Duas taças, usadas, em cima da mesinha e duas garrafas de vinho espalhadas pela sala denunciavam que a noite começou naquele ambiente e em algum ponto da noite só restava uma coisa a ser feita entre duas bocas, que primeiro molharam-se de vinho e depois se encheram de vontade. Minha camisa no chão no corredor que levava ao quarto embolada, foi jogada sem cuidado algum, com pressa, e bem perto dela, seu vestido preto amassado, arrancado com toda a intensidade e vontade que o momento pedia. Nossos corpos se agarrando e tentando achar o caminho do quarto na confusão de braços, bocas, beijos com gosto de vinho, mãos abusadas e pernas cambaleantes desejando chegarem o mais rápido possível na cama. O resto das roupas estão espalhadas pelo quarto, sem saber a ordem exata em que foram arrancadas, e quem tirou de quem cada peça. Sua calcinha de renda preta esquecida entre os lençóis, e minha boxer no chão. Na cama, o corpo de um se roçando no outro, os cabelos bagunçados . E nós dois nos pegando com toda loucura e desejo. Bocas que buscavam a pele e mãos que se acariciavam deliciosamente. A fome era de um pelo outro. E no calor do delírio, não faltavam tapas na sua bunda e suas unhas marcando as minhas costas pra extravasar o prazer. “Me arranha” e "me morde" foram algumas das frases ouvidas no meio dos sussurros e gemidos. Nos devoramos loucamente como se não houvesse amanhã, o suor tomou conta dos nossos corpos que exalavam desejo guardado. Depois de explodirmos de prazer, ficamos ali abraçados, curtindo aquele momento único e tão nosso, que nem percebemos os raios de sol entrando pela janela......
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