Era uma tarde chuvosa. Céu cinzento, ventos fortes. Dante encarava os quadros pendurados na parede, ou eles o encaravam, ele certamente estava a tanto tempo nessa contemplação vazia que já nem sabia mais distinguir. Sua mente vagava por lembranças antigas. Ele se lembrava da forma como sua esposa costumava gemer em seu ouvido. Com vividez ele se lembrava da sensação quente e úmida da boceta dela, e como ela se contorcia em prazer quando ele chupava o clitóris dela. De repente, a silhueta de Maisy o distraiu, ela estava passando pela sala, seus passos tão leves que ela parecia flutuar acima do chão. A barra do vestido se arrastando pelo chão e a fazendo parecer um ser divino. Dante a encarou, e por um momento, agradeceu por ter se casado com alguém tão bela. Os cabelos enrolados dela caíam perfeitamente sobre seus ombros, os olhos castanhos perfeitos o fitavam, mas estavam distantes. Depois de cinco anos casados, o casal vivia uma fase difícil. Poucas palavras trocadas, pouco contato físico, um casamento morno que se tornava gélido a cada dia, nada condizente com as lembranças de antes. Dante não sabia o que fazer, sentia que perdia sua esposa a cada dia. Quanto mais pensava sobre a situação, mais lembrava do começo do namoro. Os dois viviam grudados, conversavam sobre tudo. Como era bom. E o sexo então? Uau, como ele sentia falta do sexo do jeito que era. Antes era quente, feroz, cheio de posições e locais inovadores. Agora, era simples e morno, uma rapidinha de manhã, de ladinho, e pronto. Isso quando tinha alguma ação. Maisy também parecia mais sedutora antes. Se arrumava, passava perfume, usava lingeries e vestidos provocantes. Agora, ela só vestia suéteres e moletons o tempo todo. "O que aconteceu conosco, amor?" Questionou Dante. "Éramos tão apaixonados, tínhamos uma conexão tão boa na cama e fora dela. Nosso companheirismo era invejável. Sinto falta de como éramos antes. O que mudou?" Ao observar sua esposa, Dante percebeu um sorriso triste se desenhando em sua boca, enquanto uma lágrima tentava escapar de seu olho esquerdo. "Você mudou" disse ela de maneira seca. "Nossa realidade mudou". Ela tinha razão, eles começaram sem nada, só os dois e um colchão. Hoje, tinham uma casa de luxo em um bairro conceituado, carros esportivos e roupas caras. Mas quando eram pobres, o relacionamento era melhor. Isso não fazia sentido nenhum para Dante. "Sim, eu tive que mudar, não podia continuar dando a você a vida antiga que tínhamos" "Sou grata pela nossa condição financeira atual, mas se eu soubesse que com o dinheiro eu perderia meu marido, preferia continuar morando naquele barraco". A declaração chocante assustou Dante. E o deu um pingo de irritação. "Eu ainda estou aqui, como assim me perdeu?" Questionou ele. "Você está aqui fisicamente. Só. Isso não basta para mim". "O que você quer de mim afinal?" Irritou-se, mas sem alterar a altura da voz. Mesmo com raiva ele nunca gritava com ela. "O antigo você saberia o que eu quero. Tente conversar com ele e talvez você tenha a resposta". Com essa frase enigmática ela se retirou e deixou Dante com um gosto amargo na boca. Ainda irritado com aquilo, ele pegou suas coisas e foi trabalhar. Chegando no trabalho, sentou-se em sua sala e ficou encarando o teto enquanto remoía as duras palavras da mulher que ele amava. "Como assim eu mudei?" Questionou a si mesmo. Enquanto pensava, percebeu um movimento fora do escritório. Uma das funcionárias de sua empresa acabara de receber um buquê de flores. Era bem simples, nada demais, mas o sorriso dela o chamou a atenção. De repente algo estalou dentro dele. Quando sobrevivia com um salário mínimo, ele economizava cada centavo para conseguir comprar um buquê para Maisy, um mais simples ainda que aquele. Agora ele ganhava mais do que pensou que poderia ganhar, mesmo assim não lembrava da última vez que deu flores à sua mulher. "Eu mudei" realizou ele. Tudo veio à tona então. Tudo que ele fazia antes para conquistar ela, parou de fazer. Com o tempo, Maisy parou de se sentir desejada, amada, lógico que o sexo não seria o mesmo. Lógico que ela não se produziria como antes. Ele não fazia por merecer. Ele não a tocava mais com tanta vontade, não a elogiava, não beijava mais o pescoço dela do jeito que ele sabia que a deixava com tesão. Não envolvia mais os lábios nos dela como antigamente. "Foi você que deixou o fogo apagar" disse a si mesmo. Dante encerrou tudo, fugiu da empresa, correndo direto para casa. Chegando lá, chutou a porta em desespero. Maisy desceu as escadas assustada com o barulho. "O que houve?" Perguntou assustada. Dante não respondeu, ao invés disso, chegou perto de sua esposa, a puxou pela cintura e a beijou na boca como a muito tempo não fazia. Sua língua envolvendo a dela com maestria enquanto sua mão descia pelas curvas dela. "O que..?" Indagou Maisy sem fôlego sem conseguir formular a frase completamente. "Não fale". Dante pegou sua esposa no colo, segurando-a pela bunda. Ele começou a beijar o pescoço dela, os seios, e a boca. " Você está estranho, parece um animal faminto" Comentou ela entre gemidos. "Mas estou faminto, faminto por você. Quero te devorar. Quero você, agora". Dante não pensou, só se entregou aos seus desejos irracionais, jogou Maisy na cama e rasgou toda a roupa dela. Com uma paixão ardente, beijou novamente