Alessandra e os Campeões

Bom galera o que vou relatar aconteceu ha 3 anos. Eu fiquei sabendo de tudo por um dos meus amigos do time pois eu já desconfiava pelas brincadeiras e jeito sério em que minha mãe ficava perto dos rapazes. Eu não senti tesão por ela nem nada do tipo. Fiquei puto da vida como qualquer outro filho ficaria mas eu imaginei como seria se fosse a mãe de um dos meus amigos gostosa eu talvez agiria da mesma forma. Alterei os nomes por questões de sigilo. E pedi ajuda artificial para organizar a escrita e o relato do fato ficar organizado para os leitores.
Detalhe galera. Resolvi não contar nada para meu pai e meu irmão para não estragar o relacionamento de anos.
Tentei ser fiel ao máximo da história do jeito que meu amigo me contou. Minha mãe hoje tem 55 anos e na época tinha 52. Mas vamos lá:

O PONTO DE RUPTURA DA INOCÊNCIA

?A rotina na casa de ALESSANDRA sempre foi barulhenta. Amigos dos filhos entram e saem, abrem a geladeira, pedem café. Para ALESSANDRA, são todos "meus meninos".

A virada começa em um sábado comum de churrasco (que as vezes costumávamos fazer entre meus amigos e minha família participava por já ser lá em casa). Alessandra está na cozinha, preparando o acompanhamento. O calor de 34°C faz a blusa de algodão grudar levemente nas costas. GUILERME entra para buscar gelo. Ele a vê de costas, inclinada sobre a pia.
Pela primeira vez em 15 anos, GUILHERME não vê a "mãe do Caio". Ele nota a curva do quadril que o vestido simples não esconde e o movimento rítmico dos braços dela. Alessandra era a famosa "Gordelicia" de bumbum grande,coxas grossas e seios médios para pequenos.
*GUILHERME: Precisa de ajuda com isso, Tia? — A voz dele sai um tom mais grave, quase sem querer.
*ALESSANDRA: Oh, GUILHERME, que susto! Não precisa não, querido. Vá lá com os meninos.
*GUILHERME:Eu prefiro ficar aqui no fresco... com a senhora. O sol lá fora está castigando, mas aqui dentro o clima parece mais... interessante.

Alessandra ri, achando que é apenas o carinho de sempre, mas Guilherme sente um frio na barriga que nunca sentiu antes.

O "CLUBE DOS PECADORES": A CONVERSA NA ACADEMIA

Dias depois, GUILHERME, GILBERTO, PAULO e LEONARDO estão treinando na academia local. O assunto "ALESSANDRA" surge como uma piada, mas logo se torna algo denso.

*GILBERTO: "Cara, eu fui lá ontem devolver a furadeira do Miguel... A ALESSANDRA estava estendendo roupa. Aquela mulher não envelhece? O braço dela é firme, a pele parece seda."
*LEONARDO (O mais audacioso): "Ela é o que chamam de 'fruta madura'. O Miguel é um cara de sorte, mas ele já deve estar acostumado. Duvido que ele olhe para ela com a fome que eu olharia."
*PAULO: "Vocês são loucos. É a mãe do Caio!"
*GUILHERME: "É... mas ela também é mulher. E uma mulher que não sabe o poder que tem. Imagina o que ela faria se alguém mostrasse pra ela que ela ainda desperta desejos... pesados."

?Ali, entre um levantamento de peso e outro, nasce o pacto silencioso. Não é mais sobre amizade; é sobre quem consegue a primeira reação real dela. Apostaram quem conseguiria tirar aquele escudo de mãezona e esposa fiel de Alessandra e arrancar algo mais de mulher safada dela, que talvez bem no fundo ela tinha.

A INVASÃO SUTIL DO ESPAÇO

Eles passam a frequentar a casa com mais estratégia.
( UM DETALHE QUE ESQUECI DE MENCIONAR É A IDADE DOS ANTIGOS AMIGOS, GUILHERME 23 LOIRO DO OLHO AZUL, GILBERTO,25 ALTO E MORENO, PAULO,25 MORENO ALTURA NORMAL 1,75. LEONARDO ALTO E BRANCO 24 ANOS. TODOS NESSA FAIXA DE IDADE)

PAULO começa a elogiar o perfume dela, chegando mais perto do pescoço do que o socialmente aceitável ao Cumprimentar com um abraço.
LEONARDO passa a "reparar" em detalhes: "Dona Alessandra, esse esmalte vermelho combinou com seus pés, deixou a senhora com um ar... perigoso."
ALESSANDRA no início, fica confusa. Ela sente as bochechas esquentarem. Miguel, seu marido, é carinhoso, mas o desejo dele é previsível, calmo. O olhar desses rapazes é diferente; é predatório, elétrico. Ela pensava com dúvida ou pensava ser coisa da sua cabeça.

O DIA DO CHURRASCO
?A granja cheirava a grama cortada, fumaça de lenha e o suor da vitória. O nosso time de campo comemorava o título do campeonato de várzea com gritos, música alta e muita cerveja e refrigerante. No centro de tudo, como uma rainha que não sabe que usa coroa, estava ALESSANDRA.
Ela usava um vestido de malha fresca, azul-marinho, que ia até os joelhos. Era simples, mas o movimento constante de Alessandra— servindo a maionese, cortando o pão de alho, rindo das piadas de Caio e Willian — fazia o tecido marcar as curvas naturais de uma mulher de 52 anos que ainda mantinha o corpo firme pela lida da faxina.
GUILHERME estava sentado em um banco de madeira, com uma lata de cerveja gelada na mão, mas seus olhos não saíam de ALESSANDRA. Ele ainda sentia a adrenalina do gol decisivo, mas o que ele realmente queria "marcar" era o território ao redor dela.

— Ela não faz ideia, né? — sussurrou GILBERTO, sentando-se ao lado dele. — Olha como ela mexe no cabelo. Ela acha que a gente ainda tem dez anos de idade.
--É isso que me deixa louco, GILBERTO — respondeu GUILHERME, com a voz rouca. — Ela trata a gente como filho, mas eu olho para aquelas mãos e só consigo pensar nelas em outro lugar. O Miguel é um felizardo, mas ele não tem noção de que hoje ele é o único homem que ela enxerga aqui.

A INOCÊNCIA COMO PROVOCAÇÃO

Alessandra aproximou-se do grupo com uma bandeja de carne. O sol da tarde fazia pequenas gotas de suor brilharem em seu colo.
— Meninos, comam! Guilherme, você correu tanto hoje, precisa se alimentar. E Gilberto, parabéns pelo gol, foi lindo! — Ela colocou a mão no ombro de Gilberto, um gesto maternal de carinho.
O rapaz sentiu o peso da mão dela e o calor da pele. Para Alessandra, era um parabéns. Para ele, foi um choque elétrico. Ele aproveitou a "deixa" e segurou a mão dela por um segundo a mais, sentindo a textura da palma calejada pelo trabalho.
— Obrigado, Tia. A senhora é a nossa musa. Se não fosse a senhora lá na arquibancada, acho que a gente não ganhava — disse GILBERTO, olhando-a de baixo para cima, fixando o olhar onde o decote do vestido levemente se abria.
?ALESSANDRA riu, uma risada gostosa e limpa.
— Deixa de ser bobo, menino! Eu sou só uma torcedora velha. Agora comam antes que os outros acabem com tudo.


