Ela tinha cerca de 35 anos, era loira, media aproximadamente 1,73 m e tinha um corpo que chamava atenção logo no primeiro olhar. Os seios volumosos, marcados pelo decote do vestido curto que usava, pareciam desafiar o tecido fino que mal conseguia contê-los.
Assim que ela abriu a porta, por alguns segundos esqueci completamente o motivo de estar ali. Sempre fui um homem sério, daqueles de expressão fechada, barba bem feita e poucas palavras. Tenho 1,75 m, boa forma física e nunca misturei trabalho com qualquer outra coisa. Mas, diante daquela mulher, precisei fazer um esforço para manter a postura profissional.
Ela me conduziu até o equipamento enquanto explicava o problema na conexão. Comecei os testes de rotina e, enquanto aguardávamos as respostas do sistema, a conversa surgiu naturalmente. Falamos sobre trabalho, viagens, música, rotina... Ela sorria com facilidade, fazia perguntas, sustentava o olhar por mais tempo do que o necessário. Era inteligente, divertida e parecia gostar da minha companhia tanto quanto eu estava gostando da dela.
Sem perceber, aquela acabou sendo uma das manutenções mais demoradas que já fiz. Não porque o defeito fosse complicado, mas porque nenhum dos dois parecia ter pressa para encerrar a conversa.
Quando finalmente concluí o serviço, ela comentou, quase casualmente, que o computador também estava apresentando alguns problemas.
— Será que você poderia dar uma olhada?
Aceitei sem pensar duas vezes.
Sentamos lado a lado diante da mesa de vidro. Enquanto eu examinava o computador, ela permanecia próxima, cruzando e descruzando as pernas lentamente, gesticulando enquanto conversava. O vestido acompanhava seus movimentos, revelando discretamente suas curvas, e o perfume delicado que ela usava parecia preencher todo o ambiente.
A cada instante eu precisava me lembrar de que estava ali a trabalho.
Ela fazia perguntas que pouco tinham relação com o computador. Queria saber sobre mim, sobre minha rotina, se eu era casado, o que fazia nos fins de semana. O clima entre nós mudava aos poucos, quase imperceptivelmente, até que o silêncio entre uma frase e outra passou a dizer mais do que qualquer conversa.
Quando terminei de resolver o problema, ela sorriu daquele jeito que parecia um convite.
Trocamos os números de telefone antes que eu fosse embora.
Depois daquele dia, sempre que surgia algum problema relacionado ao serviço, meu telefone tocava. E, com o tempo, comecei a suspeitar que nem todos aqueles chamados eram realmente por causa da internet.