Reencontrando o passado (Parte 01)

Olá, este é o meu primeiro conto aqui no site. Pretendo relatar algumas experiências que tive e que de tempos em tempos retornam através de ótimas memórias. Trocarei os nomes por motivo de sigilo e reitero, todas as histórias são verídicas. Se por algum motivo não for, avisarei no início do conto. Espero que gostem.

Fazia anos que eu não a via. Uma colega do ensino médio que sempre me chamou a atenção pela forma como se expressava e interagia com o mundo. Aproximadamente 1,60 m, loira, olhos verdes que lembravam o mar. Sorriso fácil, corpo lindo e um olhar apaixonante. Vamos chamá-la aqui de Helena. Sempre fui extremamente atraído por ela. Imagine a minha surpresa quando, após dez anos de formado, voltamos a conversar pelas redes sociais:

— Olá, Heitor. Pelo jeito, estás trabalhando na área da saúde…

A conversa começou simples, com aquele tom amistoso tão comum em diálogos banais. Não demorou muito e marcamos de nos ver em um mercado da cidade; depois, procuraríamos algum bar nas redondezas para conversar com calma. Eu não sabia exatamente o que viria desse encontro. Pela conversa, não consegui determinar se seria apenas um bate-papo com uma amiga do passado ou algo além disso. Mal sabia eu que havia aberto a porta para uma verdadeira onda de prazeres que me mudaria por completo como homem.

O primeiro olhar foi um choque. A jovem garota havia se transformado em uma mulher perfeita: confiante, instigante, com o corpo amadurecido nos lugares certos. Os seios estavam maiores e provocantes, a silhueta bem definida e a bunda… de tirar o fôlego de qualquer um que a visse.

— Oi, Helena! Que ótimo te ver — falei rápido, já me aproximando para o abraço.
— Meu Deus, Heitor, quanto tempo! Mais ou menos dez anos?!
— Por aí… deu pra ver que o tempo só te fez bem!

Ela riu de forma apaixonante com o meu gracejo, e começamos a caminhar em direção ao bar onde aproveitaríamos a noite. Conversamos sobre a vida, falamos de relacionamentos e expectativas. Não pude deixar de me impressionar com a bagagem que ela havia acumulado nesses anos: viagens, faculdade de Psicologia, pós-graduação… O tempo passava rápido, e eu não percebia o quanto já estava envolvido por Helena, nem o quanto desejava terminar a noite com ela.

— Aquele bar ali é bom, já fui algumas vezes. A cerveja é boa também…

Entramos e pegamos uma mesa; ela sentou de frente para mim, o que era ótimo, já que eu podia olhar diretamente nos seus olhos e me perder naquela profundidade oceânica.

— Então, Heitor, solteiro ainda?
— Pois é… fiquei meio atrasado na vida em vários sentidos. Mesmo mais velho, ainda preciso terminar a faculdade. Não acho que vá conseguir um relacionamento tão cedo.
— Bom… pelo menos tu tens bem mais liberdade para fazer o que quiser. Também não há por que tanta pressa…

O lado terapeuta dela nunca desligava. Ao longo da conversa, percebi que cada prego que se destacava — seja posicionamento sobre a vida ou questões mais pessoais — ela martelava. Questionava, pedia explicações, me fazia refletir sem que eu sequer percebesse. Confesso que adorei essa provocação intelectual constante que ela exercia tão bem.

Começamos a dividir algumas cervejas, que tornaram a conversa ainda mais verdadeira e fluida. Sem perceber, eu já segurava as mãos dela, e ríamos como dois colegas que nunca tivessem deixado de se encontrar ao longo da vida.

— Heitor, não posso ir até muito tarde hoje. Preciso ir à casa de uma amiga. É aniversário dela, vamos fazer uma janta…
— Ah, claro, já são onze horas. Quer ir andando, então?
— Sim, vou chamar um Uber daqui a pouco. Por que não caminhamos mais um pouco? A noite está linda…

Fiquei, obviamente, triste ao saber que ela já precisava ir embora. A noite havia passado rápido demais para mim, e não existia tempo suficiente no mundo para aproveitar uma companhia tão maravilhosa. Paguei a conta e saímos caminhando, comentando como a noite havia sido ótima e como era bom nos rever depois de tanto tempo. Ao passar por uma rua mais escura, não me contive: peguei uma das mãos dela e disse:

— Por que não deixamos a noite melhor?

Ao mesmo tempo, me aproximei para beijá-la.

Ela respondeu ao meu toque com naturalidade, colando o corpo sedutor ao meu. Quando nossas bocas se encontraram, a sensação foi de prazer completo. Que lábios maravilhosos ela tinha: volumosos, encaixavam perfeitamente nos meus. Sua língua procurava a minha como alguém que anda pelo deserto e encontra a única fonte de água disponível após quilômetros percorridos. Aproveitei cada segundo. Passei as mãos pelo seu corpo, sentindo cada curva, cada textura deliciosa, e encostei meu pau — já muito duro — no seu corpo.

Segurei-a pelos cabelos e disse:

— Que boca perfeita tu tens, Helena… Eu poderia passar um dia inteiro só te beijando.
— Então me beija mais… me deixa sentir o teu gosto, Heitor.

Sorri e segurei seus cabelos com a mão direita, apertando com força e puxando-a para mim. Ela até poderia ter um compromisso depois, mas naquele momento era totalmente minha.

Alguns minutos se passaram quando ouvi a voz de uma criança passando na rua e interrompi o beijo. Estávamos em via pública; não queria oferecer um show para uma família com uma criança pequena — embora, por dentro, amaldiçoasse a criança que, àquela hora, já deveria estar dormindo.

— Tem uma criança passando… — falei.
— O quê? Eu não ouvi nada… — respondeu, olhando nos meus olhos. — Ah, realmente…

Ela ajeitou um pouco a roupa, e seguimos caminhando até o fim da rua, onde o movimento era maior. Então, chamou o Uber.

— Foi uma noite maravilhosa, Helena. Espero que possamos nos ver de novo.
— Com certeza! Uma pena que eu já precise ir, mas não quero deixar minhas amigas esperando tanto. Já tinha prometido a elas…
— Tudo bem. Confesso que, quando te chamei para sair, não sabia bem o que iria acontecer. Nada disso foi planejado; as coisas simplesmente aconteceram.
— Eu também não sabia, Heitor. Não tinha certeza se era um encontro ou apenas uma conversa entre amigos…
— Fico feliz que tenha terminado assim. É uma delícia ficar contigo…

Nos beijamos mais um pouco enquanto o carro não chegava. Cada segundo parecia precioso; não existiam limites para o quanto eu queria me perder nos lábios daquela mulher. O carro chegou, nos despedimos e combinamos de nos ver em outra oportunidade.

Continua…

Foto 1 do Conto erotico: Reencontrando o passado (Parte 01)

Foto 2 do Conto erotico: Reencontrando o passado (Parte 01)


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Ficha do conto

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Nome do conto:
Reencontrando o passado (Parte 01)

Codigo do conto:
254280

Categoria:
Confissão

Data da Publicação:
09/02/2026

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