Por um instante pensei que, como qualquer bêbado, ele estivesse sendo desajeitado ao falar comigo porque sua mão roçava na minha virilha, mas percebi que aos poucos ele estava ficando mais consciente.
Eu estava gostando do que estava acontecendo, mas como estava ficando tarde, provavelmente era hora de fechar. Ele ficou até eu me desligar completamente, e então chegou a hora de eu dizer que era hora de ir embora. Olhando para mim, ele disse: "Você quer que eu vá embora?", enquanto sua mão acariciava minha virilha, percebendo que meu pau tinha ficado duro.
Eu não sabia o que fazer, não respondi, e ele interpretou isso como um convite para ficar, então se aproveitou da minha hesitação para seu próprio prazer…
Ele se aproximou, apoiou os braços no balcão, bem ao meu lado. Não disse nada. Apenas me olhou. Seus olhos estavam claros, um pouco embaçados pelo álcool, mas fixos em mim. Abaixou a mão novamente, desta vez abertamente. Agarrou meu pênis por cima da calça e apertou levemente. Fechei os olhos. Estava tão duro que doía.
"Você está muito excitado", disse ele, com a voz rouca. "Há quanto tempo você não transa?"
Eu não respondi. Não consegui.
Então ele abriu o zíper da calça. Tirou o pênis para fora. Era grande. Grosso, com pele morena, glande bem definida. E começou a se masturbar ali mesmo no banco, me encarando. O som da mão dele se movendo na penumbra do bar, o cheiro de álcool, e ele.
Eu também tirei o meu para fora. Ambos com os pênis eretos, a cerca de meio metro de distância um do outro. Ele se moveu lentamente, e eu também. Não falamos nada. Apenas nos olhamos, nos masturbando.
Ele se inclinou para mim. Segurou a minha nuca e me beijou. Foi um beijo rápido, cheio de língua, com gosto de uísque. Então, sem interromper o beijo, deslizou a mão livre por trás da minha cintura, para dentro da minha calça, e enfiou um dedo no meu ânus. Senti como se estivesse sendo rasgado. Uma dor aguda que se transformou em outra coisa. Em algo quente, profundo. Gemei contra a boca dele. Ele moveu o dedo dentro de mim, lentamente, e eu continuei me masturbando, cada vez mais rápido.
Gozei como nunca antes. Senti o leite jorrar, manchando minha mão e minhas calças. Ele também gozou, com um gemido curto, molhando meu braço. Ficamos ali deitados, ofegantes, com nossos pênis ainda para fora.
Mas aí, quando o prazer passou, fiquei com medo. Um frio na espinha percorreu meu corpo. Que diabos eu estava fazendo? Eu tenho namorada. Eu tenho uma vida. Isso não sou eu. Me limpei rapidamente com um pano e subi as calças.
"Você tem que ir embora", eu disse a ele, e minha voz soou ríspida.
Ele olhou para mim, com os olhos ainda vidrados, e riu. "Você se assustou tão rápido assim?"
Vá embora você", repeti, agora com mais firmeza.
Ele puxou as calças para cima, ajeitou as roupas e saiu. Caminhou em direção à porta e, antes de partir, virou-se. "Da próxima vez você não terá medo", disse ele, e desapareceu na noite.
Fiquei sozinho no bar. As luzes estavam apagadas, as cadeiras empilhadas sobre as mesas, o cheiro de uísque e sexo ainda pairando no ar. Dirigi para casa, com as mãos suando no volante. Quando cheguei, minha namorada estava na cama, quase dormindo.
"Você chegou atrasado", disse ele.
"Muito trabalho", menti.
Entrei na cama e deitei ao lado dela. Não conseguia dormir. Estava excitado de novo. Olhei para ela, seu corpo imóvel, sua respiração calma. Aproximei-me, abaixei sua calça de pijama e a virei de bruços sem acordá-la completamente. Penetrei-a devagar. Ela estava seca, mas eu não me importei. Comecei a me mover, fechei os olhos e tudo em que conseguia pensar era nele. Seu pau, seu dedo no meu cu, sua boca. Gozei rápido, apertando seus quadris, gemendo contra seu pescoço.
"O que aconteceu com você hoje?", perguntou ela, sonolenta.
"Nada", eu disse. "Eu só estava excitado."
Desde aquela noite, não consigo parar de pensar nele. No trabalho, quando estou sozinha em casa, quando ela está dormindo. Lembro-me das mãos dele, do dedo dele, de como gozei. E me masturbo. Repetidamente. Me masturbo pensando nele, enquanto ela dorme ao meu lado. E sei que se ele aparecer no bar de novo, desta vez não vou mandá-lo embora.

