Criada na fazenda, achei ter encontrado uma garota tímida e ingênua. Magra, com seus 55 quilos e 1,60m de altura. Cabelos negros, pele branquinha, um rostinho muito bonito. O corpo não era sarado, mas tinha tudo bem definido: seios médios, um bumbum maravilhoso — sou apaixonado até hoje.
Eu nunca fui atlético, mas também nunca fiquei acima do peso. Tive a sorte de ser seu primeiro amor de verdade, aquele em que ela se entregou por completo. Apesar de não ser seu primeiro namorado, também tive a sorte de ser o meu primeiro relacionamento sério.
Nosso sexo sempre foi maravilhoso, mas eu sempre fui muito mais apegado ao ato. Isso me levava frequentemente a me aliviar sozinho, pois a frequência entre nós não era compatível. Como a maioria das mulheres, Bella ainda não entendia como isso é importante para um homem — e como acabaria afetando nosso relacionamento por muito tempo.
Ao me aliviar, tentava imaginar como seria o sexo com outras. Mas por ser minha única parceira, não tinha ideia de como seria. A fantasia de ter duas mulheres me excitava bastante. Até que, em uma de nossas saídas, acabei encontrando um combustível muito mais poderoso.
Bella era bem ciumenta, e eu sempre gostava de provocar. Em tom de brincadeira, me divertia insinuando que queria olhar outras garotas. Ela ficava furiosa e me batia — eram bons tempos.
Em um dos nossos passeios pela cidade, ela usou uma blusinha que eu amava. Ela tinha um defeito — ou uma qualidade, né? — que, ao se abaixar um pouco, mostrava seus deliciosos peitinhos durinhos, ela era até bem justa, o que a fazia usá-lá sem sutiã todas as vezes. Eu não era ciumento, mas gostava que ela usasse essa blusa quando ficaríamos mais só nós dois. Naquele dia, porém, ficaríamos em meio a várias pessoas. Pedi que trocasse de blusa. Talvez por não saber do "defeito", ela achou ruim e se recusou. Não insisti para não ser chato, mas fiquei contrariado.
O passeio seguiu. No final, quando iríamos embora de bicicleta, fui mais rápido. Destranquei minha trava e me adiantei. Quando olhei para trás, vi Bella agachada: o cadeado dela era de senha, e ela se abaixou de um jeito que ativou o tal "defeito" da blusa. Por uns dez segundos, uma visão maravilhosa se abriu para quem estivesse à sua frente.
O problema é que havia um rapaz próximo. Ele teve a visão completa do espetáculo. Ficou vidrado — e não o culpo. Uma delícia daquelas dando sopa com os seios durinhos... eu também teria olhado.
Quando Bella se levantou, seu olhar cruzou com o nosso. Todos seguimos caminho.
Mais tarde, contei a ela o ocorrido. Meio constrangida, me culpou: "Por que não disse que essa blusa fazia isso? Eu não tinha ideia..."
Naquela noite, precisei me aliviar da tensão. Não consegui deixar de lembrar daquele momento. Tive um orgasmo intenso imaginando ela sendo devorada pelo olhar daquele rapaz — que provavelmente também teve que se aliviar para aquela cena.
Desde então, descobri um tesão por sermos observados. Por exibir seu delicioso corpinho. Cada vez mais, me permitia ousar a imaginar novos níveis de exposição e fantasias. Era muito gostoso, me excitava muito pensar em seu corpo sendo observado, completamente nu.
Um dia, relutante — o tesão vencendo o ciúme —, acabei me pegando imaginando algo que nunca havia passado pela minha cabeça: Bella se relacionando com outros rapazes. Comecei a me interessar por seus namoros anteriores. Foi interessante, mas no fim, como fomos o primeiro um do outro, não havia muito o que descobrir.
Por vergonha, nunca contei que me excitava pensar nela sentindo prazer em mãos alheias. Sexo para mim sempre foi sobre dar prazer mais do que me satisfazer — o que inclusive me atrapalha um pouco: não consigo continuar se sinto que Bella está pouco interessada ou com algum desconforto.
Essas fantasias eram perfeitas, pois nelas ela sempre estava tendo muito prazer, algo proibido, novo e desconhecido.
Outras situações contribuíram para esse gosto, mas essa foi a principal. Ficou por isso mesmo: algo que me ajudava a me aliviar, pois era impensável que esse desejo se tornasse algo que eu pudesse compartilhar com meu amor.
Muitos anos se passaram. Hoje, em uma fase nova do nosso relacionamento, muito mais cúmplices, num dia em que estávamos completamente em sintonia, perguntei a Bella se realmente tínhamos sido apenas um do outro.
Tive uma resposta surpreendente.
Estávamos na cama, namorando, bem tranquilos, só nos provocando.
Com muito tesão, a perguntei se ela teria coragem de estar com outros(as)...
Ela segurava meu membro com firmeza e, com a boca bem pertinho da minha orelha, confessou...
A confissão de Bella
Começou contando que havia um rapaz que frequentava onde ela trabalhava. Um bombeiro — aparentemente, pois ele só aparecia com aquela camiseta de identificação. Forte, não muito alto, estacionava seu carro na porta da loja, e Sempre simpático, puxava assunto toda vez que a via. Ela passou a acreditar que ele ia à loja com a desculpa de comprar algo, só para vê-la.
Um dia, ele a chamou para sair: "Vamos dar uma volta qualquer dia desses. Te levo no meu carro. Podemos tomar um sorvete ou algo ir em algum lugar que você goste."
