Ele estava sentado diante do computador, óculos no rosto, concentrado demais nos papéis… e bonito demais para ser ignorado.
Sentei-me à sua frente, cruzando as pernas sem pressa, fingindo interesse no processo enquanto criava outro tipo de problema.
Abri a blusa devagar, como quem ajeita a roupa sem intenção.
O decote se abriu. Eu deixei.
Ele tentou continuar digitando… mas mordeu o lábio.
Mordeu como quem luta contra o próprio desejo.
Como quem perde.
Inclinei-me sobre a mesa, aproximando meu corpo da tela, como se quisesse entender uma cláusula qualquer.
O olhar dele subiu sem pedir licença.
Desceu.
Subiu de novo.
Passei a perna por cima da dele, num toque lento e descarado.
Senti a reação imediata.
Ele travou, a mão no teclado ficou inútil, e o lábio voltou a ser mordido mais forte, mais tenso.
Ao lado, outro advogado trabalhava… ou fingia não ver o incêndio acontecendo a poucos metros.
“Mais alguma coisa?”, ele perguntou, com a voz menos firme do que deveria.
Eu apenas sorri.
Ele terminou meu processo, mas eu deixei claro que aquilo era só o começo de uma provocação.
Ajustei a blusa sem pressa, capturei o olhar dele mais uma vez e me levantei.
Desci as escadas sentindo o poder da cena ainda na pele.
Deixei para trás um homem mordendo os lábios de tesão…
e um desejo que eu mesma tinha provocado.