A PRESSÃO NA GRANJA

Mais tarde, enquanto Alessandra entrou na cozinha da granja para organizar a louça, o clima entre os rapazes mudou. Paulo e Leonardo se juntaram a Guilherme e Gilberto. O treinador e os outros jogadores estavam distraídos com o som alto lá fora.
?— Ela está lá sozinha — disse Leonardo, limpando o suor da testa. — O Miguel ficou lá no bar com o treinador. O Caio e o Willian estão jogando baralho com os outros rapazes.
— A disputa continua? — Paulo desafiou. — Quem vai ser o primeiro a tirar ela do sério? A fazer aquela cara de 'mãe' sumir?
GUILHERME se levantou. O corpo ainda quente do jogo, a mente turva pela cerveja e pelo desejo acumulado.
— Ela é fiel ao Miguel, todo mundo sabe. Mas o corpo dela... o corpo dela responde se a gente souber como chegar. Ela é inocente, não é boba. Vou lá ver se ela precisa de ajuda com as panelas.

Alessandra estava de costas, ensaboando uma travessa grande. A cozinha era pequena e abafada. Ela ouviu os passos pesados e, sem se virar, disse:
— Miguel, é você, meu amor? Traz aquele pano seco para mim...
Mas não era Miguel. Era Guilherme. Ele parou logo atrás dela, tão perto que ela podia sentir o calor que emanava do peito dele. Ele não respondeu de imediato. Apenas ficou ali, observando o movimento dos quadris dela enquanto ela esfregava a louça.
A cozinha da granja estava abafada, o som do pagode lá fora chegava abafado pelas paredes de alvenaria. Alessandra, concentrada na espuma do detergente, sentiu a presença de Guilherme antes mesmo de ouvi-lo. Ele não era mais o menino que ela viu tropeçar no quintal; era um homem de 1,85m, com os ombros largos de quem carregava o time nas costas.
— Tia, deixa eu te ajudar com esse escorredor lá em cima — a voz de Guilherme soou profunda, bem no pé do ouvido dela.
Antes que Alessandra pudesse se afastar, ele se inclinou por cima dela. O corpo dele, ainda quente da partida e exalando o cheiro de desodorante, prensou-a suavemente contra a borda de mármore da pia. O braço de Geovani roçou o ombro dela, e por um breve segundo, Alessandra sentiu o volume do abdômen dele encostado em suas costas.
— Oh, Guilherme! Que susto, meu filho. Obrigada, esse armário é alto demais para mim — disse ela, rindo com aquela doçura que desarmava qualquer um.
Ela se virou de frente para ele, ficando a centímetros do peito dele. Na sua cabeça, era apenas o "menino" sendo prestativo. Ela não percebeu como os olhos de Guilherme desceram rapidamente para a sua boca, nem como ele dilatou as narinas ao sentir o cheiro de sabonete de erva-doce que vinha da pele dela.
GUILHERME deu um passo para trás, o coração martelando. Ele precisava ver até onde a ingenuidade dela ia. Ele puxou uma cadeira de madeira e sentou-se de frente para a pia, abrindo bem as pernas, em uma postura de quem estava exausto do jogo.
O short de tático que ele usava era fino e largo. Com um movimento calculado, enquanto fingia ajeitar a meia, ele permitiu que a situação ficasse explícita. O pênis, pulsando e completamente ereto pelo contato anterior na pia, escapou pela lateral da perna do short, ficando totalmente à mostra sob a luz da lâmpada fluorescente da cozinha.
ALESSANDRA se virou para secar as mãos no pano de prato, continuando a conversa:
?— E o Miguel, Guilherme? Viu se ele já parou de beber aquela cachaça com o treinador? Ele amanhã acorda com um humor... — Ela parou a frase no meio, seus olhos baixando naturalmente para onde o rapaz estava sentado.
Houve um silêncio de cinco segundos. Guilherme segurou o fôlego, esperando o grito, o tapa ou a expulsão. Mas o que viu foi a mais pura e desconcertante falta de malícia.
ALESSANDRA olhou para o membro dele, mas sua mente de "mãe e dona de casa" processou a informação de forma técnica e protetora. Ela não viu um convite sexual; viu um "menino" que estava se expondo sem querer por causa do short folgado.
?— GUILHERME, meu filho! — disse ela, com um tom de repreensão carinhosa, mas sem desviar o olhar ou se escandalizar. — Olha só como você está sentado, menino! Esse seu short de jogar bola está todo aberto, está aparecendo tudo. Se o Willian entra aqui e vê você assim, vai ser uma ZOAÇÃO eterna.
Ela deu um passo à frente e, com a mesma naturalidade com que ajeitaria a gola da camisa de um dos filhos, apontou para o colo dele.
?— Ajeita isso, rapaz. Você já é um homem, tem que ter cuidado com essas roupas de ginástica.
GUILHERME sentiu o sangue subir para o rosto. O tesão era tanto que chegava a doer, mas a reação dela o deixou em transe. Ela não tinha medo dele. Ela não o desejava. E era justamente essa segurança dela que o fazia querer quebrar aquela barreira a qualquer custo.
Nesse momento, a porta da cozinha rangeu. Gilberto e Leonardo ficaram de longe, parados vendo a cena: Geovani sentado com tudo de fora e Cida, calma, apontando para o "problema" com um sorriso de quem cuida de uma criança travessa.
Guilherme sentiu o sangue latejar na têmpora. A naturalidade com que Alessandra o repreendeu, como se ele fosse uma criança que esqueceu o zíper aberto, foi o combustível final para a audácia dele. Ele não desviou o olhar. Pelo contrário, inclinou-se um pouco mais para frente na cadeira, deixando os braços apoiados nos joelhos, mantendo a exposição escancarada e pulsante bem diante dos olhos dela.
?— Não é o short, Tia... — a voz dele saiu mais grave, arrastada, carregada de uma intenção que ele nunca tinha tido coragem de mostrar antes. — É o calor do jogo. A senhora não imagina como o sangue ferve lá dentro de campo.
Alessandra, que já tinha voltado a dobrar o pano de prato, franziu a testa de leve, ainda sem captar a malícia, mas sentindo que o ar na cozinha tinha ficado subitamente mais pesado.
?— Pois então vá tomar um banho gelado, Guilherme. O Miguel sempre diz que vocês ficam elétricos depois de ganhar. Juízo, menino! O jogo acabou faz tempo— Ela deu um tapinha amigável no braço dele, tentando encerrar o assunto.
Mas Guilherme segurou o pulso dela. Não com força, mas com uma firmeza que a fez estacar.
— O banho não resolve esse tipo de eletricidade, Tia. — Ele olhou fixo nos olhos dela, e depois, deliberadamente, baixou o olhar para o próprio colo, onde o membro rígido parecia desafiar a gravidade. — Tem coisa que só se resolve de um jeito. A senhora, com toda a sua experiência... não sabe como é difícil para um homem jovem ficar perto de uma mulher como a senhora e manter a postura.
Alessandra sentiu um calafrio estranho. Pela primeira vez em anos, alguém a chamava de "mulher" com aquele peso na voz, e não apenas de "mãe" ou "Tia". O coração dela deu um salto estranho. Ela amava Miguel, e a ideia de qualquer outra coisa era absurda.O toque de Guilherme no seu pulso era quente, jovem e exigente.
— Guilherme... solta meu braço. Você bebeu demais, está falando bobagem — ela disse, tentando manter a voz firme.
— Eu não bebi nada que não fosse sede da senhora — ele disparou, soltando o pulso dela, mas sem esconder nada. — A senhora cuida da gente como se fôssemos crianças, mas olha para isso aqui... — ele apontou para si mesmo, para a prova física do seu desejo. — Isso aqui não é coisa de criança, Alessandra. É homem. E é um homem que está louco para mostrar para a senhora que o Miguel não é o único que sabe o que faz em uma cama.
Nesse exato momento, Gilberto e Paulo, que observavam da longe, entraram na cozinha "de surpresa", cortando o silêncio tenso pois achavam que Guilherme seria pego por alguém e passará dos limites.
?— Que isso, Guilherme? — Gilberto disse com um sorriso cínico, fingindo surpresa ao ver o amigo exposto. — Falando assim com a Dona Alessandra? Mas pior que ele tem razão, Tia... a senhora hoje está de um jeito que até o santo desconfia. Esse seu cheiro está deixando o time todo maluco.
Alessandra recuou um passo, batendo as costas na pia. Ela estava cercada. Pela primeira vez, a ficha começou a cair: o olhar deles não era de filhos. Era de lobos.
Alessandra sentiu o rosto arder de vergonha, ela era uma mulher tradicional, respeitada, mãe e mulher de família ela estava sendo notada por rapazes de vinte e poucos anos, algo que a rotina de trinta anos de casada às vezes deixava adormecer. Mas, para ela, a barreira era intransponível. Aqueles eram os meninos que ela viu com o joelho ralado, que ela serviu copo de groselha.
Paulo deu um passo à frente, encostando o quadril na mesa da cozinha, cruzando os braços de um jeito que tensionava o bíceps.
?— A senhora não ajuda também, né Tia? — ele soltou uma risada baixa, maliciosa. — Aparece aqui nesse calor, com esse vestido que... olha, se eu fosse o Miguel, nem deixava a senhora sair daquela cozinha lá de casa. A gente ganha o jogo, tá com o sangue fervendo, e dá de cara com uma mulher dessas? É covardia com os solteiros.
Gilberto completou, encostando no batente da porta, bloqueando a saída de um jeito que parecia casual, mas era estratégico:
— Pois é. O Guilherme ali já perdeu até o juízo, ó o estado do cara. Mas quem pode culpar o bicho? A senhora é a joia do bairro, Dona Alessandra. Se o Willian e o Caio soubessem o que a gente comenta no vestiário...
Alessandra soltou uma risada nervosa, tentando desarmar a bomba com a sua arma de sempre: a maternidade.
?— Ah, parem com isso! Vocês beberam foi muita cerveja no sol, isso sim. Estão todos delirando. — Ela respirou fundo, ajeitando a alça do vestido que tinha caído um milímetro. — Agora, deem licença que eu vou lá fora ver se o Miguel precisa de ajuda com o gelo. Vocês tratem de se recompor! Guilherme, guarda isso aí, menino, parece que nunca usou calça na vida!
Ela passou por Gilberto, dando um tapinha firme no peito dele — um gesto que para ela era de "sai da frente, garoto", mas que para ele foi o contato físico que faltava. Ela saiu da cozinha a passos largos, sentindo o ar fresco da granja bater no rosto.
Alessandra caminhou até a beira do gramado, fingindo observar os netos de um dos jogadores correndo. O coração estava acelerado.
*"Meu Deus, que ousadia desses meninos",* pensou ela, ajeitando o cabelo e sorrindo de nervosa. Para ela, era apenas "testosterona alta", dos rapazes, coisa da idade como ela mesma definia. Coisa de bicho novo querendo se aparecer. Ela amava a segurança dos braços de Miguel, o cheiro de loção de barbear dele, a vida que construíram. Ela não tinha olhos para rapazes e nem para homens nenhum.

