Laura sabia que não devia. Desde o primeiro dia em que Paulo entrou na sala de reuniões, com aquele olhar firme e um leve sorriso de canto, algo nela despertou. Era errado — ele era comprometido, e ela também carregava suas próprias regras, suas próprias barreiras. Mas havia algo nos silêncios entre eles. Algo nos olhares que duravam um segundo a mais. Nas mãos que quase se tocavam ao passar documentos. Na forma como ele dizia seu nome, baixo, controlado… como se escondesse algo. Naquela noite, o escritório já estava vazio. A cidade brilhava do lado de fora, e Laura fingia se concentrar no computador, mesmo sabendo que ele ainda estava ali. — Você sempre fica até tarde… — a voz dele veio suave, quebrando o silêncio. Ela virou devagar. — Às vezes é mais fácil pensar quando tudo está quieto. Os passos dele se aproximaram. Lentamente. Sem pressa. — Ou mais difícil… — ele respondeu. O ar mudou. Pesado. Quente. Laura sentiu o coração acelerar quando ele parou perto demais. Não encostava — mas também não se afastava. Era um limite invisível, prestes a ser cruzado. — Isso não é uma boa ideia… — ela sussurrou, sem conseguir se mover. — Eu sei. Mas nenhum dos dois se afastou. O perigo estava ali — não no toque, mas na vontade. No desejo contido. Na escolha de permanecer. E quando os olhos deles finalmente se encontraram de verdade, sem fuga, sem desculpas… Laura percebeu que o mais proibido não era o que poderiam fazer. Era o que já estavam sentindo.
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