Após cinco anos juntos, Valter e eu constatamos que nosso relacionamento havia chegado ao fim. Ele alugou uma quitinete na Bela Vista, região central de São Paulo, e foi embora. Eu havia comprado meu apartamento com a ajuda do meu pai logo que cheguei a São Paulo, há mais ou menos quinze anos, mas depois de viver tanta coisa com o Valter naquele lugar eu sentia a necessidade de me mudar. Conversei com alguns amigos e Ricardo me indicou um corretor que, apesar de jovem e novo na área da corretagem, havia o ajudado a encontrar um bom espaço. Ricardo acreditava que ele iria ajudar a vender o meu apartamento e a encontrar um novo com facilidade. Naquela mesma semana, enquanto eu trabalhava, recebi a ligação de Carlos Eduardo, o corretor indicado pelo Ricardo. Como não podia conversar muito naquele momento, marquei de nos encontrarmos no meu apartamento por volta das 19h00, assim, além de falar o que eu queria, ele também já olharia o apartamento que eu colocaria à venda. No horário marcado, ele estava lá. Quando o vi realmente estranhei ele ser tão jovem, parecia ter uns 21 anos e, depois, descobri que trabalhava há apenas um ano como corretor. Pedi para que entrasse e ficasse à vontade, mas percebi que ele ficou ressabiado diante da decoração homoerótica que se espalhava moderadamente pelo ambiente. Em nossa conversa, expliquei para ele o quanto eu tinha em FGTS, aplicações e que também pretendia usar o dinheiro que eu conseguisse com a venda do apartamento para comprar um melhor à vista, mas que dependendo da localização do novo espaço, eu estava disposto a vender meu carro também. Após definirmos tudo o que era preciso para ele começar a busca do novo lugar, começamos a falar do meu apartamento e ele pediu para tirar algumas fotos, permiti e comecei a acompanhá-lo em cada cômodo. Enquanto ele tirava as fotos, eu fiquei admirando sua beleza e natural sensualidade. Moreno, com mais ou menos 1,90m, de olhos castanhos escuros com grandes cílios negros, que marcavam mais ainda seus olhos, e dono de um corpo provocante que se movia até com certa dificuldade nos espaços menores do apartamento. Além de alto, ele tinha uma estrutura larga que o tornava um homenzarrão, mas seu rosto ainda trazia os traços de um menino. Suas coxas grossas ficavam marcadas em seu terno bem cortado de calça justa, o que se acentuava ainda mais quando ele sentava. Fiquei me perguntando como aquela calça conseguia guardar toda aquela bunda e se ninguém o havia dito que o volume do seu pau ficava indecente com uma calça tão apertada. Após tirar todas as fotos e fazer as anotações, ele disse que faria uma avaliação com calma e agendaríamos outro encontro para discutir o valor do apartamento e definir até quanto poderia custar o novo. No sábado ele me ligou dizendo que estava em um plantão próximo e perguntou se poderia passar em meu apartamento para falarmos sobre os valores e para ele tirar outras fotos. Confirmei e fiquei aguardando ele chegar. Fazia um calor de quase 34 ºC em São Paulo naquele dia. Eu tinha a sensação de estar derretendo. Quando chegou, ele estava suando em bicas, mas para manter o profissionalismo se apresentou ainda de terno. Assim que ele entrou eu sugeri que ele tirasse o paletó e a gravata, era desumano deixar uma pessoa daquele jeito, naquela temperatura e eu ainda sem ar-condicionado. Ele agradeceu e aceitou minha sugestão. Acertamos o valor do meu apartamento e ele começou a me apresentar alguns outros que estavam disponíveis para compra na região do Paraíso e em paralelas à Av. Paulista. Depois de um bom tempo discutindo as melhores oportunidades, marcamos visitas a alguns deles, foi então que ele tirou mais algumas fotos e se preparou para sair. “Você ainda vai voltar para o plantão?“ “Não, agora estou indo embora.