?Moro com meu pai (Júlio), minha madrasta (Ana) e a filha dela (Priscila). Minha mãe e meu pai se divorciaram quando eu tinha 6 anos; minha mãe não era um poço de responsabilidade, até onde sei. Ela se fez presente na minha vida até os meus 12 anos, por aí, mas depois sumiu.
?Ana, minha madrasta, sempre foi uma mulher distante, mas não ruim. Ela tratava a filha com mais amor e aproximação; comigo, ela sempre foi justa e respeitava meu espaço, mas nunca fomos de sentar para conversar nem nada, só o básico do cotidiano.
?Já a Priscila era outra coisa: ela sempre foi grudada em mim. Temos a mesma idade, por coincidência, só que vidas amorosas bem diferentes. Priscila já está noiva, e isso fez a gente se afastar um pouco, mas nada de mais.
?Ana e Priscila são mulheres muito bonitas de rosto. Ana tem cabelos pretos, longos e ondulados, olhos pretos bem profundos e o rosto bem definido. Não sei expressar, kkkk, talvez simétrico seja a palavra, porque ela é linda e seus lábios são bem bonitos. Acho que a beleza dela está em ser tudo perfeitamente alinhado.
?Priscila tem o rosto bem parecido com o da mãe, só que mais magro, porém a "Pri" tem olhos azuis que puxou do pai, o que dá um boost gigante na beleza dela.
?Mas o maior "problema", digamos assim, kkkk, está no corpo das duas. Mais no corpo da Ana, mas na Priscila também. Ana tem 42 anos e, que mulher, meus amigos! Ela tem um físico muito bonito: bunda bem grande, mas não imensa, e peitos... esses sim, grandes e naturais! Ela ama um bom decote; acho que se orgulha mais dos peitos do que da bunda, mesmo que ambos estejam no mesmo nível!
?Priscila já é um pouco diferente nessa parte. Ela herdou parcialmente os peitos da mãe: os dela são médios, mas bem lindos. Já a sua bunda não é um "santuário de perdição" como a da mãe, mas ela ainda é muito linda fisicamente. Eu diria que, mesmo os peitos sendo menores, o fato de serem naturais e tão perfeitinhos chama mais atenção que os da Ana.
?Mas, sendo sincero, nunca fiquei olhando para elas desse jeito. Para a Priscila sim, confesso, mas para a Ana eu só olhei nos primeiros dias; ela é mulher do meu pai e devo respeito a ele.
?Meu pai... Bem, meu pai é "oi, filho", "tchau, filho". Trabalha muito e passa pouco tempo em casa. Éramos mais próximos antes de ele se casar com a Ana, mas, com o pouco tempo que tem em casa, ele se dedica a dar atenção à mulher dele. Não o culpo, kkkkk.
?Bem, como viram, não tem nada de anormal acontecendo, né? Porém, isso mudou em uma segunda-feira. Cheguei em casa depois de trabalhar (sou porteiro de um condomínio fechado e faço o turno da madrugada). Geralmente, quando chego, eu só "capoto" na cama do jeito que cheguei. Além disso, a casa sempre está vazia, já que Ana e Priscila estão na academia essa hora.
?Mas, dessa vez, percebi que elas não tinham saído e escutei que estavam conversando no quarto da Ana. Eu ia só bater na porta e avisar que cheguei, mas a porta estava entreaberta e o papo me interessou.
?Priscila: — Eu não sei, mãe. O Bruno (noivo dela) é um cara legal, mas vive reclamando de mim.
Ana: — E qual é a reclamação, filha?
Priscila: — Ele diz que eu sou muito travada, que tenho que ser menos tímida com ele, flertar mais, ser mais ousada, sabe?!
?Realmente, Priscila sempre foi mais fechada com os outros. Ela era do tipo que faz um furacão em casa, mas quando está com os amigos fora, ou até mesmo com o noivo, ela é mais na dela. Parece outra pessoa.
?Ana: — E por que você não se solta mais? Ele é seu noivo, filha. Isso é uma reclamação válida; se você não se soltar, ele pode pensar que você é muito fria.
Priscila: — Ah, mãe, você sabe que sou virgem. Tenho medo de me soltar e isso chegar num ponto que não estou preparada para ultrapassar, entende?! Fora que não sou muito boa em flertar, não me sinto segura. Minhas amigas sabem fazer várias coisas, são ousadas, sabem como mexer com um homem, mas eu não...
?Saber que a Priscila ainda era virgem foi um espanto. Pensei que não fosse, tão linda e já noiva, fora os anos namorando... Mas estava na hora de sair dali. O papo estava legal, mas era conversa de mulher. Vou só ouvir o que a Ana vai responder e aviso da minha chegada (assim eu pensei).
?Ana: — Talvez seja por você só ter se relacionado com o Bruno, filha. Você não teve outras oportunidades de flertar com outros homens ou se abrir mais. Vocês estão em um relacionamento há anos, e ele é o seu primeiro. Mas o Bruno já é mais experiente, não é o primeiro relacionamento dele. Me surpreende ele ter tanta paciência com sua espera; isso mostra que ele é um bom homem, amor. Vale você se esforçar mais por ele. Filha, tem alguém com quem você se sente mais confortável ao lado? Um homem, digo!
?Ok, eu ia embora, mas quero ouvir isso aí...
?Priscila: — Ah... Tem o André, mãe. Eu implico muito com ele, kkkk, e me sinto bem confortável de ser mais solta. Mas claro que nunca fizemos nada, sou mais confiante perto dele, mas na amizade.
Ana: — Olha, talvez você não goste da minha sugestão, mas por que você não flerta com o André?
