O date duplo que virou uma traição (parte 1)



Eu tinha 18 anos e estava no início do namoro com o Pedro. Sempre fui tímida perto dos amigos dele, mas com a Victória foi diferente. Ela era alta, magra, com uma bunda redondinha e durinha que marcava mesmo na roupa, uma tatuagem delicada na coxa esquerda, óculos que deixavam ela com cara de inteligente, cabelo liso curto com mechas rosa e azul, e um piercing no septo que chamava atenção toda vez que ela sorria.
Nós nos conectamos rápido. Conversávamos sobre séries, livros e músicas como se nos conhecêssemos há anos. O Pedro sugeriu um almoço na casa dele, e o dia fluiu tão bem que, quando a noite chegou, eu não queria que terminasse. Sugeri que eles ficassem pra assistir um filme.
Quando os meninos saíram para comprar cerveja, ficamos só nós duas.
Assim que a porta fechou, um silêncio estranho caiu sobre a sala. Meu coração acelerou de um jeito que eu não conseguia explicar. Senti um calor estranho subindo pelo corpo, especialmente quando ela se aproximou e sentou bem perto de mim no sofá.
— Quer escolher o filme? — perguntei baixinho.
— Pode ser… vamos ver o que tem — respondeu ela, a voz também mais baixa que o normal.
Nossos braços se encostaram. Depois as pernas. Nenhum de nós se afastou. Era como se estivéssemos testando algo novo, algo proibido, sem entender ainda o que era. Durante o filme, debaixo da coberta, nossas mãos se encontraram. Primeiro só os dedos roçando. Depois um carinho tímido. Eu sentia a respiração dela mudar quando minha mão deslizava pela coxa dela, perto da tatuagem. Ela retribuía, tocando minha cintura, subindo devagar por baixo da blusa. Nenhuma palavra. Só olhares rápidos, respirações mais curtas e aquele calor crescendo entre nós.
Quando o filme acabou e vimos que os meninos estavam completamente apagados de tanto beber, trocamos um olhar.
— Eles não vão acordar… — murmurei.
Victória mordeu o lábio de leve, parecendo tão nervosa quanto eu.
— Quer… tomar um banho? Pra relaxar um pouco?
Assenti. Meu corpo inteiro tremia de expectativa.
Fomos para o banheiro em silêncio. Tranquei a porta. A luz era amarelada, quente. Ela se aproximou devagar e me deu um beijo suave, quase hesitante. Nossos lábios se tocaram como se os dois lados estivessem com medo e ao mesmo tempo querendo mais. O beijo foi ficando mais profundo, mais curioso.
Tiramos a roupa uma da outra devagar, explorando. Quando vi o corpo dela nu — alta, magra, pele macia, os seios pequenos e empinados, a curva perfeita da bunda durinha e aquela tatuagem na coxa — fiquei sem ar. Ela também me olhava como se estivesse descobrindo algo novo.
Entramos no box. A água quente caiu sobre nós como uma carícia. Ficamos um tempo só se abraçando, sentindo a pele molhada uma da outra, os corações batendo forte.
Victória me encostou na parede com delicadeza. Seus dedos traçavam meu corpo, descendo pelo pescoço, pelos seios, pela barriga, até chegar entre minhas pernas. Quando ela me tocou ali, tão suave, soltei um suspiro longo contra o ombro dela.
— Isso é tão… estranho… mas tão bom — sussurrei, voz tremendo.
— Pra mim também… — respondeu ela baixinho, beijando meu pescoço. — Eu nunca senti isso com ninguém.
Ela se ajoelhou devagar na minha frente. A água escorria pelo cabelo curto colorido. Olhou pra mim como se pedisse permissão. Quando assenti, ela me beijou ali, primeiro com carinho, depois com mais fome, explorando com a língua cada parte minha. Era lento, dedicado, quase reverente. Minhas mãos foram parar no cabelo dela, segurando com delicadeza enquanto meus quadris se mexiam devagar contra sua boca.
