(escrevi esse conto já há algum tempo, mas só tive vontade de postar agora rsrsrs)
Preciso contar algumas coisas pra alguém que não tenho coragem nem de contar pra minha psicóloga, então quero manter o anonimato… Li uns contos aqui e acho que é esse tipo de site que eu procuro mesmo hihihi Como a maioria, vou usar nomes fictícios. E desculpem já que o conto ficou meio longo, que acabei colocando bastante detalhe conforme fui lembrando e escrevendo.
Me chamo “Bia”, tenho 24 anos, 1,61m de altura, bem branquinha e cabelos castanhos longos e levemente cacheados. Sempre impliquei com minha barriguinha, mas aprendi a gostar das minhas pernas. Não sou nenhuma modelo, mas cuido bem da minha pele, então até me considero bonitinha. Namoro o “Paulo”, que conheci pelo Bumble, já faz um ano, e sou muitíssima feliz com ele, de verdade, ele é alto com cabelo preto, carinhoso, atencioso, e me mima muito rsrsrs Não tenho dúvidas que amo ele, e isso quero deixar claro. Enfim, ele me faz sentir muito bem, zero reclamações. Foi e é de longe o melhor namorado que já tive.
Desde que terminei a faculdade estou trabalhando no mesmo lugar, uma empresa razoavelmente grande.
No meu trabalho, sempre temos uma festa de final de ano que alugam uma chácara ou uma casa de eventos, e não foi diferente no ano passado. Dessa vez, foi numa chácara em uma área mais rural. Todos vão sem acompanhantes, já que é só pro pessoal da empresa mesmo.
Estava muito quente, então resolvi colocar um shorts jeans e uma camiseta bem levinha cor de rosa. É uma festa bem casual, tem até piscina pra quem quiser entrar (mas eu nunca entro, que tenho vergonha). Chegando lá, encontrei minhas amigas mais próximas, “Carol”, “Dani” e “Ju”. A “Carol” é da minha idade, mas a “Dani” e a “Ju” já são casadas, com filho(s), por volta dos 40 anos. Cumprimentei elas e já fui com elas pegar uma cerveja.
Num dos cantos, perto da churrasqueira, estava o clássico grupo de “macho” que ficam comendo as meninas com os olhos, até no ambiente de trabalho. Como esperado, a gente percebeu os olhares dos idiotas. Sempre achei muito estúpido, até porque eu namoro e tinha duas casadas! Enfim, infelizmente já estávamos acostumadas, mas mesmo assim comentamos baixinho: “vamos pra lá que aqui ta mal frequentado”
Pegamos uma mesinha e uns petiscos e ficamos lá. Passou um tempo e a “Ju” já tinha bebido várias, a gente até falou pra ela maneirar, mas ela ignorou. Quando ela foi pegar mais uma cerveja, um dos caras do grupo anterior chamou ela. Incrivelmente ela era amiga de um deles, o “João”, que era o menos pior deles, mas mesmo assim, eu não ia muito com a cara dele. Acabou que ela ficou por ali conversando com eles.
- A gente não precisa ir resgatar ela não? - disse a Carol
Bom, ela parecia confortável conversando com eles, e como já estava falando alto por estar bem bêbada, parecia até que estava se divertindo mais com eles. Enfim, ficamos conversando entre nós mesmo. Levantamos e fomos socializar um pouco com o resto do pessoal, mas meio longe dos “machos”.
Passado um tempo, eu fui dar uma checada na “Ju” e vi que o “Roberto” estava abraçando a cintura dela, e ela numa boa, conversando normal com todos. O Roberto é o pior deles, tem quase 50 anos já, se não me engano é separado, e é o que mais atormenta as meninas. Ele é aquele hétero super confiante que já vem de família rica, e acabou se dando bem no trabalho, por sorte ou por “contatos”. Deve ter a altura do meu namorado, cerca de 1,80m e tem aquele aspecto mais cheinho, mas que vai sempre na academia, já tem seus cabelos e barba branca, mas ainda bem vaidoso; eu acho ele bem genérico. Ele já tava sem camisa, mostrando a tatuagem meio asteca no peito. Às vezes ele parecia ridículo tentando pagar de sedutor…
Me surpreendi que a “Ju” tava deixando aquilo, sendo que ela era uma das que mais xingava o comportamento do Roberto lá na empresa. Não sei se ele se forçou em cima dela, ou por ela estar bem bêbada não notou de início e acabou deixando, mas a cada momento de risada alta ou coisa do tipo, eu via ele acariciando o corpo dela. Ela tava com uma saia colorida e uma regata branca, e por um momento eu vi até uns dedos do Roberto entrar um pouco por debaixo da regata dela, na parte de cintura.
Pensei em chamar a Carol e a Dani pra tirar a Ju de lá, que eu sou muito tímida pra isso, mas demorei pra encontrar elas. Acabei desistindo e voltei, decidi tomar coragem e inventar alguma desculpa pra chamar a Ju. Mesmo se ela não quisesse, eu ia tirar ela de lá, que ela já tava bem alterada e o Roberto podia abusar mais dela.
Mas a Ju e o Roberto tinham sumido! Entrei em pânico, apesar de eu confiar que a Ju não ia fazer nada, ainda mais com o Roberto. Só que eu queria confirmar e ajudar ela caso precisasse, que vai saber o que o Roberto ia tentar, então saí pra procurar ela. A chácara era enorme, mas era simples, parecia que foi adaptada de um sítio de alguma família, então tinha bastante área com árvores e umas casinhas perdidas.
Fui indo pros fundos, onde já não tinha mais ninguém, e acabei ouvindo um barulho mais pro meio do mato. Fiquei meio receosa de ir lá, poderia ser alguma cobra ou coisa do tipo, mas fui indo devagar olhando bem pro chão.
Fiquei paralisada com o que eu vi. Eles estavam se pegando encostados numa árvore, a Ju abraçada no pescoço dele de costas para onde eu tinha entrado. Tudo bem que estavam bem escondidos, mas PUTA QUE O PARIU, no meio da festa da empresa! Foi um misto de nojo do Roberto e decepção com a Ju, que eu conheço até o marido e os filhos dela, e parecia uma família perfeita, sabe?
Quando disse que fiquei paralisada, foi literalmente isso, fiquei uns 10 segundos sem reação. O desgraçado do Roberto percebeu que eu tava bisbilhotando de longe, deu um sorrisinho, e levantou a saia dela passando as mãos por toda sua perna. Então, ele apertou bem forte a bunda dela que a fez soltar um gemido contido, pra tentar não fazer barulho, e voltaram a se beijar. O safado percebeu que eu tava muito em choque pra fazer algo e que estava vendo ainda, e rapidamente começou a enfiar os dedos nela. Dessa vez, ela gemeu tão forte que levei um susto. Ele segurou a saia dela com uma mão, e agarrou a cintura com o mesmo braço, e com a outra mão, os dedos já encharcados entravam e saiam dela.
