Carlos, naquela empolgação de homem que se sente o rei da cocada preta, acabou contando para um amigo próximo sobre o nosso encontro. Não os detalhes mais íntimos, eu imagino. Mas contou o suficiente. E o suficiente incluiu a frase: “Ela é louca por homem de calcinha.”
O amigo, vamos chamá-lo de Marcelo, ficou com aquela informação guardada na cabeça — e na cueca — por semanas. Até que um dia, num churrasco em comum, ele me viu de longe. Eu estava com meu marido, ele com a esposa. Tudo normal. Tudo na mais perfeita aparência de vida dupla.
Na segunda-feira seguinte, meu celular vibrou com um número desconhecido.
“Aline? Aqui é o Marcelo, amigo do Carlos. Ele falou muito bem de você. Será que a gente pode tomar um café qualquer dia desses? Sem compromisso.”
Eu li aquela mensagem umas três vezes. Meu coração acelerou. Minha buceta deu aquele aviso úmido. Eu sabia o que aquilo significava. Um homem casado, amigo do meu amigo, me chamando para um café “sem compromisso”? Não existe isso.
Respondi de forma educada, mas curta. Marquei para o dia seguinte, num café longe do trabalho e longe da casa dos dois.
Cheguei antes. Escolhi uma mesa no fundo, meio escondida. Quando ele entrou, confesso que meu coração deu um pulo. Marcelo era diferente do Carlos. Mais novo, talvez uns 38 anos. Barba feita, cabelo curto, corpo de quem malha mas sem exagero. Usava aliança, uma camisa polo azul e calça jeans. O tipo de homem que qualquer sogra amaria.
Mas eu já estava imaginando o que vinha por baixo daquela calça jeans.
Sentamos, pedimos os cafés. A conversa começou banal: trabalho, futebol, o trânsito. Eu deixei ele conduzir, porque sabia que a qualquer momento o assunto iria mudar de tom.
E mudou.
“Olha, Aline, vou ser direto porque não sei ser outra coisa. O Carlos contou que vocês tiveram um encontro. E ele contou também que você... tem um gosto especial.”
Ele falou baixo, quase sem mover os lábios. A esposa dele, que não estava ali, mas estava. O marido, que não estava ali, mas estava. O perigo.
Fingi inocência. “Não sei do que você está falando, Marcelo. Que gosto especial?”
Ele riu, sem humor. Abriu a calça jeans o suficiente para eu ver — sem nem tirar o botão — uma pontinha de renda preta. Depois fechou rápido.
“Desse gosto.”
Minha boca secou na hora. Meu café esfriou. Olhei nos olhos dele e vi medo, vergonha e tesão. Tudo junto.
“Você usa sempre?” perguntei, já sabendo a resposta.
“Sempre que posso. Minha esposa não gosta. Ela acha que é coisa de... bom, você sabe.”
Ele não terminou a frase. Eu completei na minha cabeça: “coisa de viado”. Mas ali, na minha frente, estava um homem hetero, casado, de calcinha preta, com medo de ser descoberto.
“E o que você quer comigo, Marcelo?”
Ele demorou a responder. Bebeu um gole de café. Olhou para os lados.
“O Carlos disse que com você ele se sentiu à vontade. Que você não julgou. Que até... participou.”
“Participei sim.” Minha voz saiu mais grossa do que eu queria. “E me diverti muito.”
“Eu queria...”, ele hesitou, “saber se você toparia algo assim. Mas...”
“Mas o quê?”
“Mas eu tenho uma fantasia maior. Uma que eu nunca contei pra ninguém.”
O café ficou em silêncio. Até o barista pareceu sumir.
“Conta.”
Marcelo respirou fundo.
“Além de usar calcinha, eu sempre tive vontade de... ser comido. Por uma mulher. Com cintaralho. Eu quero saber como é. E quero que seja você.”
Ali, Aline, naquele café de shopping, eu quase gozei sentada na cadeira. A calcinha que eu estava usando — uma fio dental minúsculo, rosa choque — ficou completamente encharcada. Eu precisei cruzar as pernas para disfarçar.
Um homem hetero, casado, de calcinha preta, querendo que eu comesse ele.
Respiramos juntos. Eu demorei para responder de propósito. Deixei ele suar.
“Você sabe o que está pedindo, Marcelo?”
