando de umidade, o gosto de Beatriz ainda na língua. Respirou fundo, o corpo tremendo com o dedo de Andreia circulando o cuzinho.
— Faz tempo que não faço isso — murmurou, voz rouca, os olhos encontrando os de Andreia por cima do ombro.
Andreia sorriu, o dedo pressionando um pouco mais, sentindo o cuzinho relaxar.
— Eu vou devagar. Prometo.
Jasmine assentiu, mordendo o lábio inferior. Voltou a boca para a buceta de Beatriz, a língua mergulhando de novo, enquanto Andreia afastou o dedo. Sentiu a cabeça esfregando o cuzinho com leveza, pincelando a entrada, espalhando a umidade. Jasmine gemeu de olhos fechados, balançando a língua molhada em Beatriz, o pau grosso pulsando, cada pincelada mandando arrepios pela espinha. Andreia respirava pesado, trêmula de tesão, os quadris tremendo para não avançar rápido demais. O cuzinho de Jasmine piscava, seu corpo respondendo ao toque, o próprio pau babando nos lençóis.
Beatriz segurou e ergueu uma das pernas de Jasmine com gestos lentos, carinhosos, dobrando-a na altura do joelho, abrindo o espaço entre as nádegas delicadamente, como se temesse afugentar a amiga. A cabeça encontrou o cuzinho, pressionando com uma insistência delicada, esfregando a entrada, espalhando a saliva e a umidade que vazava da ponta. O movimento era de uma massagem sensual, roçando, circulando, testando a resistência que cedia e voltava, um jogo de pressão e retirada que fazia o anel piscar, contrair e relaxar. Beatriz admirava as duas, os olhos cinzentos semicerrados, um sorriso lento e satisfeito curvando os lábios, o peito subindo e descendo em respirações curtas e profundas. O tesão se manifestava no tremor das coxas, como se olhar para o pau de Andreia roçando o cuzinho de Jasmine fosse uma nova carícia no próprio corpo.
Jasmine suspirou tensa, o som escapando abafado contra a buceta de Beatriz. As mãos apertaram as coxas pálidas com mais força, as unhas arranhando a carne macia. Esfregou a lateral do rosto na buceta, sentindo os pelos úmidos colarem na bochecha, enrolados e macios escovando sua pele.
Andreia deu um beijinho no ombro de Jasmine, segurando o pau com força, buscando controle sobre si mesma. Forçou com delicadeza, sentindo o anel se abrindo, quente e macio, resistindo com piscadas fortes e a cabeça grossa entrou com um pequeno estalo, abrindo caminho com pressão constante e cuidadosa. Jasmine deu um gritinho abafado contra a buceta de Beatriz. A sensação era de queimação, o anel apertado esticando-se ao redor da cabeça que pulsava dentro dela, quente e volumosa. As unhas arranharam as coxas de Beatriz, enquanto o corpo inteiro se contraía, o cuzinho piscando, tentando acomodar aquele membro grosso e desesperado.
Andreia mexia suave, observando as reações de Jasmine, lentamente tirando e pondo a cabeça, sentindo o cuzinho abrir e fechar ao redor dela, o calor envolvendo-a com um aperto que fazia sua boca salivar de desejo, cada retirada fazendo um som úmido, cada entrada arrancando um gemido baixo, os quadris tremendo com o esforço de ir devagar.
Jasmine tremia. O cuzinho se abria mais a cada investida curta, a mistura de dor e tesão explodindo por trás de seus olhos fechados, seu pau latejava contra os lençóis. A queimação virava prazer, o anel relaxando aos poucos, aceitando a cabeça naturalmente grande e ainda mais inchada, o corpo respondendo com tremores que subiam pelas costas e desciam pelas pernas.
Beatriz segurou os cabelos de Jasmine com firmeza, puxando de leve para cima.
— Me chupa, não para.
Jasmine respirou fundo, a boca entreaberta, saliva escorrendo pelo queixo. Beatriz rebolou, os quadris rodando em círculos, esfregando a buceta nos lábios dela. Jasmine cuspiu na entrada, a saliva caindo quente nos lábios carnudos, depois lambeu, a língua plana subindo e descendo, espalhando a saliva, sentindo o tremor das coxas de Beatriz ao redor do rosto.
