O caseiro da chácara parte 12

Fiquei ausente todo esse tempo e só agora eu consigo vir aqui relatar tudo o que tem acontecido comigo durante todos esses meses. Acredito que será a última vez que faço relatos aqui, pois sou vigiado 24h por dia e novamente a minha vida sofreu uma grande reviravolta e mais uma vez eu não consegui reagir diante de todas as circunstâncias das quais me envolveram.
Pois bem, há alguns meses, recebi a notícia que Rubião estava preso novamente. Em sua ida a feira, ele se envolveu numa briga de rua e o levaram direto pra delegacia. Ele bateu tanto no rapaz que ele faleceu e Rubião irá a julgamento o mais breve possível. Diferente da outra vez, que fui direto pra delegacia e minha vida se tornou um inferno dentro e fora de casa, dessa vez preferi aguardar o dia do julgamento, que foi muito rápido. Rubião estava visivelmente abatido...tive permissão para conversar rapidamente com ele, que se disse inocente e não sabe por que estava ali, Falou que o cara avançou em cima dele e em seguida caiu morto. O julgamento começa e Rubião pega pena de 30 anos em regime fechado por homicídio qualificado. Após o julgamento eu não tive mais permissão de falar com Rubião. Lembro que fui ao banheiro e senti algo me puxando pra traz e quando acordei estava no quarto de um hospital. Tonto e sem entender o que estava acontecendo, vejo um buquê de flores, uma garrafa de champagne e uma taça em cima da mesinha na minha frente. De repente, Raul sai do banheiro e me chama de meu amor. _Raul, o que está acontecendo? Por que estou aqui? e você, o que está fazendo aqui? “Calma, meu amor. Você está feliz em me ver? Raul, sem brincadeiras, por favor. O que está acontecendo? Estou todo dolorido, sem conseguir me mexer. “Eu vou te explicar, meu amor. Durante todos esses anos eu nunca esqueci você. Depois que fui transferido pra cá, eu quase enlouqueci de tanto desejo e vontade de te ver novamente. Estudei dias e noites para melhorar de vida e hoje eu sou um juiz. Fiz concurso e me mudei pra cá, começando vida nova. Minha ex esposa não se adaptou, nosso relacionamento esfriou e nos separamos.” Raul pega um envelope e me mostra uns papéis. “Esses são os papeis do nosso casamento”. _Casamento, você está louco? Eu já sou casado com Rubião. _”Esquece ele. Se envolveu em uma briga na cadeia e os presos o mataram. Como juiz eu tenho muitos poderes e conhecimento e como você pode ver, estamos casados. Você agora tem o meu sobrenome. Vendi a chácara, carro e apartamento e paguei a sua cirurgia de mudança de sexo com tudo que vendi e o restante está na minha conta para ser usufruido por nós dois. Você agora é uma mulher, como sempre quis. O médico é meu amigo e me garantiu que em pouco tempo podemos ter relações. Ah, ele também fez a restauração do seu anus e você é totalmente virgem. Nós vamos esquecer o passado e começar vida nova como marido e mulher. Eu quero ser o seu primeiro homem, tirar a sua virgindade, e finalmente viver como marido e mulher.” Arthur, você fez tudo isso sem a minha autorização? Como pode? Rubião morto? Eu não tenho mais nada? “Meu amor, você terá tudo o que uma esposa tem direito. Esqueça o passado e de agora por diante será tudo novo: vida nova, cidade nova, casa nova….aqui ninguém nos conhece e seremos livres para vivermos nossa vida dignamente como marido e mulher. “ Arthur, meu corpo está todo dolorido. Eu não consigo me mexer. O que você fez comigo, pelo amor de Deus? “Calma, meu amor, abrindo a garrafa de champagne, colocando lentamente em uma taça, os pés sob uma cadeira e me observando. Amanhã você terá alta e iremos para casa. Lá você será a dona absoluta de tudo. Eu quero você frequentando os melhores salões de beleza, usando as melhores roupas, vivendo como uma rainha.” Percebo que Arthur enlouqueceu e fico cada vez mais apavorado, mas estou tão cansado que não tenho mais forças para conversar. Sei que estou numa fria, que o destino novamente me aprisiona nas mãos de um homem sádico. E diferente de Rubião, que era analfabeto, Artur é muito inteligente, esperto e fetichista. Acordo no outro dia e o médico veio conversar comigo. Explicou que a cirurgia de mudança de sexo é muito delicada e que tenho que tomar todas as precauções recomendadas por ele e que o meu marido está ciente de tudo. Sexo só quando tiver tudo cicatrizado e ele liberar. Antes disso não exagerar em nada. Preciso usar próteses de borracha para o orifício não fechar. Eu quis perguntar ao médico