Eu realmente não sabia o que fazer. Se eu interrompesse, ela ia querer se matar de vergonha, talvez nunca mais olharia na minha cara, mas se eu não fizesse nada, ela ia fazer algo que com certeza ia se arrepender pro resto da vida. Meu coração batia muito muito rápido, e decidi sair logo dali. No fim, tudo isso aconteceu muito rápido, talvez menos de um minuto, e fui embora meio suando da adrenalina. Já mandei mensagem pro Paulo me buscar que não queria mais ficar ali.
Fui ao banheiro pra jogar uma água no rosto e acalmar um pouco e depois fiquei um pouco com as meninas até o Paulo chegar. Quando chegou, o Paulo percebeu que eu estava meio agitada e perguntou o que houve, mas como o Paulo também conhecia a família da Ju, não quis contar. Disse só que tinha bebido demais e tava com dor de cabeça, então ele só me deixou no meu apartamento e foi embora.
Chegando em casa, eu mandei mensagem no grupo das meninas e brinquei falando pras meninas cuidarem da Ju que ela tinha bebido muito. Mas elas disseram que ela já tinha ido embora.
No dia seguinte, meu mundo caiu. Recebi um vídeo do Roberto, e era exatamente o que vocês pensaram… Ele filmou a Ju, de quatro, de costas pra ele, gemendo sem parar. Ele falava, “Vai, Ju, sua vadia, geme pra mim!”, e ela urrava alto. Fechei logo o vídeo e o sangue subiu a cabeça.
Embaixo, tinha uma mensagem dele: “O finzinho do show de ontem que você perdeu”
“Apaga essa merda se não eu vou mandar pro RH!” - mandei mensagem de volta pra ele.
“Isso, manda que eu já mando pro maridinho dela e posto na internet”
“E se vc quiser experimentar também, me fala” - acrescentou
Fiquei muito puta, mas sabia que realmente ia fazer muito mais mal pra Ju do que pra ele se eu contasse pra alguém. Tive muita dó do “Bruno”, o marido dela, e começou a levantar uma raiva da Ju também! Eu sabia que ela já estava extremamente bêbada e o real filho da puta da história era o Roberto, mas mesmo assim…
Fui assistir o vídeo pra ver se dava pra identificar que era a Ju, e isso foi um dos meus erros... O vídeo tinha uns 5 minutos e lembro de cada detalhe. O Roberto agarrando forte a cintura dela, a bunda dela toda vermelha de ser espancada, ele xingando ela de puta, safada, falando que comia ela melhor que o marido, o close que ele deu no pau dele com camisinha, entrando e saindo, já todo melado, as gemidas fortes dela. E o que me chocou mais ainda, ela falando “aí, que gostoso, vou gozar de novo!” e coisas do tipo. E por fim, ela arqueando as costas, tremendo e gozando muito.
Não tinha como negar, era ela. A tatuagem no pescoço, os cabelos longos, lisos e pretos que o Roberto às vezes puxava. Não fazia sentido nenhum o que tinha acontecido… até pensei que ele poderia ter dopado ela.
A Ju odiava ele, então fiquei imaginando como que ela acabou se deixando levar, e que desculpa ela deu para o marido. Minha imaginação me traiu e foi longe. Imaginei o Roberto xavecando aos poucos no ouvido dela quente pela bebida, elogiando o corpo dela, e ela rejeitando no começo, mas aceitando depois. Imaginei ela indo ao banheiro e ele a seguindo. Imaginei ele agarrando ela no banheiro e beijando forte os lábios carnudos dela, e ela talvez meio fraca da bebida, talvez excitada com os xavecos de antes, só se deixando levar. Imaginei ele levando ela pros fundos da chácara, que terminou na cena que presenciei, e depois de uma rapidinha no mato, ele a convencendo a ir para um motel. Imaginei ela falando pro marido que ia dormir na casa de uma amiga, pra no final ficar transando a noite inteira com o Roberto. Apaguei aquele vídeo do meu celular, não estava fazendo bem pra mim.
Quando percebi, meu corpo estava quente, mas se no primeiro momento era raiva, começou a se transformar em outra coisa. De novo, meu coração batia forte, minha pele começava a suar levemente, e não estava aguentando mais, queria transar também! Liguei pro Paulo, falei pra ele vir pra aqui pra gente almoçar e passar o dia juntos. Ele topou e falou que tava indo, então já fui tomar um banho com más intenções rsrsrs Quando tirei a calcinha, percebi que estava muito molhada. Tomei um banho e procurei a roupa mais sensual que tinha, se eu tivesse uma lingerie, eu vestiria, mas eu era muito careta e o máximo que eu achei foi um shorts de algodão meio folgadinho mas bem curto e uma regata bem transparente, que dava pra ver o sutiã por baixo.
Assim que o Paulo entrou, eu tentei ao máximo mostrar meu corpo pra ele, e depois de me agarrar um pouco, consegui o que queria. Depois do almoço transamos de novo, que eu ainda tava com tesão. Enquanto transávamos, eu lembrava das cenas que vi e também das que imaginei. O meu sexo com o Paulo é gostoso, mas nunca tive essas transas com violência e agressividade, e sinceramente eu nem queria. Esforcei ao máximo pra tirar as imagens da cabeça.
A noite, depois que o Paulo foi embora, eu ainda tava excitada. Relutei, e me segurei bastante, mas não aguentei. Peguei o celular e cacei de novo o vídeo. Deixei ele num apoio de celular que tenho do lado da cama, e comecei a me masturbar. Dessa vez, um pensamento estúpido passou pela cabeça, e ao invés da Ju, eu me imaginava sendo comida, forte e violentamente. Logo depois que gozei, me arrependi na hora… senti nojo de mim mesma e quase chorei… Passei a noite inteira numa sensação forte de culpa.
No dia seguinte, era trabalho normal. Coloquei minha lente, vesti uma legging preta, uma polo da empresa, me maquiei e fui trabalhar. Tentei mentalizar ao máximo pra esquecer tudo que vi e fiz no final de semana. Quando encontrei as meninas, fiz o meu melhor pra não deixar passar nada, mas observei bem a reação da Ju. A safada estava com um sorriso maravilhoso, como se nada tivesse acontecido. Fui pegar um café e a pessoa que eu não queria ver hoje estava lá. Obviamente ele deu aquele sorriso sarcástico pra mim. Só estávamos nós dois no café naquele momento. Eu o ignorei e fui pegar o café. Até aquele dia, ele mantinha os assédios dele só nos olhares, mas então ele decidiu ir além.
- Gostei da calça, você tem que vir mais vezes com ela. - disse o idiota, um pouco baixo para ninguém ouvir
- Cala a boca, Roberto, não quero falar com você.
- Tudo bem, posso ficar só olhando sua saúde aí embaixo. - e ele não tirava os olhos de mim enquanto eu pegava o café.
- Vamos ali no RH então pra ver o que eles acham do seu assédio.
