O calor era uma mão pesada que apertava o peito. Eu, Dona Eulália, sentia meu corpo protestar sob as camadas de seda e o espartilho sufocante. Meus seios, fartos e alvos, subiam e desciam, implorando por ar, enquanto o suor escorria em trilhas quentes entre eles. Eu era a "santa" do Coronel Matias, mas por dentro, eu era um braseiro esquecido.
Enquanto Matias buscava carne jovem na senzala, meus olhos se perdiam no terreiro. Lá estava Bento. Ele não era um homem, era um monumento de ébano. Cada vez que o machado descia, os músculos de suas costas dançavam sob a pele brilhante de suor. Eu imaginava aquele corpo sobre o meu, substituindo a fraqueza flácida de Matias por aquela força de animal de traça.
Quando ele entrou no quarto de costura, o ar pareceu acabar. O cheiro dele — cheiro de terra, de sol e de macho — inundou o ambiente.
— A Sinhá mandou chamar? — a voz dele vibrou no meu baixo-ventre.
— Feche a porta, Bento. Tranque-a.
Virei-me e deixei o vestido cair. O som do tecido amontoado no chão foi o sinal. Fiquei apenas de anáguas, a pele branquíssima contrastando com a penumbra. Vi o olhar de Bento descer por minhas coxas grossas, pela minha cintura apertada e parar na minha intimidade que pulsava.
— Aproxime-se — ordenei, a voz falhando. — Quero ver se o que dizem sobre vocês é verdade.
O quarto de costura estava em chamas, não pelo sol de Minas, mas pelo desejo represado. Quando Bento libertou aquela parte de si, o ar pareceu fugir dos meus pulmões. Era uma afronta à natureza: negra, colossal e latejante, com uma cabeça larga e escura que parecia zombar da minha fragilidade de sinhá.
— Meu Deus, Bento... — murmurei, minhas mãos trêmulas alcançando aquela peça de carne viva. — Isso não é de um homem, é de um animal de montaria.
Ele deu um passo à frente, a respiração pesada soprando no meu pescoço.
— A Sinhá queria ver a força do negro? — a voz dele saiu como um rosnado baixo, despida de qualquer respeito. — O Coronel tem um graveto. O que eu tenho aqui... vai rasgar a senhora por dentro.
Eu me joguei na mesa, puxando as anáguas até a cintura, escancarando minha intimidade rosada e encharcada para ele.
— Então rasgue, Bento! — desafiei, os olhos injetados. — Me mostre o que é ser possuída por um macho de verdade. Me chame de sua cadela, de sua fêmea... esqueça que sou sua dona e me use como as negras que meu marido caça no mato!
Ele não esperou. Segurou meus quadris com dedos que se enterraram na minha carne como garras e, com um único empurrão violento, ele me invadiu. O grito que soltei foi de pura agonia e deleite. Eu era terrivelmente apertada, uma flor de estufa que nunca tinha recebido nada maior que o membro pálido e frouxo de Matias. Bento era um aríete.
— Olhe para isso, Sinhá! — ele comandou, forçando minha cabeça para trás para que eu visse sua rola negra sumindo e surgindo de dentro da minha brancura. — Veja como essa sua fenda de luxo engole o meu pau todo. Você tá esticando, Eulália... tá cedendo pro negro!
— Ah... sim! Me fode, Bento! Me fode como o escravo fode a senhora! — eu gemia, as palavras sujas saindo como veneno doce. — Você é o meu dono agora... essa sua pica enorme é a única lei que eu obedeço!
Ele começou a me estocar com uma fúria rítmica, o som da carne colidindo era como chicotadas de prazer. Cada vez que ele entrava, eu sentia a cabeça daquele membro colossal golpear meu útero, fazendo meu corpo inteiro vibrar.
— Você gosta disso, não gosta? — ele rosnava, o suor dele pingando nas minhas costas. — Gosta de sentir o peso de um homem de verdade? O Coronel não chega nem na metade do caminho que eu tô percorrendo agora. Eu tô lá no fundo, Sinhá... ocupando cada pedaço desse seu corpo de leite.
