Amizade vira romance - Ricardo e Alberto


Olá, Pessoal!
Depois de muito tempo volto a publicar um conto, desta vez um conto mais para se imaginar as cenas que para deixar as situações explicitas, espero que gostem!

A vida de Ricardo, aos 45 anos, era um equilíbrio cuidadoso entre a eficiência técnica no trabalho e a liberdade vibrante que encontrava entre sedas e saltos no refúgio de sua casa. Quando ele aceitou o novo emprego em uma firma de consultoria, não esperava que o destino colocasse Alberto, um engenheiro sênior de 66 anos, em sua rotina.
Alberto era a imagem da serenidade: cabelos grisalhos impecáveis, um riso fácil e uma gentileza que parecia vir de outros tempos. A amizade entre os dois começou com cafés compartilhados e discussões sobre projetos, mas logo evoluiu para confidências sobre a vida. Ricardo sentia que, com Alberto, não precisava de tantas máscaras.
Após meses de uma tensão doce e olhares que demoravam um pouco mais do que o comum, Ricardo decidiu que era hora. Ele convidou Alberto para um jantar em sua casa. Era o momento de revelar sua essência completa.
Naquela noite, Ricardo não era apenas o colega de escritório. Ele se preparou com o ritual que tanto amava.
Começou com uma lingerie de renda preta, que moldava o corpo e dava a sustentação necessária para a silhueta feminina, escolheu um modelo tubinho azul-marinho, com um decote em "V" discreto, mas elegante, e uma fenda lateral que revelava as pernas cobertas por meias calça, calçou scarpins pretos de verniz com salto agulha de 12 cm, que mudavam sua postura, conferindo-lhe um caminhar magnético.
A maquiagem era sofisticada — tons terrosos nos olhos e um batom cor marrom matte. Um colar de pérolas adornava o pescoço, completando o visual de uma mulher que exalava maturidade e uma sensualidade clássica.
Quando a campainha tocou, o coração de Ricardo acelerou. Ele respirou fundo, ajeitou o vestido e abriu a porta.
Alberto estava parado ali, com um vinho. Ao ver Ricardo — ou melhor, a versão deslumbrante que ele apresentava —, Alberto paralisou. Seus olhos percorreram cada detalhe, da ponta dos saltos ao brilho nos olhos de Ricardo. Houve um silêncio, mas não era de julgamento. Era de puro deslumbramento.
Alberto: (Com um sorriso que começou lento e iluminou o rosto) — Meu Deus... Ricardo? Você está... você é uma visão absoluta.
Ricardo: (Com a voz suave, contendo o nervosismo) — Boa noite, Alberto. Eu queria que você conhecesse esse meu lado. Por favor, entre.
Eles se sentaram à mesa, onde a luz de velas suavizava o ambiente. A conversa, que antes era sobre planilhas, agora era sobre sentimentos.
Alberto: — Eu sempre soube que havia uma alma delicada por trás daquele terno cinza da firma. Mas isso... essa elegância, esse cuidado. Você é corajoso e lindo.
Ricardo: — Eu tive medo, Alberto. Medo de que você visse isso como uma fantasia ou algo menor. Mas para mim, é expressão. É como me sinto completo para alguém que realmente importa.
Alberto: (Estendendo a mão sobre a mesa e tocando os dedos de Ricardo) — O que importa para mim é a pessoa que me faz rir no almoço e que tem esse brilho nos olhos agora. Se você se sente mais você assim, então eu sou o homem mais sortudo por ser o convidado desta noite.
Ricardo: — Você não se sente... estranho?
Alberto: — Ricardo, na minha idade a gente aprende a não desperdiçar a beleza. E você é a coisa mais bonita que eu vi em muito tempo.
Alberto se levantou e caminhou até o lado da mesa de Ricardo. Ele ofereceu a mão, ajudando-o a se levantar. A diferença de altura e a proximidade fizeram o perfume de Ricardo — um perfume feminino, delicado — envolver Alberto.
Alberto: — Posso? — Ele perguntou, levando a mão ao rosto de Ricardo, acariciando a pele cuidadosamente preparada.
Ricardo: — Por favor...
Alberto inclinou-se, eliminando o espaço entre eles. O beijo começou calmo, um encontro de reconhecimento e aceitação, mas logo se tornou profundo, selando a promessa de que aquele era apenas o início de uma nova e colorida jornada para ambos.
