Com a morte súbita de Rodrigo, ela foi devolvida à Santa Isabel como um investimento fracassado. Mas o retorno despertou nela algo que a farsa do casamento havia apenas silenciado. O veneno de Eulália a tornara estéril, mas o corpo de Maria Eduarda, agora maduro, clamava pela intensidade que ela conhecera naquela tarde trágica no celeiro. A dor de outrora transformara-se em uma obsessão sombria.
A oportunidade surgiu quando o Coronel Matias partiu em viagem. Maria Eduarda desceu às cavalariças sob o luar. Bento a esperava, a silhueta maciça exalando um vigor que fazia as pernas da viúva tremerem. Sem rodeios, ele a pegou de jeito, prensando-a contra a madeira rústica e levantando sua saia de seda com mãos calejadas.
— Veio buscar o que o doutorzinho não tinha força para te dar, sinhazinha? — rosnou Bento, a voz grave vibrando contra o pescoço dela.
Maria Eduarda não recuou. Pelo contrário, ela empurrou o quadril contra o dele, sentindo o volume impressionante que a desafiava sob as calças de brim. — Me cala, Bento... — sussurrou ela, ofegante. — Me usa como você queria naquela época. Me mostra que eu sou sua.
Eles subiram para o quarto nos fundos, e o que se seguiu foi uma explosão de luxúria sem filtros. Quando ele a penetrou, Maria Eduarda soltou um grito que misturava choque e alívio. O pauzão de Bento a preenchia de forma absoluta, atingindo lugares que Rodrigo jamais sonhara existir.
— Olha o tamanho disso dentro de você... — Bento dizia, enquanto a estocava com uma fúria ritmada, fazendo a cama de madeira ranger. — Você é estreita demais para um homem como eu, mas vai aprender a aguentar tudo.
— Sim... mais forte! — Maria Eduarda gemia, as unhas cravadas nas costas de ébano dele. — Eu quero sentir tudo. Me rasga, Bento! Me fode como o animal que você é!
A noite foi uma sucessão de falas sujas e suor. Bento a virava de quatro, puxando seus cabelos enquanto a possuía com uma autoridade que a fazia delirar. — Você gosta desse pau negro te rasgando, não gosta? — ele provocava, sentindo os espasmos dela apertarem seu membro. — Eu amo... eu odeio o quanto eu amo esse seu pau... — ela balbuciava, os olhos revirados, entregue a um orgasmo que parecia nunca ter fim.
Maria Eduarda descobriu ali que nunca mais conseguiria aceitar menos. Ela desprezava a delicadeza dos homens de sua classe; sua natureza agora clamava pela pegada firme e pela dimensão que só Bento possuía. Ao amanhecer, ela era uma mulher transformada. O pacto de silêncio continuaria para o mundo, mas em sua carne, ela agora carregava a marca do prazer que só o capataz sabia esculpir.