O PACTO NA COZINHA

Lá dentro, o clima era outro. Guilherme finalmente se ajeitou na cadeira, mas o olhar estava fixo na porta por onde ela saiu.
?— Ela desdenhou — disse Paulo, pegando uma coxinha da bandeja. — Mas ela ficou vermelha. Vocês viram?
?— Ela é fiel, cara. Ela não vai ceder assim — comentou Gilberto, que até então só observava
— Ela não precisa ceder por maldade — Guilherme disse, a voz agora séria, sem o tom de brincadeira. — Ela é pura. Ela acha que a gente é criança. O jogo agora é mostrar pra ela que a gente não quer colo de mãe. A gente quer o que o Miguel tem, mas com a energia que ele já não tem mais.
Gilberto olhou para os outros três que estavam ali pois chegara Leonardo também.
— O próximo passo é o churrasco de encerramento no mês que vem, na casa do Willian. O Miguel vai viajar praquele congresso de sindicato, lembram? Ela vai estar sozinha cuidando da comida. É só planejar que vai dar certo.

Durante o mês que se seguiu à vitória no torneio, a atmosfera ao redor de Alessandro mudou de forma invisível para ela, mas palpável para todos os outros homens do time. A "Tia Alessandra" havia se tornado, involuntariamente, a obsessão de um vestiário inteiro.
Nos treinos da academia e nos jogos, o assunto era um só. Enquanto amarravam as chuteiras, os jogadores — não apenas os quatro amigos, mas os outros rapazes do time até os reservas — comentavam sobre a "pureza" de Alessandra.
?— Vocês viram story que o Caio postou. Ela apareceu no fundo fazendo coxinha — comentava um dos laterais.
— Aquele avental apertado na cintura... Jesus, o Miguel não sabe o que tem.
— Respeita, rapaz — dizia Guilherme, mas com um brilho de posse nos olhos. — Ela é muita areia pro seu caminhão. A Alessandra é clássica, não é pro seu bico.

AS SEMENTES DE GUILHERME E GILBERTO

Guilherme passou a frequentar a casa com desculpas banais. Um dia era para pedir uma ferramenta ao Miguel, no outro era para devolver um pote. Em um desses encontros, enquanto Alessandra estendia roupas, ele se aproximou para ajudá-la.
— Deixa que eu alcanço o varal alto para a senhora, Tia. — Ele se colocou atrás dela, os braços passando por cima da cabeça de Alessandra. O calor do corpo dele era como um forno.
— Obrigada, Guilherme. Você é um anjo de menino — disse ela, sem perceber que ele estava inalando o perfume do seu cabelo com uma fome voraz.
Gilberto, por sua vez, apostou no toque "acidental". Ao encontrá-la no mercado, ele fazia questão de segurar o carrinho para ela, deixando que seus dedos roçassem nos dela por tempo demais.
— Dona Alessandra, a senhora está com uma luz diferente hoje. O Miguel anda te dando muito trabalho? Se precisar de um braço jovem para carregar essas sacolas pesadas, é só chamar.
Alessandra ria, achando graça da "gentileza" daquela juventude. Para ela, eram apenas meninos sendo bem-educados sob sua influência maternal.

A ESTRATÉGIA DE PAULO e LEONARDO

Paulo começou a testar a audição de Alessandra. Ele falava de suas "conquistas" na noite, mas descrevendo sensações que faziam Alessandra se sentir desconfortável sem saber o porquê.
— Pois é, Tia... ela era linda, mas não tinha aquela firmeza de uma mulher madura, sabe? Mulher de verdade é outra coisa.
Leonardo era o mais visual. Ele fazia questão de trocar de camisa na frente dela quando ia buscar o Caio para sair de rolê,exibindo o abdômen trincado e o rastro de pelos que sumia dentro do calção, observando de soslaio se os olhos de Cida desviavam. Mas ela apenas dizia:
— Veste essa camisa, Leonardo! Vai pegar um resfriado com esse vento.