- Vamos, sim, eu, você e a Ju, o que acha? - e começou a abanar o celular, pra lembrar do vídeo
Olhei furiosa pra ele e saí dali. Eu não tinha coragem de realmente levar algo pro RH diante da situação, e ele sabia disso. Decidi que seria só ignorar e seguir a vida. Só que o desgraçado ficou a manhã inteira me olhando sempre que possível. À tarde, ele foi perto da nossa mesa e veio falar com a Ju, fingiu ter alguns assuntos do trabalho pra falar com ela, e num certo momento que ele percebeu eu fitando os dois, ele colocou a mão no ombro dela, fazendo um carinho quase imperceptível com o dedão, que pelo meu ângulo de visão, era pra eu ver mesmo. Foi rápido, depois ele disse um “Boa tarde pra vocês, meninas” e saiu.
- Virou amigo dele, é? - a Dani começou
- Ai, Dani, é coisa do trabalho.
- Vai saber, depois que você largou a gente na festa pra ir falar com os “heterotop”... - a Carol deu uma espetada também, mas ela já tava levando na brincadeira.
- Aaah, o João não é da laia deles não. - aqui, a Ju já estava rindo, já descontraindo.
Eu fiz uns comentários que não lembro, mas foi algo na linha pra fingir entrar na brincadeira.
À noite, quando cheguei em casa, o Roberto mandou uma foto minha de costas, espreguiçando, e um belo foco na minha bunda. Embaixo, mandou um “Maravilhosa” com um coração do lado.
“Se toca, Roberto, eu tenho namorado”
“Ele não precisa saber ;) ele tem que compartilhar essas coxas com a gente”
Não acreditava no que ele tava fazendo. Quem ele achava que eu era? Me senti assediada, aliás, era um assédio descarado, sem respeito nenhum. Cheguei a escrever umas respostas bem grosseiras, mas achei que ficar dando trela pra ele não ia adiantar. Fiquei puta e bloqueei ele. Mas parei um pouco e pensei “por que esse interesse em mim?”, eu trabalho minha autoestima mas ainda sou cheia de inseguranças com minhas gordurinhas. Ele com certeza usava o dinheiro dele pra pagar meninas de programa bem mais bonitas que eu. Por que eu? Só por eu ter visto eles na festa? Se fosse a Carol, seria a mesma coisa? Será que eu sou tudo isso? As perguntas foram surgindo… Esse desejo carnal no meu corpo me deixou confusa.
Eu queria algum tipo de validação, algo pra baixar minhas dúvidas, e liguei pro Paulo perguntando se ele queria vir aqui. Só que ele disse que tava bem enrolado no trabalho e talvez teria que viajar a trabalho. Um rio de decepção me tomou depois desse balde de água fria. Num ato de rebeldia, acabei desbloqueando o Roberto na mesma noite…
No dia seguinte, quis extravasar um pouco, e coloquei uma calça vermelha justinha. Talvez eu tivesse exagerado. Eu não tinha intenção nenhuma de trair meu namorado, na minha cabeça na época, eu tava só mostrando pro Roberto “o que não pode e nem vai ter”. Me imaginei polindo minha aliança de namoro bem na frente dele pra mostrar que eu já estou muito bem acompanhada.
A mesa do Roberto fica no caminho da minha, e já reparei o olhar quando passei. Pensei “fica babando mesmo”. Tinha chegado cedo, então deixei as minhas coisas na mesa e fui pegar um cafézinho e encher minha garrafinha de água. Enquanto estava pegando, percebi que ele chegou no canto e ficou me secando, enquanto tomava água num copinho, e vi ele massagear as partes descaradamente. Fiquei assustada com o nível de sem noção que esse homem era. Fechei a cara e fingi que não vi aquela cena estúpida. Quando fui encher minha garrafinha, senti ele chegando por trás.
Cada dia mais linda - ele sussurrou baixinho bem perto do meu ouvido, até encostando um pouco
Só tive reação de virar e empurrar ele. Ele estava com uma camisa social bem justa pra dentro da calça e uma calça mais apertada ainda. No que eu o empurrei, deu pra notar sua calça esticada, marcando tudo, e por reflexo, acabei olhando por um segundo, assustada. Era aquilo que ele queria, que ele pegou minha mão e me fez segurar o pau dele. Mesmo por cima da calça, eu senti o calor.
É assim que você me deixa, Bia. Sai uma vez comigo que eu até apago o vídeo da Ju.
Para com isso, seu idiota!
Acordei da transe que fiquei, peguei minha garrafinha e fui pra minha mesa. Minha cabeça ficou girando. Eu não sabia o que fazer, se falava pra alguém, se ia embora. No resto do dia eu nem consegui trabalhar direito.
À noite ele começa a me mandar mensagem.
“Desculpa por hoje, Bia, é que você me deixou louco com aquela calça! Juro que não faço mais”
“Você é um idiota! Eu devia ter te denunciado!”
“Muito brava você ;)”
Não sei o porquê eu desbloqueei ele… voltei a bloqueá-lo.
Foi caindo a ficha. Fui assediada no trabalho… o certo era eu falar com o RH, falar com a Ju, expor aquele canalha. Ele se achava intocável por algum motivo. Ele só tinha dinheiro, nem tão bonito ele era. Fiquei com raiva e nojo dele. Pensei em marcar uma sessão com minha psicóloga, mas não era algo que eu estava preparada pra falar no momento.
Nos próximos dias, pode ser impressão minha, mas ele havia deixado de secar todas que passavam, e focava os olhos em mim. Olhares intensos e profundos. Tentei até escolher calças e camisetas largas que não marcavam tanto, mas não adiantava. Eu me forcei a ignorá-lo, até quando ele tentava puxar papo comigo, deu ar até que eu estava sendo grossa com ele. Já estava ficando bem desconfortável, mas tive receio de abordá-lo ali no trabalho, então em uma noite uns 3 dias depois eu desbloqueei ele.
“Roberto, eu esqueço tudo se você parar de gracinha…” - comecei
“Você já me hipnotizou, Bia, não tem mais volta ;)”
“Eu já falei mil vezes que tenho namorado, que dá de 10 a 0 em você”
“Eu realmente tenho inveja deles, ter você só pra ele”
A conversa foi meio longa, mas esse padrão se repetiu, com ele soltando cantadas e me bajulando. Ele tentava me contornar, falando que não conseguia me tirar da cabeça, que olhar não tirava pedaço. E plantou uma dúvida em mim com uma das mensagens “mas você não gosta de ser desejada?” e apesar da resposta ser óbvia que “não daquele jeito, e não por qualquer um”, na hora não estava na “ponta da língua”. Meio que fiquei sem resposta. Veio à tona todas as cantadas, os olhares. Não lembro da última vez, se alguma, de ser alvo de um desejo tão intenso. Acabei dando uma resposta bem ruim… “Não sei”. Infelizmente, refletiu o que sentia no momento. Mas isso desencadeou na próxima mensagem dele…
“Eu sei que você tá se divertindo também :) Vamos fazer o seguinte, você me deixa tirar umas fotos suas no escritório de costas, e eu te dou uns presentinhos. Desse jeito, você não tem culpa no cartório e a gente continua nossas brincadeirinhas. Se aceitar, vai com uma calça bem apertada e deixa um copo de água ao lado da pia” - aqui foi um misto de texto e áudio que ele mandou
E logo depois, recebi um pix de 800 reais no meu celular. Eu tinha me esquecido que o safado nasceu em berço de ouro, então era um trocado só pra ele. Não vou abrir quanto eu ganho, mas vamos dizer que é um valor considerável pra mim, então arregalei o olho com o valor. Tudo isso por uma foto de longe? Ou ele tinha dinheiro pra rasgar a toa ou ele tinha gostado do que viu. E esse pensamento que me pegou… Eu valho tudo isso?