Andreia segurou Jasmine pela cintura e com um impulso lento e cuidadoso, avançou gemendo, empurrando metade do pau no cuzinho, sentindo cada centímetro ser engolido, as piscadas massageando e apertando conforme envolviam sua pulsação dura.
Jasmine arfou, os olhos semicerrados. Colocou dois dedos na buceta de Beatriz, sentindo a buceta molhada ao redor deles. Beatriz deitou de costas, com as pernas abertas, recebendo os dedos e as chupadas com um gemido longo, o corpo arqueando na cama.
Andreia ia e vinha, avançando pouco a pouco, o pau deslizando mais fundo, sentindo o cuzinho ceder. Inclinou-se para o ouvido de Jasmine.
— Tudo bem, Jas?
Jasmine fez que sim, olhos fechados, expressão de êxtase e entrega, dedilhando a buceta de Beatriz com movimentos lentos e profundos. Beatriz rebolava contra a mão dela, os quadris subindo e descendo, o clitóris roçando em seu nariz.
Arfando, Andreia encaixou inteiro. O cuzinho de Jasmine se abriu por completo, envolvendo a grossura toda, as contrações abraçando o pau como um visitante inesperado e bem-vindo. Andreia girou os olhos com a sensação, apertando a cintura de Jasmine.
— Que delícia, amiga... que delícia...
Jasmine tremia, o cuzinho cheio, latejando ao redor do pau, uma mistura de plenitude e ardência. Andreia agarrou a cintura de Jasmine, os dedos cravando na pele macia, não permitindo mais que ela escapasse. Socava no cuzinho, a grossura tomando todo o espaço, espremido contra as paredes que apertavam em contrações. Andreia sentia o buraquinho se contrair ao redor da base, cada veia deslizando entre a barreira macia e quente, como se o corpo de Jasmine tentasse reter o movimento. Ela acelerou os movimentos, entrando e saindo com um ritmo que crescia, o pau deslizando para fora até a metade, depois voltando fundo, sentindo o atrito aumentar com cada empurrada, o som úmido de peles colidindo misturado à respiração pesada das três.
Jasmine delira de tesão, o corpo tomado por uma febre que fazia os músculos tremerem. O pau de Andreia no cuzinho tinha uma presença que queimava e preenchia, cada saída aliviando a pressão, cada entrada mandando uma faísca pela coluna que subia até a nuca. Ela acelerou os movimentos dos dedos na buceta de Beatriz, mergulhando-os mais fundo, sentindo a buceta se abrir ao redor deles, quentes e escorregadia, a umidade escorrendo pelos dedos e molhando a mão inteira.
Beatriz acariciava os próprios seios, as mãos subindo pelo top preto, apertando a carne macia com os dedos, sentindo os mamilos endurecidos rolarem entre o polegar e o indicador. O prazer se espalhava do peito para o ventre, uma corrente que fazia o clitóris pulsar, o corpo inteiro responder com arrepios que desciam pelas costelas. Ela gemeu baixo, quase um ronronar, enquanto levantava a blusa, o tecido subindo pela barriga, revelando a pele pálida, os seios livres, os mamilos rosados inchados pelo toque. Apertou-os com mais força, rodando os bicos entre os dedos, sentindo a dor misturar-se ao tesão que crescia no baixo-ventre, o clitóris formigando com cada aperto. Rebolou, os quadris girando em círculos amplos, esfregando a buceta nos dedos de Jasmine, a umidade escorrendo pelas coxas e molhando os lençóis, o prazer se acumulando como uma tensão que apertava o peito e acelerava a respiração.
O tesão de Andreia aumentava, manifestando-se em gemidos entrecortados que saíam da garganta, o corpo inteiro tremendo com o esforço de conter o ritmo. Ela falava baixo, voz rouca contra a orelha de Jasmine, as palavras saindo em sussurros entre as investidas.
— Faz tanto tempo que eu sonho com isso... com você assim, aberta pra mim...