O AMOR INABALÁVEL POR MIGUEL

Apesar de toda essa artilharia pesada, a mente de Alessandra era um castelo fortificado. Todas as noites, quando Miguel chegava do trabalho, ela o recebia com o mesmo beijo carinhoso e o mesmo jantar bem feito.
Para ela, Miguel era o único homem do mundo. Ela não sentia falta de nada. O desejo dos rapazes batia na sua inocência e voltava. Ela não via segundas intenções porque a sua própria alma não tinha segundas intenções. Ela se sentia lisonjeada, sim, com os elogios, mas via isso como um reflexo de que estava envelhecendo bem, e não como um convite.
O mês estava acabando, e o anúncio da viagem de Miguel para o congresso do sindicato caiu como uma bomba de adrenalina no grupo de amigos. Seriam três dias fora. Três dias em que o "maridão" Miguel não estaria em campo para vigiar sua "joia".
No grupo de WhatsApp do time (onde Caio e Willian não estavam incluídos naquele momento), Guilherme mandou a mensagem que selou o destino do churrasco:
"O coroa viaja sexta de manhã. O churrasco de encerramento vai ser sábado. A casa vai ser nossa, e a Tia Alessandra vai estar lá... sozinha, cuidando de tudo."
A resposta de Gilberto veio logo em seguida com um emoji de fogo:
"Dessa vez a gente não volta pra casa com sede."
A manhã da sexta-feira começou com o barulho da mala de Miguel sendo fechada. No portão da casa, o clima era de uma despedida carinhosa, típica de um casal que ainda mantém o frescor do início.
Miguel abraçou Alessandra pela cintura, dando-lhe um beijo demorado na testa. Ele olhou para os filhos, Willian e Caio, que estavam encostados no carro.
— Juízo, vocês dois. Não deem trabalho para a mãe de vocês enquanto eu estiver fora. E olhem a casa direito.
Alessandra, precisaria de ajuda para o churrasco e chamou sua melhor amiga, Bárbara, uma mulher da mesma idade, mas com um espírito muito mais "vivido" e malicioso. Barbara já tinha sacado o brilho nos olhos dos rapazes há muito tempo, mas Alessandra sempre dizia que era "coisa da cabeça dela".
Enquanto temperavam os quilos de picanha e preparavam a farofa na manhã de sábado, Barbara observava Alessandra.
— Alessandra, você viu o jeito que o Guilherme te olhou quando chegou com o carvão? Parecia que ia te comer viva, mulher!
— Para com isso, Barbara! — Alessandra riu, limpando o suor da testa. — O menino é como um filho. Você que vê maldade em tudo. Eles estão é felizes com o troféu.

O INÍCIO DO CHURRASCO:

?O som do pagode começou a rolar alto por volta das 13h. O sol estava escaldante. Willian e Caio estavam na churrasqueira, mas o resto do time — cerca de 17 homens jovens, fortes e com a adrenalina lá no alto — espalhou-se pelo quintal e pela cozinha.
?Sem a presença intimidadora de Miguel, o comportamento dos rapazes mudou instantaneamente. O respeito deu lugar a uma liberdade perigosa.
?Leonardo entrou na cozinha para pegar gelo e parou ao lado de Alessandra, que estava de costas cortando vinagrete.
— Tia, o Miguel faz muita falta... mas a casa fica com um perfume bem melhor quando ele não está abafando o seu — ele disse, chegando tão perto que Alessandra sentiu o hálito dele de cerveja e hortelã.
?— Que conversa é essa, Leonardo? Vá beber sua água — ela respondeu, rindo da "ousadia", achando que era apenas a alegria do título.
Lá fora, a competição entre os quatro amigos e os outros jogadores estava acirrada. Cada vez que Alessandra saía com uma travessa de carne, era um festival de olhares que subiam de seus pés até o decote do vestido leve.
Gilberto, ao receber um prato das mãos dela, fez questão de segurar os dedos de Alessandra por baixo da louça.
— Dona Alessandra, a senhora já pensou em ser madrinha oficial do time? Mas tem que ser com uma condição: a senhora tem que ir pro vestiário dar a palestra motivacional... os meninos dizem que só de olhar pra senhora, o "ânimo" sobe na hora.
Alessandra piscou, confusa.
— Ânimo? Mas vocês já ganharam, Gilberto! Que bobagem é essa?
Paulo, sentado logo ali, soltou uma gargalhada ruidosa.
— É outro tipo de ânimo, Tia. Coisa de quem tá muito tempo concentrado e agora precisa... descarregar.
Barbara, ao lado de Alessandra, deu uma cotovelada na amiga e sussurrou:
— Você ouviu isso? Eles estão te caçando, Alessandra. E você aí, servindo carne como se fosse a mãe deles. Acorda, criatura!
Alessandra apenas balançou a cabeça, achando que Barbosa estava exagerando. Mas, no fundo, ela começou a notar que, toda vez que se abaixava para pegar algo no cooler ou se inclinava sobre a mesa, o barulho das conversas lá fora parava subitamente. O silêncio dos homens era o sinal mais claro do desejo que ela se recusava a enxergar.
O clima na granja era de uma tensão vibrante, mas mascarada pelo som alto do pagode e pelo estalar da gordura na brasa. Alessandra, com sua calma habitual, limpou as mãos no avental e se afastou do burburinho para o canto da varanda.
Enquanto Barbara se sentava com um prato de churrasco, observando de longe o "cerco" dos rapazes com um sorriso de quem sabe o que vai acontecer, Alessandra discou o número de Miguel.
— Oi, meu amor... Chegou bem? — A voz dela mudou, ficando doce, relaxada. — Que bom. Aqui está uma bagunça, esses meninos não param um segundo. Estão atacados hoje, bebendo e falando bobagem. Mas não se preocupe, eu e a Barbara estamos colocando ordem na casa. Faz falta aqui, viu? Te amo. Conversaram mais um pouco e ela desligou com um sorriso satisfeito. Para ela, aquele telefonema era o seu escudo. Ela era a esposa de Miguel, e nada mudaria isso. Mal sabia ela que, enquanto falava ao telefone, Guilherme, Gilberto e Leonardo a observavam, devorando com os olhos o movimento dos lábios dela e a forma como ela segurava o aparelho.
Alessandra voltou para perto da mesa central, onde os rapazes estavam. Guilherme, agora com a camisa aberta, exibindo o peito suado e definido, entregou-lhe um copo de suco.
— Falando com o "chefe", Tia? Ele deve estar preocupado de deixar a mulher mais cobiçada do bairro sozinha com um time de campeões — disse Guilherme, com um tom que flutuava perfeitamente entre a brincadeira e a ousadia.
— Deixa de ser bobo, Guilherme! — Alessandra respondeu, guardando o celular no bolso. — O Miguel confia em mim e confia em vocês. Eu criei vocês com bons modos, não foi?
— Foi — interveio Leonardo, aproximando-se por trás dela para pegar um pedaço de carne na tábua, fazendo questão de deixar o braço roçar levemente na cintura de Alessandra. — Mas a senhora ensinou a gente a ser homem, Tia. E homem, quando vê uma coisa bonitona, não consegue esquecer. A senhora deu o ensinamento, mas a natureza da gente é outra.