Enxuguei todo esse pensamento de lado. Fiz o reembolso do valor e falei pra ele ir sonhando. Na sexta, escolhi a calça mais folgada que eu tinha e fui. Ao final do dia, ele manda uma mensagem falando “minha proposta ainda tá de pé ;)”. Até quando esse homem ia ficar no meu pé?
À noite, eu só queria ver o Paulo, pra acabar com toda essa angústia e me fazer voltar a si. Seria um reset nessa minha loucura. Só que o maldito me manda mensagem dizendo que teria realmente que viajar. Eu endoidei, ele ia ficar fora duas semanas! Ele tinha me avisado que poderia acontecer, mas na situação que eu tava, eu precisava dele aqui o final de semana inteiro! O carinho e cuidado dele iam me trazer conforto. O sexo com ele ia me trazer validação. O beijo dele ia me lembrar que eu já tenho tudo o que preciso.
O final de semana foi um vazio emocional. Eu precisava de um contato físico pra me satisfazer, e o Paulo me deixou na mão. Tentei me masturbar pensando nele, mas só me deixou com mais vontade. Meu coração ficou apertado. Cogitei até dar uma bisbilhotada de novo no vídeo da Ju, mas me contive.
No domingo à noite, foi o ápice da minha insatisfação. Lembrei da mensagem do Roberto, que a proposta ainda tava de pé. Me perguntei se eu tinha odiado mesmo tanto assim a bajulação, as cantadas e porque não, até o assédio… Eu já sabia a resposta. Admiti pra mim mesma que chegou a inflar meu ego nos acontecimentos da semana anterior.
Eu sabia que era um jogo perigoso, mas toda essa sensação era nova pra mim e estava mexendo comigo. Tive um falso sentimento que eu estava no controle da situação, causando desejo e o fazendo babar por mim, e, ainda mais fazendo ele me pagar. Será que é assim que as meninas do OnlyFans se sentem? Nunca imaginei que eu teria esse tipo de “poder”. Todo esse cenário terminou no divisor de águas da minha vida. Pensei, “quer saber, vou fazer uma graninha extra com esse babaca!” e decidi topar. Essa não era a Bia que eu queria, mas acabou sendo a que tomou a decisão.
No dia seguinte, coloquei uma calça bem justinha que marca a calcinha. Assim que ele me viu com a calça, ele abriu um sorriso enorme. Minha mão tremeu um pouco quando cheguei na copa. Se eu colocasse o copo ali, ia marcar o início de algo que eu me arrependeria. Dúvidas, preocupações, medo. E um toque de adrenalina com excitação. É isso o que me deu um empurrãozinho. Deixei o bendito copo ao lado da pia e sai quase que correndo de lá. Vi o Roberto indo à copa quando eu estava voltando. “é, não tem mais volta…” pensei comigo. O coração batia forte, antecipando o que vinha a seguir. Logo vi a notificação do Pix.
Passei o resto do expediente paranoica, imaginando se alguém tinha percebido alguma coisa diferente em mim. Se minhas amigas tinham notado os olhares do Roberto, e os meus também.
Em alguns momentos do dia conseguimos passar pelo corredor juntos sozinhos e ele tirava suas fotos. Nem conversávamos, e eu nem olhava pra cara dele, eu só andava um pouco mais devagar. Ele me perguntou o número que eu vestia por mensagem. Percebi o que ele queria. “Não vou negar roupa de graça”, pensei, só que não queria mandar mensagem pra ele, então só falei rapidamente num dos encontros pelo corredor. À noite, depois de mais umas cantadas, ele disse pra eu voltar mais cedo do almoço na terça pra me entregar um presentinho.
Segui o combinado no dia seguinte. Chegando em casa, fui ver a calça. Era daquelas que tem uma marcação de costura bem no meio da bunda. Jamais usaria isso normalmente. Mas pensei em uma coisa. Vesti uma camisa bem larga e comprida que cobria toda a bunda. Dava pra disfarçar.
Reparei que eu estava indo na dele, sem receio. Me assustei com o quão natural estava sendo tudo isso. Parecia uma brincadeira que não faria mal a ninguém, pensei.
Então, na quarta, segui o look que montei no dia anterior. No escritório, quando estávamos sozinhos, eu arranjava algum jeito de subir a camisa, fingindo estar arrumando a roupa ou limpando a camisa, e deixava ele aproveitar a vista. Aquele dia eu dei várias saidinhas da mesa, voltei mais cedo do almoço, tudo pra ele tirar fotos. Ele ia me pagando um pouco a cada foto, e percebi que o valor era um pouco maior dependendo da foto. Então, até comecei a ficar numas poses mais sexy, arrebitar a bunda um pouco, mas ainda tomando cuidado para parecer que eu não sabia que estava sendo fotografada. Tentava me enganar que era pelo dinheiro, que não significava nada. Mas, no fundo, eu sabia que significava. Descobri essa versão minha de querer ser desejada dessa forma, da vaidade, da curiosidade que dominava o medo e a cautela.
Ao final do dia, ele me deu mais uma calça, parecia uma social bege. Eu não sabia até quando ia durar tudo isso. Será que eu paro por aqui e corto o mal pela raiz? Ninguém iria saber, e eu poderia seguir minha vida perfeita com o Paulo, tudo como era antes. Só que parecia comer um Bis, sempre dá vontade de comer mais um… Então aceitei a calça.
À noite, ele ainda me dava umas cantadas, às vezes educadas e às vezes de pedreiro, mas eu não respondi nada. Nossa conversa era uma sequência de mensagens dele sem respostas.
Vesti a calça bege na quinta, e marcava meu corpo de um jeito que eu normalmente acharia desconfortável, mas era muito elegante e macio, dava pra ver que era caro. Mais e mais idas à copa, nunca tomei tanto café e água na minha vida. E por fim, recebi uma calça jogger marrom, imaginei se seria a última do nosso joguinho.
Então vesti ela na sexta, era daquelas que empunha no meio da canela. E pra variar, bem justa na cintura. De novo, ele me pediu para eu almoçar mais cedo, que ia trazer algo pra “apimentar”. Fiquei receosa dele tentar alguma coisa a mais do combinado, mas ele só passou um conjuntinho lilás, com um shortinho e uma camiseta manga curta, e também uma lingerie vermelha.
- Não dá pra usar isso no trabalho, não.
- Isso é um presente pra você, gatinha.
- “Gatinha” é o cacete!