Ela recusou educadamente, mas confessou que ficou abalada. O carro dele era bonitinho — até então, só tínhamos bicicletas. Ficou num misto de curiosidade e vontade de aceitar. Como poderia? — pensou. Tenho um namorado, e o amo. Não deveria nem estar cogitando a ideia. Sentindo-se um pouco culpada pelos pensamentos que tivera.
Mas a rejeição ao pedido não desanimou o rapaz, que depois de ser recusado, estranhamente passou ao longo do tempo a se sentir mais próximo de alguma forma após o convite. E de alguma forma, pra ela, também passou a se sentir mais próxima — como uma amiga, talvez?
A noite da chuva
Após um tempo, na época das chuvas, às vezes ela tinha que ficar debaixo da fachada da loja na rua, aguardando a chuva diminuir um pouco pra ir embora. Não dava pra aguardar dentro, pois o alarme tinha que estar rigorosamente ativado até a hora de fechar. Mas tinha um pequeno terreno cercado ao lado, que servia de estacionamento pros funcionários, onde estava chovendo tanto naquele dia que não deu nem pra ir buscar a bicicleta que estava lá trancada.
Passados quase 40 minutos aguardando, já se pensava em molhar assim mesmo. A chuva não dava sinais de trégua. De repente, um carro parou próximo à calçada, e o vidro baixou. Lá de dentro, uma voz conhecida gritou:
— Quer carona? Tá ilhada aí com essa chuva toda! Ela não vai parar! Já tem alguém vindo te buscar?
Perguntou preocupado, quase gritando, pois o barulho da chuva forte estava alto, e com trovões a todo momento.
— Não, obrigada! Hoje não tenho carona! Tenho que pegar minha bicicleta! Vou ter que aguardar parar pra sair estou presa aqui há algum tempo esperando ela passar!
Disse aos berros, pelo barulho da chuva. Mas ao mesmo tempo pensava se não deveria aceitar. Já estava tarde da noite — a loja sempre fechava por volta de 22h, e já era praticamente 23h. Ela já estava um pouco molhada pela chuva de ventos, quase indo buscar a bicicleta.
— Besteira! Vamos lá que eu te levo! Se você pegar essa chuva pode até ficar doente!
Rebateu ele, se debruçando no carro e abrindo a porta do passageiro de forma brusca. Aquilo a deixou sem escolha a não ser aceitar. Num instinto, colocando a bolsa acima da cabeça, acelerou em direção ao carro, fechando a porta.
— Nossa, que chuva! — disse meio envergonhada, ajeitando seus pertences.
— Pois é! E não tá com cara que vai parar. Ainda bem que passei aqui pra te resgatar!
Disse rindo, e arrancando com o carro.
— Vou ter que deixar minha bicicleta aqui hoje, haha!
— Minha casa é um pouco longe — já explicando um endereço, enquanto ajeitava o cabelo meio molhado.
— Não tem problema. Já tava indo pra esses lados mesmo. Tenho que buscar uma coisa. Inclusive, tudo bem se passarmos antes no local que preciso ir? Vai ser coisa rápida, e já te deixo em casa. Se não tenho que voltar pra passar lá...
Disse, já observando as roupas molhadas de Bella, que estavam mais encharcadas pelo breve momento em que precisou correr até o carro.
O olhar dele desceu devagar, do rosto dela até o colo, onde a blusa molhada colava nos seios. Bella sentiu aquele olhar como um toque. Arrepiou.
Ele dirigia com segurança, mas num ritmo mais lento que o normal, como se quisesse prolongar aquele trajeto. O limpador de para-brisas batia incansável, varrendo a água que não parava de cair. Dentro do carro, o ar esquentava aos poucos, embaçando levemente os vidros.
Durante o trajeto, havia um bairro que ainda não tinha muitas casas, com ruas de terra e pouca iluminação.
— Esse bairro aqui ainda é pouco habitado — comentou ele, quase pensando alto. — Muito mato, pouca gente. Bom pra quem gosta de sossego.
Bella olhou pela janela. Casebres espaçados, ruas de terra batida que a chuva transformara em lamaçais. Postes de luz fraca, piscando de vez em quando. Nenhum movimento — só água, árvores e silêncio.
Um calafrio desceu pela espinha dela. Não era exatamente medo. Era outra coisa. Antecipação.
Ele reduziu a velocidade e entrou por um caminho de terra, rodeado por um matagal fechado. A alguns metros adiante, uma única casa, escura, aparentemente vazia. E, ao lado dela, uma árvore imensa — provavelmente centenária, com galhos retorcidos que formavam uma copa larga como um teto natural.
Ele estacionou exatamente sob a árvore. O barulho da chuva diminuiu drasticamente, como se alguém tivesse abaixado o volume do mundo. Agora, só as batidas suaves da chuva abafadas no teto do carro.
— Chegamos — disse, desligando o motor.
O silêncio que se seguiu foi quase solene. O carro estremeceu um pouco com o vento, mas ali, sob a árvore, estavam protegidos.
Ele ligou o som do carro baixinho. O visor acendeu, lançando uma luz suave e discreta no ambiente que, depois de desligar o motor, tinha ficado escuro demais.
Uma música lenta, instrumental. Jazz, talvez. Bella não entendia dessas coisas. Mas gostou.
O silêncio entre os dois agora tinha uma trilha. Ela ainda não virava o rosto para ele. Os olhos continuavam fixos na casa escura, no vazio iluminado apenas pela luz fria da lua entre as nuvens e a chuva fina.
Foi quando ele se moveu.