a boca dela, desecndo pelo pescoço, pelos seios, pelo umbigo, até chegar nas coxas. Dante lentamente lambia e beijava a parte interna das coxas de Maisy, chegando tentadoramente perto da buceta dela, porém sem de fato encostar ainda. Maisy começou a ansiar para que a boca dele tocasse sua boceta. Mas Dante a provocava, chegava os lábios bem perto e depois afastava. Aquilo estava deixando Maisy louca de tesão. Sua boceta já estava molhada antes mesmo que ele tocasse nela de fato. "Por favor, me chupa logo" Implorou Maisy enquanto olhava para baixo e via o marido entre suas pernas mordendo a parte interna de sua coxa. Dante atendeu ao pedido. Começou devagar, passando a língua nos grandes lábios, pequenos lábios, até chegar no clitóris. Com movimentos circulares ele usou a ponta da língua para estimular o clitóris de Maisy, suavemente a princípio. Até que o corpo de Maisy começou a requsitiar um ritmo maior, mais estímulo. Dante então colocou os lábios no clitóris de sua esposa, e começou a suga-lo com vontade. Maisy se revirava de prazer na cama, gemendo de uma maneira que ela não gemia a anos. Dante, enquanto chupava o clitóris dela, inseriu dois dedos dentro de sua vagina. Mexendo os dedos de forma ritmada, fazendo um movimento de "vem cá" dentro dela enquanto chupava seu clitóris. As pernas de Maisy se mexiam loucamente, enquanto ela prendia a cabeça de Dante entre suas coxas. Maisy não conseguia formular palavras, só conseguia gemer de prazer. Sua mente estava enevoada, seu corpo esquentava a cada segundo. Sua boceta estava tão molhada que encharcou o lençol da cama. O rosto de Dante estava encharcado também. "Me fode" pediu Maisy, quase inaudível entre os gemidos de prazer. "Por favor coloca esse pau na minha boceta e me fode como você fodia antes." Dante esperou até que Maisy estivesse prestes a ter um orgasmo, assim que ele percebeu que ela estava gozando, enfiou o pau na boceta dela e colocou as pernas dela em seus omrbos. Maisy gozou no pau de seu marido. Pela primeira vez em anos. Mas Dante não parou só porque Maisy gozou, ele continuou penetrando nela, o barulho do seu pênis entrando e saindo da boceta molhada dela, junto com seus gemidos altos, formavam uma sinfonia erótica, era o som mais excitante e bonito que ele escutara em um bom tempo, e isso o deixava cada mais com tesão. Maisy revirava os olhos de prazer, seu corpo inteiro tremendo como se estivesse tendo cãibras. Dante então a virou na cama e a colocou de quatro. Com a mão direita deu um tapa tão forte na bunda dela que ficou vermelho imediatamente. Com a mão direita Dante enrolou o cabelo de Maisy e puxou, fazendo-a arquear a cabeça um pouco para trás. Maisy estava toda empinada para ele, a boceta visível e aberta, pingando. Dante começou a empurrar nela com força, da maneira que ele sabia que ela gostava. Enquanto puxava o cabelo dela, Dante batia na bunda dela com a mão livre. Maisy gemia quase como uma atriz pornô, alto e forte, sem conseguir controlar sua voz. "Você geme igual uma puta" provocou Dante "Eu tinha me esquecido de como era gostoso esse seu gemido". Seu pau entrava e saía da boceta de Maisy freneticamente. A bunda de Maisy estava completamente rosada com os tapas, ambas as nádegas. "É porque você está me fodendo como uma puta, pela primeira vez em muito tempo". Respondeu Maisy com um sorriso indecente enquanto olhava para trás. Como Dante esqueceu disso? Na cama, trata-la como uma vadia, fora dela, como uma rainha. Não era muito difícil. Inspirado, Dante a levantou e a jogou contra a parede. Enquanto ela estava pressionada contra a parede, Dante colocou o o pau no cu dela. A sensação quente e apertada o levou a loucura. Maisy gemeu ainda mais forte com a penetração anal. "Bate na minha cara, me enforca e fode meu cu com força. Por favor" Gemeu ela. Dante ficou ainda mais excitado. Ele bateu na cara dela e colocou a mão em seu pescoço, enforcando-a enquanto fodia o cu dela como um animal incansável. Maisy sentia-se na iminência de mais um orgasmo, e Dante sabia que também iria gozar. "Goza dentro do meu cu" Implorou Maisy. Dante obedeceu, a sensação quente percorrendo seu pau e chegando até a cabeça e finalmente saindo. Seu esperma preencheu todo o ânus de Maisy, pintando-o de branco como tinta numa tela. Maisy desabou na cama. A bunda para cima, as pernas abertas, a boceta ainda molhada sujando o lençol enquanto o esperma de Dante escorria do seu cu. Ofegante e sem conseguir dizer muito, Maisy apenas puxou Dante para um abraço. Nus e com os corpos completamente suados os dois permaneceram na cama, abraçados e sem fôlego. Quando a manhã chegou, Maisy acordou com uma cama vazia. Logo sentiu um vazio. Ela teve esperanças de que as coisas mudariam desde a última noite, mas parecia que Dante já estava ausente de novo. Quando estava prestes a chorar, Dante entrou no quarto com uma bandeja de café da manhã, com tudo que ela mais amava comer no mundo. "Bom dia minha vida" disse Dante com um sorriso. "Fiz café para você". Maisy não disse nada, somente sorriu. Pela primeira vez ela sentiu como se estivesse sendo vista novamente, desejada e cuidada. Depois de muito tempo, ela olhou para o marido e viu nele o mesmo homem romântico e safado por quem ela se apaixonou dez anos atrás.
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