Ela acelerou ainda mais, metendo rápido e forte no cuzinho, entrando inteiro a cada vez, sentindo o anel apertar e ceder, o calor envolvendo-a como uma boca faminta, cada saída e entrada mandando ondas de prazer pela coluna, os seios balançando com o movimento, os peitos roçando nas costas de Jasmine.
Jasmine se contorcia, o cuzinho ardendo e doendo, como se Andreia estivesse remodelando o interior dela, a queimação virando um fogo que se espalhava, misturando dor e prazer em algo que fazia o pau dela latejar contra os lençóis. Lembrava de quanto tempo não dava o cuzinho, o corpo estranhando a plenitude, o buraquinho esticando a cada investida, a sensação de ser preenchida trazendo memórias antigas de noites esquecidas, o tesão crescendo com a dor que virava êxtase, o coração acelerando como se quisesse explodir.
Beatriz geme alto e avisa que vai gozar, a voz rouca escapando, os olhos pesados, o corpo se contorcendo. Jasmine dedilha e chupa a buceta de forma ávida, os dedos mergulhando fundo. A língua mergulhando nos lábios carnudos, sugando o clitóris, sentindo-o pulsar.
Beatriz goza, o corpo arqueando da cama, as coxas apertando a cabeça de Jasmine, os gemidos virando um grito rouco que ecoa no quarto, o clitóris pulsando contra a língua, a umidade escorrendo em jatos quentes, o ventre contraindo em espasmos longos, as mãos apertando os lençóis até rasgarem, o prazer explodindo e fazendo o corpo tremer, o rosto corado, a respiração entrecortada virando suspiros exaustos.
Jasmine sentiu a boca encher com o mel de Beatriz, quente e doce, escorrendo pela língua. Beatriz desabou de costas na cama, o corpo relaxando em um tremor final, as pernas caindo abertas, os joelhos dobrados para os lados, o peito subindo e descendo, a pele pálida corada do pescoço até os seios, os mamilos ainda duros e vermelhos do próprio toque. A buceta pulsava, os lábios abertos brilhando com a mistura de saliva e mel, os pelos escuros colados na pele úmida.
Jasmine afastou a boca, seus lábios inchados de tanto chupar, fios de saliva pendendo deles. Andreia agora socava forte no cuzinho, entrando inteira a cada estocada, o anel se abrindo ao máximo, o vai e vem criando uma queimação constante. Jasmine sentia todo o tesão concentrado no cuzinho ardendo ao redor da grossura. Andreia gemia alto, o som rouco e quebrado, o corpo tenso e trêmulo quanto, puxando a cintura de Jasmine para si e jogando o rosto para trás, gozou quase perdendo a consciência. O pau pulsou forte dentro do cuzinho, jatos quentes enchendo Jasmine, que sentia a porra deixando o vai e vem mais molhado e liso, olhando para Andreia com o rosto de lado, enquanto ela tremia, os quadris empurrando uma última vez, latejando dentro, o calor da porra se espalhando pelo interior apertado.
As duas se beijaram, bocas coladas, línguas se encontrando em um beijo lento e faminto, Andreia ainda enterrada fundo, o pau amolecendo aos poucos dentro do cuzinho cheio. Andreia tirou devagar, escorregando para fora e a porra escorrendo do cuzinho de Jasmine em filetes grossos e brancos, descendo pelas nádegas, pingando na cama. O cuzinho piscou, se contraindo, ainda queimando, a sensação de plenitude dando lugar a uma ardência doce que fazia Jasmine suspirar contra a boca de Andreia.
Beatriz se juntou a elas, o corpo ainda mole do gozo, arrastando-se para perto. As três se beijaram cruzando as línguas, sabores misturados. Bocas coladas, respirações entrecortadas, mãos vagando pela pele suada, o quarto cheio do cheiro delas, do som de beijos molhados e suspiros exaustos.
Andreia olhou para o pau de Jasmine, rígido e latejando. Os olhos dela se demoraram, uma expressão de admiração e fome cruzando o rosto suado. Ela estendeu a mão, dedos roçando a pele da coxa de Jasmine antes de chegar nele.