O braço se esticou na direção do painel, os dedos girando o botão em busca da música certa. A luz do visor, antes difusa, pegou seu rosto de lado — o maxilar, a linha do pescoço, o ombro coberto pela regata branca. Foi um segundo. Talvez dois.
Mas foi o suficiente.
Bella sentiu os próprios olhos sendo puxados. Não pensou. Não decidiu. Apenas virou o rosto.
O rosto dele primeiro. A luz marcando seus traços. Depois os olhos dela desceram sem pedir licença — o pescoço, o peito, a regata apertada no corpo. O tecido esticava nos ombros, no braço que ainda estava estendido, revelando o contorno dos músculos.
Os olhos dela continuaram descendo — até que, como um estalo, ela se deu conta do que estava fazendo.
— Seu amigo... ele mora aí? — a pergunta saiu quase como um susto, um escape. Ela endireitou o corpo no banco e apontou para a casa escura, fingindo que nada tinha acontecido.
— Não. É um sítio que ele usa nos fins de semana. Hoje ele ia chegar antes, mas atrasou. Paciência.
Ele se virou no banco para pegar algo atrás. O movimento fez seus ombros roçarem nos dela. Bella prendeu a respiração.
— Reparei que você molhou muito. Espera aí.
Disse desafivelando o cinto e alcançando algo no banco traseiro. Era uma camiseta branca dos bombeiros e uma toalha que retirou de uma bolsa.
— Toma, pode usar. Se não vai se resfriar.
Meio constrangida, aceitou a camiseta, mas com um olhar de "e agora?". Percebendo o dilema, antes de Bella dizer algo, ele virou o rosto pra janela do carro e disse:
— Pode se trocar. Eu não vou olhar.
Sem outra opção, Bella tirou a blusa que estava encharcada, se secou um pouco com a toalha e começou a vestir a camiseta. Mas percebeu que seu sutiã havia molhado muito também, e não tinha outra escolha a não ser retirá-lo também, senão ia molhar toda a camiseta.
— Não olha, viu! — disse instintivamente, puxando o sutiã. Seus peitinhos ficaram à mostra bem ali, do lado de outro homem, a poucos centímetros de distância. Os bicos estavam mais que duros devido ao frio e à situação. Vestiu a camiseta rapidamente.
— Pronto, já vesti. Obrigada.
Ao se virar, com certeza ele teve a melhor visão: a camiseta, que era um pouco grande pra ela, mas os peitos ficaram bem marcadinhos, e os bicos furando o tecido lhe chamaram a atenção por um breve momento, o fazendo exclamar:
— Nossa, a camiseta ficou ótima em você!
Não contendo a animação em ver aquele corpinho maravilhoso bem ao seu lado, a fazendo corar. Apesar de quase não se notar pela baixa luz no ambiente.
Conspirando a favor deste relato, inesperadamente, o celular dele vibrou. Ao conferir, justamente uma mensagem SMS da pessoa na qual ele passaria na casa, dizendo que ia levar mais alguns minutos pra chegar em casa, por um imprevisto. Assim, tendo que matar um pouco do tempo, já que seriam só alguns minutos, disse:
— Meu amigo vai demorar um pouco pra chegar em casa. Enquanto isso, deixa eu te ajudar aí.
Pegou novamente algo atrás. Dessa vez uma bermuda daquelas de exercício, bem folgadinha, que inclusive era do mesmo modelo que ele mesmo estava trajando no momento.
— Toma, parece que sua calça está encharcada também!
Envergonhada, recusou educadamente:
— Não, obrigada. Tá tudo bem!
Nisso, ele insistiu e deu uma bronca:
— Pega! Ficar molhada assim pode baixar sua temperatura corporal, e pode ser ruim para seu organismo. É mais sério que você imagina. A chuva é muito fria e pode baixar sua temperatura rapidamente.
Meio receosa, acabou cedendo diante do visível tom de preocupação. Pegou a bermuda e travou por um momento, sem saber como faria essa troca era ainda pior que a camiseta.
Percebendo o impasse, ele logo soltou:
— Pode deixar que não vou olhar.
Disse já virando o rosto pra janela do carro.
Um pouco mais aliviada, prosseguiu retirando a sandália. Em seguida, apoiando as costas no banco e erguendo a cintura pra puxar a calça. Sabendo que já estava molhada até a calcinha, num rápido movimento puxou as duas juntas. Por um momento ficou com sua bucetinha exposta.
Foi rápido, durou menos de um segundo. Mas pareceu uma eternidade. O ar frio do carro tocou onde nunca deveria ter sido tocado por ele — e a pele dela se arrepiou por inteiro.
Já logo em seguida pegou num movimento rápido vestindo a bermuda. Por fim, já avisou ter terminado a troca, pegando as roupas e juntando de forma a esconder que havia tirado a calcinha junto.
Agora, por baixo da bermuda larga, não havia nada. Apenas o tecido fino e folgado separando sua intimidade do banco do carro. E ele não sabia — ou sabia? Ela cruzou as pernas, disfarçando.
— Bem melhor, né? Agora não tem nada molhado. Você vai ficar bem. — exclamou ele.
Toda essa história acabou por deixar os dois com um pouco de excitação pela situação. Bella com os bicos dos seios bem durinhos. Enquanto aguardavam e trocavam ideia sobre assuntos aleatórios, ele num movimento pra se ajeitar no banco acabou a fazendo perceber que seu membro estava ereto, marcando a bermuda. Ela corou novamente. Porém, logo seus olhos a traíram e voltaram a pairar sobre ele novamente, tentando disfarçar enquanto dialogava — tarefa em que não foi muito boa.
