Sob a Luz Vermelha

Eu movimento meus pulsos entre as cordas pretas que me prende a uma cadeira. Os nós bem feitos massageiam minha pele delicada, e a mordaça , ajustada com cuidado, limita a minha respiração e fala num ritmo contido. Movo minha cabeça e olho para lado, me dando conta do ambiente quase escuro ao meu redor, há apenas uma luz que ilumina por baixo da porta. Logo depois ouço passos se aproximando. Uma mão segura a maçaneta e então ele abre a porta, passando pela mesma e a fechando em seguida. Ele desliza a mão grande e com as veias saltadas no interruptor que faz com que uma luz vermelha ilumine a sala quase vazia, onde há apenas uma bancada, uma geladeira pequena e a cadeira na qual estou sentada.
Ele sorri e olha pra mim de maneira gentil, mas no seu sorriso de canto, consigo identificar algo diferente.
Sinto a mão tocar meu ombro, o movimento que ele faz enquanto anda ao meu redor é suave. Ele se curva atrás da cadeira. A mão ainda toca meu ombro, sinto a respiração pesada no meu pescoço que causa um arrepio, fazendo eu soltar um gemido abafado. Ele ri e a risada faz com que um frio na barriga tome conta.
O sussurro da voz gentil e calma diz para eu fechar os olhos, e sem hesitar, eu o faço. De olhos fechados, sinto um tecido macio tocar minhas bochechas e logo me dou conta que uma venda priva a minha visão.
Eu ouço os passos caminhando pela sala, não sei o que me aguarda.

Minutos depois, com a angústia e a excitação crescendo dentro de mim, tenho a percepção de que ele está em minha frente, eu o sinto.
Sinto as mãos tocarem em minhas coxas e ele desliza o dedo devagar até chegar na parte interna da mesma, novamente eu tento gemer, mas é algo abafado. Eu ouço o riso dele e ele continua a me tocar.
Em um movimento brusco ele afasta minhas pernas, me deixando um pouco mais exposta, eu não visto nada.
O dedo desliza um pouco mais pela parte interna da minha coxa e caminha indo em direção a parte sensível que já está úmida desde o início… Ele aproxima os dedos e passa pelo clitóris que faz que eu sinta um arrepio ainda mais intenso. O movimento dele é suave, mas há uma pressão no dedo. Quando tento me movimentar para dar um pouco mais de acesso ao seu toque, ele afasta o dedo e ri novamente como se estivesse brincando comigo.
Fica longe por alguns segundos e logo para novamente em minha frente... Eu não vejo, mas sinto.

Eu tento movimentar meus braços restringidos pela corda e de repente sinto algo quente cair sobre um dos meus seios, que faz que eu sinta uma aflição diferente, as gotas caem novamente, mas de forma espalhada que esquentam meu outro seio. Ao contrair um pouco, novas gotas caem pela minha barriga fazendo um murmúrio e um gemido abafado tentarem sair novamente da minha boca. E assim continua. As gotas causam um leve incômodo que, em seguida, é levado por uma onda de prazer que toca a minha alma.
E assim ele continua a brincar comigo de forma com que eu não veja nada, mas apenas sinta.
Ao me acostumar com as gotas quentes, eu percebo que elas param e eu fico ansiando pelo momento de sentir o calor quente da cera derretida, mas isso não acontece.
Ouço os passos se afastando novamente. Não demora muito para retornar, então ele se coloca atrás da cadeira e coloca um fone em meus ouvidos com uma música não tão alta, mas impede que eu continue a ouvir os movimentos que ele faz.
Pouco tempo depois, a música ainda continua rolando e eu me acostumo a situação de estar apenas ali, sem enxergar, amarrada a uma cadeira e ouvindo uma música aleatória.

Ele me surpreende e eu sinto algo extremamente gelado tocar meu mamilo, fazendo com que eu contraia na tentativa de escapar, mas é algo em vão, pois ele continua a deslizar o cubo de gelo pelo meu mamilo e eu tento gemer novamente, eu respiro fundo. Outro cubo desce por uma das minhas partes mais sensíveis e toca minha barriga me fazendo respirar ainda mais fundo e eu contraio meu corpo, ele continua até tocar minha virilha.
Novamente um novo cubo desliza pelo meu corpo, ele desce pela minha barriga, um pouco mais pra baixo me fazendo movimentar com um tesão inexplicável. Ele desce chegando ao meu clitóris e ali ele fica. É um incômodo sutil, mas a maneira como ele brinca comigo, aumenta a excitação quente entre minhas pernas, fazendo com que se torne a combinação perfeita entre a agonia e o prazer. Quando o gelo por fim é derretido, os dedos dele continuam a me tocar devagar. Mesmo com um movimento lento, ele pressiona forte e assim continua, com um movimento circular maravilhoso fazendo meu corpo se contorcer. Eu respiro fundo em cada movimento e quero mais do toque dele, quero seus dedos dentro de mim. Seu movimento me leva ao caminho do delírio. Quando eu sinto o orgasmo tão intenso se aproximar, ele afasta os dedos...

Minutos depois, a música continua a tocar, mas logo ele tira os fones de ouvido, a venda é tirada dos meus olhos e a luz vermelha continua no ambiente quase vazio, ele acaricia a minha nuca e sobe um pouco as mãos, tirando a mordaça que restringia a minha vontade de me expressar durante todo o momento. Eu passo a língua pelos lábios, e movimento minha boca olhando pra ele que mantém um sorriso ainda gentil enquanto aproxima a mão do meu rosto. Ele acaricia com cuidado e não diz nada, mas entendo que isso é apenas o começo.


Faca o seu login para poder votar neste conto.


Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.


Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.


Twitter Facebook



Atenção! Faca o seu login para poder comentar este conto.


Contos enviados pelo mesmo autor


Ficha do conto

Foto Perfil ilia
ilia

Nome do conto:
Sob a Luz Vermelha

Codigo do conto:
254241

Categoria:
Fetiches

Data da Publicação:
08/02/2026

Quant.de Votos:
1

Quant.de Fotos:
0