O beijo selou o que as palavras já tentavam dizer há meses. Quando se afastaram minimamente, apenas o suficiente para que suas testas se encostassem, Alberto soltou um suspiro de alívio misturado com admiração.
Alberto: — Seus lábios são tão macios quanto o restante de você, Ricardo. Eu me sinto um jovem de vinte anos novamente, com o coração batendo desse jeito.
Ricardo: (Sorrindo, com o rosto levemente corado pela emoção) — E eu me sinto... vista, Alberto. Pela primeira vez, sinto que não estou escondendo nada de quem eu gosto.
Ricardo conduziu Alberto até a mesa de jantar, onde o aroma de um risoto de aspargos preenchia o ar. O tilintar dos talheres e o som do vinho sendo servido eram a trilha sonora de uma noite que parecia flutuar.
Enquanto comiam, Alberto não conseguia desviar o olhar. Ele observava como os gestos de Ricardo haviam mudado: o modo como ele segurava a taça com as unhas impecavelmente lixadas, a forma como cruzava as pernas — o suave roçar das meias de seda produzindo um som quase imperceptível que hipnotizava o homem mais velho.
Alberto: — Você planejou tudo isso... os detalhes, o vestido... quanto tempo leva para se tornar essa deusa que está na minha frente?
Ricardo: — Leva tempo, sim. Mas não é um sacrifício. É como se eu estivesse me revelando camada por camada. A maquiagem, o toque da lingerie na pele... tudo isso me faz sentir mais suave, mais aberta. No escritório, sou o escudo. Aqui, sou o conteúdo.
Alberto: (Sério, mas com carinho) — Pois saiba que o conteúdo é fascinante. Eu não quero que você pense, nem por um segundo, que isso é algo que eu aceito apenas. Eu admiro isso. A coragem de ser belo em um mundo tão cinza como o nosso serviço.
Após o jantar, eles se acomodaram no sofá da sala. Ricardo se permitiu relaxar, encostando a cabeça no ombro de Alberto. O contraste era poético: o terno estruturado de Alberto contra o vestido azul de Ricardo.
Ricardo: — O que faremos amanhã? Na firma?
Alberto: (Passando o braço pelos ombros de Ricardo, sentindo a textura do tecido e a pele quente sob ele) — Amanhã seremos Ricardo e Alberto, os melhores profissionais daquela equipe. Mas teremos um segredo. Um segredo azul-marinho e perfumado.
Ele se inclinou e beijou o pescoço de Ricardo, logo abaixo do colar de pérolas, fazendo-o estremecer.
Ricardo: — Eu gosto de segredos... desde que você prometa voltar aqui para me ver assim de novo.
Alberto: — Eu não aceitaria estar em nenhum outro lugar do mundo.
Alberto então se virou, segurando o rosto de Ricardo com as duas mãos, olhando-o nos olhos com uma intensidade que desarmava qualquer insegurança. Ele deu um beijo na ponta do nariz de Ricardo e depois, novamente, nos lábios — um beijo mais lento, que prometia que a noite estava apenas começando.
A luz das velas já estava baixa, projetando sombras suaves e alongadas pelas paredes da sala. O som ambiente era apenas o da respiração compassada dos dois, que agora dividiam o mesmo espaço no sofá, quase sem frestas entre seus corpos.
Alberto afastou uma mecha de cabelo do rosto de Ricardo com uma delicadeza que fez o coração de Ricardo errar uma batida. Ele não olhava para Ricardo como se visse um disfarce; ele olhava como quem admira uma obra de arte que finalmente saiu da penumbra.
Alberto: (Sussurrando próximo ao ouvido de Ricardo) — Você não faz ideia de como esse azul destaca seus olhos... e como essa seda parece deslizar sob os meus dedos.
Ele deslizou a mão pela lateral do vestido, sentindo a curva do quadril de Ricardo moldada pela lingerie firme e a textura fria do vestido. Ricardo soltou um suspiro baixo, fechando os olhos e inclinando a cabeça para trás, expondo a linha do pescoço adornada pelas pérolas.
Ricardo: — Eu passei tanto tempo me sentindo... fragmentado, Alberto. Metade homem de negócios, metade essa mulher que você vê agora. Estar aqui com você, sentindo seu toque enquanto visto o que eu amo... é como se as peças finalmente se encaixassem.
Alberto: — Pois deixe que se encaixem. Eu quero conhecer cada detalhe.