A INOCÊNCIA COMO DESAFIO

Alessandra balançou a cabeça, rindo.
— Vocês estão com a testosterona batendo no teto, isso sim. Precisam é de arrumar umas namoradas e parar de amolar a "tia" de vocês.
— Namorada não resolve, Dona Alessandra — disparou Gilberto, olhando-a fixamente, sem piscar. — Namorada a gente encontra em qualquer esquina. Mas uma mulher que tem a postura da senhora, essa firmeza... isso desperta na gente uma vontade de... bom, de mostrar que a gente já cresceu e que o que a senhora vê como "meninos", na verdade, são homens que sabem muito bem como tratar uma mulher de verdade.
O tom de Gilberto foi mais pesado do que o habitual. Houve um breve silêncio na mesa. Até os outros jogadores que estavam por perto diminuíram o tom de voz. Alessandra sentiu um frio na barriga, mas sua mente rapidamente classificou aquilo como "exagero da bebida".
— Olha o respeito, Gilberto! — Ela disse, mas sem raiva, apenas com aquela autoridade maternal que já não surtia mais efeito. — Se o Willian escuta você falando assim, ele não vai gostar.
— O Willian é meu irmão — disse Guilherme, dando um passo à frente, estreitando o círculo ao redor dela. — Mas até ele sabe que a mãe que ele tem em casa é o sonho de consumo de qualquer homem que entende de mulher. A gente respeita o Miguel, Tia. Mas o respeito não apaga o que a gente imagina quando vê a senhora passando.
Na cabeça de Guilherme e dos outros, a imagem era clara. Eles Queriam ver o coque do cabelo de Alessandra se desfazendo, ouvir a voz dela — que sempre falava de forma tão doce — implorando por mais. Eles queriam transformar a "santa" na mulher mais safada que já passou pelas mãos deles, usando toda a energia da juventude que eles tinham de sobra.
Barbara, de longe, gritou:
— Alessandra! Vem aqui me ajudar com essa sobremesa! Deixa os meninos com as fantasias deles, senão eles vão acabar explodindo!
Alessandra se afastou dando alívio por sair daquela situação constrangedora, rindo da amiga, sem perceber que o "cerco" estava apenas começando. Mas Ela ainda achava que tinha o controle da situação.
O fim de tarde na granja trouxe aquela luz alaranjada que deixa tudo com um ar mais denso. Com a saída do sol forte, a "pelada" no gramado começou, e com ela, o espetáculo planejado.
Como se tivessem combinado, Guilherme, Gilberto, Leonardo e Paulo arrancaram as camisas. Os corpos jovens, suados e definidos pelo futebol, brilhavam sob a luz do poente. Eles corriam, se trombavam e gritavam, mas os olhos — principalmente os de Guilherme — buscavam sempre a varanda onde Alessandra estava.
Guilherme fazia questão de passar perto de onde ela estava sentada, parando para beber água de forma que o suor escorresse pelo peito até o cós do calção curto. Ele jogava o cabelo molhado para trás e olhava para ela com um sorriso de canto, um desafio mudo que dizia: "Olha o que o Miguel não tem mais para te oferecer".
Leonardo, após um lance, caiu de propósito perto dos pés de Alessandra.
— Ih, Tia! Me ajuda aqui, acho que tive uma cãibra na coxa... — ele disse, com a voz ofegante, exibindo a musculatura da perna tensionada.
Alessandra, solícita, quase se levantou, mas parou ao ver o brilho malicioso no olhar dele.
— Toma vergonha, Leonardo! Levanta daí e vai jogar. Você tem saúde de sobra — ela ralhou, mas sentiu o rosto queimar.
Incomodada com a pressão invisível, Alessandra entrou na cozinha para organizar os pratos da sobremesa, chamando Barbara para longe do barulho.
— Barbara, eu não sei o que deu nesses meninos hoje! — desabafou Alessandra, batendo o pano de prato na bancada. — Parece que perderam o respeito. Estão o tempo todo com essas piadinhas, se esfregando, me olhando de um jeito... Eu vou acabar puxando a orelha deles na frente de todo mundo! Eles são como filhos para mim, eu os vi crescer, meu Deus! Nunca agiram dessa forma.
Barbara, que estava encostada na pia saboreando um copo de cerveja, deu uma risada curta e balançou a cabeça.
— Alessandra, deixa de ser sonsa! Eles não querem que você seja mãe deles, eles querem é te levar para o quarto. Você é que se recusa a ver que ainda é uma mulherão. Se você não está gostando, minha filha, dá um basta, corta de vez. Mas vou te falar... — Barbara deu um gole na bebida e piscou. — Se eu fosse você, com esse bando de garanhão te cercando, eu aproveitava para tirar uma casquinha. O Miguel nem ia saber e você ia renovar as energias.
Alessandra parou o que estava fazendo, os olhos arregalados de choque.
— Barbara! Que coisa absurda! — disse ela, com a voz carregada de uma indignação genuína. — Eu amo o Miguel, a gente tem uma vida inteira juntos. Eu não tenho olhos para mais ninguém, muito menos para esses meninos que eu vi de fralda. Tenha modos, mulher!
Barbara caiu na gargalhada, uma risada alta que ecoou pela cozinha.
— Ai, Alessandra, você é muito séria! É por isso que eles ficam tão loucos. Essa sua santidade é um convite para o pecado. Você precisa brincar mais, relaxar. Eles estão só te elogiando, aproveita o ego lá em cima e para de levar tudo como se fosse um sermão de igreja.
Alessandra suspirou, voltando a mexer no doce de abóbora.
— Pois eu prefiro ser séria do que faltar com o respeito ao meu marido. Vou levar esse doce lá para fora e espero que eles já tenham vestido a camisa.
Bárbara apenas a seguiu, rindo baixo e pensando: "Ela não perde por esperar quando a noite cair e a cerveja acabar com o resto de juízo que sobrou naqueles moleques".

A noite finalmente abraçou a granja, e com ela, o clima de "casa de família" se dissolveu quase por completo. Willian e Caio, confiando na presença de Guilherme e dos outros amigos "de fé", decidiram dar uma escapada até o posto de conveniência para buscar mais engradados de cerveja e encontrar umas amigas.( Meninas que nós pegavamos kkk)
— "mãe, precisamos dar uma saída rápida buscar mais cerveja e refrigerante!" — gritou Caio ao sair com o carro.
Alessandra responderau -- cuidado meninos, juízo hein.
Cida e Lurdes eram agora estavam em um território dominado por 17 homens jovens e eufóricos.

O DESAFIO DE GUILHERME: O PRIMEIRO TOQUE.

