Sou Carlos, sou negro, tenho 40 anos, 1,90 de altura, cabelo curto estilo exército, sou pedreiro, moro sozinho aqui na capital e vim para cá por causa de uma obra por temporada, mas minha família toda é do interior.
No bairro em que moro tem uma igreja a duas quadras e, claro, no estilo que adoro: igrejas pequenas, do estilo antigo, onde as irmãs andam com aqueles vestidos abaixo do joelho e os homens se encubam. Nessa enrolada, eu adorava essa igreja. Já tinha flagrado um irmãozinho do jeito que eu adoro e que, naquela noite, tinha lançado uns olhares pro negão aqui. Ele é baixinho, por volta de 1,60, branquelo e magrinho. Tinha lá seus 18 anos e tocava bateria. Sempre ficava com as irmãs, e seu jeitinho entregava que estava ali pra fugir da sua vontade por pica. E assim fui ficando e querendo fazer meu papel.
Culto rolando, fui no banheiro, que ficava bem no fundo da igreja. Chegando lá, me aliviando, ouço a porta bater e, pra minha surpresa, era o branquelo desejado. Claro que entrou no box, e eu puxei assunto. Ele respondeu timidamente e, ao sair, fiz questão de expor minha rola pra ele ver, puxando assunto, balançando a pica. Ele ficou de boca aberta, notava que se surpreendia com a pica meia bomba, grossa, e tentava disfarçar, mas não conseguia. Fiz questão de deixar à mostra.
— Que foi, irmão? Nunca viu?
Ele meio que tentando desviar o olhar, e eu segurando, dando uma balançada, mostrando. Ele começava a ficar durão. Aproximei dele e, claro, ia jogar a cartada final.
— Faz horas que tá de zóio no negão aqui, né? Quer pegar?
— Não, na... não, é pec...
Cheguei bem próximo dele, encostando na sua perna e sentindo seu corpo trêmulo. O cara estava muito nervoso, e eu podia sentir. Era o medo e a vontade de levar.
— Pega, pega...
Falei bem próximo, sentindo seus lábios, sentindo suas mãos se encherem com minha rola dura feito rocha.
Ele segurava firme, eu pulsava na sua mão, sentia ele começar a ir e vir, levemente, com medo.
— Tá quente, né? Gostando?
Não respondia, apenas sentia nossos corpos se aproximarem mais, nosso receio de alguém chegar e, claro, a liberdade.
— Sabe onde moro? Cola em casa após o culto.
Na mesma cena em que falava isso, retirava meu mastro da sua mão, guardava e o deixava perplexo, imóvel naquela parede, enquanto eu me retirava. Eu tinha dado a boa cartada, agora era saber se ele iria matar seu desejo incubado. Afinal, ele sabia onde eu morava, exatamente duas quadras da igreja. Ele já esteve com as irmãs me convidando com panfleto, então sabia.
Voltei pro meu lugar e fiquei lá. O baterista voltava, fugia do olhar, mas encarava às vezes, e eu sorrindo de forma cínica. Gostava desse encanto, mas a expectativa de acabar logo tomava conta da minha vontade. Por isso, na última oração, saí apenas dando adeus a algumas pessoas e fixando o olhar no meu branquelo. Chegando em casa, aquele banho e a deliciosa liberdade de morar sozinho, ficar peladão em casa, sensação única que eu amava, e também de olho no ponteiro.
23h00 e nada. Fazia um bom tempo do fim do culto e, realmente, talvez ele não viesse. Ficaria eu na punheta? Mil cenas passam na cabeça, e uma delas é dele não ter achado uma boa desculpa. Mas eu ficava ali na janela, de olho no silêncio da rua. E, do nada, vejo alguém vindo. Será ele? Já passava das 23h. Será? Minha pica, só de imaginar, dava sinais de vida. E era. Calmamente andando, seu jeito de olhar para os lados demonstrava receio. Sua chegada à porta mostrava que não sabia se eu estaria acordado ou não.
— Entre, seja bem-vindo!
Seu rosto de vergonha, medo e vontade, e seu silêncio falava, ou até mesmo respondia suas próprias indagações. Afinal, era recebido por um negão pelado. Sua surpresa diante daquela recepção demonstrava ainda mais receio, porém era o que seu corpo pedia.
— Fique à vontade, sente-se aí, vou pegar um refrigerante.
Fui até a cozinha e, voltando, puxava conversa:
— Achei que não viria!
— Estava terminando de limpar a igreja.
