Eu estava sentada na almofada ao lado dele, cruzando as pernas e sentindo o peso da noite caindo sobre nós. A conversa morreu aos poucos, substituída por bocejos incontidos e o silêncio confortável de quem está cansado mas não quer ir embora. Alana se espreguiçou, levantando-se com esforço e puxando Nanda pelo braço.
— Vamos dormir, gente. Amanhã a gente tem que cedo — ela resmungou, arrastando os pés até o quarto dela. Nanda seguiu atrás, sem reclamar.
De repente, a sala ficou vazia e silenciosa. Apenas eu e Henrique restamos, iluminados pelo brilho azulado da TV que estava no menu da Netflix. Ele se virou para mim, o olhar pesado de sono, mas com algo mais, uma faísca que eu só percebi quando ele se aproximou um pouco mais.
— Acho que é a nossa vez — disse ele, a voz rouca.
Fomos até o quarto de hóspedes. Era um espaço apertado, com apenas uma cama de solteiro encostada na parede e um guarda-roupa antigo de madeira escura. Fechei a porta, o clique do trinco soando alto no silêncio da casa. O clima mudou instantaneamente. O ambiente fechado, a cama única, a certeza de que Alana e Nanda estavam do outro lado do corredor, tudo isso pesava no ar, denso e eletrizante.
— A gente vai ter que dividir — Henrique comentou, coçando a nuca, olhando para o colchão como se fosse uma enigma a ser resolvido.
— Sem problemas — respondi, tentando manter a voz firme, embora meu coração batesse contra as costelas como um pássaro em gaiola. — É só uma cama, Henrique. A gente consegue.
Ele concordou com a cabeça e começou a tirar o cinto, o metal chiando ao ser desfeito. Virei-me para a parede, tirando a calça jeans e sentindo o ar fresco bater nas minhas pernas. Fiquei apenas de camiseta e calcinha, um conjunto de algodão simples que, de repente, parecia inadequado para a situação. Desliguei a luz, mergulhando o quarto na penumbra, apenas um fiapo de luz da lua entrando pela fresta da cortina.
Deitei-me de lado, encostada na parede, deixando o espaço livre para ele. O colchão afundou quando ele se deitou atrás de mim. O calor do seu corpo era imediato, irradiando através do tecido da camiseta dele. Ele se mexeu, ajustando-se, e então colocou o braço por cima da minha cintura. Foi um gesto casual, de amigo, mas o contato da pele dele na minha barriga fez meu estômago dar um nó.
A respiração dele era cadenciada, quente batendo no meu pescoço. Ficamos imóveis por alguns minutos, o silêncio preenchido apenas pelos sons da casa se acomodando. Eu tentei relaxar, fechar os olhos e dormir, mas a consciência da presença dele era avassaladora. Cada músculo do meu corpo estava tenso, esperando... o quê? Eu não sabia.
Então, a mão dele se moveu. Não foi um movimento brusco, mas um deslizar lento, os dedos traçando um círculo leve na minha cintura, descendo devagar até o quadril. O ar prendeu na minha garganta. Eu não me afastei. Pelo contrário, meu corpo reagiu por conta própria, empurrando os quadris para trás, contra ele. A resposta foi imediata: senti a dureção dele crescer contra minha bunda, rija e quente através da cueca dele.
Henrique suspirou no meu ouvido, um som baixo e gutural. A mão dele desceu mais, passando pelo elástico da minha calcinha e encontrando a pele nua da minha coxa. Seus dedos eram ásperos, firmes, e eles apertaram minha carne, puxando minha perna para abrir mais espaço. Eu me permiti, levantando a perna um pouco, dando a ele acesso total.
— Você tá molhada, Maitê — ele sussurrou, e não era uma pergunta. Era uma constatação.
