Oginásio cheirava a suor velho e pó de magnésio. Tânia ajustou o nó da faixa preta pela terceira vez em menos de um minuto, um tique que Rafaela já reconhecia de longe. As outras alunas já tinham saído, e o relógio na parede marcava quase dez da noite. A porta metálica bateu atrás do último a sair, e o silêncio que se seguiu tinha aquele peso específico de quem sabe que ficou para treinar além da conta.
"Ficou para o esquadrão de elite, é?" Rafaela disse, estalando os ombros. O kimono branco já mostrava manchas amareladas nas axilas e joelhos, sinal de muitos anos de uso. Tânia riu, mostrando a fileira de dentes perfeitos contra a pele escura do rosto.
"Esquadrão de elite é comigo. Você é a reserva." Tânia jogou o cabelo trançado para trás e pisou no tatame descalça. Os dedos dos pés eram largos, firmes no chão macio. Rafaela sorriu de canto, sem responder. Caminhou até o centro do tatame e fez um gesto com a mão, chamando.
Começaram de pé. Tânia adiantou o pé direito, buscando a pegada na gola de Rafaela. Os dedos compridos fecharam no tecido grosso do kimono, puxando para o lado. Rafaela deixou puxar, acompanhou o movimento, e quando Tânia tentou a entrada de perna, Rafaela já tinha deslocado o quadril para o lado contrário. O contra-ataque veio rápido: Rafaela agarrou a manga, girou o corpo, e usou a própria força de Tânia contra ela. O impacto das costas de Tânia no tatame soou seco, abafado.
"Reserva, né?" Rafaela disse, parada ao lado do corpo caído.
Tânia rolou para o lado e se levantou num movimento fluido. Os músculos dos ombros marcavam sob o kimono, e o suor já começava a aparecer na testa. Voltaram a se pegar. Desta vez Tânia foi mais cautelosa, manteve a distância, circulou. Rafaela perseguia com passos curtos, sempre dentro do alcance. Quando Tânia esticou o braço para agarrar a gola, Rafaela desceu de uma vez, agarrou a coxa, e levou a amiga ao chão com uma rasteira limpa. Tânia caiu de lado, e antes que pudesse se recuperar, Rafaela montou.
O peso de Rafaela sobre o abdômen de Tânia era sólido. As coxas grossas apertavam os flancos da negona, prendendo. Tânia tentou empurrar, mas Rafaela já controlava os braços, um de cada lado, com as mãos firmes nos pulsos. A posição era clássica de jiu-jitsu, mas havia algo a mais no jeito que Rafaela mantinha o olhar fixo no rosto de Tânia. Não era a expressão de quem treina. Era a expressão de quem avalia.
"Você está lenta hoje." Rafaela disse, sem soltar os pulsos.
"Solta, Rafaela. Vamos de novo." Tânia respondeu, debatendo as pernas. O movimento fez o quadril de Rafaela deslizar levemente para frente, e por um segundo, o púbis de uma pressionou contra o da outra através do tecido fino do kimono. Tânia parou de se debater. Rafaela não se moveu. O segundo durou mais do que deveria.
Rafaela inclinou o tronco para frente, aproximando o rosto. O hálito quente batia no queixo de Tânia. Cheirava a café e proteína. Os seios de Rafaela, pesados sob o kimono, esmagaram contra o peito de Tânia. A negona engoliu em seco, e o pomo de adão subiu e desceu na garganta escura.
"Eu não falei para parar." Rafaela sussurrou. A voz saiu diferente. Não era a voz de treinadora. Era mais grave, mais lenta, com cada palavra medida e deliberada.
Tânia abriu a boca para responder, mas Rafaela já estava soltando um dos pulsos e levando a mão para o queixo da amiga. Os dedos agarraram o maxilar com firmeza, virando o rosto de Tânia para o lado. O polegar pressionou a bochecha macia, e a boca de Tânia se abriu levemente sob a pressão. O olhar de Tânia, que até então mantinha uma expressão de desafio, vacilou. As sobrancelhas franzidas se desfizeram, e os olhos escuros piscaram duas vezes, rápidos.
"Fica quieta." Rafaela ordenou.
A mão livre de Rafaela desceu do pulso para o peito de Tânia, espalmada sobre o esterno. Sentiu a respiração acelerada sob a palma. Os dedos caminharam para baixo, devagar, passando pelo abdômen que subia e descia, até chegar na faixa do kimono. Tânia prendeu a respiração. O tecido da faixa cedeu sob os dedos habilidosos de Rafaela, que puxou a ponta com um movimento único, desfazendo o nó. A faixa se abriu e as abas do kimono se afrouxaram.
"Rafaela..." Tânia começou, mas a mão no queixo apertou mais forte.
"Eu disse quieta."