Olhei bem feio quando ele me chamou de “gatinha”, não gostei mesmo não. Mas aceitei o “presente”. Eu sempre quis ter uma lingerie, o Paulo ia gostar rsrsrs e nunca tive coragem de comprar uma. Terminando o dia, o Roberto mandou mais uma mensagem falando “Depois experimenta as roupas e me manda foto pra ver como ficou”. Fiquei tensa, até então eu talvez conseguisse falar que eu não consenti com esses assédios, mas se eu mandasse, ia ser outra história, então eu não ia mandar, não, não importa a quantia.
Sexta à noite, pensei em falar pro Paulo que eu queria sair, mas lembrei que ele tava viajando... Jesus, que hora pra viajar… a semana inteira fui acumulando tensão, eu não ia aguentar mais um final de semana igual ao passado. Ele com certeza conseguiria tirar todas as minhas incertezas, que sempre trouxe o melhor de mim.
Foi aí que eu comecei a perder a noção do perigo. Me deu vontade de colocar as roupas pra ver como ficava. Pensei que iria acalmar minha agitação vestindo roupas novas. Coloquei a lingerie e o conjuntinho, e me vi no espelho. Gostei do que vi, realmente me deu um boost de confiança. Comecei a posar um pouco com as luzes meio apagadas, e não sei o que deu em mim que até pesquisei umas poses na internet. Isso não ajudou minha situação, que percebi que tinha começado a ficar excitada... e ter ideias… Não! Eu negava pra mim mesma que não ia cruzar esse limite…
…
Mas e se eu passar do limite? O perigo daquilo aguçou ainda mais a minha agitação. Tirei uma foto minha pra ver como ficava. Arranquei o rosto da foto. Será que dava pra ver que era eu? Minha kitnet é bem genérica, então acho que dava pra passar despercebido. Pensei, “Foda-se, culpa do Paulo por não estar aqui” e mandei pro Roberto, naquele modo de foto com só uma visualização, que não da pra tirar screenshot.
Não demorou quase nada e ele reagiu com um coração. Gastou umas 5 mensagens pra elogiar meu corpo, e pra ser sincera, infelizmente eu já estava começando a me acostumar com esses xavecos baratos, não me davam mais nojo e ódio. Coisa que a Bia de uma semana atrás iria condenar e julgar sem pena. Também pediu pra me seguir no Insta, e acabei aceitando.
“Manda uma foto sem o shorts que eu te recompenso bem.”
A agitação tomou conta de novo, até deu uma taquicardia.
O que ele já tinha gastado comigo ao longo da semana, devia ter batido eu ganho no mês… Eu já tinha passado da linha mesmo, então tirei o shorts e fiquei só de calcinha e a parte de cima do conjunto, mas minha barriguinha ficou mostrando, o que me deixou com vergonha, então coloquei uma camiseta branca pra esconder minhas gordurinhas na frente. Achei uma pose sensual na internet e imitei. Eu tava me sentindo uma puta de verdade, que foi algo novo pra mim. Mandei outra foto do mesmo modo e visualização única pra ele. Eu já nem exitei nessa segunda.
Passou poucos minutos e ele me mandou um vídeo bem mal filmado dele batendo uma. De comprimento, era parecido ou talvez até um pouco menor que o do Paulo, mas era muito grosso, até meio desproporcional. Senti vergonha de achar tanto detalhe no vídeo.
Ele mandou uma mensagem em seguida falando que ele ia passar a noite inteira pensando em mim. E percebi ali que eu fui ingênua. Se ele quisesse, podia acabar com o meu namoro. Com o contexto da conversa, as fotos no escritório que ele tirava, e essas fotos que enviei, mesmo que não estivessem mais visíveis, eu não tinha escapatória. Ele não chegou a me ameaçar ou falar que ia mandar pro Paulo, então tentei aliviar um pouco o medo que tinha. Talvez ele não tenha se tocado… Essa foi minha esperança.
Ao mesmo tempo que o medo ia abaixando, outro sentimento ia aumentando… Como eu precisava do Paulo ali… Fiz a besteira de abrir o vídeo que ele mandou de novo. “Um homem, neste momento, estava se masturbando pensando em mim.” Esse pensamento em outra época talvez me desse repulsa, mas naquele contexto, foi um gatilho pra eu voltar a me olhar no espelho. Eu estava sendo um objeto de desejo. Comecei a reparar nas qualidades do meu corpo, e deixar de lado os defeitos. Nem todo homem só gosta de magrinhas. Eu fui achando valor no meu próprio corpo, e o fogo dentro de mim foi aumentando. Voltei a ver o vídeo e meus olhos se fixaram um pouco, analisando a peça dele. Sem pensar, comecei a me tocar. Uma montanha russa de sentimentos e emoções foram transbordando. Parecia que lingerie me desse uma segurança no meu corpo que eu não tinha. Foi uma noite inteira de arrependimentos e fantasias.
A lingerie me fez sentir poderosa. Queria ver como seria a reação do Paulo, achei que ia apimentar nosso sexo. Só que aquela vermelha era muito ousada pra mim, ele ia estranhar. Então decidi ir ao shopping no sábado para comprar mais uma, só que um pouco mais da minha cara. Acabei vestindo o conjuntinho lilás que o Roberto me deu, e até postei um stories no elevador mostrando o look. Não deu outra, enquanto eu estava no Uber, o Roberto reagiu com foguinho.
Chegando no shopping, eu só conhecia uma loja do tipo, e foi nela que eu fui. De cara eu achei um que gostei bastante, tinha umas rendinhas transparentes nas laterais tanto na parte de cima quanto na parte debaixo. Não era do estilo fio dental, mas tinha detalhes bem sensuais que eu achei que ia combinar comigo, e era preto, então parecia mais contido. Foi meio caro, mas me dei ao luxo de gastar o dinheiro que o idiota me deu durante a semana. Saindo da loja, o Roberto me liga. Achei muito estranho, ele nunca tinha me ligado, então coisa boa não podia ser. Mas eu atendi, fiquei curiosa.
- Bia, vem aqui em casa experimentar mais umas roupas, você vai gostar.
- Não vai rolar nada entre a gente, Roberto. Confesso que me deixei levar, mas não vai passar disso.
- Não precisa rolar se não quiser, gatinha. Mas vem aqui. Eu apago o vídeo da Ju e as nossas conversas como um incentivo.
- Não tem nada a ver, eu sei que você é um safado e vai tentar algo.
- Já disse que não vou. Não vou fazer nada que você não queira. Vamos fazer diferente então, se você não vier, eu mando pro seu namorado e pro marido da Ju o que eu tenho aqui.
Eu gelei, parecia brincadeira, mas senti um fundo de verdade. Mesmo que fosse tudo verdade, nada me garantia que ele não tinha salvo os vídeos e fotos em outro lugar, só que por enquanto, eu tinha que seguir. Acabei aceitando e ele falou que me buscava no shopping. Como esperado, ele tinha um carrão, estava com uma regata de algum time de basquete bem larga, e óculos escuros. Sentei no banco da frente ao lado dele, e ele se inclinou e me deu um beijo na bochecha, e propositalmente bem perto da minha boca. Até então, nunca tínhamos nos cumprimentado com contato físico, então dei um pulinho de susto. Então, ele me deu o celular desbloqueado.