Ele percebeu os olhares. Começou a se insinuar levemente, às vezes passando a mão sutilmente por cima da bermuda e dando uma leve apertada, fazendo o clima mudar. Por fim, alguns minutos nessa brincadeira, ele acabou sendo um pouco mais ousado e disse:
— Pode sentir ele, se quiser.
Ela se fez de desentendida: — Sentir o quê?
Ele respondeu apenas com um gesto: segurou bem forte por cima da bermuda que usava.
— Pode pegar... — Disse novamente.
Percebendo onde a situação chegava, devolveu envergonhada, mas curiosa:
— Que isso, não...
Após uma pausa dramática, soltou:
— Eu tenho namorado. Eu não posso...
Assim, pra não perder a oportunidade, ele disse:
— Se você não contar, eu não conto.
O clima ficou tenso por um instante. Bella ficou pensativa. Ele argumentou mais uma vez:
— Vi que você não parou de olhar pra minha bermuda enquanto conversávamos.
Num movimento suave, pegou a mão de Bella — que ofereceu pouca resistência — e a deixou em cima de sua perna, bem pertinho do membro que estava meio de lado.
Meio sem graça, num surto de curiosidade e excitação, Bella moveu sua mão lentamente.
A mão de Bella levou uma eternidade para percorrer os poucos centímetros que a separavam da bermuda dele. Ela pensou no namorado. Pensou em como nunca tinha tocado em outro. Pensou que bastaria encostar — só encostar — e já seria traição.
Mas a mão continuou descendo. Quando os dedos finalmente encontraram o tecido quente, ela sentiu um choque — não elétrico, mas térmico. Uma onda de calor subiu do braço até o peito.
Em alguns segundos, se viu apertando por cima da bermuda seu pênis, o que o fez fechar os olhos e levar a cabeça um pouco pra trás pra curtir aquele momento.
Bella enfim percebeu por que estava tão marcado, todo esse tempo ele estava apenas com a bermuda, a fazendo sentir o por completo, apenas por uma fina camada separando. Por um momento, pensou: "O que eu estou fazendo? Não acredito!" Mas não tirou a mão. Ele, voltando daquele prazer inicial, pegou a mão dela suavemente e a guiou pra dentro da bermuda, sem a remover.
Bella, por sua vez, não se sentiu envergonhada — talvez pela adrenalina. Desajeitadamente, fez um movimento com as mãos apertando e puxando. Incrédula com que seus olhos estavam presenciando, parecia se ver em terceira pessoa e não poder fazer nada pra mudar o que estava acontecendo. Se deixando levar completamente.
O silêncio reinava. Apenas aquele momento rolando. Tudo parecia muito rápido, ao mesmo tempo que tudo parecia acontecer lentamente.
Ficando cada vez mais firme, duro, ele puxou um pouco a bermuda apenas revelando o que estava por baixo. Instintivamente, Bella, sem soltar, se ajeitou no banco e ficou virada de frente, de forma a facilitar aquela situação.
Lendo os movimentos, ele soltou:
— Dá um selinho nele...
Parecendo estar em transe, ela lentamente se aproximou e tocou os lábios levemente, dando um selinho na ponta, que já tinha uma gotinha de pré-gozo.
Ele, confortavelmente, passou o braço por trás, sem forçar, mas o que a fez chegar mais perto. Ainda dando mais alguns selinhos, com ele fazendo um carinho em suas costas macias, ela tomou coragem, abriu a boca e lentamente abocanhou a ponta. Arrancou um gemido dele. Ela passou a língua, suavemente o fazendo arrepiar.
O gosto era novo. Não estranho — apenas novo. Como a primeira vez que se prova algo que não se sabia que ia gostar. A pele dele era macia, quente, levemente salgada. Ela quis mais, mas não teve tempo.
Alguns instantes depois, ele passou a mão mais abaixo, das costas dela, chegando em suas nádegas, que ainda estavam frias porque estavam molhadas da calça recentemente. E espertamente disse:
— Nossa, você ainda está fria da chuva. Vem aqui que vou te esquentar...
Disse já indo para o banco de trás e a puxando pra junto dele. Bella, um pouco relutante, tentando se recuperar daquela situação, tentou se manter no seu banco. Mas foi inútil. O puxão a pegou de surpresa, e mudar de ideia no meio do caminho após ficar sem reação não a ajudou. Ela acabou num instante sentada no colo dele, com ele bem na pontinha do banco pra ser possível.
Recuperando um pouco da consciência, preocupada onde aquilo poderia levar, Bella disse:
— Não posso fazer isto. Me deixa voltar pro meu banco...
Com muita calma, ele retrucou:
— Não estamos fazendo nada. Vou aquecer teu corpo com o meu. É uma manobra legítima. Nosso corpo vai regular a temperatura com a proximidade.
A desculpa era esfarrapada, mas naquele momento, com o corpo ainda arrepiado e a respiração ofegante, Bella não conseguiu encontrar argumento. Ela sentia ele pulsando em sua virilha com o pênis — já estava voltando a perder o controle da situação. A cada pulsada, ela acompanhava suavemente com o movimento do quadril. Logo se viu sentindo cada centímetro, por cima das bermudas, se esfregando.
— Eu não posso... eeu nãão pooossoooo... — balbuciou, abraçada a ele.
Ele sussurrou no ouvido dela, a voz quente e baixa:
— Essa manobra é bem mais eficaz se os corpos estiverem se tocando, sem nenhum tecido...