Poucas vezes ouvia sua voz. Era suave, uma dicção gostosa, seu olhar meigo combinava. Eu aproveitava e, ao sentar ao seu lado, deixei tudo à pouca luz. Pedi pra Alexa tocar uma rádio. Sim, ainda sou adepto a uma boa rádio. Ficamos ali, um ao lado do outro no sofá, ao som. Peguei sua mão e coloquei onde queria que estivesse. Sentia seu suspiro forte, seu tentar se conter, mas não: sua vontade falava mais alto. Ele começava um movimento de vai e vem, gostoso. Meu pau dava sinais de vida, grosso, sentindo aquela mãozinha quente, sensação gostosa.
— Quer provar? Ajoelha entre as minhas pernas, vem!
Ele parecia querer relutar contra o próprio desejo, mas não. Simplesmente se arrastava, apoiando-se na minha perna, e ficava de frente comigo. De joelhos, ele ficava diante de mim e ao alcance do seu desejo. Sentia sua mão novamente me punhetar, vai e vem, gostosamente.
— Mata sua vontade, cai de boca!
Minha voz saía em tom firme enquanto ele se aproximava, demonstrando receio, mas a vontade falava mais alto. Timidamente, sentia seus lábios se envolverem no meu mastro. Ele ainda não sabia muito bem pagar um bom boquete, mas eu o ensinaria.
— Abre mais a boca, isso, chupa bem suave, sente a pele.
No começo, seus dentes eram um obstáculo, mas aos poucos, com calma, fui guiando sua cabeça, fazendo-o se sentir mais tranquilo.
— Brinca com a língua, isso, faz igual nos filmes, chupa gostoso...
Naquele instante optei por ficar de pé. Do alto, o via de joelhos, minha pica preta e sua boca vermelha.
— Abre pra mim! Abre mais, vou foder sua boquinha!
Coloquei meu pau ao máximo dentro daquela garganta. Ele se apoiava na minha perna, resistia, se engasgava, soltava saliva. Era a forma de abrir passagem, treinar sua garganta pra servir ao macho que estava de pé. Que visão incrível, ver mais um irmão de igreja servir ao macho às escondidas. Esse era meu papel.
Aquele não era o primeiro a me servir, e não seria o último. Sempre que posso, busco deixar meu legado e satisfazer. Aliás, tiro um peso de dentro deles: a curiosidade do sexo, o medo do prazer e, principalmente, ensino a sair do mundo escondido.
Aquele cara, de joelhos, de boca aberta, tendo dentro da garganta uma pica preta, grossa e veiuda, que o forçava a engolir tudo, que segurava sua cabeça enquanto ele tentava se soltar, mas que somente o deixava livre quando eu ouvia seu engasgo, seu quase vomitar.
Limpei seus lábios. Seu rosto era de perguntas: O que estou fazendo aqui? Estou em pecado? Nossa, mas é bom? Perguntas que sua mente provavelmente borbulhava. Me aproximei, sentia sua respiração. Nossos lábios se encontravam, sua mão se perdia nos braços do trabalhador braçal. Tirei sua camiseta, sua bermuda caía e, pelados, nossos corpos se cruzavam em beijos doces, quentes e ferozes.
Sussurrava besteiras e vontades em seus ouvidos, e ele obedecia. Coloquei-o de quatro. Sua bunda branca e magra era meu alvo. Abri a polpa da sua bunda, vi seu cuzinho, salivei e meti a língua sem dó. Ele se contorcia, gemia, se perdia completamente. Brincava entre língua e dedo, abrindo caminho pro meu cacete.
— Relaxa e se permita, não vou fazer nada que não queira, calma...
Deixei gel escorrer pela sua bunda, tentei entrar, respeitei o limite, mas o conduzi ao extremo. Levei-o pra cama, virei de bruços, mordi seu corpo, enfiei minha pica preta devagar. Ele mordia meus braços, misturava dor e prazer, até relaxar.
— Tá gostoso?
— Tá gostoso!
Ele gemia, rebolava, se libertava. Não era mais apenas o cara da igreja, era liberdade se descobrindo.
De quatro, levando tapas, gritando com minha tora dentro do cu. Acelerei, ouvi ele pedir mais.
— Vou... vou... go... go...
Ele gozou sem tocar no próprio pau. Eu gozei dentro dele, até o talo. Ambos gozamos. O dele foi de liberdade, o meu foi de dever.
Caímos na cama. Ele incrédulo, eu leve. Dormimos até o amanhecer.
— Acordou, irmão!
— Nossa, Carlos, é dez já, minha família...
Tomamos café. Ele parecia surpreso, satisfeito, cansado.
— Obrigado por hoje, preciso ir.
Nossa despedida foi fria, talvez pela ressaca moral. Ele se libertou naquela noite, e esse foi meu papel.
E você se pergunta: fui aos cultos depois?
A resposta é não. Meu papel acabou naquela noite.
------- AUTOR - DANIEL
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