O kimono se abriu lateralmente, revelando a camiseta por baixo, colada ao corpo pelo suor. Os seios de Tânia, grandes e firmes, marcavam os contornos da camiseta molhada. Os mamilos escuros eram visíveis através do tecido branco transparente de tanto suor. Rafaela olhou. Não disfarjou. Olhou demoradamente, da mesma forma que olhava um oponente no tatame, mapeando pontos fracos e ângulos de ataque.
A mão que desfizerá a faixa subiu pela lateral do tronco de Tânia, sob o kimono aberto, sentindo a pele quente e úmida. Os nós dos dedos passaram pelas costelas, uma a uma, subindo até alcançar a borda da camiseta. Tânia cerrou os punhos ao lado do corpo. Não empurrou. Não tentou se soltar. As pernas, que antes debatiam, estavam imóveis no tatame.
Rafaela puxou a camiseta para cima, devagar, enrolando o tecido até expor o abdômen de Tânia. A pele negra brilhava de suor, e os músculos definidos do ventre tremiam levemente. Rafaela continuou puxando, passando pelos seios, liberando-os da camiseta. Os seios caíram livres, grandes e pesados, com os mamilos escuros e enrugados de excitação. O ar do ginásio bateu na pele molhada, e Tânia arrepiou.
"Linda." Rafaela disse, simplesmente, como quem constata um fato.
A mão que segurava o queixo desceu para o pescoço. Os dedos se fecharam, não apertando, mas ocupando o espaço. Tânia engoliu, e a mão acompanhou o movimento da garganta. O polegar acariciou a lateral do pescoço, onde a veia pulsava rápido.
"Você treina comigo há três anos." Rafaela disse, a voz baixa. "Três anos me vendo no tatame. Três anos me ajudando a fechar a academia. Você acha que eu não percebi?"
Tânia não respondeu. Os olhos se desviaram para o teto.
"Olha para mim." Rafaela ordenou.
Tânia obedeceu. O olhar das duas se encontrou, e ali, deitada no tatame com os seios de fora e a mão de Rafaela no pescoço, Tânia soube que algo tinha mudado. A amiga de treino tinha sumido. No lugar, havia alguém que ocupava cada centímetro do espaço, que preenchia o ar com uma autoridade que não precisava de palavras altas.
Rafaela se inclinou e passou a língua pelo mamilo esquerdo de Tânia, lenta, de baixo para cima. O gosto era salgado, quente. Tânia soltou um som abafado, e as costas arquearam levemente, oferecendo o seio. Rafaela abocanhou o mamilo, sugando com força, puxando o seio escuro entre os lábios. A mão livre apertou o outro seio, afundando os dedos na carne macia, torcendo o mamilo entre o indicador e o polegar.
Tânia gemeu, e o som ecoou no ginásio vazio. As mãos que antes estavam fechadas ao lado do corpo se abriram, os dedos espalmados no tatame, agarrando o material macio.
Rafaela largou o seio com um estalo molhado e se levantou. Ficou de pé sobre Tânia, olhando para baixo. O kimono de Rafaela também estava aberto, e a camiseta por baixo subira com o movimento, mostrando a barriga definida. Tânia olhou para cima, e a perspectiva de baixo mostrava o corpo de Rafaela recortado contra a luz fluorescente do teto.
"No jiu-jitsu, quando você trava a montada, você controla." Rafaela disse, ajustando o próprio kimono sem tirar o olhar de Tânia. "Na vida, é a mesma coisa. Quem controla o chão controla tudo."
Tânia permaneceu deitada, os seios expostos, o kimono aberto, a respiração ainda irregular. Não se cobriu. Não se levantou. Esperou.
Rafaela estendeu a mão.
"Levanta. A aula não acabou."
Tânia agarrou a mão e se ergueu. As pernas tremiam levemente, e o suor escorria entre os seios expostos. Rafaela não soltou a mão. Puxou Tânia para perto, até os corpos se tocarem, peito contra peito. A diferença de altura fazia com que os seios de Tânia ficassem na altura do rosto de Rafaela.
"Amanhã você vem aqui uma hora mais cedo." Rafaela disse contra a pele do peito de Tânia. "Vamos treinar algo diferente."
Tânia assentiu com a cabeça, sem palavras. Rafaela soltou a mão, ajeitou o kimono, e caminhou até o vestiário. Tânia ficou parada no centro do tatame, com os seios de fora e a faixa no chão, o cheiro de suor e de Rafaela ainda impregnado na pele.



Bom demais, intenso, delicioso, maravilhoso, sensual, picante, sexy, sem precisar ser explicito, delicioso de ler e muito bem escrito, você sabe como conduzir uma escrita e deixar o leitor bem curioso viu? Parabéns. Tem mais? Mais uma vez, as fotos são maravilhosas, a beleza da mulher negra é singular, é deliciosamente linda, perfeito, o mais puro e doce chocolate. votado e aprovado
Parabéns pelo conto, votado