Marido ingênuo loirinha safada na casa de praia

A casa de praia sempre foi o refúgio perfeito para Marcelo.

Simples, silenciosa, previsível — exatamente como ele gostava. Com seus 1,60m, corpo gordinho e jeito ingênuo, ele encontrava naquele lugar uma paz que o mundo lá fora não oferecia.

E também encontrava Laura.

Laura era o oposto de tudo aquilo.

Com 1,55m, corpo marcante — quadris largos, curvas firmes e um jeito de se mover que parecia sempre chamar atenção — ela carregava uma energia inquieta. Os cabelos loiros, bagunçados pelo vento do mar, e o olhar vivo deixavam claro: havia muito mais ali do que Marcelo conseguia enxergar.

Ele a amava. Intensamente.

Mas não a compreendia completamente.

Naquele fim de semana, o equilíbrio da casa mudou com a chegada de Rafael.

Primo de Marcelo, alto, atlético, com o corpo moldado por anos andando de skate e um jeito despreocupado de quem vive sem freio. Ele trouxe consigo uma presença diferente — mais leve, mais ousada… mais perigosa.

Desde o primeiro momento, Laura percebeu.

E, diferente de Marcelo, ela não fingiu que não.

?

Na tarde de sábado, Marcelo saiu para o mercado. Disse que voltaria rápido.

Sempre dizia.

O som do carro desaparecendo na estrada de areia abriu espaço para um silêncio diferente dentro da casa. Não era mais tranquilo.

Era carregado.

Laura estava na varanda, olhando o mar, sentindo o vento tocar sua pele, quando ouviu passos atrás de si.

— Ele confia muito em você — disse Rafael, a voz baixa.

Ela não se virou de imediato.

— Confia — respondeu, tranquila. — E você?

Agora ela virou, devagar, encarando-o.

— Confia em si mesmo?

Rafael sorriu de lado, aproximando-se.

— O suficiente pra não fugir do que tá acontecendo aqui.

Laura inclinou a cabeça, estudando-o.

— E o que exatamente você acha que tá acontecendo?

Ele parou a poucos passos dela.

— Você me diz.

O silêncio se estendeu, pesado. O olhar dos dois sustentado por tempo demais para ser inocente.

Laura deu um passo à frente.

— Você sempre foi assim… ou ficou mais atrevido?

— Acho que você só começou a prestar atenção agora.

Ela riu baixo.

— Talvez eu só não tivesse motivo antes.

Rafael diminuiu ainda mais a distância.

— E agora tem?

Ela não recuou.

— Você gosta de provocar, né?

— Só quando percebo que a outra pessoa quer ser provocada.

Laura cruzou os braços lentamente, o corpo relaxado, mas o olhar afiado.

— E você acha que eu quero isso?

Rafael não hesitou:

— Tenho certeza.

Ela se aproximou de novo, agora tão perto que a respiração dos dois se misturava.

— Cuidado… — murmurou — eu não sou tão inocente quanto ele pensa.

— Eu nunca achei que você fosse.

O vento soprou mais forte, mas nenhum dos dois se moveu.

Era ali que tudo mudava.

?

O som do carro voltando cortou o momento como uma lâmina.

Marcelo.

Laura olhou para a estrada, os olhos brilhando — não de medo, mas de excitação.

— Parece que o tempo acabou — disse Rafael.

Ela sorriu, de leve.

— Ou começou.

Quando Marcelo entrou, com sacolas e um sorriso cansado, encontrou tudo aparentemente normal.

— Demorei, né?

— Um pouco — respondeu Laura, casual.

Rafael apenas assentiu.

— Só estávamos conversando.

Marcelo relaxou.

— Que bom… tava cheio lá.

Enquanto ele falava, distraído, Laura se aproximou da mesa para ajudar. Seus movimentos eram naturais — mas havia intenção em cada gesto.

Em um instante, ao pegar algo, sua mão roçou na de Rafael.

Rápido.

Quase invisível.

Mas não por acaso.

Rafael não reagiu, mas o olhar mudou.

Marcelo não viu.

Ou não quis ver.

?

O restante do dia seguiu estranho.

Conversas comuns, risadas leves… mas sempre com algo escondido por baixo.

Olhares que duravam um segundo a mais.

Silêncios que diziam demais.

E Marcelo começando, aos poucos, a sentir que havia algo fora do lugar.

À noite, enquanto jantavam, Laura parecia ainda mais solta. Ria mais. Falava mais. Mas, de vez em quando, desviava o olhar para Rafael.

E ele sempre estava olhando de volta.

— Amanhã a gente podia ir cedo pra praia — sugeriu Marcelo.

— Claro — disse Laura.

Mas sua mente estava em outro lugar.

?

Mais tarde, Marcelo foi dormir cedo, cansado.

A casa mergulhou no silêncio novamente.

Laura ficou na sala, olhando o mar pela janela aberta.

Sabia que ele ainda estava acordado.

E não demorou.

Passos leves.

Rafael surgiu no corredor.

— Você gosta do perigo, né? — disse ele.

Ela não se virou.

— Gosto de me sentir viva.

Ele se aproximou.

— E ele não te faz sentir isso?

Laura demorou alguns segundos para responder.

— Ele me dá segurança.

Então virou, encarando Rafael.

— Mas não me desafia.

O olhar entre os dois dizia tudo.

— E eu desafio? — perguntou ele.

Ela deu um pequeno sorriso.

— Você já passou disso.

O silêncio voltou.

Mais intenso do que nunca.

Lá fora, o som das ondas continuava o mesmo.

Mas dentro da casa, nada mais era simples.

E, em algum lugar entre desejo, risco e escolhas não ditas, três vidas começavam a se entrelaçar de uma forma que não teria volta…


Continua…..

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Ficha do conto

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Nome do conto:
Marido ingênuo loirinha safada na casa de praia

Codigo do conto:
258677

Categoria:
Traição/Corno

Data da Publicação:
05/04/2026

Quant.de Votos:
5

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