Ela já tem 59 anos. O corpo carrega as marcas de décadas vividas: barriga macia e saliente que desce suavemente sobre o monte pubiano quando ela senta, seios grandes e pesados que tombam para os lados ao deitar de costas, bicos largos, escuros e sempre meio eretos, como se o desejo os mantivesse em alerta permanente. As coxas grossas, cheias de estrias prateadas, se abrem com um leve tremor. A bunda é redonda, ainda com certa firmeza que faz balançar quando anda nua, mas com aquela suavidade generosa que o tempo trouxe. E a buceta… ah, a buceta: pelos pretos e grisalhos aparados com cuidado, formando um retângulo preciso que emoldura os lábios grossos, escuros, que já se abrem sozinhos quando ela está excitada.
Chega em casa depois das dez da noite. O vestido justo está grudado nas costas suadas. Tira tudo na sala mesmo — sutiã, vestido, meia-calça —, deixando as peças caírem como casca velha. Fica só de calcinha: uma peça de algodão preta, antiga, já bem usada. O tecido está encharcado no centro, quase transparente, colado aos lábios inchados. O cheiro sobe forte assim que ela baixa a calcinha um pouco: suor do dia inteiro misturado com o odor denso, maduro, de fêmea excitada há horas — salgado, tenro, um pouco azedo, com aquele fundo doce e animal que só corpos maduros têm.
Senta na beira da cama, pernas bem abertas. A barriga dobra em duas camadas suaves, os seios pesados caem sobre ela. Puxa a calcinha para o lado com dois dedos, expondo tudo: o retângulo de pelos úmidos, os lábios grandes brilhando de excitação grossa. Leva os dedos até ali, espalha a umidade devagar, sente a textura macia e enrugada. Depois leva os dedos molhados ao nariz, inspira fundo e sorri — um sorriso cansado, safado, de quem sabe exatamente o quanto seu próprio cheiro a enlouquece.
“Ainda funciona… ainda me deixa louca”, murmura rouca.
Da gaveta pega o dildo: silicone realista, cerca de 18 cm, grosso o suficiente para preencher sem exageros, veias marcadas, cabeça larga que estica gostoso. Não é novo; já tem marcas de uso, um leve desgaste na base. Ela não usa lubrificante — gosta do atrito inicial, da sensação de ser aberta devagar.
Deita de costas. Os seios se espalham para os lados, bicos duros apontando para o teto. A barriga sobe e desce com a respiração pesada. Puxa a calcinha até o tornozelo, deixando-a pendurada no pé direito da cama. O cheiro concentrado sobe direto para o seu rosto quando ela vira a cabeça. Inspira devagar enquanto encosta a cabeça do dildo na entrada. Roça. Circula. Os lábios se abrem em câmera lenta, babando um fio grosso que escorre pela bunda até o lençol.
Empurra devagar. Só a cabeça entra e ela solta um gemido longo. Sente o alongamento nas paredes internas, ainda apertadas o suficiente para doer gostoso. Vai entrando centímetro por centímetro, sentindo cada veia roçar, preenchendo o canal maduro e úmido que pulsa ao redor. Quando chega no fundo, toca o colo do útero e ela contrai forte, apertando o dildo como se quisesse segurá-lo para sempre.
Começa o movimento: lento, profundo. Sai quase todo, entra inteiro de novo. O som é molhado, obsceno, misturado com o barulho leve da barriga batendo contra as coxas. A outra mão desce para o clitóris, escondido sob o retângulo de pelos. Faz círculos pesados, pressionando forte.
Mas hoje ela quer mais.
A mão livre desliza para trás, entre as nádegas. O dedo médio, ainda molhado da buceta, encontra o cuzinho enrugado. Circula devagar, sentindo o anel apertado pulsar. Pressiona de leve, brinca com a entrada, sente a resistência gostosa. Enquanto o dildo entra e sai ritmado na buceta, o dedo vai entrando no cu, centímetro por centímetro, sentindo as paredes quentes e macias se abrindo para ela. O duplo preenchimento a faz gemer mais alto, mais rouco. O dedo fode o cuzinho no mesmo ritmo do dildo, entrando e saindo, roçando a parede fina que separa os dois buracos.
O prazer vira uma onda pesada, lenta, que sobe das profundezas. Ela enterra o nariz na calcinha pendurada, inspira o cheiro cru — suor, excitação acumulada, um toque de urina da tarde, tudo misturado com o odor forte da buceta aberta. É sujo. É dela. Faz ela apertar mais forte ao redor do dildo e do dedo.
“Vai… vai, sua puta velha… goza pra mim…”, sussurra pra si mesma.
Goza assim: corpo inteiro travando, buceta contraindo em espasmos longos ao redor do dildo enterrado até o talo, cuzinho apertando o dedo com força. Um jorro quente escorre pelas coxas grossas, molhando a bunda redonda e o lençol. Os seios tremem com as contrações, bicos latejando. O cheiro explode no quarto — sexo maduro, fêmea saciada, suor, tudo misturado num aroma denso que fica pairando.
Fica ali por longos minutos, dildo e dedo ainda dentro, pulsando com as contrações residuais. Tira devagar, sente o vazio delicioso nos dois buracos, o escorrimento grosso saindo pelos lábios abertos e pelo cuzinho relaxado. Pega a calcinha suja, amassa contra o rosto uma última vez, inspira fundo. Depois joga de lado e ri baixinho — uma risada rouca, satisfeita, de mulher que sabe que o desejo não envelhece.
Amanhã vai ser igual.
Ou mais sujo.
Ou melhor.
Congratulações, que relato honesto. Escreves com uma qualidade muito acima de alguns dos contos publicados aqui com desleixo de não revisarem os textos ou ainda pior Usando os vícios dos textos para as redes sociais. Sabes escrever de tal maneira que conduz o leitor à cena.