Prólogo
Riley equilibrava a bandeja com agilidade enquanto desviava das poucas mesas ocupadas. O bar de luzes baixas e piso de madeira não estava lotado, mas exalava uma atmosfera bonita e aconchegante. Aos 34 anos, Riley sabia exatamente o efeito que causava quando caminhava. Seus cabelos escuros e levemente ondulados caíam sobre os ombros, emoldurando um rosto de traços marcantes, pele lindamente bronzeada e olhos amendoados, por vezes escondidos atrás de charmosos óculos de armação escura. O uniforme improvisado abraçava cada curva generosa do seu corpo, destacando a pequena tatuagem delicada perto da saboneteira e o volume farto de seus seios.
Ao passar por uma das mesas do centro, captou o fim da frase de um dos clientes, um rapaz branco chamado Wesley.
— E nesse ponto eu estou simplesmente desistindo completamente dessa temporada, quer dizer, se nem o técnico está levando a sério...
Seu amigo, um rapaz negro chamado Jay, não respondeu. Ele estava de boca entreaberta, encarando fixamente o rebolado nas coxas grossas de Riley.
— Ei, Jay? Você está aí, amigo? — Wesley chamou, estalando os dedos.
O rapaz negro piscou, virando-se para ele assustado.
— Hein? Desculpe, eu não estava ouvindo.
— Ha, eu vi. Você continua olhando para a mulher nova.
— Ela não é tão nova assim — Jay rebateu —, e você estava olhando tanto quanto eu.
— Sim, mas eu não parei de prestar atenção em tudo o mais.
Jay deu de ombros, sorrindo de canto.
— Ei cara, o que eu posso dizer? Talvez você simplesmente não goste de mulheres encorpadas como eu gosto.
— Ha, é mesmo.
— Ha.
— Sem brincadeira... você notou como o lugar ficou mais movimentado desde que ela começou a trabalhar aqui? — Wesley observou.
— Ei, contratar pessoas bonitas funcionou para o Starbucks e suas baristas, não foi? Por que não funcionaria para o Mike?
— Isso é um bom ponto. E bem, eu poderia apenas sentar aqui e ficar olhando ela trabalhar a noite toda.
— Não é isso que já fazemos?
— Haha.
— Hah, é, você está certo de novo — Jay concordou, até que seus olhos se arregalaram levemente. — Oh, ela está vindo. Shh.
Alheia — ou fingindo estar — à conversa da mesa, Riley foi até o balcão, onde estava seu marido, Mike. Ela se inclinou no mármore, o movimento esticando o tecido sobre sua cintura fina e realçando seu decote.
— Ei, querida... Bem movimentado hoje à noite, não é? — Mike disse, guardando uma garrafa.
— É verdade. Isso é bom, certo? Quero dizer, significa que os negócios finalmente estão melhorando.
— É isso aí. Nossa, eu estava realmente preocupado com toda essa coisa de abrir um bar, mas ter você ao meu lado mostrou que eu posso fazer isso. Inferno! Eu duvido que eu teria chegado tão longe sem a sua ajuda.
— Não se menospreze. Eu estou feliz em trabalhar com você e apoiar seus sonhos — ela sorriu suavemente.
— Obrigado, Riley. Você é incrível. Alguns dias eu sinto que não te mereço.
— Não diga coisas assim. Estamos nessa juntos. Você é meu marido, e eu te amo.
— E você é minha esposa e eu te am...
A declaração de Mike foi interrompida quando ele viu os dois rapazes da mesa acenarem em direção ao balcão.
— Deixa eu pegar o nosso whisky especial — Mike cortou o clima rapidamente. — Esses caras são alguns dos nossos clientes mais leais. Então, você pode levar mais uma rodada de shots para a mesa deles?
— Será um prazer — Riley respondeu, mantendo a postura.
Ugh. Esses caras... ela pensou, soltando um suspiro imperceptível enquanto Mike separava os copos. Às vezes eles se permitem demais. Eu gostaria que o Mike simplesmente contratasse uma garçonete adequada, já que os negócios estão indo tão bem. Mas ele disse que ainda não pode, que não cobriu seu investimento inicial. Acho que eu tenho que ser a boa esposa.
— Aqui está, ponto. Você pode levar isso para os garotos agora, querida — ele deu a ela uma pequena bandeja com quatro copinhos de tequila.
Riley a pegou, forçando um tom divertido.
— Claro, querido. Riley, agente particular, está em missão.
— Ha! Você é tão peculiar... É fofa.
Ela se virou e caminhou em direção ao salão, sentindo o peso do olhar do próprio marido sumir rapidamente das suas costas.
Eu não deveria ser tão amarga, ela refletia a cada passo ritmado. Eu sei que o Mike está fazendo o melhor dele, e eu estou realmente tentando ajudar. Eu só sinto que, às vezes, ele deveria pensar mais em mim e menos nele e nos seus sonhos, só isso.
Afastando esses pensamentos, ela se dirigiu aos rapazes com seu melhor sorriso de garçonete.
— E aí, pessoal? Aqui está mais uma rodada de shots.