— Mais fundo... — eu implorava, girando o quadril para receber mais. — Quero sentir você me atravessar! Me chama de sua, Bento! Diz que essa Sinhá branca é o buraco do seu prazer!
— Você é minha... — ele rugiu, virando-me de bruços e me prendendo contra a madeira fria. — Hoje a senhora vai aprender que o mel da sinhá foi feito pra ser colhido pelo negro. Abre mais essa racha... quero que você sinta cada veia dessa rola te esfolando por dentro!
O prazer era tanto que eu comecei a delirar. Eu via o rosto de Matias e sentia nojo; via o corpo de Bento e sentia adoração. Quando ele chegou ao limite, ele me segurou pelo cabelo, puxando minha cabeça para trás enquanto descarregava jatos de semente quente e espessa no fundo do meu canal.
— Toma o leite do negro, Sinhá! — ele exclamou, enquanto eu sentia minha musculatura apertar o membro dele em espasmos desesperados, tentando sugar até a última gota daquela virilidade proibida.
Ficamos ali, ofegantes, o cheiro de sexo e pecado impregnando os tecidos caros da sala. Eu estava destruída, aberta, e finalmente... plena.
Após o vendaval que foi Bento, o silêncio da Casa Grande parecia carregar um peso novo. Eu me recompus como pude. Limpei o rastro quente da semente dele de minhas coxas com um lenço de linho fino, que escondi no fundo do baú, agora batizado pelo nosso pecado. Minha carne ainda pulsava, latejando pelo esforço de ter sido alargada por aquela peça colossal que me deixou em carne viva, mas estranhamente faminta por mais.
À noite, o candelabro de prata iluminava o rosto severo de Matias. Ele comia em silêncio, mastigando a carne com a mesma apatia com que me tocava nos últimos anos. Eu estava à sua frente, vestida com meu melhor veludo carmesim, mas por baixo das anáguas, eu não usava nada.
— Você está diferente hoje, Eulália — disse ele, sem levantar os olhos do prato. — Parece... febril. Suas bochechas estão coradas.
— É apenas o calor de Minas, Coronel — respondi, sentindo um calafrio percorrer minha espinha.
Nesse exato momento, senti algo. Um fio quente de semente, o resto do batismo de Bento, escorreu lentamente por entre minhas nádegas, descendo pela parte interna da minha coxa. Eu apertei as pernas por baixo da mesa, sentindo a viscosidade daquela marca de posse.
— O café está indo bem — continuou Matias, ignorante. — Mas aqueles negros no terreiro estão lentos. O tal do Bento, por exemplo... parecia exausto hoje à tarde.
Eu quase deixei escapar um sorriso. Exausto porque me preencheu como você jamais sonhou, pensei.
— Talvez ele precise de uma motivação diferente, Coronel — eu disse, levando uma taça de vinho aos lábios. — Eu mesma o vi trabalhando. Ele pareceu... muito dedicado ao que lhe foi ordenado.
A Provocação Oculta
Matias me encarou, confuso pela minha audácia. Eu sustentei o olhar, sentindo o latejar na minha intimidade que Bento tinha esfolado com sua virilidade de aço. A cada movimento que eu fazia na cadeira, a fricção do veludo na minha pele hipersensível me fazia reviver a sensação de ser partida ao meio por aquele membro negro e latejante.
— Você fala demais sobre os escravos, Eulália. Guarde sua atenção para os seus deveres de casa.
— Ah, mas eu estou cuidando deles, Matias — sussurrei, sentindo o sêmen de Bento chegar ao meu joelho. — Como nunca cuidei antes.
Naquela mesa, diante do homem que me considerava sua propriedade, eu era a verdadeira dona do jogo. Ele tinha as terras, mas eu tinha o segredo que o destruiria. Eu tinha o sabor do ébano ainda na minha boca e a presença bruta de um homem de verdade marcada em cada centímetro do meu corpo apertado.

Vejo que você venera paus negros neh?
Adoro contos distópicos/utópicos e narrativas como a descrita. É um arraso com as palavras e uma preciosidade na construção da história. Parabéns, muito talento... e prazer envolvidos.. rs
Muito bom...