Olá me chamo Jhonny e quero relatar o que aconteceu comigo e uma amiga de trabalho , vou chamá-la de bubu , Ela apareceu na loja como quem não queria chamar atenção, mas era impossível passar despercebida. Morena, tatuagens discretas desenhando a pele, um piercing que completava sua personalidade forte e um sorriso que misturava segurança com um certo ar de mistério. Recém-saída de um casamento de dez anos, carregava nos olhos a marca de quem ainda estava reaprendendo a viver.
Eu também tinha minha própria história. Casado havia doze anos, nunca imaginei que uma rotina de trabalho pudesse colocar tantas certezas em dúvida.
No primeiro mês, nossa relação era apenas profissional. Até o dia da reunião da empresa.
A sala estava cheia, todos atentos às metas e números apresentados. Em determinado momento, ela precisou passar à minha frente. Ao se abaixar para pegar alguns papéis, seu corpo ficou muito próximo do meu. Foi um contato rápido, quase um acidente. Ela parou por um instante, ergueu os olhos para mim e sorriu de canto, como se tivesse percebido algo que nenhum dos outros ali havia notado.
Depois daquele dia, tudo mudou.
As conversas passaram a durar alguns segundos a mais. Os “bom dia” ganharam um brilho diferente. Sempre que havia oportunidade de organizar peças no estoque, um de nós encontrava um motivo para subir primeiro, esperando que o outro aparecesse logo em seguida.
Entre corredores estreitos e prateleiras altas, os silêncios diziam muito mais do que qualquer palavra. Bastava um olhar prolongado, um sorriso discreto ou um toque casual nas mãos para que o coração acelerasse.
Havia uma tensão constante entre nós, como se estivéssemos caminhando sobre uma linha invisível que nenhum dos dois tinha coragem de cruzar.
As mensagens começaram tímidas, falando sobre trabalho. Pouco a pouco, passaram a ocupar as noites, depois as madrugadas. Descobrimos gostos em comum, compartilhamos histórias, medos, sonhos interrompidos e planos que jamais contaríamos a outras pessoas.
Quanto mais nos conhecíamos, mais difícil era fingir que aquilo era apenas amizade.
O desejo existia, mas era acompanhado por dúvidas, culpa e pela consciência de que ambos carregavam histórias complexas. Ainda assim, havia algo irresistível na maneira como ela me olhava, como se enxergasse em mim alguém diferente do homem que eu acreditava ser.
Naquela loja de motopeças, entre caixas de ferramentas, capacetes e cheiro de óleo, nasceu uma conexão que nenhum dos dois havia planejado. Não era apenas atração. Era a sensação perigosa de encontrar alguém capaz de despertar emoções que pareciam adormecidas havia muito tempo.
E, às vezes, nós nos encontrávamos no estoque para um abraçar e tocar o outro , trocamos algumas fotos e combinamos de nos encontrarmos espero relatar nosso encontro aqui .
Continua ……