E já puxava a blusa emprestada, e a sua também. Sem reação, o ar frio do carro tocou a pele nua de Bella por um instante antes do calor dos corpos se encontrar. Envergonhada, assim que a roupa saiu, ela colou novamente, esfregando seus seios nus contra o corpo dele. Sentiu o calor do seu peito, o cheiro de chuva e sabonete misturado com o perfume masculino. Perdeu um pouco mais do controle, ainda repetindo:
— Nããããooo pooooooosso, eu nããão...
Ele puxou a própria bermuda para baixo com uma mão, enquanto a outra apertava a cintura dela, impedindo que escapasse. A bermuda dela, larga e fina, foi a próxima. Ele enfiou os dedos pelo elástico e puxou para o lado, deixando sua vulva exposta ao ar frio do carro por um momento antes de pressionar o corpo contra o dela.
O ar gelado tocou onde só o namorado deveria tocar. Ela sentiu um choque — não de frio, de realidade. O nome do namorado ecoou na cabeça dela, nítido como um sino. Mas a mão dele estava quente, firme, puxando o tecido. E o corpo dela já estava se abrindo, se preparando, traindo antes mesmo que a cabeça pudesse dizer não. "É só pra me aquecer.", repetiu em silêncio. "O frio vai passar assim, não estou fazendo nada de mais."
— Tá tudo bem — sussurrou ele, a boca roçando a orelha dela. — Eu sou profissional, vou te manter segura. Não vamos fazer nada que você não queira.
"Profissional". A palavra era ridícula naquelas circunstâncias, mas soou como uma permissão. Uma chave virando uma fechadura.
— Vamos aumentar o contato pra ser mais rápido... — completou, e já guiava os quadris dela num movimento lento de vai e vem.
— Ee... Eu naa... meu namoradoo... — tentou Bella, numa última resistência.
Ele rebateu prontamente, num tom que tentava ser carinhoso e era apenas convincente:
— Seu namorado vai me agradecer por cuidar de você...
O membro dele escorregou entre os lábios da vulva dela, ainda por fora, apenas roçando. A sensação fez Bella perder o fôlego. Seus dedos se cravaram nos ombros dele. Ela mordeu o lábio inferior, tentando se concentrar em alguma coisa que não fosse aquela quentura descendo pela barriga.
— Só pra aquecer... — ela murmurou, finalmente cedendo à própria mentira.
— Só pra aquecer — repetiu ele, num sussurro.
Em alguns instantes, estavam se esfregando, pele na pele, num sentimento muito delicioso para ambos. Com tudo extremamente molhado, tamanha a excitação. Os seios de Bella deslizavam no peito dele, os mamilos duros roçando a cada movimento. O membro dele, grosso e quente, deslizava na fenda dela, esbarrando no ponto sensível a cada passada.
— Só pra aquecer — repetiu ele, num sussurro.
O carro balançava suavemente com os movimentos. A chuva lá fora, batendo no teto, ajudava a abafar os gemidos que Bella não conseguia mais prender.
Ela não sabia dizer quanto tempo ficaram assim. Minutos, talvez uma eternidade. O prazer crescia lento, se acumulando, como água subindo numa represa prestes a arrebentar.
E então arrebentou.
Bella teve seu primeiro orgasmo tendo seu clítoris massageado pelo seu membro duro como uma rocha. Foi um tremor que começou na base da espinha e se espalhou como um choque elétrico. Ela gemeu baixinho no ouvido dele, o corpo inteiro travado, as unhas cravadas nos ombros. O quadril dela parou de se mover, mas o membro dele continuava pressionado contra sua entrada, pulsando em sincronia com os espasmos internos dela.
Quando os tremores passaram, ela se afastou um pouco o corpo, ofegante. Os olhos dela estavam vidrados, meio perdidos. Ele aproveitou a brecha para afastar um pouco os quadris dela...
— Espera... — ela pediu, mas a voz saiu fraca.
— Você está molhadinha... você não quer? Podemos parar se quiser... — ele respondeu, e não estava mentindo estava tudo extremamente lubrificado com seu suco, não conseguiu segurar, e com ele molhou tudo, tamanha a tensão que havia se acumulado.
— Eu nunca fiz isso com ninguém além do meu namorado... – confessou, a voz saindo mais fraca do que gostaria.
— Não precisa fazer nada que não queira. A gente já fez até aqui. Pode parar agora. Ou pode continuar só um pouco mais. Você escolhe.
Ela fechou os olhos por um instante. Sentia o corpo inteiro pedindo para continuar. O orgasmo que ela acabara de ter se esfregando no colo dele não tinha sido suficiente – na verdade, só tinha aberto o apetite.
Tomando uma coragem que ela mesma não sabia de onde vinha, levou a mão até o membro dele.
Enrolou os dedos em volta. Sentiu o peso, a temperatura, a textura – lisa e quente, com uma veia latejando na lateral. Ele suspirou fundo.
— Assim... devagar... – incentivou ele.
Ela começou a mover a mão para cima e para baixo, um movimento que conhecia bem – só que nunca tinha feito em outro homem. Era estranhamente familiar e completamente novo ao mesmo tempo.
— Quer colocar? – perguntou ele, com a voz falhando.
Bella sentiu o coração disparar.
— Não sei... – respondeu, mas sua mão não parou de mexer.
— Você quem manda. Só se você quiser.
Ela pensou no namorado. Pensou em mim. Pensou na chuva lá fora. Pensou em como aquele membro latejava em sua mão.
Foi então que, com a mão ainda trêmula, ela mesma direcionou o membro grosso e duro pra sua pequena vulva.
