Eu me encontrava desfalecida em uma espécie de êxtase, meio aérea, ainda arreganhada no chão sem conseguir me mover direito, sentindo uma ardência jamais sentida em minhas relações sexuais chegando minha vagina a parecer que latejava levemente, enquanto o via levantar-se me olhando sempre parecendo cheio de orgulho, dessa vez com certa dificuldade em levantar, emergindo lentamente completamente nu em seu monte de pelos espalhados no corpanzil sem parar de me olhar um só instante.
Minha mente estava estranha, turva, eu ainda não acreditava direito no que tinha tido a coragem de fazer, parecia que não conseguia encarar a realidade. Parecia uma espécie de sonho real. Ou seria um pesadelo? Eu fiz isso com o Jorge? Meu Deus! E com esse homem! Essas coisas vinham na minha cabeça, mas eu não conseguia raciocinar direito, ou eu simplesmente ainda não acreditava.
Ele ainda me olhava admirando como se fosse um troféu. Da ponta de seu pau que amolecia caiu uma gota sobre a parte interna de minha coxa direita quando ele passou por cima de mim ao se levantar e escorreu pela minha coxa até o carpete. Aí que eu reparei que era tudo extremamente limpo e só naquela hora eu achava estranho o carpete, apesar de macio e limpo era uma coisa que eu não via mais há tempos. Aliás, tudo era simples e limpo. E estranho. Ou era eu que estava me sentindo muito estranha? No carpete não se via uma poeira. As salas dos nossos apartamentos são enormes. Com o corpo exausto mal conseguia me mover, mas fui movendo a cabeça lentamente, observando os detalhes que não havia me dado conta quando entrei ali naquele cio avassalador. Eu jamais entenderia como fui capaz de ceder àquilo. Próximo à janela havia uma espécie de sofá e havia duas cadeiras grandes, uma cadeira de balanço que só dava pra eu ver a metade em um canto, e uma mesa grande no centro à direita de onde estávamos; era uma mesa retangular envolta por seis cadeiras, uma em cada cabeceira e duas em cada lado dela. Eu viajava ainda aérea olhando ao redor, reparando, querendo entender alguma coisa que eu não sabia... Parecendo cansado ele puxou uma das cadeiras da mesa e sentou sem ainda parar de me olhar um só instante. Era um olhar de admiração, mas ao mesmo tempo era um olhar de orgulho. Olhava-me assim deitada no seu chão como que admirando uma espécie de abate. Como quem dissesse pra si mesmo “eu sabia que ia conseguir comer...” e esse meu pensamento me encheu de vergonha me fazendo olhar para o outro lado sentindo uma lágrima escorrer sorrateira. Eu tinha feito aquilo... O cansaço era além de físico, também emocional. Embora esse olhar dele de quem saboreia uma caça me fizesse sentir um estranho e diferente prazer, a culpa que ia crescendo já começava a me torturar.
Por incrível que pareça, passamos vários minutos assim até que vi que de repente ele enfiava a mão direita entre as pernas parecendo pegar no pau nu e amolecido, sem parar um instante de me olhar. Com a mão direita ele pareceu limpar a cabeça de seu pau, e ficando novamente de pé ele se inclinou trazendo na mão um resquício de esperma em gosma que exibia orgulhoso pra mim até conseguir tocar com os dedos daquela mão nos meus lábios e falar baixo e rouco pela posição inclinada.
–Chupa, puta, chupa... Lambe isso do seu dono.
Não sei se eu queria aquilo, mas reconhecendo que não estava em posição de querer ou não querer, fechei os olhos e abri minha boca pra que mais de um de seus dedos entrassem e chupei obediente. Até que por fim ele retirou seus dedos e sorrindo bateu brincando com a palma de sua mão esfregando meu nariz enquanto se levantava e se queixava que a posição lhe doía às costas. Lentamente eu fui recuperando um pouco de forças e a lembrança do recente e explosivo orgasmo me envolveu me dando uma sensação mais agradável.
