Todo homem casado conhece alguma piadinha sobre sogras, algumas pejorativas, algumas glorificando essas criaturas que vem a ser muito importante nas nossas vidas. A aventura com a minha sogra teve início na maldita (ou bendita) época do COVID-19. Minha mulher, que trabalhava num hospital foi obrigada a socorrer de perto muitos pacientes, na época e sinto muito orgulho dela poder salvar muitas vidas. O hospital que teve uma queda no número de atendentes e médicos sugeriu que funcionários pudessem praticamente morar no hospital, evitando assim arriscar a serem contaminados fora e transmitir a doença durante o trabalho. Minha mulher aceitou a condição e resolveu fazer um turno de 15 dias no trabalho e folgar 3 dias, até a coisa normalizar. Eu felizmente poderia trabalhar de casa fazendo a minha consultoria on-line, e apoiei a decisão dela. Nesse período a minha sogra ficaria na minha casa auxiliando os afazeres domésticos, já que eu dispensei a faxineira semanal que trabalhava para nós. Eu poderia visitar a minha mulher a qualquer hora mas sem nenhum contato, apenas através de uma janela, como a sala de visitas de uma prisão.
Tudo organizado para não prejudicar nossos afazeres, começou a vida restrita com o mundo, em dias e horas marcados para compras essenciais apenas. Depois de uma semana, já acostumando a viver meio confinados em casa, aconteceu o inevitável. Numa noite depois de conversar bastante com sogra, pude sentir que a vida dela não era um mar de rosas como parecia ser. Desquitada do marido 3 anos depois de ter tido a minha mulher, viveu quase 15 anos separada, cuidando da filha, até perder o marido num acidente. Felizmente apesar de separados, o finado teve a dignidade de deixar os negócios dele com o sócio e também para ela. Assim ela não teve dificuldade financeira nenhuma, muito comum nesses casos. Mas afetivamente ela foi muito infeliz, já que teve uma formação muito rígida. Depois de um longo papo, quase um desabafo para ela, a coisa rolou meio que sem jeito, eu nervoso e meio perdido, ela sem graça e surpresa com a própria reação. Apenas alguns beijos foram o suficiente para rolarmos no sofá e depois no tapete da sala. Eu me senti como um adolescente na sua primeira experiencia e ela também mas o desejo foi maior que acabamos fazendo sexo meio que cheio de culpas e remorsos.
No dia seguinte, já conformados com o ocorrido, resolvemos encarar os fatos como adultos e seguir em frente. Jamais iria destruir meu casamento e ela também não queria aproveitar da ocasião. Concordamos em manter sigilo e se houver oportunidade, repetir a dose, sem remorsos, apenas satifazer os desejos.
Tudo correu normalmente, minhas visitas no hospital, as folgas dela a cada 15 dias, apenas com a diferença que nas noites só com a sogra em casa nossos desejos pareciam não ter fim. Ela parecia que queria recuperar o tempo perdido e eu tentava acompanhá-la.
Hoje, depois de quase 5 anos a pandemia acabou, a vida voltou ao normal, tivemos uma filha que foi um presente para a avó cheia de orgulho da sua primeira netinha. Mas continuamos o nosso relacionamento secreto, sempre tomando o cuidado de nada dar errado. Afinal de contas, ela é e sempre será a minha sogra, minha amante.