ALESSANDRA estava sentada em uma das cadeiras de plástico, quando GUILHERME se aproximou. Ele estava suado, o peito ainda nu, e tinha um pequeno ralado no joelho, fruto da "pelada" de mais cedo. Ele mancou levemente, parando bem na frente dela.
— "Tia... a senhora não tem um antisséptico aí? Deu uma ralada feia aqui na disputa com o LEONARDO. Está ardendo..." — GUILHERME disse, com uma voz mansa, mas os olhos fixos no decote dela enquanto se curvava.
— "Ah, meu filho, vem cá. Eu vi que você caiu feio" — disse ALESSANDRA, a preocupação maternal falando mais alto que qualquer desconfiança.
Ela o levou até a área de serviço lateral, um lugar mais reservado. ALESSANDRA se ajoelhou no chão para limpar o ferimento. GUILHERME, em pé, ficou em uma posição onde a cabeça de ALESSANDRA ficava perigosamente próxima de sua cintura. Ele sentia o hálito dela na sua pele e a maciez das mãos de ALESSANDRA tocando sua perna.
— "Está doendo, GUILHERME?" — perguntou ela, soprando o local com ingenuidade.
— "Agora parou de doer, Tia... sua mão é milagrosa. A senhora não faz ideia do que o seu toque faz comigo" — ele sussurrou, a mão dele "acidentalmente" repousando sobre o ombro dela, sentindo a alça do vestido.
ALESSANDRA sentiu um estalo de desconforto, mas antes que pudesse processar, BARBARA apareceu na porta.
— "Alessandra! Larga esse marmanjo aí, ele sobrevive! Agora é nossa vez de aproveitar" — gritou Barbara, puxando a amiga pelo braço. — "A gente serviu todo mundo o dia inteiro, agora vamos comer e dançar!"
Barbara arrastou Alessandra para o centro da varanda. O som do rádio mudou para um sertanejo universitário animado, mas com uma letra carregada de segundas intenções. Barbara, que sempre foi pra frente, segurou Alessandra pela cintura e começou a balançar.
— "barbara, pelo amor de Deus, eu não sei fazer isso!" — Alessandra protestou, o rosto ficando vermelho como um pimentão. — "Eu nunca dancei, mulher! Sou dura como uma porta, só sei pegar em vassoura!"
Alessandra tentava acompanhar os passos de Barbara, mas seus movimentos eram desajeitados, travados pela timidez de quem passou a vida sendo "apenas" a esposa do Miguel. Ela tropeçava nos próprios pés e ria de nervoso, tentando se soltar.
?Para os rapazes que formaram um círculo ao redor delas, aquela era a cena mais excitante do dia. Ver a "santinha" Alessandra tentando rebolar, mesmo que sem jeito, fazia a imaginação deles voar. O vestido de malha acompanhava os movimentos desengonçados, revelando a silhueta de Alessandra de uma forma que ela nunca mostraria se estivesse consciente do efeito que causava.
?— "Olha o molejo da Tia!" — gritou Gilberto, assobiando.
?— "Solta esse corpo, Alessandra! O Miguel não tá aqui pra ver, mas a gente tá!" — provocou Leonardo, aproximando-se e começando a estalar os dedos no ritmo da música.
?Guilherme, que tinha acabado de voltar do "curativo", ficou encostado na pilastra, observando a cena com os punhos cerrados. Ver Alessandra rindo, com o rosto corado de vergonha e os cabelos levemente desgrenhados pela dança, estava quebrando a última barreira de paciência que ele tinha. Para ele, aquela "falta de jeito" de Alessandra era mais atraente do que qualquer coreografia profissional. Era real. Era pura. E ele queria ser o homem a ensinar para ela como aquele corpo poderia se mover entre quatro paredes.
?— "Deixa que eu ensino ela, Barbara!" — Guilherme disse, dando um passo à frente no círculo, os olhos brilhando com uma decisão perigosa. — "A Tia só precisa de um par que saiba conduzir..."
O clima na varanda da granja estava elétrico. Quando Guilherme deu o passo à frente, Barbara, num gesto teatral, soltou as mãos de Alessandra e deu passagem ao rapaz.
— "Vem, Tia. Deixa quem entende te guiar," — Guilherme disse com uma voz que não aceitava negativa.
Antes que Alessandra pudesse protestar, Guilherme colou o corpo no dela. Ele não a segurou como um "filho" ou um "sobrinho"; a mão dele espalmou firme na base das costas de Alessandra, puxando-a para que os quadris se encontrassem no ritmo lento do sertanejo. Alessandra sentiu o calor do peito nu de Guilherme contra o tecido fino do seu vestido, e mais do que isso, sentiu o vigor de um homem jovem e excitado que não fazia questão nenhuma de esconder o que estava sentindo.
— "Guilherme... tá muito perto, meu filho. Me solta um pouco," — Alessandra sussurrou, o rosto em brasa.
Ela tentava se afastar, mas Guilherme aproveitava cada volta da música para apertar a cintura dela e roçar o rosto no pescoço de Alessandra. Ela queria dar um basta, mas olhou em volta e viu todos os meninos assistindo. O instinto de mãe falou mais alto: se ela o repreendesse ali, de forma dura, os outros iriam zombar dele por "levar um fora da tia". Por vergonha e por esse zelo maternal torto, ela apenas sorria sem graça e tentava se esquivar sutilmente.

O RODÍZIO DA "MÃEZONA"