Alberto segurou a mão de Ricardo, entrelaçando seus dedos. Ele levou a mão de Ricardo aos lábios, beijando as costas da mão e depois cada um dos dedos, com uma reverência que fez Ricardo se sentir a criatura mais preciosa do mundo. O contraste era magnético: as mãos maiores e vividas de Alberto contra a pele cuidada e as unhas esmaltadas de Ricardo.
Ricardo: (Com a voz levemente embargada) — Você é um homem raro, Alberto. A maioria teria fugido ou feito perguntas difíceis.
Alberto: — As perguntas não importam quando o sentimento é real. E o que eu sinto agora, vendo você assim, tão entregue e tão bonita... é uma vontade imensa de cuidar de você. De descobrir quem é essa mulher que você guardou por tanto tempo.
Ricardo se virou um pouco mais, ficando de frente para Alberto no sofá. O movimento fez a fenda do vestido se abrir, revelando a renda da cinta-liga e a pele sedosa acima da meia fina. Alberto fixou o olhar ali por um segundo, e o desejo em seus olhos era evidente, mas respeitoso.
Ricardo: — Então descubra... — Ricardo sussurrou, levando as mãos aos ombros do paletó de Alberto, puxando-o para mais perto.
Desta vez, o beijo não foi apenas de reconhecimento. Foi um beijo profundo, exploratório, onde o sabor do vinho se misturava à urgência do toque. As mãos de Alberto desceram pelas costas de Ricardo, sentindo o fecho do vestido sob o tecido fino, enquanto Ricardo se perdia na segurança daquele abraço masculino e maduro.
Ali, naquele casulo de aceitação e luxúria discreta, o mundo lá fora — com seus prazos e escritórios cinzentos — deixou de existir. Só existia o roçar da seda, o calor da pele e a certeza de que aquela noite mudaria a vida de ambos para sempre.
O silêncio da sala tornou-se denso, preenchido apenas pelo som da respiração que se acelerava. Alberto afastou-se apenas alguns milímetros dos lábios de Ricardo, mantendo as mãos firmes em sua cintura, sentindo a estrutura do espartilho por baixo do vetido.
Alberto: (Com a voz rouca, carregada de um desejo maduro) — Este vestido... ele te molda de uma forma magnífica. Mas eu confesso que meu maior desejo agora é sentir a pele que ele esconde. Posso?
Ricardo apenas assentiu, os olhos brilhando sob os cílios longos, o corpo trêmulo não de frio, mas de uma expectativa deliciosa. Ele se virou de costas para Alberto, afastando o cabelo para o lado, revelando a nuca e o início das costas.
Com uma paciência reverente, Alberto levou a mão ao fecho invisível nas costas do vestido azul-marinho. O som do zíper descendo lentamente — um shhh metálico e suave — pareceu ecoar pelo ambiente. À medida que o tecido se abria, a pele alva de Ricardo era revelada, contrastando com a renda preta da lingerie que surgia por baixo.
Ricardo: (Sussurrando, quase sem fôlego) — Alberto... ninguém nunca me tocou assim... vendo quem eu realmente sou.
Alberto: — Então deixe que eu seja o primeiro a valorizar cada detalhe.
Alberto não pressupôs nada. Ele depositou um beijo leve entre as escápulas de Ricardo, enquanto o vestido escorregava pelos ombros de seda, parando na altura dos quadris. Ricardo soltou os braços, deixando que o traje de gala caísse em um círculo azul no chão, revelando-o em toda a sua glória: a combinação de cinta-liga, meias finas e o salto agulha que ainda o mantinha imponente e feminino.
Ricardo virou-se lentamente, sentindo-se vulnerável, mas estranhamente poderosa sob o olhar devorador e terno de Alberto. Alberto levantou-se, as mãos agora traçando o caminho da renda da cinta-liga sobre a coxa de Ricardo.
Alberto: — Você é uma obra de arte, Ricardo. De uma sensualidade que eu achei que não existia mais.
Ele envolveu a cintura de Ricardo, puxando-o para um abraço onde o terno áspero de Alberto encontrava a delicadeza da renda e a pele nua. Ricardo envolveu o pescoço de Alberto, sentindo a segurança daqueles braços fortes e vividos. O beijo que se seguiu foi urgente, faminto, as mãos de Alberto descendo para acariciar a curva das nádegas cobertas pela seda da calcinha e o início das meias.
