— Tenho que te falar uma coisa, e queria que você fosse o primeiro a saber.
Ele estava com uma expressão séria. Na mesma hora, pensei: tudo estava tão bom. Durante esses meses que ele passou aqui, além do sexo, eu o via como alguém com quem realmente podia ser eu mesmo.
— Pode falar tio. — Falei em tom preocupado.
— Já faz seis meses que estou aqui. Até arrumei alguns trabalhos, mas nada fixo. Não posso ficar nessa situação. Consegui um emprego, uma ótima oportunidade, com um salário bom. Vou ter a estabilidade que quero e preciso.
Fiquei feliz por ele, mas o que ele disse em seguida me deixou com um misto de tristeza, angústia e vazio.
— Esse trabalho, Lucas, é em outro estado, no Mato Grosso do Sul. E preciso me mudar pra lá, semana que vem.
Fiquei visivelmente triste, e ele me abraçou. Não que tivéssemos uma relação amorosa, ou que eu estivesse apaixonado, mas era algo diferente. Um carinho tão grande que eu o queria sempre por perto.
— Apesar de você me chamar de moleque, tenho maturidade suficiente para saber que oportunidades boas não aparecem todos os dias. Só posso te desejar muita sorte. — Disse com um sorriso, disfarçando a tristeza.
— Sabia que você ia entender. Não vou estar perto, mas a gente sempre vai manter contato.
— Vamos, sim. Não é porque você é meu único tio, mas é meu tio favorito. — Falei em tom de descontração.
Logo meu irmão chegou do trabalho e não deu para fazermos nada. Queria aproveitar ao máximo aquele homem, mas ficaria para outro dia.
Chegou o fim de semana. Minha mãe sempre viajava para a casa da minha avó, que ficava na zona rural, e meu irmão dormia na casa da namorada. Naquele fim de semana, iríamos aproveitar: seria nossa despedida.
Transamos a tarde inteira. Não sei se foi por ser uma das últimas vezes, mas parecia que o sexo estava ainda melhor. Chupei aquele pau, passei a língua na cabeça do seu cacete, senti aquele pré-gozo de gosto tão bom, e logo coloquei tudo na boca. Quantas vezes chupei aquele pau; minha boca já se encaixava perfeitamente naqueles 22 cm grosso.
Algo que ele nunca tinha feito aconteceu: parei de chupá-lo, nos olhamos, e ele me beijou. Esse foi meu primeiro beijo na vida. Sempre transavamos, mas ele nunca tinha feito isso. Meio sem jeito por ser algo novo, minha boca travou, mas logo me desarmei. Senti sua língua na minha boca, que sensação deliciosa.
— Gostou? Disse ele, passando aquelas mãos grandes no meu rosto.
Sorri e respondi: — Claro que gostei. Sei que pode parecer bobo, mas nunca vou esquecer isso.
Ele sorriu e disse: — Também nunca vou esquecer. Já fiquei com alguns caras, mas sempre foi só sexo; nunca cheguei a beijar outro homem.
Continuamos nos beijando, mas logo desci, passando a língua no seu peitoral até chegar ao pau, terminando em mais um boquete. Chupava seu pau e seus ovos, o que lhe dava prazer, não precisava ele falar, eu via em seu rosto.
Logo ele me colocou na posição de frango, começou a chupar meu cu, penetrando com aquela língua quente. Senti ele colocar o pau no meu cu e forçar. Já não era como nas primeiras vezes, mas sempre sentia aquela dor inicial. Aquele homem sabia muito bem fuder um cu: no começo era carinhoso, ia devagar, depois ficava bruto e começava a socar forte.
— Vou sentir tantas saudades desse pau. Falei, delirando de prazer.
— Só do meu pau? Disse ele, em tom de brincadeira.
— Você sabe que não. Respondi, sorrindo.
Ele aumentou ainda mais o ritmo e, mais uma vez, encheu meu cu de porra. Só quem é passivo sabe a sensação deliciosa que é sentir aquele leite quente dentro de você.
Transamos até anoitecer e, pela primeira vez, dormimos juntos. Como foi bom sentir seu calor ali, naquela cama.
Amanheceu o dia, e chegou a hora dele ir. Não vou negar: acabei chorando na despedida.
Ele enxugou minhas lágrimas e me deu um beijo.
— Não fica assim. Isso não é um adeus definitivo, a gente ainda vai se encontrar. Não sei quando, mas vai.
Sorri e falei: — Vamos, sim. E obrigado por tudo, por ter me ajudado a romper essa barreira que eu sempre tive vontade, mas nunca tive coragem.
— Fico feliz, meu moleque. Disse ele, sorrindo. Me deu mais um beijo, pegou suas malas e saiu.
Olhei pela janela e o vi cruzar o portão para seguir sua vida. Só ficaria a saudade, mas também as lembranças de tudo que vivemos.
— Sempre te achei estranho, Lucas, mas ser viado, não esperava. — Gelei ao ouvir a voz do meu irmão Leandro.
Muito obrigado, irei contar como foi a conversa e o que ocorreu depois.
Eita, conta como foi essa conversa com seu Irmão, seus contos são muito bons.