Ele não esperou resposta. Seus dedos deslizaram para a frente, encontrando o tecido encharcado da minha calcinha e empurrando-o para o lado. O primeiro toque no meu clitóris foi um choque elétrico. Eu mordi o lábio inferior para não gemer alto, lembrando-me de que Alana e Nanda estavam a poucos metros de distância. Henrique não teve tanta paciência. Ele começou a esfregar o dedo em círculos rápidos, pressionando com a precisão de quem sabia exatamente o que estava fazendo.
— Querido... — eu murmurei, a voz falhando.
Ele se mexeu atrás de mim, e ouvi o som da cueca sendo baixada. A rola dele, livre e quente, se alojou entre minhas nádegas. Ele era grande, muito maior do que eu imaginava, e a cabeça do pau roçava minha entrada enquanto os dedos dele continuavam o trabalho no meu clitóris. A sensação era dupla, avassaladora, um fogo se espalhando da minha buceta para o resto do corpo.
Henrique retirou os dedos, deixando-me vazia por um segundo, antes de levar a mão à boca. Ouvi o som dele cuspir, molhando os dedos, e então eles voltaram, mas dessa vez não foram para a frente. Eles desceram pela fenda do meu rabo, encontrando o cuzinho apertado.
— Você vai levar tudo — ele rosnou, empurrando o primeiro dedo lubrificado para dentro.
Eu gritei abafada contra o travesseiro, as unhas cravando no braço dele que ainda segurava minha cintura. A dor era aguda, mas misturada com um prazer obscuro que eu nunca tinha sentido antes. Ele trabalhou o dedo, abrindo o caminho, preparando o buraco. O estiramento era intenso, meu corpo resistindo e cedendo ao mesmo tempo.
— Tá apertado, caralho — ele comentou, a voz trêmula de tesão.
Ele tirou o dedo e ouvi mais cuspe, desta vez ele espalhou na própria rola. O corpo dele se afastou um centímetro, apenas o suficiente para ele posicionar a cabeça do pau na entrada do meu cu. O coração disparou. Eu prendi a respiração.
Henrique empurrou. A cabeça enorme entrou, rompendo a resistência muscular. Eu arquei as costas, os olhos se fechando com força. Era muito, era grande demais. Ele não parou. Com movimentos curtos e firmes, ele foi enfiando mais e mais, até que eu senti a bacia dele colada na minha carne. Ele estava enterrado até o fim lá dentro.
— Foda-se, Maitê... você é perfeita — ele gemeu, o hálito quente no meu pescoço.
Ele começou a foder. Não foi doce. Foi bruto, animal. Ele puxava quase até sair e enfiava de novo com força, batendo as pelvezes. A dor inicial deu lugar a um calor profundo e irradiante. Meu cu pulava ao redor da pau dele, sugando, pedindo mais. O som da pele batendo na pele era úmido e alto, e eu rezava para que o barulho da TV na sala cobrisse nossos gemidos.
Ele apertou minha cintura com força, me usando como um objeto de prazer, e eu amei isso. Eu me senti usada, possuída, completamente entregue àquela foda ilegítima no quarto da minha prima.
— Vou gozar, Maitê — ele avisou, o ritmo acelerando, virando uma loucura descontrolada.
— Goza dentro — eu implorei, perdendo qualquer noção de decoro. — Enche meu cu, Henrique.
Ele deu um último golpe profundo, enterrando a rola até a base, e travou o corpo. Eu senti o pau dele pulsar dentro de mim, um ritmo violento, e então o jato quente escorrendo fundo no meu intestino. Ele gemia longo, um som de alívio puro, enquanto eu sentia o calor do porra me preencher, escorrendo e lubrificando ainda mais aquela foda.
Ficamos assim imóveis por um tempo, apenas respirando, colados um no outro, suados e exaustos. O porra dele escorria para fora quando ele finalmente se mexeu para se afastar, um lembro quente e visceral do que tínhamos acabado de fazer. Eu sabia que amanhã seria estranho, que olhar para Alana seria difícil, mas naquele momento, na escuridão daquele quarto apertado, tudo o que eu sentia era a satisfação profunda de ter sido usada daquela forma.