O desejo começou como uma coceira mental, algo que não parava de crescer enquanto eu me preparava para ir ao Parque Alfredo Volpi. Eu não queria apenas a nudez; eu queria a sensação de estar cometendo um atentado contra a decência, a adrenalina de saber que cada passo meu era um convite ao escândalo. O suspense antes de eu sair de casa foi quase insuportável. Eu passava minutos diante do espelho, vestindo e tirando as roupas, sentindo meu coração martelar contra as costelas. A decisão final foi cirúrgica: camiseta, meias, tênis e meus óculos de grau. Nada mais. Nenhuma calcinha para proteger minha intimidade, nenhuma barreira entre minha pele e o mundo. Ao deslizar a camiseta sobre o corpo, senti o tecido roçar nos meus bicos, que já estavam rígidos, gritando por atenção. Cada vez que eu olhava para a porta, meu rosto travava naquele sorriso tenso, as bochechas repuxando, a mente em conflito entre a razão que me pedia prudência e a safada que exigia a exposição. Quando finalmente abri a porta e saí, senti o ar bater na minha buceta, que já estava pulsando. O trajeto até o parque foi um exercício de tortura psicológica; eu estava sentada no banco do carro, a pele nua tocando diretamente no estofado, sentindo-me vulnerável a qualquer blitz ou olhar curioso. A chave do carro, estrategicamente prensada na lateral da meia esticada, era o único vínculo com a segurança, mas eu já estava decidida a romper com tudo. Ao chegar ao Parque Alfredo Volpi, o cenário era perfeito. Era um dia tranquilo, não tinha ninguém no parquinho e a trilha estava aparentemente deserta. A natureza, o silêncio interrompido por passos de estranhos, a trilha que serpenteava entre as árvores. No início do percurso, parei diante de um banco de concreto. Com movimentos lentos e deliberados, tirei a camiseta. Senti o vento lamber minha pele instantaneamente, e meus bicos se contraíram, endurecendo como pedras. Eu não apenas a deixei ali; eu a amassei violentamente, transformando-a em um amontoado de tecido que parecia lixo. A ideia de que alguém poderia passar e jogá-la fora, me deixando permanentemente pelada, disparou uma onda de calor que desceu direto para a minha buceta. Comecei a caminhar. 1,6 km de exposição absoluta. Meias, tênis, óculos e a nudez mais visceral. A cada passo, sentia minhas tetas balançarem debochadamente, num ritmo que denunciava minha imoralidade. Eu caminhava com as mãos presas atrás das costas, forçando meu corpo a ficar ereto, empurrando minha buceta para a frente, oferecendo-a ao vento e a qualquer olhar que cruzasse meu caminho. O sentimento de estar fazendo algo "muito errado" era o afrodisíaco mais potente que já experimentei. No meio da primeira volta, o tesão que eu sentia tornou-se insuportável. Parei perto de uma curva da trilha, onde o som de vozes distantes indicava a presença de outros caminhantes. O risco de ser vista era imenso. Levei a mão à minha intimidade, sentindo a lubrificação natural inundar meus dedos. Comecei a bater siririca igual a uma louca, com os olhos vidrados na trilha, esperando que alguém aparecesse a qualquer momento. A vergonha me fez arquear as costas. O orgasmo veio como um choque elétrico, um espasmo violento que me deixou sem fôlego, enquanto eu ria da minha própria indecência, com a face vermelha e a mandíbula travada. Quando finalmente completei o percurso e voltei ao banco de concreto, o choque foi imediato: minha camiseta não estava mais lá. Alguém a havia recolhido, ou talvez a tivesse jogado no lixo, exatamente como eu planejei. Por um segundo, o pânico me visitou. Mas então, senti a pressão do toque da chave do meu carro em minha meia. Eu estava salva, mas a "salvação" era irrelevante perto do êxtase da perda da minha camiseta, ainda por cima pelo fato de que eu teria que dirigir totalmente pelada até chegar em casa. Mas essa volta não era suficiente. Eu não voltaria para o carro. Não agora. Decidi dar a segunda volta. Se a primeira foi intensa, a segunda foi puramente enlouquecedora. Eu já não me importava mais com a discrição; eu queria ser a mulher imoral da trilha. Caminhei sentindo o vento lamber minha pele, meus bicos agora estavam tão sensíveis que qualquer brisa parecia uma carícia. No meio da segunda volta tive que parar. Foi em um ponto aberto, onde eu podia ver a distância. Comecei a me masturbar devagar, me sentindo pelada em cada centímetro da minha pele. Imaginei que cada folha, cada árvore e cada orvalho estavam me vendo pelada. Eu não estava apenas pelada, estava sendo safada. Quando meu orgasmo chegou foi duradouro, profundo, uma entrega total ao sentimento de culpa e prazer. Após gozar, só sobraram os sentimentos mais crus de culpa, vergonha e arrependimento. Mas aos poucos, conforme eu caminhava, esses sentimentos se transformavam em tesão. Parei perto de um grupo de pessoas que conversavam ao longe. O som das risadas deles era o meu combustível. Comecei a bater siririca com força, quase desesperada, sentindo a buceta latejar num ritmo frenético. O medo de ser descoberta, a vergonha de ser vista como uma louca pelada com óculos e tênis, me levou ao orgasmo mais intenso da minha vida. Eu gozei com a certeza de que estava cruzando uma linha sem volta, transformando a natureza em meu local de luxúria e depravação. Quando finalmente voltei ao carro e me sentei no banco, sentindo a pele úmida e quente, eu não senti alívio. Eu senti um vazio. Olhei para o espelho retrovisor, vi meu rosto corado, meus olhos brilhando por trás dos óculos e a expressão de quem tinha acabado de descobrir um novo vício. Enquanto dirigia para casa, a sensação de proteção que o carro me dava, me lembrava de que eu tinha o controle, mas meu corpo pedia a perda total desse controle. Eu queria mais. Queria trilhas mais longas, cidades mais movimentadas, riscos mais irreversíveis. Eu queria que a vergonha pública me consumisse inteira, até que não sobrasse nada além da consciência de estar pelada, rindo da minha própria indecência, querendo que a vergonha se repetisse e se ampliasse, esperando pelo próximo lugar, onde pudesse me entregar ao prazer de ser a única a estar totalmente pelada, em público, no meio de desconhecidos totalmente vestidos.
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