Doce Traição

Doce Traição

Há vinte anos eu e minha esposa estamos juntos. Desde a época de namoro eu sempre falei para ela que gostaria de ser corno. Com o tempo, fomos amadurecendo essa ideia juntos. Eu pedia que ela imaginasse outro homem, que fantasiasse, que fechasse os olhos enquanto eu a possuía e pensasse em outro corpo unindo-se ao dela. Minha esposa tinha muita relutância no começo, ficava vermelha e negava, mas aos poucos foi aceitando brincar. E eu alcançava o prazer de forma intensa com isso.

A vida seguiu. Casamento, rotina pesada, crises. Eu me tornei distante, irritado e muitas vezes cruel com as palavras. Minha esposa murchava dentro de casa, carente de atenção e carinho. Foi nesse período que ela arrumou emprego numa pequena loja de doces. Foi lá que surgiu o amigo policial dela.

Ele era policial militar e fazia bico de vigia no local. Alto, moreno, voz grave e calma, uniforme sempre impecável. Enquanto eu chegava em casa reclamando de tudo, o amigo policial ouvia minha esposa com atenção. Dizia que o sorriso dela iluminava o ambiente, que o cheiro doce dela combinava perfeitamente com a loja. Pequenos elogios diários que, para uma mulher se sentindo invisível em casa, foram calando fundo.
A relação deles se construiu devagar, ao longo de quase dois anos. Conversas, flertes sutis, trocas de mensagens por MSN. Eu sabia de tudo e incentivava. Alimentava a fantasia em casa.

Até que ela saiu do emprego. A distância física não apagou o desejo que já existia. Estávamos em crise forte no casamento. Foi nesse contexto que minha esposa, mesmo insegura, decidiu ceder ao que ela também já queria.

O dia finalmente chegou.
Tínhamos planejado que seria numa madrugada em que eu estaria trabalhando, mas não rolou. Ela marcou para um dia que eu estava em casa. Ela estava muito insegura, com medo da minha reação. Ela me perguntou algumas vezes:

— Você tem certeza mesmo? Eu posso cancelar agora…

Eu confirmei que sim, com o coração acelerado.
Fiquei no quarto, porta entreaberta. Me posicionei no topo da escada do sobrado, sentado no escuro. Daquele ponto conseguia ouvir quase tudo que acontecia na sala.

Quando o amigo policial chegou, o silêncio da casa foi quebrado pelo som da porta. Pouco depois veio o barulho de um beijo. Primeiro carinhoso, depois mais profundo, apaixonado e quente — o tipo de beijo que minha esposa há muito tempo não recebia de mim. Ela soltou um suspiro baixo que eu ouvi claramente.
Ele não perdeu tempo. Minha esposa estava sem calcinha, como ele havia pedido. A mão dele foi direto para sua intimidade. Ela soltou um gemido abafado, cheio de desejo. Eu já estava com o membro para fora, rígido, tocando-me devagar, o coração martelando no peito. Uma mistura intensa de medo, excitação e vergonha.
Depois ela se ajoelhou. O barulho suave e molhado da boca trabalhando com dedicação. Minha esposa o acolhia com a boca. Ela me contou depois que conseguiu recebê-lo inteiro, algo que raramente conseguia comigo. Ele soltou gemidos de prazer, segurando o cabelo dela com carinho. Ela se sentiu poderosa, realizada e profundamente desejada.

Em seguida, ele a deitou no sofá e correspondeu. O amigo policial a beijou intimamente com habilidade e paciência. Minha esposa me confessou que ele fazia um giro com a língua, um movimento diferente e maravilhoso que ela não esperava. Ela se contorceu na boca dele, quase alcançando o prazer, certa de que ia gozar na língua dele. Mas ele parou no momento exato, deixando-a ainda mais excitada.

Eles trocaram de posição. Minha esposa ficou de quatro no sofá. O que mais a surpreendeu foi a primeira estocada: ele não entrou devagar. Enfiou tudo de uma vez, firme. Ela estava muito molhada e orgulhosa. Soltou um gemido alto, que ecoou pela sala e subiu claramente até mim. Eu ouvi cada nuance daquele gemido.
Depois ela ficou por cima, cavalgando. Por fim, voltaram à posição tradicional, papai e mamãe. Foi nessa posição que o amigo policial alcançou o clímax, liberando-se dentro dela.

Eles ficaram um tempo conversando baixinho, recompondo a respiração e o corpo. Eu, impaciente no quarto, coloquei o despertador para tocar como um sinal combinado para ela encerrar o encontro.


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Ficha do conto

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Nome do conto:
Doce Traição

Codigo do conto:
262550

Categoria:
Traição/Corno

Data da Publicação:
21/05/2026

Quant.de Votos:
2

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