- Se quiser já ir apagando o vídeo da Ju, procura aí e apaga, que tá na nuvem também. A nossa conversa, assim que a gente passar um tempinho lá em casa, você pode apagar.
- Quem me garante que não tem guardado em mais lugares?
- Eu garanto, gatinha, o showzinho de modelo que você vai me dar hoje vai valer a pena pra mim, fica tranquila. - nisso, ele colocou a mão na minha coxa. Pensei “que filho da puta”, mas antecipei que ia ter algo do tipo. Olhei feio pra ele, mas deixei ele se divertir um pouco enquanto eu procurava o vídeo da Ju pra apagar.
Ele ficou surpreso que eu tinha deixado, então começou a fazer carinho com cuidado na minha perna. Tentei com força não reagir, mas minha pele não conseguia mentir, ficou visivelmente arrepiada. Eu demorei pra achar o vídeo, parte por causa de ser um iPhone e eu não estar acostumada, parte por causa das milhões de fotos no escritório minhas e parte por aquela mão boba que me desconcentrava. Consegui achar finalmente e apaguei, e apaguei umas fotos minhas que estavam muito aparente também, ele não tinha deixado, mas eu não tava nem aí. Pensei em apagar a conversa também, mas eu não sabia mexer direito no celular e fiquei com medo dele ver.
Devolvi o celular pra ele, também pra ele ter outra coisa pra ocupar a mão, mas assim que ele guardou o celular, voltou a mão na minha coxa.
- Já deu, né? - reclamei, tirando a mão dele da minha coxa
- Deixa até a gente chegar, te faço mais um pix. Faz tempo que uma gatinha novinha não senta aqui do meu lado.
- Não era melhor você gastar dinheiro com prostituta?
- Mas aí não tem o sabor especial de ser alguém que conheço, e ainda de mulher comprometida. É por isso que eu nem quero que você pare de namorar, que perde a graça, então fica tranquila. Mas sem dar o fora em mim hoje, que eu também não tenho nada a perder se eu mandar pro seu querido umas coisas.
De fato, os boatos de casos que ele teve na empresa, e também a Ju, todas eram casadas. Esse fetiche escroto dele contar com o meu relacionamento de pé acabou me deixando com sensação de falsa segurança. Fez sentido ele estar me bajulando tanto, que no trabalho, eu era uma das que encaixaria no que ele estava atrás, e acabei consentindo com os joguinhos dele. Apesar de tudo, eu confiei quando ele disse que não ia me estuprar nem nada do tipo, ia ser mais um showzinho de roupa mais particular pra ele. Nisso tudo, acabei deixando ele passar a mão na minha perna.
A mão boba dele foi subindo aos poucos, e em alguns momentos o dedinho dele se aventurava por debaixo do meu shorts, e quando acontecia, eu segurava a mão dele pra parar. Mas ele voltava a fazer, e depois de alguns minutos nessa, acabei aliviando a força que eu fazia pra segurar a mão dele, e ele foi ficando mais agressivo colocando mais dedos, quase chegando na minha calcinha. Eu apertava os lábios e fechava os olhos pra não gemer. Eu já estava ficando toda molhada, quando chegamos na casa dele. Bateu um alívio, que a consciência voltou a mim.
Já perguntei e fui direto pro banheiro pra dar um jeito na situação, antes que molhasse até o shorts. Nessa, quando voltei do banheiro, o Roberto estava com a lingerie que eu tinha comprado na mão. Ele disse pra eu vestir depois, mas neguei e fiz ele colocar de volta na sacola.
Ele mora num bairro super caro aqui da minha cidade, num apartamento enorme. No quarto dele, tinha deixado as roupas pra eu provar, disse pra ver quais serviam, e mostrar pra ele como ficou. Parecia que ele me conhecia, que eu tenho uma cinturinha, mas tenho um complexo com minhas gordurinhas, então não gosto de usar croppeds e tops que mostram a barriga, sem usar calça alta. Ele tinha separado por seções, e falou pra eu seguir a ordem, das mais casuais até os vestidos curtos e maiôs. Disse que, assim que acabar, ia apagar todas as evidências. Então assim começou…
Quando terminei a primeira roupa, fui pra sala e me deparei com o Roberto só de cueca, esbaldado no sofá, e percebi como seria o resto da manhã. Isso me assustou, mas sinceramente, não me surpreendeu. Ele colocou uma música e pediu pra eu dançar um pouco. No começo, fiquei muito sem graça, mas fui me soltando, balançando o quadril e rebolando, eu tava me sentindo muito safada. Zero comentários vindo dele, mas a cueca já estava toda arregaçada, marcando bem as partes dele. Ficamos nessa por quase meia hora, até que chegou num maiô preto que deixava minha bunda bem à mostra. Nessa, ele tirou o pau pra fora e começou e pedir pra eu me aproximar mais. Me senti estranha, parte de mim queria sair dalí correndo, e outra parte queria descobrir até onde eu iria. O limite dos meus atos já tinham sido extrapolados.
Passei da mesa de centro, me apoiei nela e estava quase fazendo um twerk bem devagar e bem pertinho dele. De costas pra ele, eu conseguia ver ele punhetando o cacete por um reflexo, a boca dele tava já aberta e os olhos quase fechados. Foi o showzinho mais longo dentre as roupas até então, e eu não conseguia tirar os olhos do reflexo. Eu não me reconhecia mais, parecia que eu via outra pessoa usando o meu corpo. Cheguei a achar que eu era bipolar na hora, que a Bia que eu conhecia não iria se submeter a tal humilhação. E essa outra Bia era ousada, sensual, dona de si, poderosa, confiante. Acho que isso é o mais admirável, a “confiança”. Eu nunca tinha feito isso, não por falta de oportunidade, que eu tinha namorado, mas por mera insegurança…
Finalmente, a última roupa. Era um vestido prata reluzente muito bonito, mas muitíssimo curto, tinha uma alcinha e deixava as costas bem aparente. Na sala, o Roberto já estava sem cueca, e mandou eu fazer a mesma coisa que eu estava fazendo com o maiô. Quando comecei, percebi o porquê do pedido, que cada rebolada, o vestido subia. Eu fui ajustando ele, mas ele falou pra parar de arrumar, e não demorou pra minha bunda ficar completamente à mostra, só de calcinha. Se o maiô tinha demorado, eu fiquei uns 20 minutos nessa dancinha, eu me peguei gostando da situação, ver ele se masturbando e se deliciando só de olhar pro meu corpo. Ele já devia ter percebido que minha calcinha estava encharcada
- Bia, bate uma pra mim aqui pra gente finalizar. Te dou mais mil.