?O QUÊ!???
?Priscila: — O QUÊ!????? Como assim, mãe? Isso seria errado em vários níveis!
Ana: — Veja bem, amor, não estou falando para você beijar ou coisa do tipo. Tô falando para você se soltar, flertar... Assim você ganha confiança com alguém com quem já tem mais liberdade e coragem, como uma brincadeira, sabe? Quando for ver, logo já vai estar bem mais confiante e isso se tornará natural. E, obviamente, não estou falando para cruzar nenhuma linha, mas o André é de casa, um bom rapaz. Mesmo você flertando com ele, duvido que ele forçaria a barra. Isso te permitiria aprender mais sobre suas inseguranças sem ter riscos, o que acha?
?Eu não sabia se estava animado (e por que estava animado) ou chateado, já que seria uma cobaia de testes...
?Priscila: — Não sei... Não seria errado usar ele assim, mãe? Não acho que ele tenha sentimentos por mim, né, mas não acho certo brincar com uma pessoa dessa forma...
Ana: — Filha, o André é muito mais experiente do que você nessas coisas. Ele não vai cair aos seus pés apaixonado, kkkkk. Acho que é mais fácil ele perceber que você está brincando do que te levar tão a sério assim. Não julgue o André pela carinha de inocente; a Carla me contou o que ela ouvia quando o André namorava a filha dela. Ele não vai cair na sua desse jeito, filha.
?Hum... Eu sabia que a Carla e a Ana eram amigas, mas não sabia que conversavam sobre mim, kkkk, e muito menos que a Carla ouvia alguma coisa...
?Priscila: — É... Você tem razão, mãe. Talvez seja uma boa ideia. É, pode ser! E o fato de ele já ser mais experiente pode me mostrar se eu sei mesmo ser mais provocativa ou ousada a ponto de chamar a atenção dele de alguma forma... Ok, vou fazer!
Ana: — Que bom, filha! Mas lembre-se: não deixe isso chegar em um ponto sem volta. Só brincadeiras, pequenas provocações. Não passe do ponto; você pode acabar se empolgando e, mesmo o André sendo um bom rapaz, ele ainda é homem, ok?!
Priscila: — Tudo bem, mãe. Pode deixar!!
?Tá, isso foi inesperado. Mas como agir numa situação dessas? Pensei... resolvi não me mostrar. Aparecer logo no fim da conversa seria suspeito. Por algum motivo, eu queria que a Priscila não soubesse que eu sabia de nada, e ver onde aquilo ia dar.
?Desci as escadas silenciosamente, coloquei meu tênis e saí. Chamei um amigo para tomar um café na padaria local, mas não um amigo qualquer: o meu melhor amigo, Dieguin.
?Dieguin: — Então ela vai flertar contigo para adquirir confiança? Kkkkk, que papo de maluco! Por que ela não faz isso com o noivo, já que é ele que tá reclamando? Ele que é o noivo dela, porra.
André: — Não sei, cara. Acho que ela não quer se envergonhar e desanimar o cara. Pensa comigo: se ela flertar comigo e for um completo fracasso, não vai mudar nada. Mas com o noivo, que já está meio desanimado, pode esfriar ainda mais o relacionamento, né?
Dieguin: — Essa porra aí faz sentido. Mas o que tu vai fazer? Vai deixar ela te tratar assim?
André: — Cara, você usa "porra" como vírgula, kkkk.
Dieguin: — Ah, te foder, rapaz, kkkk!
André: — Kkkkk, ah mano, sei lá. Talvez seja divertido. Eu posso "engrossar" para ela, já que sei de tudo. Mesmo ela indo bem, posso não dar atenção; ia virar o jogo, kkkk.
Dieguin: — Cruel, kkkk! Mas eu faria outra coisa, só acho que você não vai gostar.
André: — Hum, lá vem safadeza. Fala!
Dieguin: — Cara, a Priscila é mó gata. Eu daria corda, incentivando ela a ir cada vez mais fundo. Porra, tirar uma casquinha, tá ligado? Vocês não vão fuder nem nada, mas mano... uma passada de mão aqui, outra ali, um toque naqueles peitos lindos dela... Se você jogar direitinho, talvez consiga tirar uns amassos, porra! E foda-se, tá ligado?! É o preço, kkkkk. Ela te usa, tu usa ela. Pelo menos uns toques naquela gata renderiam umas ótimas punhestas, kkkkkkkkk.
André: — Filho da puta, kkkkk... (Mas parando para pensar... isso já tinha me passado pela cabeça).
André: — Olha, vou ver no que dá. Talvez isso nem vá para frente, e talvez o "flerte" dela não seja lá essas coisas a ponto de chegar em algo a mais, saca?!
Dieguin: — Talvez, meu nego, mas o poder está entre suas pernas, kkkkkkk.
André: — Cara...
Dieguin: — Sério, porra! O que somos?
André: — Cara...
Dieguin: — O QUE SOMOS?
André: — Negões pirocudos discípulos do mestre Kid...
Dieguin: — Kkkkk, é isso aí, caralho! Porra, menor, tem que saber dos pontos fortes. Aquela coelhinha de neve toda inocente vai vir para o lado negro da força; quando ela ver o jumento...
André: — Chega, tô vazando, mano.
Dieguin: — Espera, mano, não terminei meu discurso... Mano?!
?Conversar com aquele cara só é bom quando você está depressivo, kkkk, ele é a cura, mas não dá para levar a sério...
?Voltei para casa e as meninas já tinham saído. Talvez academia mais tarde? Fui deitar; eu estava um trapo por não ter dormido logo que cheguei... Vamos ver no que dá toda essa situação...
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