Os lábios estavam inchados, escorregadios, quentes – não precisava nem de esforço pra entrar. Ela passou a cabeça nos lábios dela uma vez, duas, três. Pincelando. A respiração dela ficou mais curta a cada roçada. Os olhos semicerrados. A boca entreaberta.
Cada vez que a cabeça pressionava a entrada, ela suspendia o quadril um pouco. Fazendo escapar. Roçava de novo. O prazer daquele contato só na ponta já a fazia gemer baixo.
A cabeça grossa pressionava seu clítoris a cada passada, às vezes deslizando reto, firme, outras vezes se enroscando na entrada, escorregando para fora, voltando. Era imprevisível. Deliciosamente imprevisível.
Em um desses movimentos, ela olhou para baixo.
Viu o próprio corpo — os lábios inchados, abertos, escorregadios, abrindo espaço para ele a cada passada. Tudo estava molhado, brilhando sob a luz fraca do visor. O membro dele, grosso e escuro, contrastando com a pele clara dela.
O coração disparou.
Desviou o olhar rapidamente, mas já era tarde. A imagem tinha ficado, gravada atrás das pálpebras.
— Vai... — sussurrou ele, com a voz falha.
— Eu não devo... — respondeu ela, mas a mão não parava de guiar o membro.
Pincelou mais uma vez. A cabeça abriu levemente os lábios dela. Bella prendeu a respiração. Sentiu a pressão, o afastamento lento dos lábios...
— É traição — ela pensou, sentindo a cabeça dele entrar devagar, abrindo espaço onde só o namorado tinha estado. A palavra ecoou: traição. Pesada. Fria. Mas o corpo dela ignorou. O quadril continuou descendo, os lábios se abrindo mais, o prazer subindo quente pela barriga.
A cabeça dela estava vazia. A única coisa que vinha à mente era aquela pressão que parecia invadir — mas ao mesmo tempo era convidada, como se o próprio corpo quisesse apressar, pressa de se sentir preenchida antes que a razão voltasse a mandar.
Ele gemeu alto.
— Você é melhor do que eu imaginava.
— Você imaginava? — ela ergueu a cabeça, os olhos brilhando, seus olhares se encontraram.
— Toda vez que você me atendia na loja, eu te imaginava.
Bella sorriu e então ela mesma empurrou o quadril pra baixo.
Aos poucos.
Muito devagar.
Apenas a ponta entrou. Bella arqueou as costas, sentindo cada milímetro como se fosse um centímetro. O membro dele era mais grosso do que ela esperava... A sensação de ser preenchida por algo novo, desconhecido, proibido, fez sua cabeça girar.
Ele colocou as mãos na cintura dela, mas não forçou. Deixou que ela controlasse.
Bella mordeu o lábio. Olhou para baixo, viu apenas a cabeça do membro dele desaparecendo dentro dela.
Ele não se moveu. Ficou apenas com a cabeça dentro, sentindo as paredes internas se contraírem ao redor — como se tentassem sugar o resto. Bella fechou os olhos. A respiração dela era curta, irregular.
Pensando em quantas vezes ele a teria imaginado assim, e agora ela estava o realizando...
— Mais um pouco? — ele perguntou, quebrando o pensamento.
Ela balançou a cabeça que não. Depois balançou que sim. Não sabia o que queria. Ou sabia, mas não queria admitir.
Ela desceu mais um pouco. Parou. Dessa vez, um gemido escapou dos lábios de Bella — um som agudo, quase um choro.
Subiu de novo até a cabeça quase sair. Desceu de novo, um pouco mais fundo.
Ela mesma se penetrava — sentada no colo dele, de frente, os seios balançando, os olhos fechados, o cabelo molhado caindo sobre o rosto.
Quando ela finalmente desceu até o fundo, os dois gemeram juntos. Ele jogou a cabeça pra trás. Ela arqueou as costas, as mãos apoiadas nos ombros dele.
Ficaram parados alguns segundos, dando tempo para ela se acostumar. O corpo de Bella tremia — não de frio, mas de uma excitação proibida tão intensa que beirava o desespero. Ela sentia o membro dele pulsar dentro dela, cada pulsação uma lembrança de que estava fazendo algo que nunca imaginou fazer.
— vai... — pediu ele, com a voz rouca em seu ouvido.
Ela começou a cavalgar.
Devagar no início. Quadris levantando e descendo num ritmo ainda hesitante. Ele segurava os seios dela, apertava os bicos duros entre os dedos.
— Assim... — ela gemeu, sem saber se pedia pra ele ou pra si mesma.
Foi acelerando. O carro balançava. A chuva lá fora abafava os sons. Bella mordeu o lábio, mas os gemidos escapavam mesmo assim. Ela já não tentava disfarçar.
Ele puxou o rosto dela pra perto e tentou beijá-la. Ela desviou no começo — beijo era íntimo demais, beijo era coisa de namorado. Mas na segunda tentativa, ela cedeu. A língua dele entrou na boca dela enquanto ela cavalgava com mais vontade, o quadril batendo no colo dele, o membro entrando fundo a cada descida.
O carro balançava agora num movimento ritmado, sincronizado com os corpos. A chuva lá fora engrossava de novo, como se quisesse esconder o que acontecia dentro.
— Vou gozar... hmmm — ela avisou, os dedos cravados nas costas dele.
— Isso, goza gostoso... — ele respondeu, apertando os quadris dela com mais força.