-Quer tomar um banho, Ana? Eu simplesmente não respondi. Muda me aproximei mais e devagar consegui me ajoelhar. Iclinando a cabeça consegui tocar com a minha língua a ponta da cabeça do seu pau ainda mole e comecei a me tocar. Segundos depois eu conseguia envolver toda a cabeça de seu enorme pau com meus lábios e colocá-lo já ficando à meia bomba pra dentro da minha boca, enquanto o tempo todo eu contraditoriamente me perguntava “por que eu estou fazendo isso?”. Mas eu parecia hipnotizada por um estranho prazer que simplesmente me conduzia fraca, entregue, submissa, tonta, sem o mínimo de poder sobre mim mesma. Parecia que eu era estranhamente outra... O gemido dele, ou melhor, o grunhido dele, me fez o corpo todo estremecer. Mas seu pau ainda não estava como havia ficado à cerca de meia hora atrás. Então eu comecei a Lambê-lo e chupá-lo em toda extensão (por que eu estava fazendo aquilo?). Entre as virilhas, no saco com uma avidez e de uma forma que jamais eu havia feito com ninguém, eu respirava fundo como se quisesse absorver todo cheiro dele. Com a avidez de uma puta... Será que seria porque inconscientemente eu estaria querendo aquele orgasmo de novo? Eu não conseguia me responder. Sua gargalhada não interrompeu o meu transe, de repente, sua mão esquerda procurou meu queixo e achando-o fez com que eu inclinasse minha cabeça para olhá-lo assim de joelhos tirando minha boca de seu pau. E sem tirar sua mão esquerda de sob meu queixo com sua mão direita começou a dar pequenos tapas do lado esquerdo do meu rosto. Não eram fortes, mas eram seguidos, humilhantes e sua mão começou a pesar e meu rosto começou a arder, queimar e vi que ele sorriu justamente no instante que eu comecei a chorar.
–Adoro bater na cara das putas...
Percebi que ele se inclinava sem tirar a mão esquerda do meu queixo e a mesma mão que me batia no rosto tocou-me fundo a vagina ardida e logo em seguida o clitóris me arrancando um gemido mais profundo de dor e prazer. Logo em seguida ficou totalmente de pé novamente e voltou a dar pequenos e intermináveis tapas somente no lado esquerdo de meu rosto que já devia não só estar bem vermelho como que até inflamando mesmo. Essa possibilidade me fez tentar avisá-lo, mas ele como que adivinhando falou dando uma nova estrondosa e amedrontadora gargalhada em seguida.
--Depois você diz pra ele que um bicho te mordeu e deu uma alergia, puta...
E não parava com os tapas somente num lado. Aquilo foi me deixando nervosa, não sei. Sei que minha mente ficou muito confusa e eu já estava mesmo fisicamente fraca, e quando eu olhei pra ele com meu olho esquerdo parecendo turvar porque poderia estar inchando também, todo o prazer e tudo mais que podia haver foi cedendo a uma espécie de pânico e o pensamento de que depois de ter feito tudo que ele queria, agora, ele iria querer matar-me, fez eu entrar em desespero total. No pânico, no desespero, lembro que eu pensei “ele não se importa que meu marido veja porque ele vai me matar antes...”. Decidida segurei sua mão antes do próximo tapa e me levantei imediatamente procurando, pegando e vestindo minhas roupas. Lembro que ele não deu uma palavra. Nem eu. Sua porta da sala igual a minha facilitou minha brusca saída sem nenhuma despedida. Lembro que em desespero subi do segundo ao quarto andar pelas escadas com medo de ser vista. Em casa corri para o banheiro pra me ver no espelho. E só fiquei mais calma quando vi que realmente estava vermelho, mas nada havia inchado. E não era uma vermelhidão que parecia de um tapa. Estava distribuída por todo lado esquerdo do rosto o que facilitaria a mentira da alergia. Mas foi nesse instante que me dei melhor conta da minha loucura. Mesmo mais calma olhei-me fixamente no espelho e quase gritei “Louca!!”. No chuveiro quando a água caiu imediatamente ardeu-me o rosto e mais levemente entre as pernas. Constatei que não estava tão “assada” assim. E agora? Como faço pra livrar-me desse homem? A água morna ia me relaxando completamente quando eu lembrei que queria mais, que ele começou a bater quando eu o procurei pra mais... E quando eu lembrei que o procurei pra mais, me lembrei de porque eu queria mais... Havia sido demais aquele orgasmo... Quando saí do banheiro e olhei a cama convidativa deitei-me de bruços só pra dar uma “descansadinha” e acho que desmaiei...