De stripper pra pura prostituta. Esse era o sentimento. Cheguei a parar e começar a ir em direção ao quarto pra me trocar e ir embora. Dava um passo e parava, outro passo e parava. Os meus valores iam pro ralo, eu não iria conseguir mais olhar na cara do Paulo… Mas mil reais era muita coisa. De novo eu me auto sabotei falando que era pelo dinheiro e peguei no pau melado dele. Era tão grosso que eu não conseguia fechar a mão. Fiquei alguns minutos punhetando, meu rosto tava bem pertinho e o cheiro forte já estava me endoidando. Foi um momento muito tenso pra mim, que já tinha extrapolado o que eu estava disposta a me submeter quando decidi ir na casa dele. Bateu certa ansiedade e angústia no meu coração, o medo chegou a tomar conta um pouco da minha confiança.
Ele falou pra eu fazer um boquete, e não respondi. Mas a curiosidade tomou conta. Como seria? Acho que eu nem consigo. O cheiro era diferente, por quê? A excitação que tomava conta de mim ganhou, e aceitei o desafio. Meus lábios esticaram, minha boca tava toda aberta, e tentei usar a língua pra não morder, tentei enfiar até onde conseguia e até chorei um pouquinho. Comecei a me empolgar, lambia desde a base até a ponta, meu rosto já estava todo lambuzado. Foi muito tempo nisso e não acreditava que ele não tava gozando.
- Vamos mudar um pouquinho, vai ali no balcão.
- Ai, Roberto, melhor não.
- Eu não vou enfiar, vai ser só pra ajudar eu gozar e finalizar.
Fiquei tensa, estava escalando rápido, mas fiz o que ele mandou, ainda não sabia o que ele ia fazer. Encostei no balcão e fiquei de costas pra ele. Ele chegou por trás e começou a esfregar o pau na minha bunda. Depois que me toquei que nem dinheiro a mais ele ofereceu, acabei aceitando por vontade própria. Eu deveria ter lutado mais, negado mais. Ele deve ter reparado no meu conflito interno, que chegou a soltar leves risos.
Ele disse pra eu continuar rebolando, e pra encostar mais nele, então ficamos coladinhos. A princípio eu tinha baixado o vestido, mas a cada rebolada ele subia, e às vezes o pau dele enroscava no vestido, fazendo subir mais ainda. Não demorou pra ele subir inteiro novamente. Então, ele mandou eu encostar e empinar a bunda. Assim que encostei no balcão, de costas pra ele, ele segurou meu quadril e levantou um pouco até eu ficar de ponta de pé. Me desequilibrei um pouco e plantei as mãos no balcão. Nisso, ele enfiou o pau entre minhas coxas por trás e começou a roçar.
- Não, Roberto! Para!
- Relaxa, gatinha, não vou enfiar, só vou me divertir um pouco.
- Ai, Roberto, não... - mas não lutei muito pra negar. Eu queria que ele parasse... E também queria que ele continuasse…
O pré-gozo dele se misturou com o meu, e o pau dele estava deslizando fácil fácil em mim. Eu tentei segurar o gemido mas não deu, eu soltava uns “ain” bem agudos. Minhas coxas já estavam pingando. Ele foi mudando um pouco o movimento, e puxou minha calcinha pro lado. Ele passava por toda a extensão da minha buceta e roçava meu clitóris.. E aquela Bia não lutava contra, não se debatia, não fugia. Ela queria mais. Queria sentir mais. O corpo que antes era só um objeto de prazer começou a se mover sincronizado com àquele que molestava. Parte de mim sabia que eu não tinha virado outra pessoa, talvez só estivesse reprimindo esse lado, me enganando que certas coisas não mexiam comigo.
Uns minutos depois, meu corpo estava no limite, tremia inteiro. Que vergonha de mim mesma por permitir esse sentimento por um homem que desprezava. O que eu tinha me tornado? “Por que” eu tinha me tornado? Na hora, na verdade, meus pensamentos não foram tão filosóficos, eu só estava numa mistura de êxtase com culpa.
E o Roberto não parava, eu já estava ficando doida, meu corpo sensível. O toque dele era diferente, um pouco agressivo, mas sem machucar, tinha ganância mas também cuidado, eu não estava acostumada, e foi me deixando mais nervosa. Um desejo incontrolável daquele pau escorregar pra dentro de mim começou, até me vi involuntariamente mudando de posição pra ver se acontecia, mas o Roberto não deixava, pegava meu quadril com força e deixava onde ele queria. Às vezes ele pegava o pau e colocava bem pouquinho a cabeça e coçava a minha entrada levemente, só pra me deixar na vontade, e eu soltava uns gemidos bem safados cada vez.
Ele pegava no meu quadril, mordiscava minha orelha, dava uma apertadinha na minha barriga, me pegava pelo pescoço e beijava bem perto da minha boca. Eu quase cheguei a retribuir o beijo no impulso, mas o pouco de orgulho que me restava me segurou. E me segurava pra eu não me entregar, pra não me vender. Eu tentava me forçar a lembrar do Paulo, mas o pensamento logo fugia. Me dei conta que eu não sabia mais se eu queria lutar contra aquilo. O desejo falava mais alto… não, o desejo gritava! Amassei o resquício de orgulho e joguei fora.
Queria sentir aquele pau dentro de mim, queria sentir o que a Ju sentiu.
- Você não tem uma camisinha aí não? - perguntei
- Mas pra quê, gatinha? - se fingiu de bobo
- Ai, Roberto, você sabe…
- Não sei, vai ter que me falar.
- Pra… pra me comer… - na minha cabeça, falei baixinho, quase inaudível, mas não sei ao certo.
- Ah, mas a camisinha tá lá no quarto, se quiser, vai ter que implorar e pedir aqui pra eu ir no pelo.
Eu não estava aguentando mais, eu já tinha passado dos limites faz tempo. O anticoncepcional que tomo que me salve!
- Ai, Roberto, pode ser sem então. - eu falava, gemendo
- Assim não, pede como a putinha que você é.
- Vai logo, Roberto, porra, para de graça. - eu apertava minhas mãos pra segurar, meu corpo estava implorando.
- Enquanto você não fizer o que eu mando, vai ficar na vontade, gatinha. - ele falou bem pertinho do meu ouvido, terminado com uma lambida.
Falei alguma besteira que não lembro agora. Bem fala de pornô masculino mesmo. Mas foi suficiente.
Ele tirou uma mão do meu quadril, posicionou, e foi entrando. Só de entrar a cabeça, já estava me arregaçando. Eu estava muito molhada, então facilitou, mas mesmo assim doeu bastante no começo. Ele foi colocando devagarinho e eu ajudava com o meu quadril. Ele tirava um pouco e colocava mais fundo, isso ajudou a suportar a dor. “Sua bucetinha é uma delícia, Bia, toda apertadinha”, dizia ele. Eu choramingava, achando que não ia dar. Era muito grosso. Nunca tinha nem visto um daquele tipo, quanto mais recebido um. Tentava ajeitar o corpo e abrir um pouco mais a perna, e aos poucos, fui laceando e a dor foi diminuindo. Ele estava bem cuidadoso comigo…
Até que ele me abraçou forte por trás e enfiou o pau inteiro de uma vez. “Aaaaiiin!!!” - gemi um pouco de dor e muito de prazer. E começou a me comer forte e rápido, um dos braços abraçando minha cintura e o outro passando pelo meu corpo e segurando o meu pescoço, forçando meu rosto pra cima. Eu já não gemia, eu urrava de prazer, eu tava quase arrancando os cabelos dele, enquanto ele beijava e lambia meu pescoço e meu rosto. Não demorou pra eu gozar. Ao contrário de antes, a culpa e a angústia já não fazia mais parte dos meus sentimentos naquele momento. Agora, era puro prazer e desejo.