— Precisamos cuidar disso aqui — murmurou com um sorriso malicioso.
Beatriz se aproximou do outro lado, os olhos brilhando com uma energia nova. Juntas, elas seguraram o pau, as mãos se intercalando; Andreia na base, apertando com firmeza para sentir a pulsação, Beatriz na cabeça, os dedos girando ao redor de onde ela crescia em movimentos leves, espalhando a umidade. Jasmine estava entre as duas, sentindo o calor das mãos delas a envolverem, cada toque fazendo ele latejar em resposta, endurecendo ainda mais. O movimento tinha uma sincronia improvisada, Andreia subindo enquanto Beatriz descia, as mãos quentes e escorregadias se encontrando no meio, o tesão subindo pelo corpo de Jasmine.
As mãos aceleraram, o ritmo fazendo o pau pulsar, a umidade escorrendo pelos dedos delas e pingando na barriga de Jasmine. O prazer se acumulava, uma tensão que apertava, fazendo as coxas de Jasmine tremerem. Ela soltou um suspiro profundo, com a respiração acelerada e sentindo a explosão surgir de forma incontrolável. Gozou arfando, se contorcendo, jatos quentes saltando com vigor, molhando as mãos delas e os lençóis, contrações que faziam os olhos revirarem.
As três ficaram na cama por um tempo, corpos entrelaçados, respirações aos poucos se acalmando, o ar pesado com o cheiro de suor e gozo. Andreia riu baixo, beijando o ombro de Jasmine.
— Caramba, Jas... você é uma loucura.
Beatriz se esticou preguiçosamente, a mão traçando a coxa de Andreia.
— Loucura boa. Fazia tempo que não gozava assim.
Jasmine sorriu, o corpo mole, a mente ainda flutuando na névoa do prazer.
— Vocês duas me destruíram.
Elas riram juntas, o som leve preenchendo o quarto, Andreia passando a mão pelos cabelos de Jasmine, Beatriz roçando o nariz na nuca dela.
Jasmine suspirou, sentindo a sede apertar a garganta seca.
— Preciso de algo pra beber.
Beatriz ergueu a cabeça, sorriso preguiçoso.
— Me traz uma cerveja gelada, então.
Andreia assentiu, voz rouca.
— Água pra mim.
Jasmine arrumou o vestido, o tecido colando na pele suada, o cuzinho ardendo a cada movimento, a porra escorrendo pelas coxas. Saiu do quarto, pernas bambas, o equilíbrio instável como se o chão balançasse. Ignorou as pessoas dançando ao som da música eletrônica, atravessando a sala como se fosse um sonho com batidas rápidas e risadas abafadas. Caminhou em direção ao bar, o ar fresco das janelas acariciando seu rosto.
Ao chegou próxima ao bar, alguém segurou sua mão, dedos frios e firmes entrelaçando os dela. Jasmine se virou, confusa, o coração acelerando por um instante. Juliene a abraçou pulando em seus ombros, o corpo leve colando no dela, o cheiro floral do perfume.
Jasmine piscou, mãos nas costas dela, sem entender nada.
— Juliene? O que você tá fazendo aqui?
Juliene se afastou um pouco, sorriso travesso nos lábios, olhos verdes brilhando na luz colorida.
— Nós viemos com uma amiga. Tava louca pra te ver de novo.
O "nós" ficou pairando no ar, um eco estranho que apertou o peito de Jasmine. Ela segurou Juliene pelo braço, dedos apertando de leve a pele bronzeada.
— Nós quem?
Juliene hesitou, o sorriso vacilando por um segundo, depois apontou para o jardim escuro além das janelas.
— Lá fora.
Jasmine disparou para lá, o coração batendo forte, o vestido colando na pele suada, as pernas ainda fracas do que acabara de acontecer no quarto. Mas determinada a encontrar Caroline o mais rápido possível.

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Ficha do conto

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Nome do conto:
A confraria - Parte 1

Codigo do conto:
251756

Categoria:
Travesti

Data da Publicação:
11/01/2026

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