As mãos carinhosas de Jorge alisando delicadamente minha bunda (chamarei assim meu marido) traziam-me de um sono profundo. Sua voz doce vinha longe, longe parecendo sair de uma caverna com seus ecos intermináveis...
–Ana. Aninha meu amor... O que houve? Por que está dormindo nua uma hora dessas, amor? Quando me dei conta da realidade foi num misto de susto e culpa.
–Ah! Jorge, a academia hoje foi muito puxada, acho que exagerei. E eu já não tinha dormido direito sem você essa noite. Acordei toda hora.
–E seu rosto amor, está vermelho desse lado...
–Não sei o que foi isso Jorge, acho que foi algum bicho que me mordeu. São essas minhas alergias...
Eu não sabia que eu sabia mentir assim...
--Quando saí do banho deitei aqui pra descansar um pouquinho e acabei dormindo.
Subitamente me lembrei da saia no banheiro e dei um pequeno beijo em sua boca ao mesmo tempo em que me levantava me dirigindo ao banheiro e perguntava sobre a mãe dele e sobre o avô desviando a atenção.
–Ah! Está tudo bem, Ana, sabe como a minha mãe é desesperada, acabou que nem foi nada demais. Acho que fomos lá à toa.
--Nunca é à toa, né, Jorge? Eles querem te ver.
Enrolei a saia em uma toalha e me dirigi para colocar as duas peças na máquina de lavar. Eu não havia percebido que quando me dirigi à área da máquina ele havia me seguido e no momento que eu colocava as roupas ele encostou-se suavemente atrás de mim já completamente nu fazendo-me sentir seu pau totalmente duro encostar-se em minha bunda também nua.
–Foi delicioso te encontrar assim nua na cama, amor. Te adoro, delícia...
Suas mãos suaves me entrelaçaram por trás e me puxaram delicadamente enquanto buscava com sua boca beijar-me o cangote, o rosto, a boca e uma delas desceu carinhosamente até me tocar o clitóris e começar deliciosamente uma massagem me instigando a querer tocá-lo também. Sua boca finalmente encontrou a minha fazendo-me virar o pescoço mantendo-me ainda meio que imprensada na máquina de lavar. Ele, sem nem um tiquinho de barriga, completamente diferente do Seu Luis, encaixava-se perfeitamente às minhas costas. Joguei minha mão direita pra trás e consegui pegar seu pau, mas não teve como não vir à minha mente a comparação, além de mais curto eu conseguia circula-lo com folga entre meus dedos. Ele percebeu que eu queria que ele enfiasse em meu ânus. Ele adorava quando percebia que eu queria ali. Imediatamente molhou um dedo em minha vagina e passou na entrada e começou a penetrar com minha ajuda. Era gostoso. Gostosinho... O olhar do Seu Luiz, os pelos dele, a barriga, a voz de cafajeste vieram-me inevitavelmente à mente. E eu fiquei muito excitada a partir daí e passei a me tocar freneticamente o que me fez aproximar-me de um orgasmo. Pedi que ele me batesse na bunda. Que me enfiasse mais. Seus tapas tímidos e leves não me saciavam, mas ele não demorou a começar a gozar depois desses meus sinceros pedidos. Gozou dentro de minha bunda. Ele parecia deliciado. Eu beijei-lhe a boca e me retirei pensando. Eu o amo mais que tudo...