Ela teve outro orgasmo. Esse veio mais forte. O corpo dela travou por inteiro, as unhas cravadas nos ombros dele, a boca aberta num gemido mudo. Ele continuou guiando o quadril dela, não deixou parar. Ele continuou se movendo durante todo o orgasmo dela, prolongando as contrações, esticando o prazer por mais alguns segundos.
Quando os tremores passaram, ela caiu pra frente, ofegante, o rosto enterrado no pescoço dele.
— Agora sim esquentou — ele disse, rindo baixo.
Bella não riu. Apenas ficou ali, sentindo o membro dele ainda duro ainda a preenchendo completamente.
— Você não gozou... — observou ela, com a voz abafada no peito dele.
Com um movimento suave, ele a tirou do colo lentamente, a fazendo exclamar um gemidinho gostoso. Ela pensou que tinha acabado. Mas ele a virou de costas, deitando-a sobre a toalha e a camiseta no banco traseiro.
— Agora vou te aquecer as costas — disse, posicionando-se entre as pernas dela.
— Assim... — ela sussurrou, empinando a bunda sem ninguém pedir.
Ele pressionou seu membro contra suas partes a penetrando. Dessa vez, ele entrou de uma só vez, mas lentamente. Ela sentiu cada centímetro abrindo caminho. A posição era mais funda. Ele chegava onde não tinha chegado ainda. Bella arqueou as costas, os dedos procurando algo para segurar. Encontraram o cinto de segurança, preso na lateral, e se agarraram ali.
— Tá... tá fundo... — ela gemeu, a voz abafada no tecido.
— Gostou? — perguntou ele, com a voz falhando.
— Tá... gostoso...
Ele segurou na cintura dela e começou a estocar. Não rápido. Forte. Cada entrada fazia o corpo dela deslizar um pouco pra frente no banco. Ela se apoiava nos cotovelos, as mãos apoiadas no banco.
Ela começou a gemer baixinho aumentando o volume a cada estocada.
—Não geme gostoso... Assim não vou durar muito... — ele avisou.
— Não para... assim... me fode forte! — ela pediu, mordendo os lábios de prazer.
O ritmo agora era diferente. Mais rápido. Mais profundo. Menos romântico, mais instintivo. Cada estocada fazia o corpo dela deslizar um pouco no banco pra frente e de volta.
Ele acelerou, cada estocada fazia o banco ranger. O carro balançava de verdade agora. Bella enterrou o rosto nas roupas e gemeu alto. Não se importava mais se alguém ouvisse. Não havia ninguém. Só a árvore e a chuva.
A chuva lá fora engrossou de novo. O carro balançava no ritmo dos corpos. Os vidros, completamente embaçados, não deixavam ver nada — nem a árvore, nem a casa escura, nem o mundo.
Só os dois.
Ele segurou os cabelos dela – não puxou com força, apenas enrolou os dedos nas mechas molhadas e inclinou levemente a cabeça dela para trás.
— Olha pra frente — mandou. — Olha o vidro.
O vidro estava todo embaçado e tinha uma angulação em que a pouca luz que o visor do som do carro emitia, era o suficiente para gerar um reflexo. O reflexo dos dois, duas silhuetas se movendo. Uma debruçada sobre a outra. Ele atrás, ela de com o bumbum empinado facilitando a sua penetração. O movimento era lento, quase líquido de tão fluido e suave.
Ela ali, de bruços, recebendo ele atrás. A imagem era proibida e ela não conseguia desviar o olhar. Ver a si mesma daquele jeito — entregue, perdida, o bumbum balançando, a boca aberta — fez o tesão dela dobrar de tamanho. Bella não se reconheceu naquela mulher, com um olhar de prazer estampado, cabelo molhado colado no rosto, totalmente entregue a um quase desconhecido. Mas sentia o que aquela mulher sentia. E não queria parar de sentir.
Por um momento, ela pensou no namorado. A imagem veio nítida: o rosto dele, o jeito de olhar. Por um segundo, a culpa apertou seu peito.
"— O que ele pensaria se me visse agora?" — pensou. — Ele nunca iria acreditar."
E foi nesse pensamento que ela se viu: estava ali, entregue como uma qualquer, de bruços, toda empinada, facilitando a entrada, arqueando as costas para sentir mais fundo cada centímetro dele. O próprio corpo se oferecendo, se abrindo, se entregando sem nenhum pudor. Sem qualquer pensamento de parar aquilo.
O olhar do namorado — imaginário — não era de acusação. Era de desejo. Como se ele estivesse assistindo. Como se ele sussurrasse, contra a vontade: "Sua safada... de bruços, toda fácil, se empinando pra ser penetrada mais fundo..."
— Tá vendo? — ele disse, ofegante. — Tá vendo o jeito que você gosta assim? — Quase adivinhando o que se passava em sua cabeça, encaixando no pensamento que acabara de ter...
— Tô... — ela gemeu. — Tô vendo... — respondeu, já não distinguindo mais a voz dele da voz do namorado em sua mente.
Ela se olhou no reflexo. Viu aquela mulher de boca aberta, olhos vidrados, prazer estampado. E o imaginou novamente a julgando:
"— Quem é essa safada, que está amando tanto ser penetrada por outro pau que não é do seu namorado, como uma putinha obediente..."
Ele soltou os cabelos e segurou nos quadris dela com mais força. As estocadas ficaram mais curtas, mais rápidas, mais fundas.
Ela enterrou o rosto nas roupas e gemeu mais alto. A culpa não desapareceu — virou fogo.
— Não para! Assim, hmmmmm — Exclamou, gemendo com certo esforço.
