Corpo masculino, rosto de menina, voz suave
— mas com um tom que me abre as pernas só de lembrar.
A garota masculina que me rouba suspiros;
impossível tê-la na minha cama,
segredo que escondo debaixo do travesseiro.
Seu corpo é um enigma que quero desvendar.
Olho sua silhueta e vejo o homem que me apaixona,
o corpo sem seios aparentes,
as roupas largas e floridas que despertam meu desejo,
a voz grossa, de mulher madura, de sapatona segura.
Eu fugiria com você para qualquer lugar
para viver esse amor gostoso, proibido.
Me alimento das fantasias:
te despir devagar,
lamber teu corpo inteiro,
te jogar na cama,
tomar banho contigo,
dormir presa em teus braços,
acordar na madrugada só para te chupar,
atender cada capricho teu.
Viver dominada por você.
Mas você é distante — um oceano entre nós.
Você, professora; eu, aluna.
Eu, pequena; você, uma grande mulher.
Uma lista de títulos que me perco ao contar:
mestrado, doutorado, tradutora, poetisa, pesquisadora…
Já viajou o mundo, fala três idiomas,
e eu, apenas uma garota que virou escritora
porque se perdeu no brilho dos teus olhos.
Desejo você todo dia, toda hora.
Mas você nem lembra que eu existo.
Espero um olhar, um toque, um simples “olá”…
e nada.
A tristeza bate — penso em desistir.
Mas virei poeta observando seu olhar,
sua paixão pelos escritores do passado.
E eu, do presente, quero ser o seu futuro.
Por você, eu enfrento tudo.
Sei seu nome completo,
li seu portfólio dezenas de vezes,
sei como se veste, sei que ama o que faz.
Mas tenho perguntas demais,
perguntas que só quero fazer
deitada ao teu lado —
porque essa entrevista seria longa.
O que você come, o que sonha,
o que faz nas horas vagas,
quais são seus ideais…
se é solteira…
se eu teria alguma chance.
Vem para mim.
Acomode-se nos meus seios — são pequenos,
mas guardo cada toque para você, minha querida professora.
Há tempos não me entrego a ninguém,
só para reservar um pouco de mim para nós duas.
Eu topo tudo que você topar.
Faço o que me pedir.
Vem.
Deite-se nas minhas pernas.
Deixe-me afagar seus cabelos curtos,
te dar beijinhos enquanto adormece.
Te farei delirar de prazer —
e, se não for o caso,
deixe-me apenas sonhar mais um pouco
com a linda garota
que me roubou o sono
ensinando literatura.
Esses poema eu fiz para minha professora da faculdade, mas ela não sabe desse carinho especial que eu tenho por ela. (Se vc estiver lendo mari vai sentir que é vc). Eu queria mandar para ela mas tenho receio de esta sendo invasiva e quebrado seus princípios morais por isso decidi te amar no secreto.