Tudo começou naquele fim de tarde… já quase noite. Era uma sexta-feira comum, dessas que parecem iguais a tantas outras, mas que, sem aviso, podem mudar tudo. Eu estava de folga em casa, terminando de colocar meu filho para dormir. A casa finalmente começava a ficar em silêncio e, pela janela da sala, entravam os últimos tons alaranjados do pôr do sol. Foi nesse momento que a campainha tocou. Helena acabava de chegar de mais um dia intenso de trabalho. Enfermeira de um hospital na Zona Norte, ela carregava no olhar o cansaço de quem tinha vivido mil histórias em apenas um plantão… e, ainda assim, havia algo nela que parecia impossível ignorar. Helena… Esse era seu nome. Eu sou Marcos. Mas quase todo mundo me chama de Mack. Naquele momento, eu ainda não fazia ideia de que aquela sexta-feira, aparentemente comum, seria o começo de uma história que nenhum de nós estava preparado para viver. Minha esposa, Luísa, também havia acabado de chegar do trabalho. Apesar do rosto cansado, seus olhos mostravam animação pela viagem que faria naquela mesma noite, às 21 horas. Destino: Basílica de Nossa Senhora Aparecida. Sim… uma romaria católica. Como nosso filho ainda era muito pequeno, não poderíamos ir todos. Então ela viajaria acompanhada de minha sogra e de sua avó. Pouco antes do horário da viagem, Luísa me perguntou se Helena poderia ficar em casa naquela noite, caso eu precisasse de ajuda com nosso menino. Como nunca houve nenhum problema entre nós, respondi com naturalidade: — Claro… sem problema. Naquele instante, a campainha tocou mais uma vez. A pizza havia chegado. E, sem que eu soubesse… junto com aquela noite, algo também estava prestes a chegar. Então chegou o momento da despedida. Elas seguiram para a viagem… e eu fiquei em casa com minha cunhada. Comemos pizza, conversamos sobre coisas do dia a dia e, logo depois, peguei duas latinhas de cerveja. Mesmo sabendo que Helena não costumava beber, ela aceitou. Ficamos na sala, assistindo TV, conversando e bebendo. Já passava das 23 horas quando resolvi tomar um banho. O calor estava insuportável… afinal, era Rio de Janeiro, e parecia que os 40 graus nunca iam embora. Quando voltei para a sala, Helena estava diferente. O sorriso parecia mais solto… mais leve. E, em suas mãos, agora havia uma garrafa de vinho. Eu nunca fui muito de misturar bebida… mas, naquela noite, acabei aceitando uma taça. Por causa do calor, eu vestia apenas um short largo e confortável. Em um momento de distração, sem perceber, acabei ficando exposto mais do que deveria. Foi então que percebi. Helena havia fixado o olhar. E, pelo jeito como me observava, algo dentro dela parecia despertar. Ela mordeu discretamente o lábio e, com um sorriso tímido e provocador, comentou: — Meu Deus… acho que vi coisa demais. Eu ri, um pouco sem jeito. — Desculpa… foi sem querer. Nós dois rimos. Mas, mesmo depois disso, percebi que seus olhos insistiam em voltar para mim. Ao mesmo tempo, ela se ajeitava no sofá de tempos em tempos, como se tentasse esconder alguma inquietação. Talvez a bebida já estivesse começando a falar mais alto em nós dois. Foi quando ela me olhou nos olhos e perguntou, em voz baixa: — Você está… excitado? Eu sorri de canto. — Não. Ela segurou a taça com mais força e respondeu: — Meu Deus… então imagina se estivesse… Eu ri novamente. — Não preciso imaginar… afinal, ele é meu. Nós dois rimos mais uma vez. E, numa mistura de brincadeira e provocação, perguntei: — Quer conferir? O silêncio tomou conta da sala. Mesmo com a TV ligada… parecia que todo o resto havia desaparecido. Helena desviou o olhar por alguns segundos, respirou fundo e respondeu: — Não posso… você é meu cunhado. Eu te vi construir uma família com a minha irmã… mesmo que eu quisesse… eu não posso. Para quebrar aquele clima carregado, servi mais uma taça de vinho. Mas, quando me aproximei dela… Percebi sua respiração mais intensa. Seu corpo parecia travar uma batalha entre razão… e desejo. Me aproximei devagar. Inclinei meu rosto perto do dela. E, quase em um sussurro, disse: — Se você não contar… eu também não conto. CONTINUA...
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