A Sinfonia do Desejo no Vale

O chalé rangia, não apenas pelo movimento, mas pela voltagem da eletricidade que emanava de nós dois. Ela estava montada, os cabelos negros chicoteando o ar a cada movimento, mas de repente, ela parou. O silêncio durou apenas um segundo, o tempo necessário para ela fixar aqueles olhos verdes predatórios nos meus. Ela sorriu, um sorriso de quem sabia exatamente o poder que detinha entre as pernas.
A Técnica que Escraviza
Então, o pompoarismo começou. Não era apenas uma sentada; era uma captura. Senti as paredes internas dela ganharem vida própria. Ela começou a me "ordenhar" com uma precisão cirúrgica. Eram contrações rítmicas, ondas de calor que me apertavam e me soltavam, massageando cada milímetro do meu pênis como se ela tivesse mãos dentro de si.
Eu perdi o fôlego. Minhas mãos apertaram a cintura dela, sentindo a pele úmida de suor, enquanto ela controlava meu prazer, me levando ao limite e me trazendo de volta apenas com a força da sua musculatura íntima. "Sente isso?", ela sussurrou, a voz rouca, enquanto as contrações se tornavam mais intensas, mais rápidas.
O Eco no Chalé Vizinho
Enquanto isso, a poucos metros de distância, no chalé ao lado, o silêncio da noite havia morrido. A vizinha, que tentava ler um livro, sentiu o corpo vibrar com o primeiro grito de prazer que escapou da sua mulher. Ela parou, a respiração curta, ouvindo o som rítmico da nossa cama batendo contra a parede de madeira.
O marido dela, percebendo o estado de alerta da esposa, aproximou-se. Eles ficaram paralisados, ouvindo a nossa sinfonia de luxúria. O som de vocês era tão animal, tão verdadeiro, que a vizinha sentiu sua própria intimidade pulsar, o mel dela começando a brotar só de imaginar o que estava acontecendo ali. O marido não disse uma palavra; ele apenas a puxou pela cintura, os dois contagiados pelo incêndio que vocês começaram. O prazer de vocês era o combustível deles.
O Ápice e o Transbordo
De volta ao nosso leito, o controle dela estava chegando ao ápice. Ela acelerou o ritmo, as contrações agora eram violentas e deliciosas. A visão era hipnotizante: o contraste da pele dela sob o luar que entrava pela fresta, o brilho dos olhos verdes e a entrega total.
Quando o gozo finalmente nos atingiu, foi uma explosão coordenada. Ela arqueou o corpo, gritando o meu nome com uma força que certamente ecoou por toda a fazenda, e eu senti o seu mel escorrer quente, uma torrente de lubrificação e prazer que banhou meu ventre e deslizou pelas minhas coxas.
Naquela noite, o hotel fazenda não teve paz. Inspirados por vocês, outros quatro casais se entregaram a uma madrugada de sexo desenfreado. Vocês foram os maestros, e o vale inteiro tremeu sob o comando daquela mulher deslumbrante.

Acordei com o sol da fazenda entrando pelas frestas da madeira, mas o calor que me queimava ainda era o do corpo dela ao meu lado. O cheiro do seu perfume e da nossa entrega estava impregnado nos lençóis revirados. Olhei para ela e vi aqueles cabelos negros espalhados pelo travesseiro, emoldurando o rosto da mulher que, horas antes, tinha me levado ao céu com o poder da sua musculatura e aquela sentada deslumbrante.
Quando ela abriu os olhos verdes, ainda marejados de sono e luxúria, soltou um sorriso de quem sabia exatamente o estrago que tinha feito em mim. "Eles ouviram tudo, não ouviram?", ela sussurrou, e eu apenas a puxei para um beijo que ainda tinha gosto de pecado.
Decidimos descer para o café da manhã. Enquanto caminhávamos pelo gramado em direção ao casarão principal, eu sentia o peso gostoso do cansaço nas minhas pernas e a lembrança vívida de como ela me apertava por dentro. Ao entrarmos no salão, o silêncio mudou. Não era um silêncio de julgamento, era uma tensão elétrica.
Senti os olhares imediatamente. O casal do chalé à direita estava sentado à mesa perto da janela. A mulher, que parecia tão recatada na tarde anterior, não conseguia disfarçar o rubor nas bochechas quando nossos olhos se cruzaram. Ela desviou o olhar para a xícara de café, mas a mão dela, debaixo da mesa, apertava o joelho do marido com força. Ele, por sua vez, me deu um aceno de cabeça discreto, um reconhecimento silencioso entre homens que sabiam que aquela noite tinha sido épica.
O impacto da nossa performance estava escrito no rosto de cada um ali. Vi uma outra vizinha, do chalé mais afastado, comentando algo ao pé do ouvido do parceiro enquanto olhava para os quadris da minha mulher, certamente lembrando dos gritos que atravessaram a madrugada. O clima no salão era de um desejo contido, como se todos ali tivessem sido despertados de um sono profundo pelo nosso prazer.
Eu puxei a cadeira para ela, sentindo o orgulho inflar meu peito. Eu sabia que cada casal naquele café da manhã tinha tentado, à sua maneira, reproduzir o ritmo que nós ditamos. O mel que escorreu dela na noite anterior tinha lubrificado a imaginação de toda a fazenda.
Enquanto ela levava a fruta à boca, me olhando com aquela intensidade felina, eu me inclinei e sussurrei: — Você percebeu? Ninguém aqui dormiu. Você não me fez gozar sozinho, você deu uma aula de como se possui um homem, e agora cada um deles quer ser eu, e cada uma delas quer ter o seu fogo.
Ela sorriu, e eu vi o brilho da sua satisfação. O café da manhã nunca foi tão quente.


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Ficha do conto

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Nome do conto:
A Sinfonia do Desejo no Vale

Codigo do conto:
252784

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
21/01/2026

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