Barbara, por outro lado, estava no seu elemento. Dançava horrores, rodopiando com Gilberto e Paulo, rindo alto e provocando. Vendo que Guilherme estava "se dando bem", os outros jogadores do time — que até então estavam só observando — resolveram entrar no jogo. Eles não queriam ficar para trás.
— "Minha vez com a madrinha do time!" — gritou um dos reservas, cortando a dança de Guilherme.
Alessandra passou de mão em mão. Cada rapaz que a segurava tentava "tirar uma casquinha". Um apertava a mão dela com mais força, outro colava o rosto no dela para "ensinar o passo", e outro deixava a mão escorregar milímetros abaixo da cintura. Alessandra estava tonta, rindo de nervoso, sentindo-se como uma adolescente num baile onde todos os garotos a queriam, embora sua mente gritasse que aquilo era errado.
A música acelerou para um forró mais batido. Leonardo, querendo mostrar serviço, pegou Alessandra e tentou fazer um giro mais ousado. Alessandra, que já tinha confessado não ter jeito nenhum e estar com as pernas cansadas da faxina e da tensão, acabou se enrolando nos próprios pés.
O resultado foi inevitável. Alessandra perdeu o equilíbrio e caiu sentada, deslizando para o gramado úmido. No impulso da queda, as pernas de Alessandra se abriram e o vestido de malha subiu bastante.
Por um segundo eterno, o tempo parou na granja. Sob a luz dos refletores, todos os rapazes viram a calcinha de renda bege de Alessandra — uma peça simples, mas que naquelas pernas maduras e torneadas, pareceu a coisa mais provocante do mundo para aquele bando de homens.
— "Eita, Dona Alessandra!" — gritou um dos jogadores, enquanto uma salva de assobios e gritos de euforia explodiu no quintal.
Alessandra ficou paralisada, o rosto tão vermelho que parecia que ia explodir. Ela rapidamente puxou o vestido para baixo, as mãos tremendo de pura vergonha.
— "Ai, minha nossa senhora! Que vergonha!" — ela balbuciou, tentando se levantar.
Barbara, que estava ao lado, dobrou o corpo de tanto rir, batendo as mãos nos joelhos.
— "Eu falei que você precisava se soltar, Alessandra, mas não precisava mostrar o tesouro pro time todo de uma vez! Hahaha!"
Guilherme foi o primeiro a se aproximar para ajudá-la a levantar, mas o olhar dele não era de ajuda; era o olhar de quem tinha acabado de ver o que mais desejava no mundo e agora não tinha mais volta. Ele pegou na mão de Alessandra, sentindo a pele dela quente de humilhação, e sussurrou apenas para ela:
— "A senhora não tem noção do que acabou de fazer com a cabeça desses meninos, Tia... o Miguel que me perdoe, mas essa cena vai virar o pesadelo de muita gente aqui."
Alessandra entrou na cozinha quase tropeçando nos próprios passos, com o coração parecendo uma bateria de escola de samba. O rosto queimava tanto que ela sentia que poderia fritar um ovo nas bochechas. Ela se encostou na pia de granito, buscando o frescor da pedra para se acalmar, enquanto ouvia, ao longe, o barulho dos rapazes ainda eufóricos lá fora.
A cena dela no chão, com o vestido levantado, passava em sua cabeça como um filme de terror em câmera lenta. "Meu Deus, que vexame! O que o Miguel diria se visse uma coisa dessas?", pensava ela, cobrindo o rosto com as mãos. Mas, conforme a respiração voltava ao normal, um sentimento novo e estranho começou a borbulhar no peito dela.
?Pela primeira vez em décadas, Alessandra não se sentiu apenas a "faxineira" que limpa o chão dos outros ou a "mãe" que faz a comida. Por alguns minutos, naqueles rodopios desajeitados, ela se sentiu viva. O peso da vassoura e das preocupações com as contas parecia ter sumido enquanto ela girava. Ela nunca tinha dançado na juventude; casou-se cedo, trabalhou pesado e sua diversão sempre foi ver os outros felizes.
?"Foi... bom", admitiu para si mesma em um sussurro, soltando um sorriso tímido. Ela gostou do movimento, da música vibrando no corpo e até da leveza que sentiu, apesar de ser "dura como uma porta".
Claro, havia a parte incômoda. Alessandra não era boba, e agora, no silêncio da cozinha, ela conseguia processar melhor o que aconteceu. Ela sentiu as mãos de Guilherme firmes demais na sua cintura; sentiu os braços dos meninos do time apertando-a um pouco além do necessário.
"Esses meninos estão com a cabeça na lua", pensou, tentando racionalizar. Ela via aquilo como uma "arte" da juventude, uma carência de rapazes que estavam com a energia acumulada pela vitória. Ela ainda se recusava a acreditar que eles a desejavam como mulher; para ela, era apenas uma brincadeira que passou do ponto porque ela era a única mulher ali (além de Barbara, que não dava limites a ninguém).
Enquanto ela secava o suor do pescoço com um papel toalha, a porta da cozinha rangeu. Alessandra deu um pulo, esperando ver Barbara, mas quem entrou foi Gilberto.
Ele trazia dois copos de cerveja e tinha um olhar que Alessandra nunca tinha visto nele — não era o olhar do menino que pedia pão com manteiga na sua mesa, era algo mais escuro, mais focado.
— "Tia... vim ver se a senhora não quebrou nada na queda," — disse ele, caminhando devagar, sem tirar os olhos dela. — "O pessoal lá fora não para de falar da senhora. A senhora deixou todo mundo... impressionado."
Alessandra ajeitou o vestido, tentando recuperar a postura de autoridade.
— "Não quebrei nada, Gilberto. Só a minha cara de vergonha, que foi pro chão junto comigo. Agora vá lá pra fora, que eu já vou organizar as coisas aqui pra fechar a cozinha."
Gilberto não se moveu. Ele colocou os copos na mesa e deu mais um passo para perto.
— "A senhora não tem que ter vergonha de ser bonita, Dona Alessandra. A senhora mostrou praquele time todo que o Miguel é o homem mais sortudo desse mundo. Mas sabe o que é o problema? É que agora nenhum de nós vai conseguir dormir hoje pensando naquela... naquela cena na grama."
O clima na cozinha mudou de uma "brincadeira de juventude" para algo cru e visceral. A bolha de proteção maternal que Alessandra construiu durante décadas estava sendo estourada pelos próprios "meninos" que ela viu crescer e frequentar sua casa.
Gilberto se aproximou com as mãos erguidas, em um gesto de falsa rendição.
— "Calma, Tia... é só um pouco de grama aqui no seu ombro. Ficou grudado na malha do vestido," — ele disse, a voz macia.
?Alessandra, sentindo-se suja da queda, permitiu o toque.
— "Pois limpa logo, Gilberto, mas sem gracinha. Eu já estou por aqui com vocês hoje."
?GIlberto limpou o ombro dela com movimentos lentos, sentindo a firmeza debaixo do vestido. Mas, ao terminar, em vez de se afastar, ele desceu a mão rapidamente e deu um tapinha firme na bunda de Alessandra. O som do estalo ecoou na cozinha silenciosa.
?— "Sempre tive vontade de saber se era firme assim. O Miguel passa bem demais, hein!" — ele disse, rindo com um brilho de deboche e desejo.
?Alesaandra virou-se como uma leoa, o rosto transbordando indignação.
— "Mas o que é isso, seu moleque?! Respeita a mãe do seu amigo! Suma daqui agora antes que eu conte pro Miguel e ele quebre a sua cara!"
?Gilberto apenas ergueu as mãos, rindo alto enquanto saía pela porta dos fundos.
— "Conta não, Tia... guarda pra senhora o segredo!"
Alessandra estava trêmula, tentando se recompor, quando Igor, um dos reservas do time — um rapaz forte, de fala direta e olhos fixos — entrou na cozinha. Diferente de Gilberto, ele não entrou rindo. Ele entrou com uma seriedade que assustou Alessandra.
— "Dona Alessandra... vim ver se a senhora se acalmou. Não leva a mal o que aconteceu lá fora não," — ele começou, cruzando os braços. — "A gente admira muito a senhora. A senhora é uma mulher de fibra, trabalhadora... Mas a senhora é muito gostosa, Tia. Não tem como a gente ignorar isso."
Alessandra abriu a boca para repreendê-lo, mas as palavras travaram na garganta diante da sinceridade bruta do rapaz.
— "A senhora acha que a gente olha pra senhora e vê uma mãe? A gente vê uma fêmea, Alessandra. Com todo o respeito ao Miguel, mas não tem um homem naquele quintal que não sinta vontade de te comer," — ele disparou, sem piscar. — "E vou te falar mais: quando o churrasco acabar, vai todo mundo pra casa tocar uma punheta pensando na senhora. Aquela calcinha bege... aquela cena... ninguém vai esquecer."

