Embora tenha relatos de relações sexuais, esse não é um conto erótico no real sentido da palavra. É mais uma necessidade que tenho de contar como tudo começou, como comecei a ter interesses homossexuais. Minha vida nesse meio começou muito cedo. Estava eu na casa de uns primos, ia lá com frequência e eles também vinham na minha. Um deles, Carlos (nome fictício) tinha a mesma idade que eu e Paulo, três anos mais velho. Brincávamos de brincadeiras normais e eu nunca havia tido qualquer interesse sexual em ninguém, seja menino ou menina. Não tinha idade pra isso. Certo dia, estava eu na casa deles, em Goiânia. Assistíamos a um filme e seus pais não estavam em casa. Em um momento eles desapareceram e, depois de um tempo, voltaram com suas caras lerdas, propondo uma brincadeira diferente. Eu ainda não sabia o que era, mas a brincadeira era o conhecido “troca-troca”. Fomos ao banheiro, eles disseram o que era, fiquei assustado, mas fui. Nos esfregamos, mas ninguém conseguiu penetrar ninguém. Passamos a brincar sempre disso, inclusive quando tomávamos banho juntos. Assim como eles, meu interesse era apenas heterossexual, queria penetrar e não sentia nenhum desejo em ser penetrado. Depois de um tempo, comecei a sentir algo diferente quando eles me tocavam. Ainda não nos penetrávamos. Logo veio um desejo estranho em ser sempre o que ficava na frente. Comecei a ficar excitado ao sentir o pau deles esfregando no meu cuzinho. Comecei a desejar ser penetrado, mas apesar disso, não deixava. Depois de muito tempo, senti vontade de colocar a boca e chupar o pênis deles. Propus que brincássemos disso, mas eles nem cogitaram me colocar pra chupar primeiro. Eu teria feito mesmo que eles se negassem a fazer depois. No ano seguinte me mudei para o interior. Fiquei um bom tempo sem ver meus primos. Lá, embora tenha tido diversas oportunidades em fazer sexo com homens, nunca fiz. Nunca entendi muito bem o motivo, mas sempre aparecia um tarado querendo me comer, mesmo eu não tendo qualquer trejeito homossexual. Vou abrir um parêntese, para contar o porque disso: não tenho jeitos ou trejeitos. Se você me ver na rua, nunca vai imaginar que também gosto de homem. Não dou e nunca dei pinta, embora tenha peitinhos avantajados para um menino e, na infância, isso era motivo de chacota e até de constrangimentos. Fui cortejado diversas vezes por homens mais velhos, conhecidos e desconhecidos. Voltando ao fato principal, adoro mulheres. Morando no interior, já com meus 13 para 14 anos, eu já havia dado uns beijinhos e amassos em várias garotas da cidade onde morava. Após três anos em que estava naquela cidade, voltei a Goiânia nas férias escolares e fui visitar meus primos. Eu já tinha 14 e o mais velho Paulo 17. Não tocávamos mais no assunto das brincadeiras, até que, um dia, fiquei sozinho com Paulo e ele começou a com provocações, dizendo que já tinha me comido. Provocações de adolescente. Só para lembrar, isso nunca tinha acontecido, só nos esfregávamos. Logo ele me chamou para ir ao banheiro. Eu fui. Ele disse que eu poderia ir primeiro. Abaixei as calças, tirei o pênis ainda de menino, e comecei a esfregar nele que logo disse: “chega, agora é minha vez”. Terminei de baixar a bermuda. Ainda nem tinha pelos pubianos. Ele, mais experiente, apesar de também ainda ser virgem, deu uma cusparada na cabeça do pau, pincelou meu cuzinho e começou a forçar. Depois de algumas tentativas, conseguiu colocar apenas a cabeça. Entrou, mas só a cabeça. Com vergonha, pois sabia que ele tinha conseguido e eu não, encerrei a brincadeira. Mas meu desejo era de ter continuado, pois embora tenha sido a primeira vez, entrou macio e meu tesão explodiu ao sentir aquele pau dentro de mim. Depois de um tempo percebi que ele perdeu o “cabaço” comigo e eu com ele. Ao contrário do que dizem, não senti nenhuma dor e, por muito tempo me lembrei daquela sensação de submissão, de estar de quatro com um “homem”, na verdade menino, tentando me penetrar, de estar sendo fonte de prazer de alguém estando em uma posição feminina. Me relaciono com mulheres e gosto muito por sinal. Mas desde que comecei e brincar com meus primos passei a explorar mais meu corpo, me conhecer. O desejo homossexual foi crescendo e logo já estava introduzindo consolos como cenouras etc. Comecei a sentir muito desejo em ser mulher, mas nunca tinha tido nenhuma experiência, além da que tive com meu primo. Usava lingerie escondido e às vezes até saia na rua com calcinha sobre a roupa. Isso me excita muito. Embora adore mulheres e sinta mais prazer tendo relação heterossexual que homossexual, não tenho muito jeito com elas. Isso mesmo, tenho mais tesão em mulher que em homem. Sou muito tímido e as relações que tive foram iniciativas delas e não minhas. Até tento, mas travo e as coisas não fluem. Certa vez, entrei em uma dessas salas de bate papo e conheci um garoto. Conversamos por um tempo e logo veio o convite para ir a sua casa. Tremi de medo, gelei, e senti um tesão gigantesco como não havia sentido antes. Fui. Não usei calcinha, pois não sabia se ele gostava. Apenas me limpei (já conhecia bem a duchinha), passei um óleo no corpo e fui. Chegando lá, já tarde da noite, a rua era deserta, escura e o rapaz me esperava na calçada. Quase desisti, mas o tesão falou mais alto. Parei, ele me convidou pra entrar, morava na casa dos fundos. Fizemos silêncio e entramos. Fomos direto pro quarto. Ele foi logo tirando o pau para fora e, eu já peguei como se tivesse feito isso várias vezes. Tirou a roupa. Eu acompanhei. Ficou de pé sobre a cama, tinha um pau nem grande nem pequeno demais. Segurei e me senti nas nuvens. Comecei a chupar lamber, morder e logo ele me colocou de quatro. Fez do mesmo jeito que meu primo. Deu uma cusparada e começou a colocar a piroca em mim. Eu já havia me masturbado com consolos diversas vezes, mas ainda assim, senti uma ligeira dor quando ele colocou todo seu pau dentro de mim. Transamos em diversas posições. Me realizei com esse garoto, pois foi meu primeiro homem e minha primeira transa de verdade com homem. Depois disso conheci vários caras, saí com alguns, tive experiências como ativo, saí com casais e mantenho contato com três ou quatro homens, todos casados. Como já disse, gosto muito de mulheres. Na verdade, tenho mais tesão com elas. Tanto que prefiro ter relacionamento heterossexual. Embora adore estar no lugar da mulher às vezes, nunca me imaginei tendo relacionamento fixo com um homem. Não me agrada e não me atrai. Já tentei parar várias vezes. Fiz tratamento em psicólogo, fui à igreja, parei várias vezes por um tempo, meses, mas de repente vinha a vontade e eu voltada a sair com homens sempre sendo passivo e com a maioria como cdzinha (crossdresser).