como eu fui parar alí, dizer que eu não tinha autorizado a cirurgia, chamar a polícia, colocar ele e o Artur atrás das grades, ir nos jornais e fazer um escândalo, mas antes deu falar qualquer coisa, o médico já foi dizendo que o meu marido é um homem muito poderoso e apaixonado. Percebeu a minha angústia e pediu pra eu ter cuidado com os meus atos. Que seria muito melhor eu agir com discrição e naturalidade. Ainda disse que nada seria como antes, que o meu pênis jamais voltaria para o lugar. Que eu me conformasse com a nova realidade e fizesse análise para tentar compreender o meu marido e a minha nova realidade. Engoli seco e me virei de lado, tentando absorver tudo aquilo: Rubião morto, Artur mais vivo do que nunca, todos os meus bem vendidos sem minha autorização, eu dependendo completamente de um homem que no passado me maltratou cruelmente. Sei que ele irá querer ultrapassar todos os limites do sadismo, que irá me usar como um objeto que lhe pertence. Sei que já sou seu escravo e ele o meu dono absoluto. Choro, como nunca fiz antes. Estou exausto e adormeço.
Recebo alta e Artur, muito cuidadoso, me leva para conhecer a nossa casa nova. Ela fica em um condomínio luxuoso bem distante da cidade. A casa é belíssima, mas estranhei não termos vizinhos. Fica bem isolada e distante das outras casas. Artur me ajuda a descer do carro. Ele parece ser outro homem, totalmente educado e carinhoso comigo. Chegamos e fico impressionado com todos os detalhes da casa e o bom gosto de Artur. Ele me apresenta os empregados como dona Alice, sua esposa e diz que eu tinha feito uma cirurgia delicada. Há uma enfermeira para cuidar de mim e que cuidadosamente me levou para o meu quarto. Artur cuidou da decoração pessoalmente e demostra ter muito bom gosto. Apenas a cama que é fora dos padrões, pois possui grades na parte que fica encostada na parede. Artur entra no quarto e pede para a enfermeira nos deixar a sós. Deita ao meu lado e começa a me beijar e tocar os meus mamilos como fazia antes. Peço para ele parar, pois o meu corpo está muito dolorido, mas ele não me escuta, e cai de boca nos meus seios. Ele geme de tanto prazer e mesmo tentando se controlar, não consegue. Tira o pênis, coloca entre os meus seios e se masturba jorrando muito leite, como eu nunca tinha visto antes. Goza, diz que me ama e adormece. Tento dormir, mas não consigo.
No outro dia, acordo com Artur olhando para mim. Lamento não estar acordando de um pesadelo. Olho pra ele e pergunto por que ele fez aquilo comigo, sem conversar comigo, sem a minha assinatura e autorização, sem se preocupar com os meus sentimentos. Não contive as lágrimas e ele friamente diz que eu sempre pertenci a ele e que ele nunca precisou de nenhuma autorização pra fazer o que quisesse comigo. Não precisava antes como delegado, imagine agora como juiz. “comprei todos, e paguei muito caro pra ter você pra mim, exclusivamente pra mim. E tem mais, pedi para o médico aumentar os seus seios, mas ele falou que colocaria em risco a sua saúde e disse que os eles já estão além do limite permitido.” Ele fala tudo isso com a maior naturalidade e eu cada vez fico mais preocupado com o que está por vir. Artur diz que está organizando a nossa cerimônia de casamento na igreja e que toda a família dele estará presente. Ele diz que está escolhendo tudo nos mínimos detalhes, inclusive o meu vestido de noiva. Já contratou um personal treiner para cuidar do meu corpo, para que fique exatamente como ele quer, cintura fina, bumbum durinho, seios empinados. Pega uma caixa de veludo preto e coloca na minha mão. Abro e vejo um par de alianças, daquelas bem grossas. Tira uma e coloca no meu dedo e pede para eu fazer o mesmo com ele. Fico um tempo inerte o observando, tentando entender a mente daquele homem, querendo acreditar que ele não está louco, arrumando uma maneira de justificar tudo aquilo, ter certeza de que eu não estava tendo um pesadelo. Artur estala os dedos e pede para que eu o obedeça e assim eu fiz. Coloque a aliança no seu dedo, ele a beijou, olhou nos meus olhos e disse que agora eramos apenas um.