Alessandra sentiu as pernas fraquejarem. Ela era de uma geração onde o respeito era absoluto, onde palavras como aquelas eram ditas apenas entre quatro paredes ou em ambientes de baixo calão. Ouvir aquilo de um "menino" do time de seus filhos era como levar um soco no estômago. Ela estava vermelha, o coração disparado, sentindo uma mistura de nojo, vergonha e um estranho e proibido arrepio que ela não queria admitir.
— "Igor... cala essa boca... você não sabe o que está dizendo..." — ela balbuciou, as mãos agarradas à borda da pia.
Igor deu um passo à frente, baixando o tom de voz para um sussurro carregado:
— "Sei sim. Me desculpa o jeito de falar, os tempos mudaram, a senhora sabe. Mas a gente adorou ver a senhora cair. Quando o vestido subiu... deu pra ver tudo, Alessandra. Até a listinha de pelos saindo da calcinha a gente viu. A senhora deixou a marca da sua buceta gravada na cabeça de todo mundo hoje. Me perdoa a sinceridade, mas a senhora é o pecado em forma de gente."
Ele deu as costas e saiu, deixando Alessandra sozinha no silêncio ensurdecedor da cozinha. Ela olhou para as próprias mãos, sentindo-se exposta como se estivesse nua no meio da rua. A ingenuidade de Alessandra acabara de ser assassinada pela verdade crua do desejo daqueles homens.
O silêncio da cozinha parecia pesar toneladas sobre os ombros de Alessandra. Ela estava estática, com os olhos fixos em um ponto qualquer do azulejo, tentando processar a violência daquelas palavras. Para ela, o desejo era algo sagrado, guardado para o marido em noites calmas; ouvir aquela descrição crua de seu próprio corpo, da sua intimidade exposta na grama, era como se tivessem arrancado suas roupas à força.
Foi então que Guilherme entrou. Ele leu o estado dela imediatamente. Diferente de Gilberto e Igor, ele não veio com risadinhas ou agressividade. Ele se aproximou devagar, mantendo uma distância que parecia respeitosa, mas que ainda assim a cercava.
— "Tia... olha para mim," — ele pediu, com a voz baixa e aveludada. Cida levantou os olhos, marejados de confusão. — "Não fica assim. O pessoal é novo, fala as coisas sem filtro. Mas eu não quero que a senhora se sinta ofendida. A verdade é que... a gente é homem, Alessandra. Eu sou homem."
Ele deu um passo curto, diminuindo a distância.
— "Eu respeito o Miguel, respeito o Willian e o Caio. Mas eu tenho sangue nas veias. Eu já sonhei com a senhora tantas vezes que perdi a conta. Na minha idade, com a senhora passando na minha frente todo dia com esse jeito doce... é difícil controlar o que a gente sente. Eu quero que a senhora saiba: eu sempre vou te respeitar na frente de todo mundo. Mas, no meu pensamento, eu sou louco para te levar para um quarto, esquecer que sou 'seu menino' e te tratar como a mulher safada que eu sei que existe aí debaixo dessa pose de santa."
Ele não esperou resposta. Deu um beijo casto na testa dela — um contraste bizarro com o que acabara de dizer — e saiu, deixando Alessandra ainda mais atordoada.
O churrasco começou a minguar. Conforme os jogadores iam embora, um ritual silencioso e perturbador se formou. Um por um, eles passavam pela cozinha para se despedir da "anfitriã". O beijo no rosto, que antes era um gesto de carinho, agora parecia um selo de posse.
Leonardo aproximou-se, roçando a barba rala na bochecha dela: "Vou dormir pensando na cor daquela renda, Tia. Até amanhã."
Paulo sussurrou com a voz rouca: "O Miguel não sabe o que perde deixando esse tesouro sozinho."
Outro reserva, que ela mal conhecia, foi mais direto: "A senhora é a mulher mais gostosa que eu já vi. Obrigado pelo show na grama."
Alessandra recebia cada um deles como se estivesse em transe. Ela não conseguia reagir, não conseguia brigar. A cada sussurro, ela sentia o rosto queimar mais, uma sensação estranha de estar sendo "despida" por palavras.
Quando o último motor de carro silenciou e a granja ficou mergulhada no som dos grilos, Alessandra desabou em uma cadeira de madeira. Barbara entrou na cozinha, com os pés descalços e um copo de gelo na mão.
— "Finalmente! Pensei que aqueles moleques não iam embora nunca. Que festa, hein, Alessandra?" — Barbara notou a palidez da amiga. — "O que foi? Você parece que viu um fantasma."
Alessandra olhou para a amiga, a voz falhando.
— "Barbara... eu não estou acreditando no que eu ouvi aqui hoje. Você tinha razão, mas foi pior. Muito pior."
Com detalhes, Alessandra despejou tudo: o tapinha de Gilberto em sua bunda, as palavras brutais de Igor sobre a calcinha e os pelos, e a confissão de Guilherme.
— "Eles disseram que vão chegar em casa e... e fazer aquilo... pensando em mim, Barbara! Eu sou uma mulher de família! Eles me viram cair e ficaram reparando em detalhes que nem eu reparo direito! Eu estou com uma vergonha que não cabe em mim. O que eu faço agora quando encontrar esses meninos na rua? Como eu vou olhar pro Miguel?"
Barbara sentou-se à frente dela, séria pela primeira vez na noite, mas com um brilho de quem já conhecia aquele jogo.
Barbara deu um último gole no gelo que derretia em seu copo, olhou fixamente para Alessandra e segurou suas mãos, que ainda tremiam levemente sobre a mesa.

— "Alessandra, escuta bem o que eu vou te dizer," — começou Barbara, com uma voz firme e sem as brincadeiras de antes. — "Eu sei que para você, que é toda certinha e dedicada, isso soa como uma ofensa. Mas abre os olhos, mulher! A gente passou dos cinquenta. Nessa nossa idade, a maioria das mulheres vira 'invisível' para os homens jovens. Eles passam pela gente no mercado e nem notam que existe uma mulher ali."
Barbara fez uma pausa, deixando a informação assentar.
— "O que aconteceu hoje foi um choque de realidade. Esses meninos não estão loucos só por causa da cerveja ou da testosterona. Eles estão loucos porque você envelheceu bem demais, Alessandra. Você é firme, tem curvas de verdade, tem esse rosto de santa que faz qualquer homem querer pecar. Sinta-se menos culpada e, por um minuto, tente ver o lado bom: você ainda é um mulherão capaz de desestabilizar um time inteiro. Não é toda mulher da nossa idade que consegue isso. Guarda isso como uma vitória sua, e não como uma vergonha."
Alessandra ouviu em silêncio, o coração ainda pesado, mas as palavras de Barbara começaram a criar uma pequena rachadura na sua armadura de culpa.
Barbara despediu-se, deixando a casa em um silêncio profundo, interrompido apenas pelo estalar da estrutura da granja esfriando. Alessandra trancou as portas, conferiu as janelas e subiu para o quarto. O corpo doía, não só pela queda na grama, mas pela carga emocional do dia.
?No banheiro, ela ligou o chuveiro. A água morna escorria pelo seu corpo, levando embora o suor do dia de trabalho, o cheiro de fumaça do churrasco e o rastro invisível dos toques de Guilherme e Gilberto. Ela fechou os olhos, mas as vozes voltavam em eco: "Gostosa... buceta... vou tocar uma pensando na senhora..."
Ao sair do banho, Alessandra enrolou-se na toalha e parou em frente ao espelho grande do armário. O banheiro estava embaçado pelo vapor, e ela passou a mão no vidro, limpando um círculo para poder se enxergar.
Pela primeira vez em muitos anos, Alessandra não olhou para o espelho para ver se o cabelo estava penteado ou se a roupa estava limpa para ir à igreja. Ela olhou para si mesma.
Ela deixou a toalha escorregar lentamente, ficando nua diante da própria imagem.
— "Será?" — sussurrou para o vazio.
Ela observou os seios, que embora não tivessem a firmeza dos vinte anos, ainda eram cheios e bonitos. Notou a curva larga do seu quadril, a pele das coxas que a lida diária da faxina manteve rígida, e a pequena marca de pelos que o rapaz, Igor, mencionou de forma tão brutal.
Não havia malícia no olhar de Alessandra. Não havia desejo por Guilherme ou por qualquer um daqueles meninos. O que havia era uma curiosidade honesta. Ela tentava entender o "mapa" que aqueles jovens tinham lido com tanta fome. Ela se tocou levemente no braço, tentando sentir o que Guilherme sentiu ao segurá-la.
— "Eu sou... esse mulherão todo?" — ela se perguntou, sentindo um frio na barriga.
Ela ainda amava Miguel com cada fibra do seu ser. Para ela, Miguel era o seu porto seguro. Mas ali, sozinha no silêncio da noite, Alessandra percebeu que a validação daqueles jovens tinha acendido uma pequena chama de vaidade que ela nem sabia que existia. Ela não queria os rapazes, mas gostou de saber que, aos 52 anos, ela ainda tinha o poder de tirar o sono de um homem.
Ela vestiu sua camisola de algodão fechada, a mesma de sempre, e deitou-se na cama de casal vazia. Mas, naquela noite, o sono demorou a vir. O silêncio da casa parecia sussurrar os nomes de cada um dos rapazes que, em suas próprias casas, cumpriam a promessa de pensar nela.
O relato está ficando longo vou parar por aqui e postar a PARTE 2 EM BREVE

Foto 1 do Conto erotico: Alessandra e os Campeões


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Ficha do conto

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Nome do conto:
Alessandra e os Campeões

Codigo do conto:
255088

Categoria:
Fetiches

Data da Publicação:
20/02/2026

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