Bella sentiu o terceiro orgasmo subindo como uma onda. Dessa vez maior que as outras. Ela tentou avisar, mas só saiu um gemido longo e rouco, quase um lamento.
Quando chegou, ela arqueou as costas, os dedos cravados no banco, a boca aberta sem som.
Ele não parou.
— Vou gozar — avisou ele, a voz falhando.
— Goza... — ela disse, sem acreditar que estava falando aquilo.
O corpo dele enrijeceu por inteiro. O rosto se contorceu num misto de esforço e prazer. As estocadas ficaram mais curtas, mais fundas, e ele gemeu — um som grave e longo, que vibrou dentro dela.
Bella sentiu os jatos de seu liquido quente. Cada pulsação uma pequena explosão dentro do corpo dela.
Novamente, seu pensamento voou longe, foi como se seu namorado tivesse ali fisicamente a observando, a julgando cada segundo, dizia:
— Você deixou ele gozar dentro — a voz do namorado repetia, junto com a sua, como se não acreditasse. — Você amou ser possuída por um desconhecido, como uma putinha safada, sua safada...
Ela não sabia mais se era julgamento ou desejo. Talvez fossem a mesma coisa agora.
Ele ficou parado por alguns segundos, ofegante, as mãos apoiadas no banco, de cada lado da cabeça dela.
— Pronto — Com a voz cansada — Agora você não vai mais passar frio. Ele disse dando um gostoso tapa em sua bunda empinada.
Foi quando, ainda ofegante, com o rosto no banco, o corpo tremendo do intenso orgasmo que acabara de ter, Bella ainda sentindo as contrações de prazer, soltou baixo, mas com vontade:
— Seeu... Filho da puta... — Sendo interrompida no meio da sentença pelo tapa, mordendo os lábios enquanto dizia a segunda parte, como se segurasse o palavrão.
Bella não tinha como ver, mas com isso acabou arrancando um sorriso de satisfação do rosto dele.
Quando ele se afastou, o ar frio invadiu onde antes só existia calor. Bella sentiu o vazio antes mesmo de ele sair por completo — um aperto, uma perda súbita.
A sensibilidade estava crua, exposta. Cada movimento de saída a fazia sentir uma fração do prazer de antes. Quando a cabeça finalmente chegou ao fim, o membro saltou para fora num movimento súbito, elástico.
Esse movimento gerou um som molhado e de certo modo comico.
Um gemido subiu da garganta dela — agudo, curto, incontido.
Ela mordeu novamente o lábio, tentando abafar o som, mas não conseguiu. Ainda saiu alto e claro. Ele já estava solto, pairando no ar quente do carro.
Depois, sentiu o líquido escorrendo. Quente. Lento. Descendo pela coxa até o tecido do banco.
Ela ficou ali, imóvel, ouvindo a própria respiração.
O cheiro de sexo, tomou conta do ambiente abafado. Envergonhada, buscou a toalha com a mão e se limpou rapidamente.
De repente:
— É melhor ir. — Disse ele, quebrando o silêncio.
Nenhum dos dois falou sobre o que tinha acontecido.
Bella concordou com a cabeça. Sentou-se devagar. O corpo ainda tremia em pequenas ondas. A bermuda estava no assoalho do carro. A camiseta dos bombeiros estava enrolada na cintura.
Ele limpou o banco com a toalha.
Bella se vestiu às pressas. A camiseta dos bombeiros, a bermuda larga. A calcinha continuava molhada dentro da bolsa. Ela não fez questão de procurá-la.
— Deixou alguma coisa? — ele perguntou, notando que ela remexia na bolsa.
— Não — respondeu Bella, secamente.
— Vou te levar logo em casa, depois eu passo aqui novamente... ele ainda pode demorar...
Bella se pegou perguntando, se é que existiu um amigo dele vindo pra aquele local.
Ele ligou o carro, ligou o ar, para desembaçar os vidros e saiu da sombra da árvore. A chuva já estava mais fraca. Dirigiram em silêncio até a casa dela.
Quando parou em frente ao portão, Bella abriu a porta sem esperar que ele desligasse o motor.
— Obrigada pela carona — disse, formal, distante.
— Bella... — ele chamou.
Ela parou, um pé fora do carro, sem se virar.
— Não vou contar pra ninguém. Pode ficar tranquila.
Ela não respondeu. Entrou em casa, fechou a porta e só então respirou fundo.
Em casa, Bella foi direto para o banheiro e abriu o chuveiro.
Debaixo da água quente, encostou a testa no azulejo. Ainda sentia uma vibração no corpo — um zumbido baixo, quente, instalado no fundo da barriga.
Ela passou a mão entre as pernas. Os lábios ainda estavam inchados, sensíveis ao toque.
E sentiu que algo ainda a preenchia — não fisicamente, mas como uma sensação que ficou, um calor que a água não levava.
Terminado o relato, Bella parou. Seu rosto estava corado, mas seus olhos me procuravam, ansiosos.
— Você está bravo?
Sentindo meu membro duro feito pedra na mão dela que não parou de fazer carinho um segundo durante o relato.
Eu não estava bravo. Estava com um tesão imenso.
— Mostra pra mim — pedi. — Mostra como você ficava quando lembrava.
Ela sorriu. E me beijou.
Aquela noite, fizemos amor de um jeito que não fazíamos há anos. Selvagem, proibido, intenso. Pela primeira vez, não precisei imaginar Bella com outro homem — ela me contou, com detalhes, e aquilo foi mais real do que qualquer fantasia que eu já tivesse alimentado sozinho.




