Entre o Olhar e o Desejo

A porta da sala aberta deixa a rua entrar.
Luz, ar… e possibilidades. Principalmente pela janelinha de acesso ao cadeado no portão logo em frente.
Ela está ali, entregue ao momento, com a perna direita sobre meu ombro enquanto chupo sua buceta.
A adrenalina de, de repente sermos vistos por alguém na rua, ou até mesmo pelo vizinho da casa em frente, aumenta ainda o tesão.
Um detalhe pequeno, quase imperceptível escapa por um segundo além do
normal.
Eu percebo. Nem sempre percebo, mas ela mudara de comportamento e isso me intriga. Está agora ainda mais provocativa.
Só observa. Espera. Olha além. Toca o seio. Pede pra eu chupar mais forte.
— O que foi? — minha voz sai baixa.
Ela não responde de imediato. Continua ali, presente, mas com uma parte sua do outro lado da rua.
Então diz, quase num sussurro:
— A casa da frente…
Sigo com o olhar. Demoro um segundo até notar.
As câmeras.
Nem tão discretas. Fixas. Apontada na direção de nossa casa.
Olho pra ela como quem não quer decidir, já estava feito.
No rosto dela não há medo. É outra coisa.
— Você lembrou disso agora? — Pergunto, ainda calmo e teso.
Ela assente de leve. Não quebra o ritmo, não se fecha. Só incorpora a informação.
O silêncio entre a gente muda de peso.
— E no que você tá pensando? — provoco, afundando ainda mais minha cara entre suas pernas.
Ela respira fundo, como quem decide não fugir da própria ideia.
— Tô imaginando aqui — pausa curta — se ele pode ver o que está acontecendo agora.
Aquilo fica no ar. Não é mais fantasia solta. É possibilidade concreta.
A observo com atenção redobrada agora.
— E isso vai te fazer parar ou continuar?
A pergunta vem direta.
Ela olha pra mim como quem desdenha da pergunta. Sustenta.
— Continuar é claro. - Simples assim.
Mas não termina aí.
Ela se inclina um pouco mais, a voz ainda mais baixa:
— E se ele não ver agora… talvez assista depois.
Agora não é só sobre o agora. É sobre registro. Memória. fato.
Rio, um sorriso leve, ciente de que sabia que ela não recuaria, ciente de que ela mergulharia na própria ideia.
— Então você sabe… — continuo a chupá-la, devagar — que não é só olhar de passagem.
Ela não desvia.
— Sei.
E ali, naquele instante, com a porta aberta, a câmera do outro lado da rua e a consciência clara do que pode estar sendo capturado, ela não recua. Ao contrário.
Se afirma.
Não como alguém exposta por acaso, mas como alguém que escolhe não se esconder.
Eu sempre percebo isso. E é justamente isso que me excita nela. A capacidade de
ousar. Ela sabe exatamente o efeito que isso causa, aqui dentro e que talvez também esteja casando lá fora…
— O que você tá imaginando agora? – pergunto.
Ela não responde. Só sustenta o olhar em mim por um segundo e o desvia em direção a câmera..
Com calma, conduzo seu dela, abrindo mais suas pernas, sem pressa, como quem revela um segredo.
— Assim— murmuro, mais perto — você acha que se ele visse conseguiria não olhar?
O silêncio dela responde antes de qualquer palavra.
— Imagina você saber que ele estivesse ali — ele continua, a voz mais baixa — sentado em frente ao celular, vendo tudo o que está acontecendo agora.
Ela fecha os olhos por um instante. Não é vergonha. É entrega.
Percebo nela o efeito do prazer crescendo quando imagina a cena.
— Assim, arreganhada, do jeito que você tá — pauso, medindo cada reação sua — eu nem precisava perguntar, né?
Agora ela respira diferente.
E é esse ponto que eu gosto nela: não existe “alguém olhando”.
Existe ela… sabendo exatamente o que causa. E deixando acontecer.
Me inclino mais perto, abro suas pernas, a buceta úmida:
— Você gosta disso né… de saber que ninguém conseguiria tirar os olhos de você assim.
Ela não nega.
Observo suas reações. O gemido aumentando. As ancas se movendo ainda mais. O orgasmo se anunciando. E isso é o que desarma ela.
Porque já não é mais uma brincadeira dita, é percebida. Em sua mente, ele viu pelas câmeras. E isso a tira do lugar comum. É o medo da descoberta misturado com o tesão da revelação.
Ela tenta sustentar o olhar em direção no murro do outro lado da rua… mas o
corpo entrega primeiro.        
Um leve ajuste, quase involuntário. Como se já estivesse sendo vista.
Levanto devagar. Deixo silêncio crescer entre nós.
— Você já tá pensando nisso de novo… — a voz vem baixa, segura, enquanto a vira de costas pra mim.
Ela não responde. Não precisa.
Em pé, com calma, abro suas pernas, sem pressa, como quem sabe exatamente o que está fazendo. Mas não é o gesto que importa. É o que vem junto com ele.
Toco seu sexo com os dedos.
— Olha pra você… imagina ele te vendo assim agora…
A respiração dela muda.
Ela fecha os olhos por um segundo, não pra fugir, mas pra entrar mais fundo na fantasia.
A penetro encostada no batente da porta da sala, inclino o rosto, quase no ouvido dela:
— Você sabe o que isso causa… em você e em quem assiste né.
A pausa é longa o suficiente pra fazê-la sentir-se como se o vizinho estivesse no portão observando.
Não é só a ideia de “alguém”. É ela, sendo percebida daquele jeito. Sem filtro.
— Do jeito que você tá… — ele diz, medindo cada palavra — não iam conseguir disfarçar o olhar, nunca.
Agora ela não desvia mais. Sustenta.
Vejo o momento exato em que ela se assume dentro daquilo. Ela precisava apenas de um incentivo, algo que afirmasse sua vontade de sair de si mesma.
Não tem mais dúvida. Nem recuo.
Só aquela presença imaginária, carregada, aberta, sabendo o efeito que causa.
Penetro mais forte, mais fundo, como quem está com raiva e excitado ao mesmo tempo em saber que aquilo a agrada.
— Você gosta disso…
Não é uma pergunta.
— Gosta de saber que estão olhando pra você e que não conseguem parar.
Ela não responde.
Mas geme alto, como quem confessa sem palavras.
E é isso que os prende ali não são as câmeras, ou o vizinho intruso.
Mas sim a cena. É ela, se permitindo ser exatamente o que é.

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Ficha do conto

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Nome do conto:
Entre o Olhar e o Desejo

Codigo do conto:
262312

Categoria:
Cuckold

Data da Publicação:
18/05/2026

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