Eu estava a 2 anos de completar 18anos quando passei um tempo na casa da minha tia durante as férias. A casa estava sempre cheia, cheia de risadas, bagunça e primos espalhados pelos cômodos. Entre eles havia um primo com 18a. Ele tinha um jeito dominante, seguro de si, daqueles caras que transformavam qualquer brincadeira em competição. Naquela época, brincar de luta era rotina. Bastava alguém provocar que começava empurra-empurra, agarrão e risadas pela casa inteira. E numa tarde abafada, quando todos saíram e só nós dois ficamos em casa, começamos mais uma dessas brincadeiras. No início era tudo normal. Tentávamos derrubar um ao outro no sofá da sala, rindo e provocando. Mas ele era mais forte. Em poucos segundos conseguiu me prender, segurando meus braços enquanto eu tentava escapar. Quanto mais eu me mexia, mais nossos corpos se encostavam, pele com pele, respiração pesada, o calor aumentando naquele silêncio estranho da casa vazia. Foi aí que o clima mudou. A brincadeira perdeu o tom inocente e ficou carregada de tensão. Ele continuava me segurando firme, muito perto, enquanto eu sentia meu coração acelerar sem conseguir entender direito o motivo. Existia nervosismo, mas também uma curiosidade difícil de controlar. Parecia que nenhum dos dois queria interromper aquele momento. Tudo aconteceu rápido depois disso. O jeito decidido dele mostrava que a situação já tinha ultrapassado qualquer limite da brincadeira. Eu tentava processar o que estava acontecendo enquanto era dominado pela intensidade do momento. O silêncio da casa, o ventilador girando ao fundo e a proximidade entre nós deixavam tudo ainda mais marcante. No começo, a sensação foi forte demais, quase avassaladora. Meu corpo inteiro ficou tenso enquanto ele mantinha movimentos intensos e ritmados, completamente entregue àquele instante. Eu sentia a adrenalina misturada ao desconforto, sem conseguir distinguir direito o que era medo, surpresa ou desejo. E então veio aquela sensação repentina, quase como uma explosão emocional e física ao mesmo tempo. Um turbilhão difícil de explicar, que me deixou sem reação por alguns segundos. Eu nunca tinha vivido algo tão intenso antes. Quando tudo terminou, o silêncio tomou conta da sala. Nós dois tentávamos recuperar o fôlego enquanto o mundo parecia continuar normalmente ao redor. Ele apenas me olhou de um jeito diferente, como se soubesse que alguma coisa tinha mudado entre nós para sempre. E tinha mudado mesmo. Depois daquela tarde, criamos um segredo silencioso. Bastava um olhar atravessado ou um momento sozinho para toda aquela tensão reaparecer. O que começou como uma simples brincadeira acabou se tornando uma experiência que marcou profundamente minha vida e a forma como passei a enxergar desejo, intimidade e descoberta.
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