Quando minhas pernas começaram a tremer, eu praticamente implorei pra ela não parar:
— Vic... eu vou gozar, não para por favor...
Ela continuou me chupando lento mas com vontade, o ritmo era perfeito. Ela sabia exatamente o que estava fazendo.
— Aiii... isso Vic... eu vou gozar na sua boca.
Senti uma explosão dentro de mim e meu corpo estava inteiro tremulo, a vontade era de gemer bem alto mas consegui me controlar. Foi um orgasmo maravilhoso. Eu a puxei pra cima e a beijei, sentindo meu próprio gosto nela. Virei ela de costas pra mim, colando meu corpo no dela. Meus seios pressionados contra suas costas, minha mão descendo pela barriga dela até encontrar sua bucetinha quente e molhada. Toquei com cuidado, circulando, sentindo como ela pulsava. Beijava suas costas, os ombros, o pescoço, enquanto meus dedos se moviam mais firmes.
— Você é tão linda… — murmurei contra sua pele.
Victória soltou um gemido baixinho, encostando a testa na parede, o corpo tremendo contra o meu.
— Que delícia Maju... to me segurando pra não gemer alto aqui...
— Continua desse jeito, tá uma delícia - Disse ela enquanto rebolava nos meus dedos. Não demorou muito e sua respiração começou a ficar mais pesada, senti a temperatura do seu corpo mudar.
— Eu vou gozar... isso... isso... aii... ai... caralho...
Quando ela gozou, foi lindo. o corpo inteiro se entregando, a respiração falhando, a mão dela apertando a minha contra ela.
Ficamos abraçadas debaixo da água por um tempo, trocando beijos lentos e carinhos no rosto, ainda sem acreditar no que tínhamos acabado de fazer.
Desliguei o chuveiro. O silêncio repentino deixou o banheiro ainda mais íntimo.
— Isso foi um erro… — sussurrei. — Não deveria ter acontecido. Ainda mais com eles aqui do lado.
Victória me olhou, mordendo o canto do lábio.
— Verdade… — respondeu baixinho. — Mas foi bom. Não posso negar.
Nós duas rimos, um riso nervoso, quase adolescente. Nos secamos em silêncio, trocando olhares e sorrisos pequenos.
Voltamos para a sala na ponta dos pés. Meu coração estava disparado. Eu imaginava mil coisas horríveis: os meninos acordados, nos esperando com raiva… Mas o que encontramos foi Pedro e Wesley dormindo profundamente, cada um largado no seu colchão de um jeito quase cômico.
Nós nos olhamos e caímos na risada baixa mais uma vez.
Deitamos no colchão que sobrou. Apagamos a luz. No escuro, ela se virou de costas pra mim e eu me encaixei nela, de conchinha. Sem pensar muito, passei o braço por cima dela e deixei minha mão descansar sobre seus seios. Victória soltou um suspiro contente e virou o rosto. Nossos lábios se encontraram num beijo rápido, doce, quase inocente.
Nenhum de nós disse nada. A gente sabia que aquilo era perigoso demais. Que não podíamos repetir.
Mas ali, no escuro, com o corpo dela colado no meu, eu me permiti sentir tudo antes de dormir.
Foto 1 do Conto erotico: O date duplo que virou uma traição (parte 1)


Faca o seu login para poder votar neste conto.


Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.


Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.


Twitter Facebook

Comentários


foto perfil usuario afim2

afim2 Comentou em 30/06/2026

Conto delicioso. Cheio de sensualidade .




Atenção! Faca o seu login para poder comentar este conto.


Contos enviados pelo mesmo autor


265372 - Primeira Balada recém solteira - Categoria: Lésbicas - Votos: 7

Ficha do conto

Foto Perfil majumf
majumf

Nome do conto:
O date duplo que virou uma traição (parte 1)

Codigo do conto:
265722

Categoria:
Lésbicas

Data da Publicação:
29/06/2026

Quant.de Votos:
1

Quant.de Fotos:
1