“ “Legal! Bom, sei que não é usual, mas eu não ligo para formalidades mesmo, então você aceita tomar uma cerveja comigo? Está muito quente e não gosto de beber desacompanhado” – Falei sorrindo. “Não, não, muito obrigado.“ “Se for por eu ser um cliente, fique despreocupado. Eu não me incomodo mesmo!“ “Bom, sendo assim, eu vou aceitar uma” – Disse ele sorrindo timidamente. Preparei alguns frios, fritei calabresa como petisco e ficamos um bom tempo na sala bebendo e conversando. Apesar de jovem, ele tinha muito conhecimento, gostava de ler e se manter sempre bem informado. Conforme fomos bebendo e conversando, ele foi ficando mais relaxado e logo estávamos bêbados, falando nada com nada e rindo à toa. De tão bêbado, ele preferiu ligar para um amigo e pedir carona para casa. No outro dia ele me ligou pedindo muitas desculpas e disse que jamais deveria ter bebido daquele jeito e se comportado assim na frente de um cliente, ainda mais na casa do cliente. Eu o tranquilizei dizendo que não se preocupasse, afinal fui eu quem o convidou para beber e o deixei à vontade para isso. Não nos vimos e nem nos falamos até a data da visita no primeiro apartamento que havíamos agendado. Ele não estava à vontade, mas tentou disfarçar. Eu agi com a maior naturalidade fazendo com que ele relaxasse pouco a pouco. Como meu horário durante a semana era inflexível, nos encontrávamos mais à noite ou final de semana, mesmo assim nossos encontros se tornaram cada vez mais frequentes. Ou era eu visitando um apartamento ou ele trazendo alguém para conhecer o meu, a dificuldade de conciliar a venda de um e compra de outro era enorme, principalmente diante dos valores necessários. As formalidades foram diminuindo e já nos tratávamos como amigos. Era meu aniversário e resolvi chamar uns cinco amigos para beber comigo no meu apartamento, já encantado com ele acabei por chamá-lo também. No início ele disse que não iria, mas até o fim do dia acabei o convencendo a ir. Assim que chegou estava um pouco tímido, mas se comunicava bem com o pessoal. Conforme todos fomos bebendo, ele se soltou mais e acabamos todos bêbados. Ele começou a passar mal, pediu para ir até o banheiro onde vomitou muito. Levei uma toalha para ele e sugeri que tomasse um banho para ficar melhor, sugestão que ele aceitou sem resistência. Ao perceber que ele tinha terminado o banho, disse-lhe que ele não precisava se vestir e podia deitar na minha cama para se recuperar, pois eu não tinha hora para ir deitar. O pessoal resolveu não ficar muito mais e foram embora pouco depois, aproveitei para também tomar um banho e deixei para arrumar tudo no outro dia. Entrei no quarto sem fazer barulho e tive uma visão que me fez congelar, ou melhor, fez meu sangue ferver. Ele estava deitado, apenas com uma cueca boxer preta, de barriga para cima e praticamente desmaiado. Por alguns instantes fiquei sem saber o que fazer, estava indeciso sobre ir atacá-lo ou ir dormir em outro lugar. Por mais que parecesse antiético me aproveitar dele naquela situação, por outro lado algumas de suas ações pareciam demonstrar que ele também queria isso, afinal lá estava ele seminu na casa de um homem que ele sabia que era gay e que nutria sentimentos por ele. Acabei deitando ao lado dele, mas não o toquei. Na manhã seguinte acordei ainda antes dele e fiquei quieto admirando-o dormir, mas não demorou muito para ele também acordar. “Nossa, que horas são?“ “Deve ser quase nove horas.“ “Nossa passou a noite toda?“ “Parece que sim.” – Disse-lhe rindo largamente. “Que vergonha, passei dos limites de vez.“ “Para, está tudo bem.“ “Preciso ir embora, tinha plantão hoje.“ “Você já perdeu o seu plantão, certo?