A culpa foi da reforma.

Tudo começou quando meu marido decidiu reformar a área de serviço da nossa casa. Para o trabalho, contratou um pedreiro chamado Sebastião, conhecido por todos como Tião Pedreiro.

Tião tinha quarenta e nove anos. Era um homem alto, de pele morena, rosto comum, mas dono de um físico forte, moldado por anos de trabalho pesado, e não por academias. Eu, aos sessenta e três anos, carregava algumas curvas que o tempo havia preservado: era gordinha, com seios fartos e quadris generosos.

Durante os três primeiros dias, nossa convivência limitou-se a cumprimentos e pequenas conversas. Até que, numa tarde, por um acaso do destino, vi Tião saindo nu do banheiro do quartinho dos fundos. A cena durou apenas um instante, mas foi suficiente para despertar em mim um desejo com tudo aquilo tinha visto, ENORME.

Naquele momento, senti uma mistura de surpresa, curiosidade e uma atração quase instintiva. Passei o restante do dia pensando naquela imagem, até decidir que faria um teste para descobrir se o interesse poderia ser correspondido.

No fim do expediente seguinte, convidei-o para um café. Escolhi uma blusa um pouco mais aberta e deixei discretamente um botão desabotoado. Enquanto conversávamos sobre assuntos banais, cruzava e descruzava as pernas sem muita pressa, percebendo que seus olhos acompanhavam cada movimento.

Os elogios começaram tímidos, depois ganharam mais confiança. O clima entre nós mudou sem que nenhuma palavra precisasse explicar o que ambos já compreendíamos. Havia uma tensão silenciosa, carregada de expectativa.

Quando ele se aproximou, ficou por um instante diante de mim. Seus olhos encontraram os meus, e a distância entre nós desapareceu. Bastou aquele olhar para que a barreira da razão cedesse lugar ao desejo que ambos tentávamos disfarçar.

O restante da tarde transcorreu como um turbilhão de sensações. O toque de suas mãos, o calor dos corpos e a intensidade daquele encontro fizeram com que o mundo ao redor deixasse de existir por alguns instantes. Depois de tanto tempo vivendo uma rotina previsível, eu redescobria emoções que julgava esquecidas.

Quando tudo terminou, permanecemos em silêncio por alguns minutos. A reforma da casa continuaria pelos dias seguintes, mas ambos sabíamos que algo muito maior havia começado naquele primeiro encontro.

Mal imaginávamos que aquela tarde seria apenas o início de uma história repleta de desejo, segredos e consequências que ainda estavam por vir.


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Ficha do conto

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eugecarlota

Nome do conto:
A culpa foi da reforma.

Codigo do conto:
265973

Categoria:
Confissão

Data da Publicação:
02/07/2026

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