O quarto estava em silêncio quando ela deu o primeiro passo para o centro. Ela respirava fundo, dividida entre a atenção do marido que a olhava com luxuria e orgulho e o meu, que a desejava de forma intensa
O olhar ficou fixo em mim.
Não havia música agora. Só respirações.
Ela começou pelos sapatos.
Levantou ligeiramente o pé, apoiando-o na beira da cama. Os dedos deslizaram pelo tornozelo devagar, como se estivesse a sentir a própria pele. Descalçou o salto lentamente, mantendo o olhar fixo em ti enquanto o deixava cair no chão com um som seco. Depois o outro.
O marido observava atrás, encostado à parede, os braços cruzados — mas o maxilar já tenso.
Ela levou as mãos à cintura.
Não arrancou a peça de roupa. Não teve pressa.
Deslizou os dedos pelas próprias ancas primeiro. Subiu devagar pela lateral do corpo, contornando as costelas, até chegar aos ombros. Só então começou a baixar o fecho, milímetro a milímetro.
O tecido abriu-se lentamente.
Ela virou-se de costas para ti antes de o deixar cair. Sorrindo para o marido, que acenou como aprovação e via-se que estava adorar cada instante!
As costas nuas eram iluminadas pela luz quente do candeeiro. Ela passou as mãos pelo próprio corpo como se estivesse a saborear a exposição — descendo pela curva da coluna, pelas ancas, pelas coxas.
Sabia exatamente o que estava a fazer.
Virou-se outra vez.
O olhar dela já não era tímido — era pesado. Consciente do efeito que causava.
Aproximou-se alguns passos. Lentamente. Parou perto o suficiente para que sentisses o calor da pele dela no ar entre vocês.
Levantou os braços acima da cabeça, esticando o corpo de forma deliberada. O movimento fez com que o peito subisse, a respiração mais visível, mais intensa.
O marido aproximou-se então.
As mãos dele pousaram na cintura dela. Firmes. Ele não falou. Apenas começou a deslizar os dedos pela barriga dela, devagar, subindo, descendo, apertando levemente.
Ela fechou os olhos por um instante — mas voltou a abri-los para te encarar.
— Gosto que me vejas — murmurou.
As mãos dela foram até à última peça que restava. Uma calcinha rendada preta que escondia com sensualidade o fruto do meu desejo
Mas não a retirou de imediato.
Em vez disso, começou a mover as ancas devagar, num ritmo lento e hipnótico. Cada curva do corpo desenhada na luz quente do quarto. Cada respiração mais profunda que a anterior.
O marido inclinou-se e beijou-lhe o ombro. Depois o pescoço. Ela arqueou-se ligeiramente, deixando escapar um som baixo, rouco.
Só então deslizou a peça final pelo corpo.
Muito devagar.
Passando pelas coxas. Pelas pernas. Até deixá-la cair aos pés.
Ficou completamente nua.
Não cobriu nada.
Não tentou esconder-se.
O marido aproximou-se colando o corpo ao dela. As mãos dele apertaram-lhe as ancas com mais firmeza agora.
Ela ajoelhou-se diante dele.
Não por submissão forçada — mas por escolha clara.
Os olhos dela continuavam a procurar os teus enquanto se inclinava para o marido. O gesto era lento no início, quase cerimonial. As mãos subiam pelas coxas dele, segurando com intenção. A respiração dela tornava-se mais pesada, mais audível.
O som no quarto mudou.
Tu estavas imóvel, mas o teu corpo denunciava o impacto da cena. A tua respiração descompassada, a forma como te tocavas, acompanhando o ritmo crescente da tensão.
Ela não era tímida.
Era provocadora.
O marido segurou-lhe o cabelo com firmeza, guiando-a. Não com violência cega — mas com domínio assumido. Ela reagia com mais intensidade a cada gesto, como se aquela firmeza fosse exatamente o que desejava.
Quando ele a puxou de volta para cima, o beijo foi agressivo, urgente. Ele empurrou-a contra a parede, e ela soltou um gemido alto, quase selvagem.
— É isto que eu quero… — disse, ofegante.
Ele virou-a e conduziu-a até à cama com passos decididos. O ritmo deixou de ser lento. Tornou-se duro. Firme. O tipo de intensidade que tira o ar.
Os sons dela encheram o quarto — altos, roucos, sem qualquer tentativa de contenção. Não eram delicados. Eram primitivos. Eram uma mulher a viver a fantasia até ao limite.
O marido segurava-a com força, os movimentos marcados por posse e urgência. Ela agarrava-se a ele, exigindo mais, incentivando, pedindo que não fosse suave.
- Fode-me caralho... possui esta tua putinha!!
Tu permanecias ali, imóvel e ao mesmo tempo completamente presente. Cada som, cada respiração, cada gemido era para ti. Cada gesto dela era consciente do teu olhar, alimentando uma tensão quase insuportável. A excitação não vinha só do que via — vinha do poder do momento, da liberdade dela, da intensidade do casal.
Ela inclinava-se, movia-se, arqueava-se, e cada som que saía da sua boca era ousado, descarado, carregado de desejo. Não precisava de suavizar nada; as palavras eram cruas, provocadoras, tornando o ar quase sufocante de tensão.
- Isso com força... ai... ai... caralho que bom! mete fundo!!
O marido conduzia com urgência e domínio, e ela correspondia com igual intensidade, entregando-se totalmente. Cada gemido, cada palavra, cada suspiro parecia explodir no quarto, e tu sentias cada segundo, cada movimento, cada centímetro de desejo, sem poder intervir — apenas ser testemunha privilegiada daquela entrega absoluta.
Quando o ritmo subia, o corpo dela vibrava com intensidade, a respiração falhava e os gemidos tornavam-se cada vez mais altos, mais selvagens, mais vivos. Ela vivia o momento como sempre quisera, completamente presente, totalmente entregue, completamente consciente de que tu a estavas a ver.
O quarto estava cheio do som da excitação, da respiração acelerada, das palavras provocadoras dela, e da tensão que te mantinha parado mas eletrificado. Cada segundo parecia mais intenso que o anterior, cada gesto mais carregado, cada som mais perturbador — mas consensual, desejado, e absolutamente intenso.
E quando finalmente o auge se aproximou, foi explosivo — não apenas físico, mas emocional.
No final, mesmo sem nada ser descrito com atos explícitos, o ar vibrava de desejo, e todos os três estavam conscientes do poder daquilo. Ela olhou para ti uma última vez, com um sorriso que dizia: sabemos exatamente o que fizemos e gostámos de cada segundo.
Ela caiu sobre a cama, respirando fundo, o corpo ainda a tremer.
Olhou para ti.
Satisfeita.
Sem arrependimento.
É um texto que entende bem o voyeurismo como fonte principal de excitação, não como mero detalhe. Não tenta ser “bonitinho” nem “romântico forçado” — entrega-se ao desejo bruto, à posse, à exibição e ao poder que circula entre os três. E isso, num género em que muita gente cai no genérico ou no piegas, é uma qualidade rara. Gostei bastante da intensidade sustentada e da ausência de julgamento. Se era essa a intenção, cumpriu com sobra.
Que sensacional! Adoramos isso! Bjos, Ma & Lu