“ “Já“ “Então vamos tomar café e depois você vai. Vou tomar uma chuverada e já preparo o café.” Tomei um banho rápido e depois preparei o café, ele continuava deitado na cama. “Se quiser tomar um banho tem toalha limpa no banheiro, o café está pronto.“ Ele fez o que eu disse e quando veio tomar café já estava arrumado. “Felipe, me desculpe. Sei que não tem desculpas para o que fiz, ainda mais dormir na sua cama, mas me desculpa mesmo. Pode deixar que até vou pedir para um outro corretor te atender.“ “Cadu, não se preocupe, está tudo bem. A única coisa foi que você correu um sério risco ao dormir na minha cama, afinal eu poderia te atacar.” – ri às gargalhadas – “Mas de qualquer jeito, eu não quero que outro corretor me atenda.“ Com a cantada, mas estando na situação que estava, Cadu sorriu timidamente. Terminamos o café e depois ele agradeceu por tudo e disse que iria embora. Quando fomos até a porta, ele me deu a mão para despedir e eu segurei um pouco mais forte e por mais tempo que o necessário fazendo o olhar nos meus olhos. “Não se preocupe, nada aconteceu. Não que eu não tive vontade, mas eu sei respeitar a sexualidade de cada um. Também não se culpe por ter excedido na bebida e minha casa continua de portas abertas para você.“ “Obrigado, tanto por me respeitar quanto pela sua compreensão. Pode deixar que eu volto.“ Passamos uma semana sem nos falarmos. Na sexta ele me ligou porque encontrou um apartamento na esquina da Al. Campinas com a Al. Sarutaiá na região da Av. Paulista. Marcamos então de nos encontrarmos no apartamento e fomos visitá-lo no período da noite. O apartamento estava vazio, então pudemos ficar bem à vontade. O problema é que agora eu já não conseguia mais disfarçar meu olhar guloso para cima dele. Ele percebeu isso e de certa forma isso não o incomodava. Como eu estava sem carro nesse dia, ele me levou até em casa depois da visita. O convidei para subir e ficamos falando sobre o apartamento que tínhamos visto, afinal era o que eu queria. Enquanto isso preparei alguma coisa para comermos e depois ficamos comendo e bebendo. Sentamos na sala e continuamos bebendo e vendo televisão. Estávamos tão próximos, de repente olhei para ele e o clima foi inevitável. “Cadu, desculpe, mas você é tão bonito. Esse seu jeito de homem-menino me chama muito a atenção.“ “Obrigado, mas eu não vejo toda essa beleza em mim.“ “Mas você é. Conversando com você vejo que já é um homem, mas no seu rosto ainda tem os traços de um menino que precisa ser cuidado.“ “Ah é?“ Acabei passando a mão no rosto dele e com o dedão toquei seus lábios e ele beijou meu dedo. Isso foi mais uma declaração de que eu podia continuar. Me aproximei mais dele e os olhos dele foram fechando, toquei seus lábios macios com os meus, ele entreabriu a boca e retribuiu o beijo. Enquanto o beijava, passava a mão pelo seu tórax e logo comecei a desabotoar sua camisa. Seu peito sem pelos era um convite para eu deslizar a língua por ele. Fui beijando seu pescoço e logo estava explorando o peito e seus mamilos, ele suspirava profundamente. Na sua calça o volume já era nítido e esse foi meu próximo ponto. Desci a mão e apalpei seu membro rígido. Como eu imaginava, era comprido e grosso, combinava com o restante do tamanho do corpo. Sem parar de beijar seu peito e chupar seus mamilos, fui desabotoando a calça, abri o zíper e ele levantou o quadril para eu poder tirar sua calça. Tirei sua calça, sapatos e meias deixando-o só de cueca branca que contrastava com sua pele morena e deixando suas coxas grossas ainda mais destacadas. Beijei seus pés, fiz carinho no meu rosto com eles e fui subindo beijando sua canela, suas coxas, eu estava sem pressa, queria aproveitar cada pedacinho dele. Esfreguei meu rosto no pau dele por cima da cueca, puxei o ar a fim de sentir seu cheiro de macho. Mordi seu pau por cima da cueca e depois puxei a cueca para baixo. O pau pulou