Eu havia embarcado na estação João Dias e iria descer em Pinheiros. Entrei no trem ainda vazio e fiquei em pé, encostado na porta do lado oposto da plataforma, segurando no apoio. O estava tranquilo, com poucas pessoas.
Depois de uma estação, entrou um casal. Ele era um homem mais velho, já grisalho. Ela era bem mais jovem, muito bonita, com um corpo que chamava atenção de qualquer um. Os dois pararam bem à minha frente e começaram a conversar. De vez em quando, um ou outro lançava um olhar discreto na minha direção. Achei aquilo curioso, mas não dei muita importância.
Na estação seguinte, o trem começou a encher. Vieram muitas pessoas e aconteceu algo que me chamou a atenção. Em vez de permanecerem juntos, ele deu um passo para o corredor, enquanto ela continuou exatamente na minha frente.
Conforme mais passageiros entravam, ela foi mudando de posição. Primeiro ficou um pouco de lado. Depois, aos poucos, foi virando de costas para mim. A distância entre nós praticamente desapareceu. Sem que houvesse um toque direto, eu conseguia sentir o calor do corpo dela e o perfume suave do seu cabelo. Era uma proximidade intensa.
Na estação seguinte, uma das mais movimentadas da linha, o vagão ficou completamente lotado. A partir daquele momento, já não havia mais espaço para ninguém se mover. Ela acabou encostando em mim, sua bela bunda redonda encostou pela primeira vez em meu pau, que naquele momento já estava duro feito pedra.
No começo, fiquei sem jeito. Afinal, ela estava acompanhada. Mas quando olhei para o homem, percebi que ele também me observava. No instante em que ele percebeu que eu o observava, ele desviou o rosto com um discreto sorriso no canto da boca. Foi naquele momento que comecei a entender que talvez aquilo não fosse um simples acaso.
A cada movimento do trem, ela permanecia ali, muito próxima. Os balanços naturais do trem fazia ela ir e voltar, as vezes uma balancada lateral ela fazia para sentir melhor meu pau. Eu tentava agir com discrição, principalmente porque outras pessoas estavam ao redor e algumas pareciam notar que havia algo diferente acontecendo.
A tensão aumentava a cada estação. O ambiente apertado, o silêncio entre nós e os olhares trocados entre ela e o homem criavam uma atmosfera difícil de explicar. Meu coração acelerava, e eu já não conseguia esconder o quanto aquela situação mexia comigo.
Em determinado momento, coloquei uma das mãos no bolso da calça, deixando apenas o polegar para dentro e os outros dedos do lado de fora. Girei discretamente o corpo, procurando entender se toda aquela proximidade era realmente intencional.
Foi então que senti uma leve reação da parte dela, como se aceitasse aquela aproximação. Tomei coragem e encostei as costas da mao na bunda dela... Ela não demonstrou surpresa. Pelo contrário, permaneceu imóvel, logo a coragem aumentoue fui apertando aquela bunda macia, passa os dedos no meio e descia ate embaixo, uma pena a calça ser jeans, pois queria sentir melhor aque rego e quem sabe o calor daquela buceta... e então, ela trocou mais um olhar com o homem, como se entre eles houvesse uma conversa silenciosa que só os dois compreendiam.
Ao nosso lado, um rapaz parecia perceber parte do que acontecia, embora a visão dele fosse parcialmente bloqueada por outra pessoa com uma mochila. Aquilo tornava tudo ainda mais tenso. A sensação constante de que alguém poderia notar aumentava a intensidade daquele momento.
Pouco antes de chegarmos a Pinheiros, ela voltou a se aproximar de mim, permanecendo muito perto enquanto o trem seguia seu percurso. Eu tinha a impressão de que ela queria prolongar aqueles últimos minutos tanto quanto eu.
Mas toda viagem tem um destino.
Quando o trem chegou à estação Pinheiros, ela se afastou lentamente. O homem fez o mesmo. Os dois desapareceram no meio da multidão antes que eu pudesse alcançá-los.
Fiquei parado por alguns instantes na plataforma, vendo as portas se fecharem. Nunca trocamos uma palavra. Nunca soube quem eram. E talvez seja justamente esse mistério que faça aquela viagem permanecer tão viva na minha memória até hoje.
fepauzudo