A Loira Casada de Goiania

Goiânia tem um jeito peculiar de seduzir. Não é apenas o calor do Cerrado ou as ruas largas do Setor Marista. É a forma como as pessoas caminham, como se carregassem uma confiança silenciosa. E, na eesquina do meu escritorio, há um desfile diário de mulheres que parecem fazer parte da paisagem. Eu um homem casado na casa dos 40, mas com a libido lá no alto, sempre olhando com desejo as beldades da capital das mulheres bonitas.

Meu escritório ficava ao lado de um dos salões de beleza mais concorridos da cidade. Bastava olhar pela janela para ver SUVs importados, sedãs luxuosos e, deles, descerem mulheres elegantes, cada uma com seu estilo, seu perfume, sua pressa.

Entre todas, há uma que sempre chama minha atenção.

Loira, postura impecável, óculos escuros que escondiam parte do rosto e um BYD branco que estacionava quase sempre na mesma vaga. Nunca a vi acompanhada. Nunca a ouvi falar. Apenas entrava no salão e, algumas horas depois, saía como quem não tinha compromisso com o relógio.

Nossos olhares se cruzaram algumas vezes.

Na primeira, fui eu quem desviou por último.

Na segunda, ela percebeu que eu a observava e, discretamente, voltou a atenção para o celular.

A terceira foi diferente. Olhei para ela por um instante mais longo do que o aceitável. Ela percebeu. Não sorriu. Apenas fechou a porta do carro e entrou no salão.

Pensei que aquele seria o fim da história.

Mas, numa manhã de quinta-feira, resolvi interromper a rotina.

Vi pelas câmeras do escritório o BYD entrando na vaga de sempre. Levantei quase por impulso. Desci antes que ela pudesse alcançar a calçada.

Quando abriu a porta do carro, dei um passo à frente.

— Bom dia.

Ela ergueu os olhos, surpresa.

Sorri e completei:

— Confesso que tenho inveja deste salão.

Ela franziu levemente a testa.

— Toda semana ele tem o privilégio de receber a sua visita.

Por um segundo, ela pareceu sem reação.

Depois surgiu um sorriso tímido, daqueles que aparecem mais nos olhos do que nos lábios. Não respondeu nenhuma palavra.

Apenas inclinou a cabeça em um discreto gesto de agradecimento e entrou no salão.

Fiquei ali parado, vendo a porta de vidro se fechar.

Às vezes, o silêncio diz muito mais do que qualquer conversa.

E, pela primeira vez, tive a impressão de que aquele sorriso não encerrava uma história. Talvez fosse apenas o começo.Posso dar sequência mantendo a tensão, a atração e o jogo de sedução,

Na semana seguinte, ela apareceu no mesmo horário.

O BYD branco parou na vaga de sempre. Pela janela do escritório, eu a observei descer do carro. Dessa vez, antes de entrar no salão, ela olhou discretamente para a fachada do prédio ao lado, como se procurasse alguém.

Sorriu de canto.

Era um detalhe quase imperceptível, mas suficiente para mim sair novamente.

— Bom dia.

Ela respondeu.

— Bom dia.

Era a primeira palavra que ele ouvia da voz dela. Calma. Segura. Mais grave do que imaginava.

— Acho que finalmente deixei de ser o vizinho inconveniente.

Ela riu.

— Não… só me pegou de surpresa naquele dia.

— Então ainda tenho chance de causar uma boa segunda impressão?

Ela cruzou os braços, divertida.

— Isso depende do que pretende fazer.

— Apenas um café capuccino enquanto vc espera seu horario. Prometo que dura menos do que seu horário no salão.

Ela olhou para o relógio.

— Tenho quinze minutos.

Por favor me acompanhe, e ela entrou pelo porta que da acesso as salas do escritorio.
O escritório tem uma ar acolhedor com varias salas e uma especial onde tem um sofa com ar mais intimista, um barzinho com adega e uma máquina de café próxima à janela. Ela olhou como que aprovando o ambiente e nao deixou de comentar sobre os vinhos.

— Se tivesse tempo eu ria preferir o vinho....


Ela recebeu a xícara, aproximou-se da janela e ficou olhando a rua lá embaixo.

— Você costuma elogiar mulheres desconhecidas?

— Não.

— Então por que falou comigo?

— Porque, às vezes, a gente percebe alguém que desperta curiosidade. Não apenas pela aparência, mas pela presença. Posso te garantir que de todas as mulheres que ja vi entrar neste salao vc foi a unica capaz de me despertar desejos.

Ela arregalou os olhos e olhou na minha máo e disse

— Mas voce e casado

— respondi, vi que vc tb é e talves isso atorne mais atraente ainda e consiga despertar desejos proibidos.

Ela riu outra vez.

A tensão já não era desconfortável. Era daquela espécie que nasce quando duas pessoas ainda não sabem exatamente o que esperar uma da outra.

O celular dela vibrou.

— Meu horário.

Ela caminhou até a porta.

Antes de sair, voltou-se apenas o suficiente para dizer:

— Na próxima semana… chego mais cedo para tomar um vinho
E saiu.

Permaneci olhando a porta fechada, percebendo que, às vezes, o maior encanto não está no que acontece, mas na expectativa do próximo encontro. Continua ......


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Ficha do conto

Foto Perfil carlosgoiano38
carlosgoiano38

Nome do conto:
A Loira Casada de Goiania

Codigo do conto:
268688

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
30/07/2026

Quant.de Votos:
2

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