Semanas se passaram e a minha rotina é de cuidados médicos, paparicos dos empregados e muitos presentes do Artur, maioria peças íntimas, joias, perfumes, produtos de beleza e maquiagem. Como eu já consigo me locomover, Artur me leva para o melhor salão de beleza da cidade e escolhe o meu novo corte de cabelo, que há anos não via uma tesoura. Rubião nunca permitiu que eu sequer aparasse as pontas. Recebo tratamento completo: cabelo, sobrancelhas, unhas, depilação. Mesmo sendo um salão exclusivamente feminino, Artur fez questão de ficar o tempo todo orientando as profissionais, até mesmo na escolha da cor do esmalte para as minhas unhas. Saindo do salão, fomos em várias lojas de roupas e ele mesmo escolheu tudo, sem que eu pudesse opinar em nada. Sempre que eu tentava, ele dizia que a outra peça de roupa era sempre a mais bonita e adequada. Compramos roupas para todas as ocasiões e estilos. Maioria discreta, e sempre todas as vendedoras ficavam olhando para os meus seios, com cara de incrédulas. Eu fico tentando entender como alguém pode ter se modificado tanto como o Artur, que está agindo como um gentleman. Ele continua colocando a mão direita no meu mamilo acariciando quando estamos no carro e tenta controlar os instintos sexuais enquanto não recebo alta médica.
Um mês depois da minha cirurgia, voltamos ao consultório, o médico me examina, elogia a cicatrização, diz que Artur seguiu corretamente as suas orientações e que eu já estou liberado para ter vida sexual a dois. Artur olha pra mim com lágrimas nos olhos, sorri, me beija e convida o médico para ser um dos nossos padrinhos de casamento.
Seguimos direto para um motel. Só conseguimos chegar na garagem e nem descemos do carro. Artur me possuiu alí mesmo. Ainda tentei ir pro quarto, disse que precisava de um banho e na minha situação de operado, que o ideal seria irmos para a cama, mas ele não estava me escutando e me penetrava com tanta velocidade, me beijando, mordendo os meus seios, e sem nenhum cuidado especial, pois eu estava sendo desvirginado como se fosse a primeira vez. Doia muito, mas eu aprendi que os homens quando estão no cio eles se sentem ainda mais poderosos quando pedimos para que tenham cuidado e que está doendo. Artur goza dentro de mim e pela primeira vez sinto o seu líquido quente penetrando o meu corpo e a sensação é muito boa. É como se eu fosse engravidar dele, caso fosse possível. Artur, ainda de pau duro, me coloca de quatro, cospe na mão, esfrega no seu pau e começa a comer o meu cu. A dor foi tão insuportável, pois o médico tinha me deixado virgem, que não aguentei e desmaiei. Acordei na cama do motel com ele dormindo sob os meus seios.
Voltamos para casa a noite e ele disse que tinha uma surpresa para mim. Entramos no quarto e ele me mostrou uma porta secreta: uma sala escura, com uma jaula, uma cama cheia de furos e milhares de objetos sadomasoquistas pendurados nas paredes. Fingi que não estava entendendo nada e ele sorriu para mim. “a partir de agora eu serei o homem mais feliz do mundo e finalmente vou poder ser eu mesmo, fazer o que eu sempre quis e agradeço a Deus por você existir, meu amor”. Artur me prende contra a parede, levanta os meus braços enquanto me beija, e coloca duas algemas em mim. Tira a minha roupa, pega um chicote e começa a me bater. O quarto tem isolamento acústico e ninguém conseguirá me ouvir. Sinto pânico do que está apenas começando. Artur só para de me chicotear quando percebe que a minha pele está muito machucada. Tira as minhas algemas, me coloca nos braços, me leva pra cama, se diz apaixonado, e me beijando começa a me penetrar. Ele é insaciável, e diferente de Rubião, que era um homem selvagem, bruto e sua escola foram ver os animais transando na natureza, Artur é vivido, perspicaz e quer sempre mais e mais…
Minha rotina é orientar os empregados, ir a massagem, salão de beleza, boutiques, mas sempre vigiado por Artur, que é muito ciumento e possessivo. Tenho cartão de crédito sem limites, mas preciso prestar contas diariamente dos meus gastos. Ele chega em casa depois de um dia exaustivo e me quer tranquilo, limpo e cheiroso. Ele toma banho, jantamos, e ele me fala dos planos para a nossa cerimonia de casamento. Todos os detalhes estão sendo cuidados somente por ele e o cerimonial. O meu vestido de noiva foi escolhido por ele. Será estilo sereia e não tive a chance de opinar em absolutamente nada. Sempre que tento ele diz que eu não preciso me preocupar com nada, que ele está resolvendo tudo, pra eu relaxar e me cuidar pra ele.

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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico rubiao

Nome do conto:
O caseiro da chácara parte 12

Codigo do conto:
256391

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
08/03/2026

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