para fora pesado e babando, passei a língua na glande a fim de sorver o líquido pré-seminal, depois lambi o pau da base até a ponta antes de abocanhá-lo levando até tocar minha garganta e depois o tirei da boca, todo esse movimento lentamente. Fui até seu saco e lambi fazendo-o se contrair e gemer um pouco mais alto. Voltei ao pau e agora comecei a chupar com mais velocidade e tentando colocar cada vez mais na boca, mas não dava para colocar nem a metade. Senti sua mão tocar minha cabeça enquanto seus gemidos se tornavam mais descompassados, mostrando o prazer que ele estava sentindo. Após alguns instantes subi para beijá-lo novamente e aí ele aproveitou para começar a tirar minha roupa. Era o momento dele me retribuir o prazer. Ao tirar minha camiseta ele começou a chupar meu peito esquerdo, mal sabia ele que é um dos pontos do meu corpo que me dá mais tesão, eu queria que o mundo parasse ali para aquele momento ser eterno. Depois ele me levantou e baixou meu short e cueca de uma vez. Meu pau saltou duro, babando. Ele segurou firme, olhou para meu pau, depois olhou para mim e o lambeu sorvendo o líquido que já saía em abundância. Ainda olhando para mim foi colocando meu pau aos poucos em sua boca até encostar no meu púbis e minha glande tocar sua garganta. Só então ele começou o movimento de vai e vem e eu sentia o prazer invadir o meu corpo, segurei a cabeça dele e soquei fundo na sua garganta fazendo golfar e chorar ao mesmo tempo. Ele tirou o meu pau da boca e enquanto tomava fôlego começou a lamber meu saco. Aproveitei que ele tinha tirado meu pau da boca e fiquei de quatro sobre o sofá e ele foi explorar meu cuzinho com a língua. Conforme ele me linguava eu gemia e me arrepiava todo. Não consegui deixá-lo muito tempo lá, comecei a puxá-lo e ele subiu beijando as minhas costas até encostar seu pau duríssimo no meu rabo. Guiei seu pau até o meu cuzinho e forcei para trás, guiando e controlando a penetração, já sabia que não seria fácil introduzir um pau daquele tamanho em mim. Após algumas tentativas frustradas, levantei e puxei-o pela mão até meu quarto, lá havia lubrificante e a minha cama. Lubrifiquei seu membro rígido e lambuzei seus dedos e pedi para ele os introduzir em mim a fim de me lubrificar por dentro e ao mesmo tempo afrouxar um pouco. Depois o deitei na cama, subi nele e fui sentando naquela tora. Agora lubrificado e na posição correta, logo eu estava cavalgando e ele urrando de prazer. Me virei de costas para ele, deitei sobre seu peito e deixei ele me estocar com vontade. Não sei o quanto os vizinhos conseguiam ouvir, mas nós havíamos esquecido que não estávamos em um deserto, deixamos nosso prazer ser expresso por gemidos e palavras de baixo calão. Ao sentir que estávamos próximos ao orgasmo, deitei de frango assado, coloquei um travesseiro embaixo do quadril a fim de chegar ao orgasmo olhando em seus olhos. Ao sentir as primeiras bombadas nessa posição, não me contive e comecei a gozar uma quantidade enorme de sêmen sobre meu abdômen. Ele ao sentir meu cuzinho se contraindo e mordendo seu pau enquanto eu gozava, deu uma estocada bem funda e começou a me inundar de porra, urrando e se tremendo inteiro. Deitou-se sobre mim e começamos a nos beijar. Uma sensação de prazer como eu nunca tinha sentido, afaguei seus cabelos e adormecemos assim, grudados um ao outro. Acordamos no outro dia em cima da hora de ele ir para o plantão. A partir daquele dia passamos a nos encontrar ainda com mais frequência porque tínhamos um motivo a mais. Não foi necessário eu vender o carro para completar o valor do apartamento que escolhi. Ele completou com a comissão dele. Nisso, já fazem quase dez anos que estamos juntos. E essa é a história do nosso amor.
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