Mas ele não me deu tempo de me recompor. Me pegou no colo, e me jogou no sofá. Falou pra eu ficar de quatro em cima dele pra gente fazer um meia-nove. O pau dele ainda tava duríssimo. Não sei se ele tomou algum viagra ou se o safado tinha vigor mesmo. Ele me chupava forte, me dedava, e eu gemia tanto que mal conseguia chupar ele. Logo, ele acendeu de novo o fogo em mim, assim fácil…
- Agora eu quero que você me cavalgue, gatinha.
Virei de frente pra ele, e de joelho, comecei a cavalgar, me apoiando no peito dele com as minhas mãos. Foder de frente foi diferente, eu olhava aquele cara grisalho, que me deflorou e violou. Agora não era ele que me violava e me comia, agora eu que estava me entregando e dando prazer à ele com meu corpo inteiro. Quiquei repetidamente, e ele começou a me xingar de “putinha”, “vadiazinha”, “vagabunda”. Não fiquei brava nem neguei.
Eu ainda estava de vestido, que já estava todo molhado de suor, e minha calcinha tava toda arregaçada, então tirei a calcinha, mas ele mandou eu ficar de vestido, que “tava sexy”. Me jogou de quatro no sofá e me comeu por trás. Minha bunda foi massacrada com tapas, devia estar toda vermelha. Me lembrei do vídeo da Ju e minha buceta se apertou toda, que minhas fantasias se tornaram realidade.
- Isso, me aperta todo, putinha. Vou te alargar toda pro seu namorado.
- Cala a boca, seu filho da puta!
Eu não queria que falasse o Paulo, minha mente já tinha bloqueado pra não pensar nisso, por que esse desgraçado falou dele? Me senti um lixo. O pior não era ter traído, era descobrir que, por alguns momentos, eu tinha deixado de pensar no Paulo, tinha ultrapassado um limite que nunca deveria ter atravessado. O pior era admitir que o desejo tinha me consumido e estava gostando. Que o Roberto conheceu um lado meu que o Paulo não conhecia. Como eu poderia estar fazendo isso com um homem tão bom ao meu lado? Eu já tinha tudo o que precisava no meu namorado, por que ir além?
Sei que pode parecer exagerado esse vai e vem de emoções, mas tento ser fiel ao que senti, talvez esses conflitos internos foi um mecanismo de defesa meu me implorando pra eu não fazer merda, e eu ignorei todos os sinais. Não sei se isso acontece com todas as mulheres na primeira traição, mas sei que aconteceu comigo.
Mas o barulho de sexo ressoava no meu corpo, tomava minha atenção. Algo dentro de mim quis se soltar. “Vai, Bia, se você se permitir, vai ser mais gostoso”, esse foi o sentimento que o meu corpo me mandava. Só faltava convencer a minha mente. Que já estava vendida há tempos, só falta mesmo era aceitar. Então… me permiti…
- Ai, que delícia, ai, ai, aaaaaai!!! - E eu soltava uns “que gostoso”, “ai, vai”. Foram gritos de libertação da Bia passada.
Gozei de novo… Meu corpo caiu no sofá, e eu virei de barriga pra cima pra tomar ar. Nisso, ele chega perto de mim e me beija. Eu tentei empurrar ele, beijar parecia errado, mas o que de certo estava acontecendo ali? Perdi as forças, ou fiz que perdi as forças, e acabei aceitando. Foi um contraste meio sensual depois daquele sexo selvagem. Foram carícias inesperadas no meu rosto, no meu braço, na minha perna. O toque dele era mais íntimo do que deveria.
Num choque de realidade me lembrei que eu tinha um namorado que estava viajando e fui responder as mensagens. O Roberto me fez responder enquanto me aliciava com as mãos. Demorei horrores, que eu ficava errando bastante, por motivos óbvios. Ele massageava meus peitos e brincava com meus mamilos. Ele estava adorando a situação, senti o pau dele endurecer de novo e lembrei que ele não tinha gozado ainda. Eu tentava inventar desculpas pela demora nas mensagens, e nem sabia se fazia sentido o que eu tava escrevendo. Ele levantou, e ainda comigo de ladinho, voltou a me comer.
- Tá gostando de falar com o corninho enquanto dá pra mim, gatinha?
- Para de se achar! Ain!!!
Nem lembro se terminei de responder tudo. Finalmente ele tirou o pau e gozou por todo o meu corpo, e no vestido. Nós dois estávamos respirando forte. Ainda não sabia como um homem daquela idade tinha tanto fôlego. Ele me deu uma toalha e fui tomar um banho. Eu queria ficar horas no banho pra refletir, esfregar bem o corpo. Mas no meio do banho, ele entrou. Pedi pra ele sair, mas ele ignorou. Minha pele ainda estava sensível, e ele começou a me ensaboar lentamente, com carinho. Como disse antes, eu não gosto da minha barriguinha, só que ele me pegava de um jeito que eu me sentia uma gostosa mesmo assim. Não conversamos, mas acabou que um lavou o outro, parecíamos um casal.
Vesti a regata vermelha que ele tava vestindo e um conjunto de calcinha e top cinza da calvin klein que ele me deu.
- Vem aqui pra gente deletar nossa conversa.
Eu tinha esquecido completamente! Ele me levou pela mão até o escritório, me colocou no colo dele, e cumpriu com o prometido, enquanto massageava meu peito por de cima da camisa com uma mão. Parecia que um peso a menos saia das minhas costas. Sei que não faz sentido algum, mas fiquei até “agradecida” por ele fazer isso. Senti que não ia rolar mais chantagem.
Dito isso, eu mesma lasquei um beijo nele. Não sabia o que ia dar depois, mas hoje eu queria aproveitar. As mãos dele entravam por debaixo da regata, apertavam minha bunda, e até deixei ele brincar um pouco com o meu cu, algo que eu nunca deixei ninguém mexer. As experiências que eu acabara de passar destravou essa nova personalidade, cheia de confiança, sem se importar com pequenas gordurinhas e celulites, que inibe preconceitos e auto julgamentos. Queria deixar a Bia certinha de lado, só por um dia, pra saborear esse outro lado da vida. Comecei a pensar se eu estava virando exatamente o tipo de mulher que eu criticava.
Jurei que essa loucura não se repetiria, seria algo momentâneo, que pelo menos eu aproveitaria mais umas horinhas. Mal sabia eu que era só o começo. Mas deixemos isso pra outro conto que já ficou muito longo esse rsrsrs

Mas que delícia de conto é que bela bunda você tem muito tesão aqui
Que delícia, vc e o conto, parabéns
bmcontos