Pegando a estrada

Finalmente chegou o dia tão esperado. Eu estava ansiosa para o passeio à casa da Julia, em Bertioga.
Antes de mais nada, deixe-me me apresentar. Meu nome é Silvana, moro em uma comunidade próxima à Cidade Universitária. Este ano, depois de muito esforço, consegui entrar em um curso muito concorrido. Por isso, poucas pessoas de origem humilde como a minha frequentam esta faculdade (que, por motivos óbvios, prefiro não mencionar).
Sou muito tímida e, por não me sentir confortável com as conversas dos meus colegas de classe, não me enturmei com os demais alunos. Porém, havia uma colega que, assim como eu, sentava no fundo da sala e também se mostrava bastante reservada. Acabamos nos aproximando e nos tornamos amigas: a Julia.
Ela não falava muito da sua vida pessoal. Depois de alguns meses fazendo todos os trabalhos juntas, ela começou a comentar o quanto gostava de surfar e que quase todo fim de semana ia para a casa dela na praia, para surfar com o pai, com quem morava. A mãe havia se mudado para os EUA após receber uma promoção no banco de investimentos em que trabalhava.
Num comentário brincalhão, eu disse que ela bem que poderia me ensinar a surfar. Ela se animou na hora e respondeu:
— Por que não? Está chegando o feriado. Quer vir com a gente passar o fim de semana? Vai ser muito legal.
Fiquei superanimada, mas um pouco insegura. Falei que conversaria com minha mãe e responderia no dia seguinte. Quando comentei com ela, minha mãe achou ótimo e me incentivou, o que tirou toda a minha insegurança.
No dia seguinte, confirmei que iria. Depois disso, mal tocamos mais no assunto, pois teríamos uma semana puxada com muitos trabalhos. O feriado seria só na semana seguinte. Eu, no entanto, estava cheia de expectativa, embora não demonstrasse nem para ela nem para minha mãe.
Chegou a quarta-feira. O feriado de Corpus Christi seria na quinta, e a sexta seria ponte. Combinamos de sair da casa dela ainda na quarta à noite. Ela me passou o endereço e cheguei por volta das 18h. De cara, fiquei impressionada com a casa dela — era muito bonita. Conversamos um pouco e ela me disse que o pai chegaria do trabalho por volta das 19h. Depois comeríamos algo e desceríamos em seguida.
Preparamos uns lanches juntas. Ela falou que ia tomar banho e que eu deveria ficar à vontade. Enquanto ela estava no banho, o pai dela chegou. Nos apresentamos e fiquei impressionada com a jovialidade dele, o quanto era atlético e bonito. Avisei que a Julia estava tomando banho. Ele disse que também tomaria um banho rápido para podermos sair o quanto antes.
Logo depois, a Julia apareceu na sala onde eu estava, mexendo no celular. Ela já estava bem à vontade, vestindo um pijama: um shortinho pequeno e largo e uma camisa de botões curta. Disse que chegaríamos bem tarde e que preferia já descer preparada para dormir. Achei um pouco estranho, mas entendi que fazia sentido, já que iríamos de uma casa para outra e provavelmente não teríamos contato com ninguém no caminho.
Ela me chamou para a cozinha para comermos o lanche. Em seguida, o pai dela apareceu para nos acompanhar. Levei um susto quando o vi: estava vestido apenas com um short de corrida e uma camiseta regata, e era possível perceber que não usava nada por baixo.
Fiquei um pouco constrangida, mas conversamos bastante. Ele era muito divertido, o que ajudou a quebrar o gelo. Rimos muito e o constrangimento passou. Após uns trinta minutos, levamos as mochilas para o carro. Ele foi muito prestativo, ajudou a colocar tudo no porta-malas, que era bem grande, e nos preparamos para sair.
Fui sentada no banco de trás e a Julia na frente, com o pai. Estávamos bem animados. Ele colocou uma playlist de rock dos anos 90, que eu adoro, e fomos cantando e conversando animadamente. Ele avisou que a viagem duraria cerca de três horas e meia. Depois de uns quarenta minutos, a estrada ficou bem escura e começou a bater um cansaço. Já não conversávamos mais com tanto entusiasmo. Ele perguntou se estávamos com sono. Respondi que sim. Então ele colocou uma música mais calma e disse que, se eu quisesse, podia dormir, pois ainda faltavam umas duas horas e meia de viagem.
Comecei a cochilar. Acordei com uma respiração mais acelerada da Julia. Estava muito escuro e eu não conseguia enxergar direito, mas, quando passávamos por alguns trechos mais iluminados, percebi que a mão direita do pai dela estava mexendo no colo dela. Fiquei quietinha, fingindo dormir. Até que ouvi um pequeno gemido da Julia. Fiz um movimento involuntário, o que a fez se conter. Notei o pai dela rapidamente voltar a mão para o volante.
Como já havia me denunciado, perguntei se ainda faltava muito. Ele respondeu que ainda faltava uma hora e meia e que eu podia voltar a dormir. Disse que dormiria mesmo, pois estava muito cansada.
Fiquei bem quieta. Notei que a Julia olhava para trás de tempos em tempos. Fingi dormir novamente. Então ouvi o pai dela perguntar:
— Dormiu?
Julia respondeu:
— Sim.
Em seguida, ela perguntou:
— Posso dormir no seu colo?
Ele respondeu:
— Melhor não, filha.
Ela insistiu:
— Por favor, só um pouquinho...
Ele não respondeu. Percebi que ela soltou a parte transversal do cinto de segurança, passou-a por trás das costas e deitou no colo dele. Comecei a ouvir barulhos que logo supus o que significavam. Agora era ele quem estava mais ofegante. Falava baixinho com ela: “Filha… hum…”. Pouco depois, notei um pequeno espasmo dele no banco da frente. Não falaram mais nada. Logo em seguida, Julia voltou à posição normal e ajeitou o cinto de segurança.
Minha imaginação disparou. Não consegui conter a excitação. Sentia que minha calcinha estava completamente encharcada ao presenciar aquela cena bem ali, na minha frente. Ao mesmo tempo, fiquei atordoada e muito confusa.
Alguns minutos depois, a iluminação da estrada ficou mais intensa. Parecia que estávamos chegando. Julia se virou e, ao ver que eu já estava olhando pela janela, perguntou se eu conhecia Bertioga. Respondi que nunca tinha ido. O pai dela nos interrompeu:
— Agora já estamos chegando. Só mais dez minutos.
Ao chegar à casa, ele abriu o portão com o controle remoto, entramos na garagem, pegamos as mochilas e subimos. Julia disse que não estava mais aguentando de sono. O quarto dela tinha apenas uma cama king size. Ela perguntou se eu me incomodava de dormirmos juntas. Respondi que não, claro que não. Na verdade, nunca tinha dormido em uma cama tão grande. Ela deixou a mochila no chão, se jogou na cama e apagou quase instantaneamente.
Eu ainda fui ao banheiro, tomei um banho, coloquei uma camiseta de dormir e uma calcinha, e me deitei pensando em tudo o que havia acontecido. Alguns minutos depois, adormeci.

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Ficha do conto

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silvanajambo

Nome do conto:
Pegando a estrada

Codigo do conto:
264680

Categoria:
Masturbação

Data da Publicação:
17/06/2026

Quant.de Votos:
3

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