Não havia pressa, apenas uma descoberta mútua e profunda. Alberto ergueu o rosto de Ricardo, olhando-o nos olhos com uma promessa silenciosa de que, a partir daquela noite, o mundo de ambos seria muito mais do que apenas preto e branco.
A transição da sala para o quarto foi um desfile de sensações. Alberto não soltou a mão de Ricardo, guiando-o com uma fidalguia que contrastava com o fogo que ardia em seus olhos. O som dos saltos agulha de Ricardo no assoalho de madeira era o único metrônomo daquela tensão, um toc toc rítmico que anunciava a entrega.
Ao entrarem no quarto, a luz era apenas a que vinha do corredor, criando um jogo de claro-escuro que valorizava as curvas de Ricardo. Ele parou diante da cama, sentindo o peso do olhar de Alberto em suas costas, onde o vestido agora repousava apenas como uma lembrança no chão da sala.
Ricardo: (Com a voz trêmula, mas firme) — Alberto... olhe para mim. Por inteiro.
Alberto aproximou-se por trás, envolvendo a cintura de Ricardo e deixando suas mãos grandes e experientes repousarem sobre o abdômen adornado pela renda da cinta-liga. Ele inclinou a cabeça, aspirando o perfume no pescoço de Ricardo.
Alberto: — Eu vejo tudo, meu amor. E tudo o que vejo me encanta.
Ele ajudou Ricardo a sentar-se na beira da cama. Com uma delicadeza comovente, Alberto ajoelhou-se aos pés dele. Não era um gesto de submissão, mas de adoração. Ele tomou um dos pés de Ricardo, deslizando a mão pelo verniz do scarpin antes de retirá-lo lentamente, repetindo o processo com o outro.
As mãos de Alberto subiram pelas pernas de Ricardo, sentindo a textura técnica e sedosa das meias, parando na renda que as prendia às coxas. Ricardo soltou um suspiro longo, sentindo o contraste do calor das mãos de Alberto contra a frieza sutil do nylon.
Eles se deitaram sobre os lençóis, que pareciam convidar ao toque. Alberto desfez-se de seu paletó e gravata, mas manteve a camisa entreaberta, criando um contraste másculo com a figura ultra-feminina de Ricardo sob ele.
Ricardo: — Eu esperei tanto por alguém que não tivesse medo do meu brilho...
Alberto: — Eu não tenho medo, Ricardo. Eu tenho sede.
O beijo que se seguiu foi o ápice de toda a noite. Alberto explorava cada centímetro da pele de Ricardo, as mãos descendo pela lingerie, sentindo a elasticidade da renda e a firmeza do corpo por baixo. Ricardo, por sua vez, perdia as mãos nos cabelos grisalhos de Alberto, puxando-o para mais perto, querendo fundir-se àquela maturidade que lhe trazia tanta segurança.
Quando Alberto finalmente desfez os fechos da cinta-liga e deslizou as meias para baixo, revelando a pele nua e sensível, Ricardo sentiu uma libertação absoluta. Não havia mais segredos, apenas dois homens que se encontraram no tempo certo da vida.
A entrega foi total, mútua e carregada de uma ternura que só os anos de espera permitem. Alberto tratava Ricardo como a joia que ele era, e Ricardo, em seus braços, florescia como a mulher elegante e sensual que cultivara em segredo por tanto tempo. Ali, entre sussurros de admiração e o roçar de corpos, eles descobriram que o amor não escolhe traje, mas reconhece a alma que o veste.


Faca o seu login para poder votar neste conto.


Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.


Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.


Twitter Facebook



Atenção! Faca o seu login para poder comentar este conto.


Contos enviados pelo mesmo autor


144828 - A Festa na casa da Flávia - Categoria: Gays - Votos: 5
70270 - Dormi com meu Professor 2 - Categoria: Gays - Votos: 2
70269 - Dormi com meu professor 1 - Categoria: Gays - Votos: 1
62822 - Femea por todo fim de semana - Continuação - Categoria: Gays - Votos: 2
61539 - Femea por todo final de semana Início - Categoria: Gays - Votos: 8
59460 - Despertar de um novo sentimento - Categoria: Gays - Votos: 4

Ficha do conto

Foto Perfil ricardobh
ricardobh

Nome do conto:
Amizade vira romance - Ricardo e Alberto

Codigo do conto:
255833

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
01/03/2026

Quant.de Votos:
1

Quant.de Fotos:
0