No meu imaginário, ela representa um dos meus desejos mais intensos: estar unido à minha esposa enquanto seu namorado a descobre, percorre e explora um território que durante muito tempo foi conhecido por mim. Não como perda, disputa ou ameaça, mas como partilha, cumplicidade e expansão da intimidade.
Talvez o amor não precise ser medido pela exclusividade dos corpos, mas pela capacidade de transformar o medo em confiança, a posse em liberdade e o desejo em celebração. Afinal, ninguém é dono de ninguém; somos apenas viajantes que, por um tempo, têm o privilégio de conhecer e admirar os territórios uns dos outros.


Otimo, votado