Ele assentiu, com os olhos marejados de desejo e vergonha.
“Você já fez alguma vez?” perguntei.
“Nunca. Nem com homem. Sempre quis, mas nunca tive coragem.”
Olhei no fundo dos olhos dele. Vi que era verdade.
“Vou fazer uma condição.”
“Qualquer coisa.”
“Você vai usar a calcinha que eu escolher. Vai fazer tudo o que eu mandar. E no final, depois que eu te comer até você implorar para parar, você vai provar o seu próprio leite.”
Ele piscou algumas vezes, processando.
“Beijo branco?”
“Isso. Você já fez?”
“Nunca. Mas se for com você... eu topo.”
Paguei o café. Ele nem ofereceu resistência. Caminhamos separados até o estacionamento. Combinamos o motel para a sexta seguinte. Ele iria dizer para a esposa que ia pescar com os amigos.
Na sexta, eu cheguei primeiro. Levei o cintaralho dentro da minha bolsa — um modelo médio, de silicone pink, com veias realistas. Não era o maior que eu tinha, mas era o mais bonito. Também levei lubrificante e uma calcinha nova para ele vestir assim que chegasse: uma renda bordô, pequena, daquelas que mal cobre o cu.
Quando Marcelo bateu na porta, meu coração estava na boca.
Abri. Ele estava de calça jeans e camisa social. Sem casaco. Vi o volume na calça — não era o pau dele, era a calcinha marcando.
“Tira tudo e veste isso.” Entreguei a calcinha bordô.
Ele obedeceu sem questionar. Em menos de um minuto, ele estava nu e vestindo a peça minúscula. O pau dele já estava duro, escapando pela lateral. O cu aparecia inteiro por trás, empinado. Porém o safado também tinha uma surpresa... Uma meia tipo arrastão, com abertura para facilitar a foda. Meu corpo se encheu de tesão vendo ele vestido igual uma puta.
Dei a volta nele devagar. Passei o dedo por cima da renda, sentindo o calor do corpo dele.
“Você quer ser comido mesmo, Marcelo?”
“Quero, Aline. Por favor.”
Ajeitei o cintaralho. Coloquei ele de quatro na cama. Puxei a calcinha para o lado, deixando o cu dele à mostra. Passei lubrificante com os dedos, devagar, sentindo ele se contrair. Depois, com a ponta da rola de borracha, comecei a pressionar.
“Relaxa. Respira.”
Ele gemeu baixo quando a cabeça entrou. Depois foi empurrando aos poucos, centímetro por centímetro, até que ele estava completamente dentro.
Comecei a mexer devagar. Depois mais forte. Ele gemia contra o travesseiro, ora pedindo para parar, ora pedindo para continuar. Em nenhum momento eu parei.
Quando senti que ele já estava entregue, virei ele de costas. Montei por cima, com o cintaralho enterrado nele. Ele olhava para o teto, os olhos vidrados, a boca aberta.
“Goza agora”, mandei.
Ele obedeceu. Jorrou esperma na própria barriga, no peito, sem nem tocar no pau. Foi um orgasmo convulsivo, daqueles que o corpo todo treme.
Sem dar tempo para ele respirar, tirei o cintaralho. Subi com o corpo e passei o dedo no leite dele. Enfiei o dedo na minha boca e lambuzei toda a cara dele com aquele monte de porra.
“Agora você vai provar.”
Marcelo me olhou assustado. Mas abriu a boca.
Dei um beijo branco nele. Lambuzamos os lábios. Ele estranhou no começo, fez careta. Depois, vendo que eu gostava, ele mesmo passou a língua nos próprios lábios e engoliu.
“Não é tão ruim”, ele sussurrou.
Deitei ao lado dele, suada, satisfeita, com a buceta latejando.
“Você está pronto para o próximo encontro?”
Ele sorriu.
“Já estou pensando em qual calcinha vou usar.”
E foi assim que Carlos, sem querer, apresentou o amigo Marcelo — o homem de calcinha que queria ser comido.
Agora tenho dois segredos guardados. E o meu marido continua dormindo ao meu lado toda noite, sem saber que a mulher que ele ama passa as noites sonhando com machos de renda e cintaralho e se masturbando ao seu lado.
Até o próximo conto.




Hmm que tesão seus contos Iria amar estar vmnvc4 vc escolher a cakcin