O rapaz branco sorriu abertamente.
— Riley, salvando o dia.
O rapaz negro complementou com uma piscadela:
— Obrigado, gostosa, é exatamente o que o médico receitou.
Wesley apontou para o amigo com a cabeça.
— Oh, entendeu? Porque o Jay é médico.
— Haha, você é muito engraçado... — ela riu de forma melodiosa.
Apenas continue sorrindo e flertando levemente, alertou a si mesma. Eles são clientes regulares e gastam muito dinheiro aqui.
— Vocês podem colocar nessas bebidas aqui, querida — Wesley indicou o espaço na mesa.
— Tem certeza de que não quer se sentar conosco e tomar um shot também? — Jay perguntou.
— Heh... Infelizmente, só tem duas cadeiras.
— Você pode se sentar no meu colo... — Wesley disparou.
Antes que Riley pudesse pensar em uma resposta ágil, o rapaz branco enfiou a mão grande por baixo da bandeja, espalmando-a sem a menor cerimônia no traseiro farto dela, apertando com vontade.
O que?! Riley sentiu o coração acelerar. Eu não posso acreditar que o Wesley está me agarrando assim! Eu deveria dar um tapa nele!
Wesley continuou apalpando a bunda dela com possessividade, massageando o tecido da calça contra a carne macia.
Mas... ela hesitou, a respiração presa na garganta. Ele é um bom cliente para o Mike, e as coisas acabaram de melhorar...
Riley engoliu em seco, tentando manter o tom de voz nivelado.
— Heh... O-obrigada pela oferta, mas eu realmente preciso voltar ao trabalho.
— Eu tenho certeza de que pode tirar um tempo para um shot — Wesley insistiu, sem soltá-la.
— Sim, fique um pouco, querida — Jay se aproximou na cadeira.
— Vocês são muito legais, mas eu realmente preciso ir e...
De repente, outra mão quente invadiu seu espaço, encontrando a nádega livre e apertando-a com ainda mais força.
Agora é o Jay que está agarrando a minha bunda?! O choque elétrico subiu pela espinha de Riley, misturando indignação com um formigamento perigosamente quente entre suas coxas.
— Você pode se sentar no meu colo se você preferir — Jay sugeriu, a voz grave e rouca.
Agora, os dois rapazes estavam apalpando a bunda dela abertamente, os dedos fortes massageando, dividindo-a como se fosse uma sobremesa no meio do bar do seu marido.
— Não seria justo da minha parte apenas... escolher um de vocês dois... — Riley gaguejou de leve, tentando manter a fantasia da garçonete inalcançável.
— Está tudo bem, nós sabemos como compartilhar — Wesley murmurou.
— E sabemos como nos divertir — Jay deslizou o polegar perto da fenda entre suas nádegas.
— Ah, eu não duvido — Riley disse, a voz vacilando ligeiramente pelo calor do toque. — Mas agora, eu realmente preciso ir... Divertido como isso seria, eu realmente tenho outros clientes que precisam de suas bebidas.
Com um movimento suave, mas firme, ela desceu as mãos e afastou os dedos atrevidos dos dois homens de sua bunda.
— Bem... tudo bem então. Eu acho que teremos que remarcar esse momento divertido — disse o rapaz branco, recostando-se na cadeira com um sorriso de lobo.
— Ei, eu não me importo de esperar quando a sobremesa vale a pena — Jay completou.
— Ha, vocês são tão engraçados... Mas eu realmente preciso ir agora.
Ela deu as costas e começou a andar, sentindo a pele das nádegas ainda formigando onde havia sido apertada.
— Odeio ver ela partir, mas adoro ver ela ir embora — o rapaz negro comentou em voz alta, sem se importar que ela ouvisse.
— Ha, boa! — Wesley gargalhou.
Como se eu nunca tivesse ouvido isso antes... Riley bufou silenciosamente. As coisas que eu tenho que aguentar... Às vezes eu me pergunto quando eu finalmente vou decidir que já é o suficiente...
Riley então voltou para o balcão vazio.
Relaxe, Riley, tudo vai ficar bem.
Ela se sentou no banquinho atrás do balcão e cruzou as pernas, as coxas grossas se roçando com uma fricção que a lembrou do quão molhada estava ficando com toda aquela audácia.
Inspire e expire...
Como ela achava que havia acabado naquela situação? Riley não era dessa cidade. Ela tinha 34 anos e veio para Newport principalmente para estudar. Ela não veio sozinha, é claro, ela veio com o marido, Mike — o cara que estava agora atrás do balcão, ocupado demais para notar a esposa sendo assediada a poucos metros. Ele era um pouco mais velho do que ela, e eles ficaram juntos quando ela tinha apenas 18 anos, então muitas pessoas não gostaram que ela se mudasse para a cidade com ele. Mike fez um empréstimo grande para conseguir um bom apartamento e este bar para eles, já que ele sempre teve o sonho de ter um grande bar na cidade, e...
Bem... É melhor começar essa história desde o começo.
Tem sim , assim que eu estiver tempo para escrever, coloco os próximos capítulos.
Tem continuação, né?